Love Doesnt Exist... Does It?

2 Capítulo 2 - Minha querida prima


Notas iniciais
Obrigada a BiaSalvatore, Estrella, DaniMalfoySalvatore e BloodMary pelos vossos comentários. Vocês são as primeiras 4 a comentarem a fanfic! Thanks!

Capítulo 2 – Minha querida prima

Cheguei ao aeroporto com as minhas malas e Caroline, a minha prima estava com a mãe a acenar com o ar mais feliz do mundo para mim.

-Prima! – exclamou ela e apertou-me com força no seu abraço. – Como senti a tua falta!

-Eu também – falei, mas não soou muito convincente. – Oi tia.

-Olá Jo – disse ela. – Preparada para viver connosco?

-É claro que ela está, mãe – respondeu Caroline por mim. – Não dá para ver o sorriso de felicidade dela?

Não percebi se ela estava a ser irónica ou não, mas puxou o meu carrinho até ao carro.

-A primeira coisa que fazer quando chegarmos é irmos ao Grill.

-Grill? – perguntei.

-Sim, Mystic Grill. É um café muito giro onde podes conhecer todo o meu grupo – disse ela e acrescentou num tom mais baixo. – E tem muitos gatos solteiros.

Revirei os olhos e ela desfez o seu sorriso.

-Ai, prima, para de ser assim! – exclamou ela. – E por falar nisso, que raio de roupas são essas?

-São minhas e não tens nada a ver com isso.

Ela cerrou os lábios, mas li-lhe a mente.

-Nem sonhes, Caroline! – exclamei. – Eu não vou passar por nenhuma transformação tua!

-Observa-me – disse ela e virou-se para a frente. – E vai ser ainda hoje. A malta no Grill pode esperar.

-Carol…

-Não, Jo, não te vou apresentar como minha prima com roupas assim. Credo, nem pareces minha prima – disse ela, mas a última frase foi num tom mais baixo, mas que eu ouvi.

Caroline era ainda mais teimosa do que eu, por muito que me custe afirmar. Ela é um doce, uma ótima prima e amiga, mas não se metam no mundo da moda com ela ao lado, porque é ela que deita as tendências todas. Ela, Elena e Bonnie, o trio maravilhoso.

Tia Lizz foi conduzindo e depois parámos junto à casa delas.

-Espero que se divirtam, meninas. Jo, qualquer coisa, liga-me, está bem? Volto a casa depois de jantar, por isso não esperem por mim – disse ela enquanto saímos do carro e carregávamos as malas para a varanda da casa.

-Tudo bem, tia, sem problemas – falei.

-Não há problema nenhum. Pelas coisas que eu ainda tenho que fazer com ela, de certeza que chegaremos bem depois da hora de jantar.

Lizz sorriu culpada para mim, mas meteu-se a caminho para o trabalho dela. Caroline e eu colocámos as minhas coisas no quarto de hóspedes e depois saímos no carro dela.

-Eu nem acredito que tens um carro só teu.

-Tu não tens? Quero dizer, tinhas?

Neguei com a cabeça e pousei a cabeça no vidro do carro.

-Eles não confiam em mim, sabes? Dizem que sou problemática e mimada.

Ela pareceu pensativa e depois começou a disparar a sua lição, tão típico de Caroline:

-Sabes, na verdade até és. Quero dizer, andas com más companhias e andas por aí com as unhas todas estragadas, já para não falar que fumas coisas ilegais, não tens vida social, tens um namorado que te trata mal e vestes-te como uma viciada em droga!

-Desculpa lá se eu não tenho a vida perfeita que tu tens! – exclamei.

-Eu não tenho uma vida perfeita, mas eu importo-me com coisas supérfluas, sim, que apesar de serem humanas, são essenciais para a nossa vida.

-Falas como se não fosses humana – acusei. – Transformaste-te no quê? Num daqueles seres temíveis que a nossa família acredita?

Ela não respondeu e bufou irritada.

-Desculpa – disse quando ela estacionou o carro. – É que… eu não quero estar aqui! A minha vida é na Califórnia e eu quero voltar para lá o mais rápido possível.

