Love Complications
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Aquele livro não devia estar lá, era pra estar em sua casa, em sua biblioteca particular ela tinha certeza disso, mas, no entanto ele estava lá, brilhando em seus olhos como um pedido desesperado para ser aberto. Depois de arrumar suas coisas Regina se transportou para a mansão do aprendiz, e antes mesmo de entrar no portal ela enxergou o livro. Após folhear algumas paginas ela teve certeza de que precisava dele, só aquele livro continha o poder que ela precisava, e por um momento se sentiu estúpida por não pensar nele antes.
— Qual foi à primeira coisa que eu disse quando começamos as aulas? – Gold perguntou e Regina não precisava virar para ter certeza que ele estava acompanhado, então ela respondeu sorrindo.
— Toda magia tem um preço
— Está disposta a pagar esse preço? – Gold continuou e Regina virou ainda com o sorriso malicioso no rosto.
— Sempre. – Ela olhou para os presentes na sala e para o livro, e no momento o livro era a sua única salvação.
— Nós podemos lhe proteger. – Robin falou se manifestou e Regina riu, ou melhor gargalhou.
— Arco e flechas e espadas, nossa estou emocionada com tanta proteção, até o gancho do Killian é mais ameaçador que vocês.
— Regina. – Snow a repreendeu o que só fez Regina sorrir mais.
— É isso o que você quer? – Gold perguntou chamando atenção de Regina, ela olhou para ele e em meio aquela troca de olhares ele pode entender, não era o que ela queria, e sim o que precisava para proteger sua filha, e ele entendia muito bem isso. – Então faça. – Ele concluiu e começou a ouvir protestos e antes que pudessem fazer algo para impedir ele os paralisou.
— Os encantados ficam bem melhor calados. – Regina falou e Gold não pode deixar de sorrir.
— Vamos fazer logo isso. – Ele falou se aproximando e pegando o livro dos suas mãos, Regina em nenhum momento hesitou, sabia que podia confiar nele. Com certa habilidade ele abriu na pagina desejada e começou a pronunciar palavras em latim que continham no livro, depois de pronunciadas Regina soprou a pagina e de olhos fechados inspirou o que saiu da mesma. Quando abriu os olhos eles tinham uma coloração violeta o que assustou os presentes na sala.
— Tem certeza que temos que soltá-los? Eles me irritam menos assim. – Regina falou maldosa
— Regina. – Ele a repreendeu rindo, mas logo os soltou.
— O que vieram fazer aqui? – A morena falou logo
— Nós vamos com você para floresta encantada. – Belle falou se aproximando de Regina.
— Espero que nós, signifique você e o meu pai. – Regina resmungou e logo que não obteve Respostas se enfureceu. – Não mesmo, estou indo ter um bebê não fazer uma excursão.
— Não vamos deixar você sozinha Regina. – Robin tentou falar
— O que ele esta fazendo aqui mesmo?
— Não importa o que fale ou faça Regina eu vou também.
— Cuidado maninha o ladrão ficou revoltado. – Zelena apareceu e Regina revirou os olhos.
— Serio? – Regina perguntou com raiva quando viu sua irmã com uma pequena mala. – Quem vai aparecer aqui daqui a pouco? Os 7 anões?
— Podemos providenciar se quiser. – David falou debochado e foi logo fuzilado por Regina
— Não vai todo mundo. – A morena concluiu firme. – Belle, Zelena e meu pai vão, o resto fica.
— Zelena? Esqueceu da parte que ela quer te matar? Eu sou a salvadora posso te proteger dela. – Emma gritou com a decisão.
— Alguém continua com ego inflado. – Zelena cantarolou sorrindo e se aproximando de Regina
— Zelena quer me matar, mas não vai fazer mal a minha filha, eu confio nela.
— Confia é? – Zelena perguntou com um sorriso presunçoso no rosto.
— Não abusa. – A morena resmungou e a ruiva sorriu mais.
— Bom eu adoro uma briga de mulheres. – Killian falou e logo foi para o lado de Regina que revirou os olhos mais sorriu.
— Volta aqui Killian.
— Eu não sou seu cachorrinho Emma. – Killian resmungou para Emma que o olhou espantada.
— Por mais que eu adore brigas eu preciso ir, então.
— Eu vou também Regina, você goste ou não. – Robin falou a interrompendo e indo para perto.
— Eu também vou mãe. – Henry disse firme chamando atenção pela primeira vez.
