Love Chronicle
21 Alluring Secret pt. 1
Notas iniciais

“O anjo sem asas, rendeu-se ao contrato do Diabo, mesmo que no passado fosse um amor não correspondido, ela pôs fim com suas próprias mãos.”
A anja se sentia perdida. Nenhum dos outros anjos se parecia com ela. Nenhum dos anjos, que eram os Permitidos, a satisfazia. Caindo cada vez mais, a anja perfeita, que antes interagia normalmente com os humanos, conheceu um garoto. Um garoto de olhos âmbares. Ela sempre o observava, e ele fez com que a anja se sentisse diferente e especial. Os outros anjos não gostavam dela, exatamente pelas coisas em que o garoto admirava nela. Por isso, entre outros acasos, toda vez que a anja via o garoto de cabelos castanhos o seu coração acelerava e seu rosto avermelhava. Mas a anja não entendia exatamente o que era se apaixonar. Ela sempre soube que esses eram os sinais para um ser apaixonado, mas, mesmo sabendo sobre isso, e compreendendo que estava apaixonada, a anja nunca realmente entendeu. Por isso ela continuava agindo normalmente com ele, apesar de seu coração acelerado e de seu rosto avermelhado. Os outros anjos perceberam o que estava acontecendo, e assim que a anja voltou pra casa, eles lhe arrancaram as asas brutalmente, e a anja caiu do céu, nunca mais vendo o seu amado.
–*- -*- -*- -*-
... E eu estava certa, porque quando eu acordei, bom...
Yana: KYAAHHHHHH!!!! – o Kurogane acordou sobressaltado, batendo o nariz dele no meu (agora o meu nariz quebra). Ele olhou confuso pra mim e depois ficou vermelho, me jogando no chão. Okay, a situação é constrangedora? É. Mas eu não soquei a cara dele quando percebi que nossos lábios estavam juntos. E que eu estava em cima dele. Quase sem roupa. Mas não. Ele tem de me jogar no chão. Sendo que foi ele que...
Yana: Você roubou o meu primeiro beijo! Aira! Ô Aira! Vem bater nesse menino! – a Aira guinchou, ainda dormindo. Revirei os olhos e eu mesma fui pra cima do Kurogane socar a cara dele. Ele ainda estava com os olhos arregalados, e vermelho por sinal, mas mesmo assim quando eu fui lhe bater ele segurou meus pulsos e eu prendi a respiração (porque ter braço fino é outro nível), esperando que ele me desse um golpe ninja e me matasse. Mas ele deu um sorriso.
Kurogane: Então era o seu primeiro beijo? – eu corei e olhei pro lado. Ainda podia sentir a pressão dos lábios dele nos meus, que ficaram por tanto tempo colados que eu estou surpresa por não terem se fundido.
Yana: De qualquer forma... o que eu estava fazendo em cima de você, seu pedófilo??!! – ele só deu um sorriso e se sentou, ainda segurando meus pulsos. Os outros começaram a acordar (vocês estão mortos por acaso? Eu dei um super grito e vocês continuaram dormindo!).
Kurogane: Você desmaiou de sono e caiu de cara no chão. – arregalei os olhos e ele riu. Opa, cadê o meu celular nessas horas? Aconteceu um milagre! – Mentira, você desmaiou em cima de mim quando nós estávamos subindo as escadas. A Aira atacou os cobertores junto com o Fay, e eles foram dormir no chão com vários... – fiz uma cara maliciosa e ele revirou os olhos – O Syaoran deu um cobertor com a Sakura, e ela dormiu na cama, enquanto ele se enfiava em um canto qualquer com um lençol pra se esquentar.
Yana: Syaoran! Ô menino! Acorda! – ele entreabriu os olhos e deu um pequeno bom-dia. – Por que você dormiu só com um lençol, hein? Parece que toda vez que eu caio-desmaiada-quase-morta-e-sem-comer-a-umas-10-horas vocês fazem merda! Será que eu tenho de ficar vigiando vocês o tempo todo?
