Notas iniciais
Bom gente eu não ia postar, mas graças a JM que foi a unica que comentou a fic e pediu para eu postar, então eu dedico a você este capítulo JM.. Espero que gostem.

Antes mesmo que Regina caísse Gold foi mais rápido e a segurou com magia, contornou o balcão e a pegou em seus braços. Sua filha agora sabia a verdade, ele não precisava mais guardar esse segredo dela e de mais ninguém, e ele estava feliz com isso, finalmente ele estava feliz com sua filha em seus braços.

— Belle. – Gold gritou se levantando com Regina em seus braços. – Belle ajuda aqui.

— O que houve? – Belle perguntou quando avistou Regina nos braços do marido, sendo colocada no pequeno sofá

— Eu contei tudo a ela, e ela desmaiou. – Ele explicou e viu a mulher saindo da sala atrás de álcool.

— Tome, vamos acordá-la. – A moça lhe entregou calmamente o frasco com álcool, e ele logo foi passando devagar próximo ao nariz da morena que aos poucos foi despertando. – Vou deixa-los conversando. – Ela falou se retirando e voltando para a loja.

— Ela já sabia? – Regina perguntou ainda um pouco grogue, a noticia tinha sido um baque e tanto, ela estava feliz, claro que estava, afinal ela acabou de descobrir que ainda tinha um pai, ainda tinha alguém que pudesse cuidar dela, mas também estava triste e confusa, sua vida tinha sido uma mentira e ela não conseguia mais distinguir o que era real ou não.

— Soube quando Daniel apareceu aqui, ela questionou o motivo de eu estar evitando você. – Ele explicou de cabeça baixa, ainda sentado ao seu lado no pequeno sofá.

— Eu não odeio você. – A morena soltou depois de um tempo de silencio fazendo Gold olhá-la assustado.

— Não?

— Não. Nunca odiei na verdade. – Ela falou calma. – Apesar de tudo sempre tive um carinho por você. Agora sei o porque. – Ela soltou um risinho o deixando mais tranquilo.

— Eu sei que a vida com a sua mãe nunca foi fácil. Sei tudo o que passou, e eu interferi na maioria das coisas. Eu nunca sai do seu lado.

— O meu pai? Ele sabia?

— Não, nunca soube. – Gold falou tentando esconder a dor de ouvir sua filha chamando outro de pai. – Eu sinto muito, eu.. – Ele não conseguiu terminar de falar com a voz embargada.

— Eu não lhe culpo. – Ela falou se levantando e abraçando Gold de lado, e por mais que fosse estranho ele era seu pai também e isso lhe deu paz. – Eu te perdoo pai.

— Minha filha. – Gold falou choroso puxando seu rosto delicadamente e dando um beijo amoroso em sua cabeça. – Você não sabe o quanto eu esperei para ouvir isso. – Ele falou mais aliviado, tinha medo da filha o rejeitar. – Eu sei que você foi criada pelo Henry, e ele sendo o homem maravilhoso que ele sempre foi você nunca vai deixar de amá-lo e considera-lo como pai, e eu nunca fui bom para você, lhe fiz coisas ruins. Mas se puder, eu queria uma chance, uma chance de fazer parte da sua vida, uma chance de ouvir você me chamando de pai novamente, uma chance de me redimir.

— Eu já perdi muita coisa nessa vida, não quero perder também a única parte da minha família que ainda tenho comigo. – Ela confessou e eles se abraçaram mais uma vez. Emocionados. – Todos merecem uma segunda chance, só vamos devagar.

— Obrigada. – Gold falou e fez carinhos em seu rosto. – Vamos, Belle esta na loja nos esperando aflita. – Ele falou e ambos se levantaram devagar e seguiram para loja, onde encontraram uma Belle extremamente nervosa.

— Então, você é minha madrasta? — Regina soltou fazendo todos rirem.

— Espero que isso não seja um problema. – A moça falou ainda nervosa.

— Nem um pouco. – Regina falou se aproximando dela e a abraçando. – Eu sinto muito, por tudo o que eu fiz. Eu não fui uma boa pessoa, me perdoe.

— Está tudo bem, você mudou e é isso que importa.

— Amigas? – Regina perguntou se afastando do abraço.

— Amigas. – Belle falou aliviada, tinha medo da reação da nova enteada.

— Bom, estão todos me esperando para almoçar lá na Granny, o que acham de vir comigo?

— Não sei se é uma boa ideia filha. – Gold deixou escapar e olhou para ela apreensivo, afinal tinham combinado de ir devagar.

— Vamos pai, por favor. – Regina falou como uma criança fazendo Belle e Gold rirem.

— Tudo bem, vamos. – O mais velho falou e foram pegar os casacos, saindo da loja e indo em direção a Granny. Era uma situação estranha, e ao mesmo tempo boa.

Versão Regina.

