Love Doesnt Exist... Does It?
18 Capítulo 18 - Problemas dos outros
Notas iniciais
Bom capítulo!
Capítulo 18 – Problemas dos outros
-Jo! Oh, ainda bem que estás aqui! Onde estavas? – interrogou Caroline.
-Fui buscar gelo com o Matt.
-Mas não trazes gelo nenhum – observou ela.
-Surgiram uns problemas.
-Que problemas?
-Matt bêbedo e Klaus maluco – respondi facilmente.
-O quê? – gritou ela e Tyler aproximou-se de nós.
-Chiu! Na verdade Klaus salvou-me do Matt mas depois eu acabei por salvar-me a mim mesma. Se é que isso é possível.
-O que fez ele? – indagou Tyler.
-Nada de especial. Mas o que aconteceu?
-Esther levou Elena e todos os vampiros estão presos cá dentro.
-Como assim presos?
-Anda, eu mostro-te – disse ela e levou-me para o exterior e apontou para o sal que estava a rodear o edifício todo.
-E agora?
-Bonnie está a fazer um feitiço de localização para saber onde Esther e Elena estão.
-E depois?
-Depois ela vai quebrar o feitiço que nos mantém aqui.
-Oh – foi tudo o que disse e depois a verdadeira questão do problema veio-me à mente. – OMG, ela não vai matar Elena, pois não?
Caroline não disse nada, apenas ficou os olhos azuis-escuros muito abertos.
-Caroline…
-Não sabemos – respondeu Stefan, aparecendo no meu campo de visão.
-OMG – disse, com lágrimas nos olhos.
-Ei, ela vai ficar bem – tranquilizou-me Caroline. – Elena arranja sempre uma maneira de ficar bem no meio desta maluquice toda.
-Só estou preocupado com o que quer que Esther esteja a fazer – falou Stefan, preocupado. – Ela atraiu Klaus para aqui por algum motivo, e se ele morrer…
-Eu morro – completou Tyler.
-Ninguém vai morrer, sim? – disse Stefan, nervoso. – Bonnie ainda está a tentar encontrar uma maneira de contornar o feitiço.
-Vamos para dentro, Jo. Estás a gelar aqui fora – falou Caroline e fomos os quatro para dentro do edifício.
Caroline e Tyler entraram dentro do ginásio, mas eu deixei-os em paz e resolvi entrar numa das salas. Curiosamente, era a sala onde Bonnie, Klaus, Damon e o namorado da Bonnie, Jamie, estavam. Sentei-me silenciosamente numa das cadeiras.
-Esther está a lutar contra mim – disse Bonnie, parecendo indignada.
-Ela não pode ter tanto poder assim, ela deve de estar a canalizar de algum lado – falou Klaus.
-Um lugar sagrado.
Demorou menos de um segundo a ele dizer:
-Preparem os humanos. Sei onde ela está.
Passaram-se alguns minutos, talvez vinte. Matt e Jeremy tinham seguido para o local onde Klaus tinha morto Esther. Bonnie estava àquele tempo todo a lutar contra a magia de Esther, e passado todo aquele tempo, ela respirou fundo.
Olhou para mim, com pena e eu odiei aquele olhar.
-Não precisas de ficar aqui.
-Caroline está aqui. Tu estás aqui e Elena corre risco de vida. Onde mais estaria eu?
Ela sorriu e disse:
-Anda avisar os outros. Esther já não está mais alutar contra mim, e o feitiço de aprisionamento está desfeito.
-Vamos, então.
Então comecei a pensar durante todo aquele tempo: eles eram meus amigos desde o berço, mas naquela altura, mesmo podendo ser inútil eu estava em território neutro porque eu não queria enfrentar uma batalha que não era minha. Mas Bonnie não tinha nada a ver com aquilo, e no entanto ela lutava ao lado de Caroline e Elena. Eu não gostava de tomar lados, nunca gostei, nem nunca gostarei mas elas eram minhas amigas desde sempre. Eu não devia de estar do lado delas?
-Bonnie – parei-a. – Desculpa.
Ela pareceu confusa.
-Por tudo. Eu não estou do vosso lado, nem estou do lado deles, mas sinto que vocês precisam de mim.
-Não, Jo. Não te queiras meter no meio disto. Tu és uma simples humana, não tens nada a ver com isto.
-Assim como tu!
-Eu sou uma bruxa! E acredita, eu fiz coisas que mexeram com o balanço da Natureza, coisas das quais não me arrependo mas que me fazem estar no meio disto tudo.
Abraçou-me com força e eu senti-me reconfortada.
-Vive a tua vida. Não te metas com vampiros, bruxas, lobisomens e muito menos híbridos. Assim conseguirás viver em paz e fora disto.
-Lamento Bonnie – disse.
-Não tens nada que lamentar. Elijah tinha razão – eu tremi ao ouvir o nome dele. – O teu carisma irá fazer-te prevalecer no meio disto tudo. Não destruas o que já construíste. Tu és intocável para os dois lados. Ninguém te irá usar para chegar ao outro lado. (N.B: Uma vantagem!)
-Tens a certeza?
Desfizemos o abraço, e ela olhou-me sem medo:
-Absoluta. Agora vai para casa que já é tarde. Temos muito para fazer amanhã.
Acenei com a cabeça e fui para casa, sem me despedir dos outros.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO, até domingo!
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