Syaoran: Desculpa Yana-chan – chan?! Evolução nível master – é que eu… é... – e aí ele fez uma carinha fofa e eu balancei a cabeça pros lados, dizendo que ele não tinha culpa, uma coisa tão fofa não poderia ter culpa de nada. Uma coisa fofa. Mas gostosa. E eu não acredito que eu pensei isso. De qualquer forma... a cara fofa dele era de confusão, e logo depois de vergonha. – Y-yana-san... o-o que você está fazendo com o Kurogane? – nesse momento eu percebi que o Kuro-wan ainda estava me segurando pelos pulsos. E que o meu vestido ainda estava acima da linha que eu consideraria uma pessoa que não escuta funk. Bem, eu tentei me soltar, porque o Syaoran conseguiu me lembrar que EU PERDI A PORCARIA DO MEU PRIMEIRO BEIJO DORMINDO!!! Mas o Kurogane virou Troll, agora ele não quer mais nem saber, agora a Zuera Never Ends. Ele só deu um sorriso pro Syaoran, se levantou, e me tacou contra a parede. Sinceramente, já não basta quebrar meu nariz, quer quebrar minhas costas também? Ele parou na minha frente e pregou meus pulsos na parede, e eu comecei a sentir meu rosto começar a avermelhar. Olhei pro lado e vi o Syaoran com uma expressão indignada no rosto (ciúmes? É isso mesmo??).
Kurogane: Então... primeiro beijo, hein? – engoli em seco – Gostaria de ganhar outro hoje? – me encostei ainda mais na parede, tentando invocar algum poder que me fizesse atravessá-la, mas eu só conseguia prestar atenção no hálito do Kurogane, que estranhamente, era gelado. Eu estava começando a sentir aquela minha estranha tremedeira de toda vez que eu tentava falar com um garoto no meu mundo. Mas espera. O Kurogane está com os olhos bem fixos nos meus, a boca entreaberta, e o rosto um pouco corado. Sua respiração está um pouco acelerada, e as mão dele estão tremendo. Nos livros que eu já li, isso significava que...
Yana: Kurogane... – sussurrei o nome verdadeiro dele olhando pro chão. O Syaoran fez um ruído estranho com a garganta, como se fosse um cão morrendo na rua, mas eu não conseguia prestar atenção, o meu coração batia forte demais pra isso. Diante do meu sussurro, o Kurogane me segurou mais forte pelos pulsos. – Por acaso você... você... eu... – eu pude escutar o coração dele batendo mais forte e eu senti um bloqueio na garganta. O Syaoran já estava se levantando e indo na direção da Aira. Não prestei muita atenção. – Você por acaso... sobre mim... você... – mas de repente eu só vi o Kurogane voando e um grito “HAAAAA!! YAAAA!!!”, e outra pessoa suspirando. E porque? Porque “I BELIEVE I CAN FLY!”, porque agora esse é o tema dessa história. Mas não pera.
Aira: O que você acha que ta fazendo estuprando a minha linda e inocente Criatura das Trevas Yana-kawaii-chan-wan-lala? – O Fay estava afirmando que sim, com os olhos inchados, em um canto. A Sakura estava com cara de assustada e o Syaoran com um sorriso. Um sorriso. Que que é isso, uma conspiração, é? E desde quando a Aira sabe dar voadora? E aí, pra tudo ficar mais doido ainda, a porta abriu abruptamente enquanto o Kurogane começava a xingar todo mundo (menos eu, porque eu sou outro nível). O moço que era dono dessa casa/mansão que nós estávamos entrou.
Moço com rabinho-de-cavalo chique: Olá pessoal, eu gostaria de... – e aí ele arregalou os olhos ao ver a estranha cena de todo mundo parecendo drogado. Ele conseguiu dar um pequeno sorriso e dar de ombros. Ele começou a falar alguma coisa, mas eu nem prestei atenção, estava muito ocupada digerindo tudo o que tinha acontecido (tirando o fato de que eu não iria cagar o que eu pensei depois). O Kurogane provavelmente gosta de mim. Eu beijei ele. Eu-o-bei-jei. Ou ele me beijou. Ou nós nos beijamos. E passamos por algumas horas assim, porque a pressão que eu ainda estava sentindo nos meus lábios era grande. Senti meu rosto começar a avermelhar, e comecei a me levantar pra ir falar com ele, mas do nada o Syaoran apareceu, porque agora ele sabe aparatar. Ele deu um sorriso e me pegou pela mão, me deixando ainda mais vermelha. Eu falei que esse povo tem uma conspiração contra mim.
