Love Can Kill

5 Capítulo 5 - Mas eu não tenho escolha.


Elena P.O.V
Quando acordei, olhei em volta e não reconheci onde eu estava. Tentei me levantar, mas minha cabeça girava, minha visão estava preta e eu sabia muito bem o que era aquilo. Ressaca! Mas a dúvida era na onde eu estava, eu não estava me lembrando de nada da noite passada, só lembrava que tinha beijado duas pessoas e que tinha bebido. Bebido até demais. Mas quem fora as duas pessoas que eu tinha beijado? Sabia que uma delas era o Damon. Senti uma sensação estranha dentro de mim quando lembrei do nosso beijo. Como se fosse borboletas no estômago, mas não era. Era algo mais forte, mais real.
Olhei em volta e vi copos jogados no chão, garrafas de bebidas. Na mesinha do lado da cama na qual eu agora estava sentada, tinha duas fileira de cocaína. Tentei ficar em pé, mas não estava conseguindo, meu corpo me puxava novamente para ficar na cama. Como imã.
– Bom dia, flôr do dia! — Disse Damon, enquanto entrava no quarto.
– Ãn, bom dia. O que aconteceu? Porque eu estou na sua casa e não na minha?
– Essa é fácil de ser respondida. Você bebeu demais ontem a noite e como eu não sei onde você mora... — Ele sorriu e eu corei. — ...achei melhor você dormir aqui.
Apenas o fitei, boquiaberta. Meu estado estava assim tão ruim na noite passada? Perguntei para mim mesma em pensamento.
– Acho melhor eu ir para a casa, preciso tomar um banho, comer e tentar lembrar sobre a noite passada.
– Ah, qual é, como se aqui na tivesse chuveiro e comida.
– E você realmente acha que eu irei colocar a mesma roupa? — Fuzilei ele com os olhos, espantada.
– Tem umas roupas que acho que servem em você.
– Que tipo de roupa? Das mulheres que você fodeu? — Levantei uma sobrancelha.
– Haha, muito engraçada. Até poderia ser, mas não. — Ele suspirou ironicamente. — São as roupas da ex namorada do meu irmão.
– Hummm, não acho que ele vai gostar de me ver com as roupas da ex namorada dele.
– Ele que se foda. Está na hora dele seguir em frente.
– Porque seguir em frente? — Perguntei, curiosa.
– Á uns anos atrás, Stefan estava no serviço e quando chegou em casa, se deparou com a namorada trepando com dois caras na cama dele. Eles terminaram, é claro. E ela expulsou ela daqui, uma coisa que me deixou triste, porque ela era incrivelmente gostosa. Ela foi, é claro, mas não se importou em levar algumas peças de roupa. Stefan fala que queimou as peças, mas eu sei que é mentira, porque estão todas guardadas numa caixa, em cima de seu guarda-roupa. — Ele riu levemente. — Dramática essa história, não?!
– Isso é....Isso é muito triste. — Coitado do Stefan, eu estava chocada. Damon estava sorrindo.
– Tudo bem, levante-se, ou pelo menos tente. Ou se você quiser, eu posso te carregar até a banheira e te ajudar a tomar banho. — Ele estava com um sorrisso de orelha a orelha, maliciosamente. Eu revirei os olhos.
Me levantei e fiquei olhando para ele, acho que ele percebeu que o meu significava "Onde é o banheiro?" pela resposta dele, eu tive certeza.
– Na última porta do corredor. — Fui até o banheiro, tranquei a porta com a chave, só por precaução. E tomei o meu banho. Ops! Tinha esquecido de pedir uma toalha.
Gritei do banheiro:
– Damon, onde tem toalha?
– Nas gavetas, onde mais teria?
– Muito obrigada, ignorante. Procurei uma toalha em todas as gavetas que tinha naquele banheiro, até que finalmente achei uma. Me sequei, me enrolei na toalha, sai do banheiro e voltei para o quarto.
– Aqui estão as roupas. Mas devo dizer que você está muito melhor assim.
– Sabia que você ia fazer alguma piadinha sem graça.
Peguei as roupas e voltei para o banheiro, pois sabia que se eu pedisse licença para ele sair do quarto para eu poder me trocar, ele iria dizer que o quarto era dele e que não se incomodava de eu me trocar ali mesmo. Então, evitei.Vesti as roupas. Um short jeans azul claro um pouco rasgado e uma blusa de mangas curtas escrita "More sex, please." Gostei. Sorri. Sai do banheiro novamente e me fui para o quarto.
– Você está linda. E devo dizer que se você quer sexo, é só falar. Mas vamos, você precisa comer, vamos lá pra baixo.
Descemos as escadas e tomamos o café da manhã. Senti o olhar do Stefan sobre mim e me incomodei. Sabia que usar aquelas roupas não era uma boa ideia.
– Ãn, hum, me desculpe por isso. Sabia que não seria uma boa ideia usar essa roupas, mas ele — Apontei para o Damon, que estava na sala. — insistiu que eu usasse. Desculpe.
– Não. Está tudo bem. — Se estava tudo bem porque ele continuava me olhando? — Elena, precisamos conversar.
– Sim...
– Você se lembra de ontem?
– Sinceramente? Não. — Ele pareceu desapontado. — Mas me conte, eu sei que não vou conseguir lembrar.
– Tem certeza?
– Sim, o que pode ser de tão ruim para você não querer me contar?
– Você estava tão bebâda que implorou para eu te beijar, é claro que eu sabia que você não estava sóbria e não te beijei. Mas a sua vontade era tanta, que você mesma tomou iniciativa e me beijou. — Meu. Deus. Eu não sabia o que dizer, eu estava morrendo de vergonha. Minha vontade era de cavar um burraco e me enfiar dentro.
– Como?!?! Meu Deus, Stefan. Me desculpe, eu não deveria ter bebido tanto. Meu Deus, que vergonha. Me desculpe, de verdade.
– Está tudo bem, Elena. Eu sei que era o efeito da bebida, mas o que você precisa saber é que eu gostei e queria que não fosse por causa da bebida. — Agora sim eu não sabia o que dizer. Damon veio para a cozinha e aliviou a minha barra.
Damon olhou para mim e disse:
– Eai, o que vamos fazer hoje?
– Você eu não sei, mas eu irei para a minha casa. Preciso descansar, como você consegue? Você também bebeu muito ontem e nem se quer está com uma apârencia ruim, enquanto eu, estou um caco.
– Tá. Vamos, eu te levo. Mas dessa vez, você terá que me falar na onde é a sua casa.