— Agora eu sou sua mãe não é? – Regina resmungou revirando os olhos. – Olha Henry, você fica.
— Eu tenho o coração do verdadeiro Crédulo, eu posso ajudar.
— Nossa essa família tem mesmo problemas com ego inflado. – Zelena riu da situação
— Chega Henry, você não vai.
— Você não é minha mãe, você não manda em mim. – Henry gritou e pela segunda vez no dia espantou a todos.
— Tudo bem, eu já aturei demais os seus desaforos Henry, quando era pequeno eu tinha culpa, pensava que a culpa era minha e que merecia seu desprezo, agora chega, eu não preciso mais mendigar sua atenção, eu tenho uma filha ou um filho que vai me aceitar do jeito que eu sou.- Regina falou entre dentes assustando Henry, era a primeira vez na vida que ela gritava com ele. – Eu disse que você não vai e fim de história. – Ela concluiu e com um simples movimento na mão ele desapareceu em uma fumaça roxa.
— O que fez com ele? – Snow perguntou preocupada.
— Foi dar um passeio com Hades. – Regina respondeu irônica e Zelena riu. – Ele está na sua casa, e vai ficar lá até vocês voltarem.
— Eu também vou Regina. – Emma falou firme e Regina se irritou
— Agora chega, se eu escutar mais uma vez a frase “eu também vou”, eu juro que transformo alguém em cinzas.
— Tudo bem, então tenham cuidado. – Snow falou apreensiva e Regina revirou os olhos mais uma vez.
— Eu vou pra floresta encantada, não pra guerra. – A morena resmungou antes de abrir a porta e passar pela mesma.
*Floresta Encantada*
Quando todos já tinham passado pelo portal começaram a olhar para o redor querendo saber onde estavam.
— Onde estamos? – Emma foi a primeira a perguntar
— Estamos no meio da floresta, um pouco longe do castelo, diria que uns dois dias de viagem. – Robin falou olhando ao redor, ele viveu nessa mata durante anos, ele sabia exatamente como se virar lá.
— Dois dias de viagem? — Emma praticamente gritou.
— Para uma salvadora você é muito desesperada. – Zelena se manifestou e com um toque na mão eles estavam no castelo. – Você tem magia, use-a.
— Emma não é tão boa assim com magia, era capaz de pararmos em Arendelle. – Killian resmungou e os restantes riram.
— Obrigada pelo apoio. – Emma resmungou
— Disponha.
— Bom eu não sei vocês, mas eu preciso descansar. – Regina falou antes que Emma e Killian começassem a brigar novamente. – Escolham os quartos e se acomodem nos vemos depois para o jantar.
— Depois vou ao seu quarto para conversarmos. – Gold falou e ela assentiu e se retirou deixando os demais discutindo em qual quarto iam ficar. Regina estava cansada, fisicamente e mentalmente, e não estava mais conseguindo segurar a máscara de Evil Queen, ela era Evil Queen claro, ela sempre seria, ser má era algo que estava dentro dela há anos, mas os acontecimentos do dia a deixaram mais que cansada, Daniel, Zelena, Robin e Henry, todos de algum modo influenciaram em suas decisões, ela estava triste, cansada, quebrada e ela não tinha mais forças para lutar, pelo menos não agora. Chegando em seu quarto ela foi direto preparar um banho, a água quente em contato com seus músculos cansados a fizeram suspirar. Depois de um tempo no banho ela se enxugou e vestiu um robe seguindo para a penteadeira onde delicadamente começou a escovar seus longos cabelos. A porta do quarto abriu e fechou e ela não se virou apenas suspirou e continuou escovando seus cabelos.
— Eu sei o que vai dizer pai, fui imprudente, mas me deixe explicar. – Ela começou falando e quando virou deu de cara com um par de olhos azuis a fitando intensamente. – O que faz aqui Robin? Veio aqui me insultar novamente?
— Precisamos conversar.
— Não temos nada para conversar.
— A Zelena nos enganou, tente entender.
— Minha irmã mentiu sim, mas ela não te obrigou a ficar com ela.
— Marian era minha esposa, eu tinha dever de ficar ao seu lado.
— E agora que sua esposa perfeita não está mais aqui, vem atrás de mim? Poupe-me Robin.
— Regina olha pra mim. – Ele falou firme e segurou seus braços forte forçando-a a olhar para ele. – Eu te amo, é você a mulher que me deixa louco.