Syaoran: Vem Yana, o Doutor Kyle tem uma história importante para nos contar sobre a cidade. Para o nosso livro lembra? – eu dei uma pequena risadinha e me sentei no centro da sala junto com ele e a Sakura. A Aira estava tentando convencer o Fay a deixar o travesseiro na cama (eu te entendo Fay, é difícil). Senti um choque passar pelo meu corpo e tentei olhar pra trás bem devagar, pra olhar pro Kurogane, mas a única coisa que eu vi foi uma aura maligna. Me levantei de um pulo.
Yana: Vá embora demônio! Eu sou a única Criatura das Trevas que pode ficar aqui, seu medíocre! – mas aí eu parei de apontar pra aquela criatura, porque eu descobri que sim, era o Kurogane. Opa bate aqui, também é uma Criatura das Trevas! Mas aí eu me lembro de tudo o que aconteceu e do hálito dele batendo no meu cabelo e acabo tropeçando e caindo de bunda. É hoje que eu viro uma tábua de uma vez. O Kurogane veio e empurrou a cama que estava ao meu lado pra longe (MASCULINIDADE, HAHAHAHA), e se sentou ao meu lado. O Syaoran estava conversando alegremente com a Sakura, mas fez um ruído com a garganta, o que fez com que ela perguntasse se ele estava bem e o Kurogane desse uma pequena risada. Estou até vendo as garotas que gostam quando o circo pega fogo rindo da minha cara quando assistirem o anime.
O moço chique esperava pacientemente sentado em uma cadeira vinda sabe-se-lá-de-onde, com um sorriso no rosto, parecendo alheio a todas as atividades malignas que estavam acontecendo ao meu redor. O Kurogane me deu um sorriso sem graça e começou a resmungar coisas. Todo mundo virou macumbeiro agora, até o Kuro-lala. E eu me peguei olhando dele pro Syaoran, enquanto o Kurogane ficava me olhando com o canto dos olhos a cada 3 segundos, o Syaoran tentava não me encarar, e quando o fazia, o seu rosto ficava super vermelho. Meu coração parecia querer dançar Ragatanga.
Finalmente a Aira aceitou o Fay ir com o travesseiro se sentar, e ela pegou um pra ela também. Estávamos quase acomodados quando de repente o Mokona pulou de dentro da roupa do Kurogane pra cima de mim. Por um momento... eu achei que fosse o Capiroto... Consegui sorrir (apesar de quase ter vomitado minhas tripas) e abracei o Mokona como se fosse um bicho de pelúcia (igual ao que eu tinha dele... que custou 50 reais... e que eu nunca mais vou ver... PORQUE AGORA EU TENHO O VERDADEIRO MOKONA E OS VERDADEIROS “TODO MUNDO” MUAHAHAHAHAHA) e deixei o coitado Moço Chique contar a história. Quer dizer, começar, porque né.
Moço Chique: Então, o que vocês estão fazendo aqui nessa terra, exatamente? Vocês são estrangeiros, não são?
Fay: Repetindo: como viemos do lado de fora, somos de fora! – revirei os olhos e dei um tapa na testa dele (porque intimidade é tudo), que ficou com umas lagrimazinhas nos cantos dos olhos e resmungou um “Por que você fez isso Yana-chan?”. O moço riu e o Syaoran respondeu:
Syaoran: Nós estamos procurando uma coisa... ahn, para o nosso livro... sobre arqueologia. – e a mentira só aumenta...
Moço Chique: E vocês já decidiram por onde vão procurar?
Syaoran: Ainda não.
Moço Chique: Bom, eu aconselho vocês a não irem pro norte.
Aira e Mokona: Porque não?
Moço Chique: Há um mito de que há muito tempo atrás uma Princesa vivia no norte, em um castelo. Os seus cabelos eram dourados e longos, e a sua beleza era inestimável. Certo dia, um pássaro negro visitou a princesa, e lhe entregou uma bela pena brilhante mágica, que continha uma feitiçaria poderosa, que daria a qualquer um que a possuísse um grande poder. Depois desse encontro, o Rei e a Rainha do reino da Princesa morreram sem motivos aparentes, e ela virou a Mestra do castelo. E então, como se fossem atraídas, as crianças do Reino iam todas as noites para o castelo, começando a desaparecer misteriosamente. Sem nunca retornar. – comecei a tremer. Eu morro de medo de coisas macabras, tipo, muito medo mesmo. O Syaoran e o Kurogane rasparam suas mãos em meus ombros, mas quando eu olhei pra eles, rapidamente as retiraram. Se quiserem, podem me abraçar, eu deixo. Principalmente porque eu estou só com um vestido nessa terra de neve. E porque vocês são super lindos. Mas deixa esse último comentário pra lá.