Ela desligou o carro e fitou-me com os olhos azuis muito abertos.

-Fazemos assim: eu faço-te uma transformação perfeita, passas a ser uma amostra de mim em todos os aspetos e depois eu convenço a minha mãe e o teu pai a voltares para lá porque aprendeste tudo direito comigo. Que achas?

Olhei duvidosa para ela.

-Quanto tempo é que isso tudo demorará?

-O tempo que demorares a deixares de ser teimosa comigo e alinhares em tudo o que eu faça.

-De acordo – falei sorrindo. – Que comece agora.

-Ótimo! Primeira paragem: cabeleireiro.

Revirei os olhos, mas lá saí do carro. Entrámos num cabeleireiro e ela ditou o meu penteado.

-Quero que ela fique com o cabelo longo, mas por favor, corte as pontas espigadas desta menina! Jo, há quanto tempo é que não vais a um cabeleireiro? – ela virou-se para a cabeleireira, sem me deixar responder e continuou a dizer o que queria.

Eu simplesmente fechei os olhos e deixei-as fazerem-me tudo. Quando os abri, nem queria acreditar. O cabelo mal preso num elástico, oleoso e sem vida, estava com caracóis perfeitos, sedosos e brilhantes, cheios de vida. Arregalei os olhos, espantada.

-Eu sou um anjo da moda – suspirou Caroline e eu disfarcei o meu sorriso. Carol tinha razão: ela era um anjo. Um anjo que talvez me tenha trazido uma perspetiva diferente da minha vida, pelo menos no conceito da moda e da beleza. – Segunda paragem: loja de roupa.

Saímos do cabeleireiro depois de eu ter pago (sim, eu era muito rica na Califórnia) e fomos para uma loja de roupa cheia de vestidos e coisas femininas, incluindo roupa interior. Eu deixei tudo nas mãos de Caroline e fui uma perfeita Barbie para ela, entrando e saindo do provador centenas de vezes. Paguei e tivemos que colocar os sacos no carro dela para depois irmos à terceira paragem.

-E agora, terceira paragem: sapatos!

Arregalei os olhos.

-Caroline, os meus queridos e amados All Star…

-Têm que ir para a reforma – completou ela e guiou-me até uma loja que só tinha sapatos. Lá fui eu experimentar milhões de sapatos, desde rasteirinhas a 20 cm de altura e depois de sairmos de lá, passámos numa loja de maquilhagem onde comprámos milhões de coisas para mim, muitas das quais eu nem sabia o que eram. A quinta paragem foi numa loja de acessórios onde comprámos malas, brincos, colares, pulseiras, etc... Regressámos a casa e já eram sete horas da tarde. – OMG, temos uma hora para nos despacharmos!

-Onde é o fogo, Caroline? – perguntei-lhe, rindo da histeria dela.

-No Grill. Combinei com todos lá para te conhecerem.

-O quê? – perguntei em choque. – Carol, eu não vou.

-Vais sim, sua maluca. Não tive a tarde toda nas compras para depois simplesmente as guardares no armário. Anda, vamos!

Entrámos no meu novo quarto e ela escolheu a roupa ideal para mim: umas calças roxas, top com brilhantes, botins pretos de salto, uma mala no mesmo tom do top e maquilhagem no tom das calças, com eyeliner e rímel.

-Estás perfeita! – exclamou ela e obrigou-me a encarar-me ao espelho. Eu estava realmente radiante, nunca pensei que pudesse ficar tão bonita.

Look da Jo: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46484780

-Agora vamos – disse ela e corremos até ao carro dela. Entrámos e vimos que faltavam dez minutos para as oito, por isso, ela andou um pouco mais depressa, mas não daquela maneira louca que o meu pai tinha conduzido naquela mesma manhã.

Notas finais
Olá! Muito obrigada pelos comentários, a sério! Fiquei muito feliz!
Depois, espero que tenham gostado deste capítulo e que comentem igualmente! Críticas (desde que não me façam chorar), um "amei" ou um "foi suficiente" é combustível para mim!
Bjs, e até domingo!
=)