Saímos da loja de Gold, ops meu pai, era estranho ainda chama-lo de pai, fui criada por Henry, com carinho e amor, e ele nunca iria deixar de ser meu pai amado, mas não posso negar todos os momentos que de uma maneira torta Gold me ajudou e me apoiou, mesmo que fosse para alguma loucura. Era uma situação estranha e ao mesmo tempo engraçada, mas era como ter dois pais, significa que não estou mais sozinha, que tenho para onde ir novamente quando quiser colo, ou simplesmente um abraço reconfortante. Gold ser meu pai pode ser bom para nós dois.

— Você demorou, já estava ficando preocupado. – Daniel falou quando chegamos a Granny.

— Precisávamos conversar. – Falei dando um beijo em Henry e em Daniel e sentando ao seu lado, olhei para Belle e Gold que ainda estavam em pé, sem saber o que fazer. – Vamos gente, sentem. – Fiz duas cadeiras aparecerem ao meu lado e eles sentaram. Gold ao meu lado e Belle ao dele.

— Está tudo bem? Resolveram tudo? – Snow perguntou enquanto brincava com Neal no bebe conforto.

— Resolvemos tudo, não é pai?

— É sim minha filha. – Gold falou e todos pararam o que estavam fazendo e nos olharam assustados. Emma que estavam bebendo suco se engasgou e eu não pude deixar de rir.

— Que história é essa? – Emma perguntou primeiro quando se recuperou.

— É uma longa história, mas para simplificar tudo. Ele é meu pai. – Falei e todos continuaram a nos olhar estranho.

— Então você é meu avô duas vezes? – Henry perguntou e todos nós rimos.

— Digamos que sim. – Eu respondi rindo ainda.

— Então foi por isso que me salvou. Por isso me guardou para ela. – Daniel se manifestou e Gold assentiu.

— Eu tinha que protege-la de alguma forma. – Ele respondeu fazendo carinhos em meu rosto. E com isso o almoço seguiu, com perguntas e risadas, e pela primeira vez em dias eu me senti muito feliz e em paz.

Duas semanas depois.

Os dias foram passando rápido e com isso duas semanas se passaram, minha relação com Gold tinha melhorado bastante, e não tinha um dia que não nos encontrávamos para conversar ou ficar um tempo juntos, a cidade toda já sabia de nosso parentesco, e tinha sido uma confusão enorme quando descobriram, mas como eu nunca ligava para nada, deixei que falassem. Já minha saúde não anda nada bem, ando me sentindo mal, com enjoos e tonturas e Daniel já estava ficando louco.

— Nós vamos ao médico hoje, e você não vai mais me enrolar. – Daniel falou assim que me encontrou no banheiro vomitando novamente.

— Eu estou bem, não preciso ir ao médico. – Falei levantando e me limpando.

— Precisa sim, já faz semanas que está assim, tem dia que mal levanta da cama. Isso acaba hoje, vamos ao médico e você não vai discutir comigo. – Ele falou saindo do banheiro e indo em direção à sala. A única coisa que podia fazer era suspirar contrariada, eu não queria ir ao médico, podia muito bem melhorar com alguma poção, mas Daniel não queria, ele dizia que era muito perigoso e que eu não podia fazer nada sem ir ao médico, e quem era eu pra discutir. Tomei um banho relaxante e me arrumei, e assim que cheguei à sala Daniel já estava me esperando. – Vamos, Whale já está nos esperando. – Eu não podia dizer nada, apenas o segui para fora de casa e fomos ao hospital em silencio. Assim que chegamos Daniel se virou para mim e suspirou. – Eu só estou preocupado com você meu amor.

— Eu sei. – Eu disse mais calma. – Eu só não gosto de hospitais.

— Prometo não sair do seu lado em nenhum minuto. – Ele falou e saímos do carro, assim que entramos Whale já estava nos esperando, então entramos logo, falei cada sintoma que eu senti nas últimas semanas e ele ouviu atentamente.

— Bom Regina, eu tenho um pequeno palpite, mas vamos fazer um exame primeiro, deite na maca e levante um pouco a camisa. – Ele falou e eu assenti um pouco confusa, mas fiz o que ele mandou, assim que estava deitada ele passou um gel em minha barriga e começou o exame, olhei para o lado e Daniel estava lá, ao meu lado, fiel a sua promessa. – Como eu suspeitava, estão ouvindo esse barulho? – Ele perguntou e eu e Daniel assentimos. – É o coração do filho de vocês, Parabéns Regina. – Whale falou alegre, mas eu não conseguia ter nenhuma reação que não fosse assustada. No decorrer da consulta Whale anotou os cuidados que eu deveria ter, e alguns remédios para melhorar o enjoo matinal, mas eu não prestei atenção em nada, eu estava nervosa. Eu estava grávida? Isso não era possível, clinicamente, ou magicamente. O caminho para casa foi silencioso novamente, eu estava mais que nervosa, eu estava grávida de um e noiva de outro. Era errado, e eu não podia continuar um noivado grávida de outra pessoa, não podia fazer isso com Daniel.

— Precisamos conversar. – Daniel falou assim que entramos em casa, eu sentei no sofá de cabeça baixa e assenti.

— Eu sei que a situação mudou, e vou entender se não quiser continuar comigo depois disso tudo. Mas quero que saiba que desde que eu voltei com você eu nunca mais vi ou falei com Robin, você tem que acreditar em mim, eu juro que..