Yana: I-i-i-isso é... um conto-de-fadas, certo?...
Moço Chique: Não, é uma história verdadeira. – comecei a grunhir e a sentir lágrimas se formarem. Porque ele tinha de nos contar isso?... A Aira veio pro meu lado e começou a passar a mão no meu cabelo. O Kurogane grunhiu. Já o Syaoran olhou de relance pra mim e deu um sorriso, dando uma explicação científica pra história.
Syaoran: Provavelmente o castelo realmente existiu, e hoje em dia são só ruínas, e as pessoas devem ter misturado mitologia com realidade, criando essa lenda da Princesa dos Cabelos Dourados. – eu sorri, agradecida (o Kurogane começou a repetir o que ele disse com uma voz de gay – Kurogane, nem vem, não é o Syaoran o gay aqui, é o Fay).
Kurogane: Além do que, essas coisas que as pessoas consideram fantasmas, só são homens covardes e que se fingem de problema, e que eu mato rapidinho. – comecei a rir, e ele deu um sorriso de “eu sou demais”. Só que aí o cara continuou.
Moço Chique: E agora todas as crianças começaram a desaparecer que nem na história.
Yana: NÃAAAAAAAAOOOOOOO!!!!!! PARA COM ISSO SEU MEDÍOCREEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!! – comecei a sair correndo em círculos.
Moço Chique: Eu disse alguma coisa errada? – Todos deram um sorriso sem graça. Agarrei um cobertor de uma das camas e me encolhi com ele no fundo do quarto. O Kurogane deu um suspiro e veio até mim, se agachando um pouco (não adianta muito né, já que ele é um brutamontes).
Kurogane: Mas você não é uma Criatura das Trevas? – continuei tremendo.
Moça misteriosa: MAS ZAYNTE!!!! ELE TA SENDO TÃO FOFO ENTRANDO NA LOUCURA DA YANA! Leitores: Cala a boca!
Yana: Você não entenderia Kuro-chan. Eu sou das Trevas... mas eu não sou. – olhei pra ele por um buraquinho na coberta, e vi que ele sorriu e me estendeu a mão. O Kurogane parece outra pessoa quando sorri desse jeito... realmente feliz.
Kurogane: E você acha que eu sou o que, Yana? – franzi as sobrancelhas. Ele abriu mais o sorriso. – Eu já matei várias pessoas; e inocentes. – olhei pra baixo. Eu lembrava da história do Kurogane. – Por isso eu sou das Trevas. Mas... você acha que eu sou realmente? – senti um pequeno sorriso brotar no meu rosto, e o meu medo de coisas macabras ser empurrado pro fundo do meu ser novamente. Eu balancei minha cabeça pros lados e retirei o cobertor da frente dos meus olhos, pegando na mão que ele me estendia. Ele me puxou pra cima e por um momento eu fiquei com os pés no ar (I BELIEVE I CAN FLY!), e por esse breve momento eu senti a mão dele na minha, e percebi o sorriso fofo dele. Um sorriso bem diferente de todos os outros. Mas quando eu voltei pro chão, as coisas voltaram ao normal, ele com sua carranca e eu com minha cara de idiota. Estavam todos olhando boquiabertos, assustados pelo Kuro-wan ter sido tão legal. Eu comecei a rir que nem uma maníaca e ele me deu um tapa na testa. PARE DE TENTAR MATAR PARTES DO MEU ROSTO!
Kurogane: Pare de ter medo de tudo!
Yana: Pare de ser tão idiota!
Kurogane: Eu que sou idiota? Não é eu que estou embrulhada em um cobertor!
Yana: Que bom, porque isso significaria que ou você está pelado ou só com um pequeno vestido!
Kurogane: Então você não gostaria de me ver pelado?
Yana: Claro que não! Uma coisa é querer te ver sem camisa, outra totalmente diferente é pelado! – ele me deu um sorriso malicioso e eu revirei os olhos. – Tem outros garotos que eu preferiria ver pelado do que você!
Kurogane: E esse tipo de pessoa seria quem? O Fay?
Fay: Opa!
Aira: Pode ir parando com a Zueira! O Fay é meu! – todos começaram a rir.
Fay: Então quem sobra?
Aira: O Syaoran, óbvio!
