Love Different
2 Capítulo 1 - Past
Notas iniciais
Capítulo 1 — Past
POV Alec Volturi
Ser um vampiro não é tão maravilhoso quanto as pessoas pensam, na verdade com o passar do tempo, dá vontade de você se matar. Pode parecer cruel... Não, é cruel sim, mas a realidade nem sempre é bonita.
Querem saber de uma coisa?
Depois que se vive mais de meio milênio, um dia, você se pega pensando: Porque eu ainda não me matei mesmo?
O tédio faz isso conosco.
Acreditem em mim, sou experiente nesse assunto.
Mesmo vivendo com os Volturis, eu fico entediado. Nem mesmo a Chelsea me diverte mais e é claro que agora ela veio com aquela história de que está apaixonada por mim e que nós devíamos ficar juntos como companheiros. Rá, tudo só conversa afiada.
Posso estar parecendo meio insensível, mas é que é sempre a mesma história. Depois de um tempo toda mulher, vampira e humana, cansa de só dar uns pegas e vem com aquela história de amor e todo esse blá blá blá que faz até mesmo um imortal dormir.
Ok, eu admito que sou galinha, já peguei muitas mulheres, vampiras e humanas(é claro que matava as humanas depois), só que como eu disse, o tédio faz isso com a gente.
Sei que devem estar pensando, além dele ser um sádico que adora matar, também é um pegador que quebra corações e não quer se amarrar. Eu mereço isso, MAS me sinto obrigado a dizer que eu não sou totalmente mal e existe um motivo para nós, eu e minha irmã, sermos do jeito que somos. Quase ninguém sabe da nossa história, até mesmo pessoas daqui de dentro nem imaginam o que nós passamos.
Isso já faz mais de 600 anos e aconteceu na época da caça das bruxas.
***
Jane e eu tínhamos 8 anos.
As pessoas sempre olharam para mim e para Jane com ódio, como se fossemos demônios, ou até mesmo o próprio Diabo. O que eles não sabiam é que nós só queríamos ter uma vida normal com nosso pai, Griffin e nossa irmã, Bryiana. Bryiana é nossa irmã mais velha, 4 anos par ser mais especifico, sempre foi como uma mãe para nós, já que não conhecemos nossa mãe, Helena, que morreu dando a luz a nós. Nosso pai nos criou sozinho, mas sempre tentando nos manter afastados de tudo e de todos, com medo de que nos matassem por termos o que ele chama de poderes. Já eu, chamo de maldição. Nem imaginava que essa maldição um dia iria me salvar.
Não poder sair de casa é horrível, mas sei que se eu quiser continuar vivo, tenho de ficar aqui.
Eu, Jane e Bryiana estávamos no jardim de trás, só conversando, tentando aproveitar a vida, tentando ser normais. Bryi não tem “dons” como eu e Jane, mas sendo nossa irmã, ela também corre perigo.
– Alguém sabe que horas são? – perguntou Bryi olhando para o sol.
– Não – respondemos eu e Jane ao mesmo tempo.
– Isso irrita às vezes, sabia?
– O que te irrita? – dissemos juntos de novo.
– Parem com isso!
– Parar com os que? – nem vou falar que falamos juntos de novo.
– Parem de falar ao mesmo tempo!
– Não estamos falando ao mesmo tempo.
– PAREM!
– Não!
– A meu bom Deus, porque foi me dar irmãos tão irritantes? Eu não mereço isso!
Com isso, nós três caímos na risada.
Fomos interrompidos com o barulho do grito de nosso pai. Imediatamente nos levantamos e fomos ver o que estava acontecendo.
Corremos até a casa, mas assim que chegamos lá, bom digamos que todos os meus pesadelos se tornaram realidade. Pela porta que dava diretamente para a cozinha, dava para ver o que estava acontecendo. Toda a casa estava em chamas, pelo que parecia, ela havia sido invadida por aldeões enfurecidos que queriam nos matar. Só que isso não era o pior.
Griffin estava amarrado por uma corda, jogado no chão, queimando na crescente fogueira improvisada. Meu pai estava morto.
Notas finais
DEIXEM REVIEWS
bjos
Fale com o autor