— Ei acalma. – Daniel me fez parar de falar me abraçando. – Eu confio em você, sempre confiei, não estou dizendo que me traiu.

— Me desculpa. – Eu falei não aguentando mais e deixando as lágrimas caírem.

— Você não tem motivos para se desculpar. – Ele falou tentando me acalmar. – Agora o que temos que fazer é achar um jeito de contar ao Robin que

— Não. – Eu o cortei assustada. – Eu não vou contar ao Robin.

— Mas ele é o pai Regina, ele tem que saber.

— Ele tem a família dele novamente, eu não vou fazer ele ter que escolher entre ficar com a esposa que ama e comigo porque me engravidou. Eu vou entender se não quiser ficar mais ao meu lado, vou entender mesmo se quiser terminar o noivado.

— E por que eu faria isso? – Daniel falou me surpreendendo novamente. – Coloca uma coisa nessa sua cabeça dura, eu sempre vou estar ao seu lado, não importa como.

— Eu te amo. — Falei chorosa o abraçando de novo.

— Eu também Regina, eu também. – Ele falou fazendo carinhos em minha cabeça me fazendo ficar mais calma. – Agora, o que acha de irmos a Granny e contar a novidade a todos? Estou louco para dizer aos 4 ventos que eu irei ser pai. – Ele concluiu me fazendo chorar mais.

— Vamos ter que nos casar antes de eu virar uma baleia ambulante.

— Você ainda seria a baleia mais linda que eu já vi.

— Daniel. – Dei uma tapa de leve em seu braço rindo e ele me acompanhou.

— Vamos fazer do jeito que você quiser, com os preparativos que quiser.

— Obrigada.

— Sabe o que me toquei agora? – Ele perguntou e eu olhei para ele confusa. – Seu pai vai me matar. – Ele concluiu e eu não tive como não gargalhar.

— Vai mesmo. – Eu falei ainda rindo. Depois de muito conversar e já estar bem calma, ligamos para todos e marcamos uma pequena reunião na Granny no jantar e todos aceitaram, inclusive Granny que já tinha uma relação bem melhor comigo e combinou de fazer um jantar especial para nós e tenho certeza que a maioria da cidade estaria na Lanchonete. O tempo passou e já estava de noite, Daniel estava mais nervoso que eu para contar a novidade à cidade toda, era como se ele fosse o pai mesmo, e em nenhum momento ele me tratou diferente, pelo contrario até falou com minha barriga como se fosse o pai o que me fez rir muito. Chegamos a Granny e estavam todos lá, Henry e os Encantados futebol clube e o pirata de mascote, meu pai e Belle, os anões e até mesmo Robin e os Homens Felizes, nãos sei quem convidou eles, mas pela cara de sem graça de Snow tenho certeza que foi ela. Depois de cumprimentarmos todos fomos para o meio do salão e todos olharam para nós curiosos.

— Bom estamos aqui hoje, reunidos com essa família imensa e torta. — Daniel começou e todos riram. – Para compartilhar uma grande alegria que eu tive hoje. – Ele continuou e olhou para mim me abraçando de lado e colocando a mão em minha barriga delicadamente. – Eu vou ser pai. – Eu concluiu mais que feliz e primeiramente todos olharam espantados, mas em seguida no cumprimentaram dando felicidades.

— Engravidou minha filha antes do casamento rapaz?- Gold falou sério e eu ri da cara de espanto de Daniel.

— Pai não faça meu filho ficar órfão agora. – Eu falei rindo e indo abraça-lo.

— Espero que o casamento saia antes do bebê nascer.

— Vai sim senhor, vai ser logo, não se preocupe. – Daniel falou fazendo todos no restaurante rir.

— Eu vou ter um irmãozinho. – Henry falou feliz vindo me abraçar.

— Ou uma irmãzinha querido.- Eu falei lhe dando um beijo na cabeça e ele me abraçou mais.

— Sempre quis ter irmãos. – Ele falou feliz, e a comemoração continuou. O tempo passou e eu fiquei um pouco enjoada então fui ao banheiro me recompor.

— Gravida? Serio Regina? – Robin falou entrando no banheiro e trancando a porta. — Esse é o banheiro feminino Robin, você não pode entrar aqui assim.

— Me responde Regina, você esta grávida dele? – Robin perguntou rígido e segurando meu braço forte, de um jeito que eu nunca vi, ele me aproximou dele e senti cheiro forte de álcool.

— Você está bêbado, me solta. – Eu falei tentando me soltar, mas ele me segurou.

— Me diz, foi pra cama com ele no mesmo dia que foi pra cama comigo? – Ele perguntou apertando mais meu braço. – Disse que o amava do mesmo jeito que disse que me amava? É esse o tipo de vagabunda que você é? – Ele falou e eu não aguentei e dei um tapa forte em seu rosto.

Notas finais
Então o que acharam?Robin pegou pesado né.. Espero que tenham gostado, e lembrem Sem Review, Sem Capítulos. bjinhos, ♥