Fay: Mas ele não é da Sakura? – ele e a Sakura ficaram vermelhos e o Kurogane deu uma risada “I’m a Champion!”.
Aira: É, só que a Yana é apaixonada por ele e pelo Kurogane! – foi a vez dele de ficar vermelho e eu continuei a minha risada maníaca. – Não é verdade, Yana-pon? – fui até o Syaoran e lhe apertei as bochechas.
Yana: É claro que é! Super apaixonada por essas belezulaaas! – fiz um coraçãozinho pros dois e todos começaram a rir. A Sakura estava que nem uma bêbada, e começou a apertar minhas bochechas.
Fay: Yana, fala NHAC!
Yana: NHAG! – e aí todo mundo, até o Moço Chique que até agora estava quieto, começaram a me dar palavras para que eu falasse com as bochechas puxadas. Depois o Moço disse que iria contar uma história pra gente chamada “Once Upon A Time”, e nós aceitamos.
1 hora depois
Aira: NÃAO!!!! PORQUE ELE MORREU?? PORQUE?!
Yana: Isso não é justo! – levantei e me lancei na direção do Moço que saiu correndo. – Ele não podia morrer! Volta aqui! E o Peter Pan? Meus preferidos!! Porque você os matou?! – a Sakura só limpava as lágrimas e assentia. O Syaoran estava com uma cara triste e o Mokona pulava pra lá e pra cá gritando “não!!! Não!!!” (muito parecido com a minha reação). Não, eu não excluí o Kurogane, é só que ele é um insensível que continua com cara de pudim. Mentira, porque pudim é gostoso, ele está com cara de banana amassada; e com aveia.
Cansei de correr atrás do Moço (cansei de pensar no apelido inteiro... porque preguiça de pensar é outro nível) e me joguei no chão.
Yana: Porque, anjos?! Já não bastou tirar minhas asas? – todos riram e saíram do clima choroso (e o Moço disse que ia fazer um chocolate-quente, e pra daqui a pouco nós descermos para o salão principal), e aí decidiram entrar na “brincadeira”, que é zuera com uma coisa real. Porque sim, eu sou uma anja caída (Kaede: para de ser bêsta menina. Yana: Cara, para de entrar nos meus pensamentos! Sério!).
Sakura: Porque anjos? Logo com esse bom ser!
Mokona: Maldade!
Aira: Eu sei que sou uma criatura da Luz, mas mesmo assim... Anjos, porque? – o Kurogane se ajoelhou ao meu lado.
Kurogane: Eu vou acabar com eles por terem arrancado suas asas! – o Syaoran se sentou ao lado do Kurogane e a minha frente.
Syaoran: Isso! Pois de uma criatura tão boa como você não tem o porque de terem arrancado as asas! – todos começaram a rir e eu também. Quando entreabri um pouco os olhos, parei de rir. O Kurogane e o Syaoran estavam bem perto de mim, um ao lado do outro, cada um como se estivessem emanando o jeito que são. Eles abriram um pouco os olhos e aí eu senti meu rosto começar a se avermelhar.
“O anjo ferido e perdido, andava por uma vila durante o crepúsculo. Ela passou por um garoto de belos olhos verdes, e no momento em que seus olhares se cruzaram, o pobre anjo se apaixonou.”
Olhei pro lado, fazendo um esforço para parar de olhar pra eles, e me levantei.
Yana: Eu acho que o chocolate-quente já está pronto. Não é melhor a gente ir? Bem, eu... eu estou indo. – e me dirigi para a porta. Todos pararam de rir e eu senti os olhares deles fixos em mim. Desci correndo as escadas sentindo meu coração bater mais forte do que seria normal, e em minha garganta parecia que uma porta havia sido fechada. Quando cheguei ao final das escadas, eu estava ofegante. Olhei ao redor e soltei um “uau!”, o salão era gigantesco, parecia um estádio de futebol! < exagerada.
Na mesa estavam os chocolates-quentes, roupas, e um bilhete.
“Espero que gostem das roupas que deixei pra vocês, do meu armário. Quantos as roupas de mulher, as pessoas da cidade fazem doações pra mim para que eu consiga ter melhores meios de cuidar deles, já que eu sou um médico. Tenho uma consulta, por isso deixo a casa nas mãos do Syaoran, obrigada.
Doutor Kyle, da cidade de Spirit.“
Sorri diante das roupas.
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