Love Changes Lives
11 Beijo.
Notas iniciais
Pedro Pevensie
Eu tinha que falar com alguém, uma pessoa que pudesse entender o que estou sentindo agora. E eu já sabia que pessoa já era. Ui em direção ao quarto da Su, batendo levemente na porta.
- Su. – chamei, não ouvi nada. – Será que ela ta aqui? – me perguntei.
Alguém no corredor abre a porta, Caspian sai de seu quarto, os olhos totalmente vermelhos e inchados, olhava para baixo, parecia deprimido.
- Caspian, ta tudo bem? – perguntei.
- Ta sim. – respondeu sem emoção nenhuma.
- Você sabe onde a Susana esta? – perguntei.
- No quarto dela.
- Acho que não eu to bati, chamei e ela não responde.
- Acho que ela não ta querendo falar com ninguém. – Caspian estava estranho, sem emoção nenhuma e não olhava para cima, apenas olhava para o chão.
- Caspian, aconteceu alguma coisa? – perguntei, colocando minha em seu ombro, ele começou a tremer.
- Uma tragédia. – respondeu, ele perdeu o equilíbrio das pernas caindo no cão, ele não fez nada, ficou sentando, pensativo. – Não, ela não iria fazer isso. – começou a dizer do nada. Então levantou e foi até a porta do quarto da Susana. – Susana, abre essa porta. – sem resposta outra vez.
Caspian então começou a empurrar a porta para ver se abria.
- O que...
- Temos que entrar, a Susana ta ai dentro, eu sei disso. – ajudei e com nós dois pulamos praticamente em cima da porta que abriu e eu vi uma cena que eu tinha achado que jamais veria.
Susana estava com uma adaga em uma mão, estava estendo a outra, ela iria cortar os pulsos. Corri até, mais Caspian ficou parado, em choque. Fui até ela, tirei a adaga de sua mão antes que ela se cortasse. Ela largou a adaga e caiu no chão, chorando. O que tinha acontecido com esses dois? Levantei Susana e a sentei em sua cama, eu queria respostas.
- Caspian, o que... – ele tinha saído do quarto sem fazer um único barulho, olhei para Susana, ela estava com as mãos no rosto, ouvi alguma coisa e acho que ela esta falando alguma coisa, me aproximei mais dela para saber o que era.
- Acabou, eu não posso mais viver. – ai ela parou, olhei para ela, estava vermelha, tirei suas mãos de seu rosto e vi que os olhos dela estavam iguais do de Caspian, vermelhos, inchados. Estava doendo ver minha irmã mais nova daquele jeito, sofrendo.
- Su, o que aconteceu? – perguntei, ela não respondeu.
- Pedro. – disse, devagar. – Me deixa sozinha, por favor. – pediu.
- Su, eu não posso fazer isso, estou com medo de que você faça alguma coisa de errado. – respondi.
- Eu não tenho mais motivos para viver, não tenho. Eu perdi a única pessoa que me faria feliz por toda a minha vida.
- Su, eu entendo mais ou menos como você se sente. – eu disse, devagar.
- Acho que não Pedro. – ela respondeu. Deitou na cama e ficou.
Eu me levantei e peguei a adaga, olhei em volta não tinha mais nada que pudesse fazer mal a minha irmã. Fui em direção à porta, nada tinha quebrado, sai dali e fechei a porta, mais pode ver Susana, ela olhando para o nada, pensativa.
Caspian X
Na, não, não, ela não ia fazer aquilo, ela não poderia, se ela morrer eu morro junto, não, isso não vai acontecer. Eu não aguentava vê-la daquele jeito, isso só me fazia pior, me dava à vontade de ir até ela, dizer que a amava, que nunca poderei esquecê-la, confortá-la. Mais nada disso era possível.
Susana Pevensie
O que eu iria fazer? Me matar, só por que, eu nunca poderia ficar com o Caspian? Eu não poderia fazer isso, tem meus irmãos em Londres, eu não iria ficar em Nárnia para sempre, eu iria voltar para Londres como sempre, eu irei achar alguém que eu goste, que goste de mim, igual ao Caspian.
Lilliandil
Hoje estavam todos estranhos, menos eu, eu acho. Há um certo tempo que eu sinto ago dentro de mim, toda vez que uma pessoa chega, ou fala ou até mesmo olha para mim. Mais o que eu fazendo? Eu sou casada, não deveria sentir isso, deveria sentir pelo meu marido e sinto, mais não sei, parece que por Pedro é maior. Será que eu o amo? Mais não pode ser, eu o conheço há uns dois meses , como uma pessoa pode se apaixonar assim em tão pouco tempo?
Pedro Pevensie
Eu sei bem o que a Susana esta passando, quer dizer, estou passando pela mesma fase que ela, apaixonado por alguém que é casada. Eu me sinto um bobo quando ela esta por perto, sinto como se ela fosse a minha metade, o que faltava de mim. Era dela o meu coração e de mais ninguém.
Estava sentando em um banco do jardim, por mais que eu tentasse pensar em como a Susana estava, meus pensamentos só iam para ela. Por que o amor é desse jeito, nos faz sofrer, nos faz pensar que jamais encontraremos alguém que nos possa fazer feliz.
- Oi.
Autora
Pedro Congelou ao ouvir aquela voz, virou lentamente para ver a dona daquela voz linda. Lilliandil se aproximava de Pedro, se sentando ao seu lado.
- Oi. – respondeu Pedro.
Os dois ficaram em um silencio constrangedor, olhando para as flores, para as arvores do bosque que dava para ver de relance. Pedro tentava não olhar para a moça que estava ao seu lado e ela fazia a mesma coisa, olhavam tudo ao seu redor menos nos olhos um do outro.
Pedro achava que se olhasse nos lindos olhos azuis de Lilliandil não pudesse medir seus atos e faria alguma besteira, com certeza iria se arrepender depois.
- Ah, a Susana esta bem percebi que ela estava meio estranha. – Lilliandil decidiu cortar o silencio.
- Ah, ah, ta sim, ela só não estava se sentindo muito bem. – respondeu Pedro.
O silencio se fez novamente, os dois queriam dizer o que sentiam um do outro mais a coragem vinha e saia em um piscar de olhos. Pedro sentia suas emoções irem aos extremos quando estava perto dela e se controlava para não cometer nenhuma loucura, mais parecia que era impossível. Pedro tentava dizer o que sentia por Lilliandil, mais parecia que as palavras se prendiam em sua garganta o fazendo ficar calado.
- Lilliandil. – disse Pedro, de repente, assustando até si próprio.
- Sim? – disse Lilliandil. Os olhares se cruzarem e não deixaram mais de se olhar.
- Faz um tempo que eu comecei a sentir algo por você. – Pedro estava totalmente hipnotizado por aqueles olhos azuis. Ele começou a se aproximar e Lilliandil fazia a mesma coisa.
- Eu também. – Lilliandil se aproximava de Pedro e ele fazia a mesma coisa.
- Espero que seja a mesma coisa. – Pedro cortou o pouco espaço que os separava e seus lábios se encontraram no dela. Primeiro começou tímido mais depois foi se tornando mais intenso, naquele beijo os dois estavam falando o que sentiam um pelo outro.
Notas finais
Mandem reviews, please, me façam feliz.
Beijos
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