— Você não pode simplesmente vim aqui e dizer que me ama Robin Hood, eu não sou seu brinquedo particular, e que está a sua disposição quando não quiser mais brincar de casinha.
— Você seguiu em frente também, você ficou com Daniel, está gravida dele, não pode me julgar.
— Isso é diferente. – Ela gritou e se soltou de seus braços. – Quando você escolheu sua esposa eu fiquei triste e ele me ajudou a superar.
— Ajudou tanto que te engravidou.
— Você não tem o direito de vir aqui falar mal de Daniel.
— Eu não vim falar mal de Daniel. – Ele falou e suspirou frustrado, não era assim que ele tinha imaginado essa conversa. – Eu vim aqui saber se você ainda me ama, e se eu posso lutar pelo nosso amor.
— Eu te amei.
— E não me ama mais? — Ele perguntou se aproximando e fazendo carinhos em seu rosto delicadamente. – Diz olhando nos meus olhos que não me ama mais e eu vou embora da sua vida. – Ele falou se aproximando devagar sem nunca deixar quebrar o contato visual, Regina estava inebriada, ela queria dizer que não o amava, e que nunca mais queria vê-lo, mas as palavras não saiam e Robin foi se aproximando cada vez mais até estar centímetros de seus lábios, ambos podiam sentir a respiração do outro e faltava pouco para se beijarem, Robin percebendo que ela não se afastou tomou a iniciativa e foi delicadamente encostando seus lábios no dela.
— Estou interrompendo algo? – Gold perguntou da porta e Regina se afastou de Robin rapidamente.
— Claro que não pai, Robin já estava de saída. — Ela falou voltando a penteadeira
— É eu já estava indo. – Robin falou e saiu da sala rapidamente sem dizer nenhuma palavra
— Estávamos só conversando pai.- Ela falou logo que a porta se fechou.
— Não foi o que eu vi quando entrei. – Gold falou se aproximando e ficando atrás dela na penteadeira.
— Ele veio perguntar se eu o amava. – Ela falou de cabeça baixa penteado seus cabelos novamente
— Então vocês voltaram.
— Não – Ela falou rapidamente. – Não quero voltar agora com Robin pai, ele me magoou muito.
— Tudo bem minha filha, faça o que o seu coração mandar. – Gold falou calmo e deu um beijo em sua cabeça. – Agora vamos falar de coisa séria, o que você tinha na cabeça?
— Pai. – Ela reclamou da bronca que estava levando, quem visse diria que a cena era no mínimo cômica, Evil Queen levando bronca do Senhor das Trevas.
— Não seja tão mimada Regina, você não podia vim para cá sozinha, como ia ter uma filha sozinha? O que estava pensando?
— Eu precisava vim pai, a porção..
— Eu podia ter feito em Storybrooke sabe muito bem. – Ele a interrompeu e ela suspirou. – Por que queria tanto vir para cá?
— Eu e Daniel tínhamos combinado que o bebê ia nascer aqui. – Ela falou cabisbaixa e foi a vez dele de suspirar.
— Devia ter me contado.
— Desculpa. – Ela falou e ele a abraçou
— Amanha mesmo começo a porção, vai demorar apenas alguns dias.
— Tudo bem pai.
— Tem mais uma coisa. – Ele falou sério e Regina olhou para ele. – Zelena, Emma e Robin se programaram para lhe vigiar.
— O que? Por quê?
— Eles acham que você pode fazer alguma coisa, ou sair do castelo e não avisar a ninguém.
— Já estou vendo que os próximos dias vão ser um tormento. – Ela resmungou e ele riu, mas Regina estava certo nos quatro dias que se seguiram Robin, Zelena e Emma não a deixavam fazer nada, mal podia fazer magia, ela estava frustrada e tão irritada que estava a ponto de arrancar e esmagar o coração de alguém. No quinto dia ela não aguentou mais, ela precisava de um tempo só pra ela, precisava ir a sua antiga casa pegar alguns pertences e enterrar Daniel, mas ninguém a deixaria ir, a não ser que ninguém soubesse que ela tinha ido, ela sorriu com esse pensamento e sabia exatamente quem ia ajuda-la. Quando estava indo para o almoço encontrou Gancho no meio do caminho e antes que chegasse perto de todos falou baixo. – Me encontre depois do almoço.
— Onde?
— No meu quarto. – Respondeu maliciosa e saiu em direção à sala de jantar. Killian chegou logo depois e o almoço transcorreu sem muitas preocupações, quando acabou Regina levantou e todos olharam para ela.
— Vai pra onde maninha?
— Vou pro quarto. Por que também é proibido? – Respondeu e saiu em seguida não esperando a resposta, não queria brigar agora com a sua irmã. Ao chegar no quarto foi em direção a mesa de frutas onde pegou uma maça e se deitou no divã a espera de Killian que não demorou muito a chegar. – Pensei que não vinha mais.
— Seu pai estava me olhando estranho, acho que sabe que eu estou aqui.
— Provavelmente.
— Devo me preocupar de ganhar outro gancho?
— Não eu te protejo. – Ela sorriu maliciosa. – Vamos, não tenha medo, pode sentar aqui. – Ela se afastou e deixou um lugar para ele sentar. – Eu só mordo se você quiser – Ela continuou e foi à vez dele de sorrir malicioso.
— A que devo a honra do seu convite Majestade? – Ele falou se sentando ao seu lado e apreciando a vista, naquele dia ela estava com um vestido vermelho colado ao corpo com um decote grande, mas que era tampado com detalhes e com os cabelos soltos.
— Eu preciso de um favor.
— Que tipo de favor?
— Preciso que distraia todos enquanto eu vou a um lugar.
— E o que eu ganho com esse favor? – Ele perguntou malicioso e ela sorriu, largou a maçã e se aproximou dele.
— O que você quiser. – Ela sussurrou próxima a ele e deu uma mordida leve em seu lábio inferior.
— O que eu quiser? — Ele perguntou ofegante passando o gancho pelo seu corpo e parando em seu rosto a fazendo fechar os olhos e suspirar.
— Sim. – Ela mal terminou de falar e ele acabou com o espaço que ainda tinha entre eles e a beijou. O beijo era selvagem e forte, aquilo não era amor, era só desejo, algo que não ia além do físico e ambos sabiam disso. Ele a deitou no sofá e ficou por cima dela passando a mão e o gancho pelo seu corpo, foi descendo beijos pelo seu pescoço e ela gemeu. – Killian.
— O tempo lhe fez muito bem Majestade. – Ele falou ofegante descendo beijo pelo seu pescoço e colo.
— Ainda não posso dizer o mesmo. – Ela falou ofegando e ele se separou para olhá-la. – Me leve pra cama capitão.
— Com todo prazer. – Ele falou a pegando no colo e a beijando, quando chegou ao seu destino a jogou na cama com brutalidade e ela gemeu. Ele começou a tirar a roupa devagar e ela sorriu maliciosa na cama. Quando ele não tinha nada além da sua cueca ele subiu na cama ficando em cima dela. Eles começaram a se beijar novamente o beijo os excitava mais, era quente, sensual. Ele rasgou sua roupa com o gancho e ela sorriu.
— Eu gostava desse vestido.
— Eu também. – Ele falou e voltou a beijá-la, desceu os beijos pelo seu corpo e ela gemeu mais. – Killian, vai logo.
— Como quiser. – Ele falou e se apressou para tirar a roupa de ambos. Quando eles não tinham mais nada ele a beijou e a penetrou sem nenhum aviso fazendo-a gemer em seus lábios, ele passava o gancho gelado pelo seu corpo a excitando ainda mais. Depois de algum tempo penetrando-a ele sentiu que ela estava perto então aumentou o ritmo e logo ambos tiveram seu orgasmo.
— Foi melhor que a primeira vez. – Ela falou ofegante quando ele saiu de cima dela.
— Você é como Rum, melhora com o tempo que passa. – Ele falou colocando o cobertor sobre eles e ela riu.
— Então vai fazer o que eu pedi?
— Com toda certeza. – Ele falou indo pra cima dela ainda embaixo dos lençóis.
— Que bom. – Ela sorriu e ele se aproximou mais para beijá-la.
— Acha que dá tempo para uma segunda rodada antes? – Ele perguntou e ela gargalhou, mas ele a silenciou com um beijo
— Regina? Eu e o seu pai pensamos que talvez você quisesse passear um pouco já que... – Robin falou entrando no quarto junto com Gold, mas ambos pararam no meio do caminho quando avistaram a cena.
— Eu posso explicar. – Regina falou jogando Killian para o lado e se cobrindo com os lençóis.
— Eu vou te matar pirata. – Gold gritou no quarto, Regina olhou para Robin, mas ele não olhava para ela também, seu olhar estava em Killian e não tinha nada além de ódio lá. E a única coisa que ela pensou naquele momento foi que ela estava muito ferrada.
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