Stefan P.O.V
Subi as escadas e fui para o meu quarto. Tranquei a porta, fui até o guarda-roupa e peguei uma caixa que tinha embaixo dele. Lá estava todas as fotos dela. Minha ex. Eu ainda a amava, mas o que ela tinha feito comigo, nunca teria perdão. Elena me lembrava ela, era como se Elena fosse ela.
Eu não costumava beber, mas eu senti uma necessidade de pura bebida dentro de mim. Senti uma vontade de ficar bebâdo e transar loucamente com a primeira mulher que aparecesse na minha frente. Mesmo que eu tivesse que ir em um bordel para conseguir isso, eu precisava fazer a hora passar e sabia que se continuasse dentro de casa, não ia adiantar em porra nenhuma. Peguei uma garrafa de whisky, uma que estava fechada e fui para o carro. Estava a caminho do bordel, mesmo que ainda fosse cedo, eu sabia que ia achar algum aberto pelas ruas.
Finalmente! Encontrei. Sai do carro, com a garrada em mãos. Fui para dentro do bordel, eu tinha certeza que não teria mais que três caras lá dentro. Fiquei sentado, observando as mulheres que tinha lá. Apenas uma chamou minha atenção, eu não queria saber seu nome, nem a sua idade. Apenas transar com ela, paga-lá e ir embora. Fui até ela.
– Você. É você quem eu quero. — Bebi mais uns goles de whisky. Ela me puxou e me levou para um quarto.
– O tempo que nós fodemos é equivalente ás músicas de um cd inteiro. Quando todas as musicas acabarem, nossa foda também acaba. São quinze músicas. — Perfeito, tempo suficiente para me distrair. Terminei de beber toda a garrafa de whisky.
Ela estava tirando sua roupa e depois veio tirar a minha. Levantou-se e colocou o cd para tocar. Rapidamente veio até mim e começou a me chupar.
Ahhhhh! Como ela chupa bem. Ficou uma música inteira me chupando, logo em seguida, ela ficou de quatro e eu arrombei seu cu. Depois de uma transa muito boa, de muitas posições, muitas gozadas, todas as músicas acabaram.
Peguei cinco notas de cem e dei para ela.
– Isso deve ser o suficiente. — Virei as costas e fui embora.
Eu temia me tornar igual o Damon, mas ás vezes eu tinha vontade de fazer coisas erradas e sabia que se me envolvesse com a Elena, ia ser um erro. Eu sei o risco, mas eu não tenho escolha.

Damon P.O.V
Elena era meiga e não era como as outras mulheres que eu já tinha conhecido. Ela era doce e encantadora. E eu nem a conheço, só demos uns amassos...Mas o jeito dela me encantava, ela era divertida. Conseguia tirar os mais puros sorrisos de mim, tinha algo dentro de mim que queria ficar todos os segundos, minutos e horas perto dela. E mesmo que tivesse as mais lindas e gostosas mulheres atrás de mim, eu iria escolher a Elena. E eu não estava apenas fissurado nela porque queria transar com ela e joga-lá fora, como fiz com todas as outras.
– Na onde você mora?
– Vai reto e vira na segunda á direita.
Em questão de segundos, chegamos na casa dela.
– Vai me convidar para entrar? — Sorri.
– Porque não? — Ela também sorriu.
Entramos e ela foi se sentar no sofá e eu me sentei também. Ficamos ali, sentados, conversando. Ela me contou dos seus sonhos, que o maior deles, era seguir na carreia de estilista. Me contou sobre sua infância, e chorou ao me contar sobre a morte de seus pais em um acidente de carro. Também me contou de seus medos e sobre suas vontades. Em menos de três hora conversando, era como se eu já conhecesse ela desde infância.
– Tenho que ir embora, já são quase nove horas.
– Que pena. — Ela se levantou, e abriu a porta para mim. Eu dei um beijo de leve em sua bochecha e ela sorriu enquanto as bochechas ficavam vermelhas.
Subi em minha moto e fui para casa. A primeira coisa que eu fiz quando cheguei, foi ir para o meu quarto, para a minha cama. Mas não para dormir, para pensar nela.
Eu tinha quase cem por cento de certeza que estava ficando apaixonado. Mas será que isso era a coisa certa a ser feita? Eu não sei.

Notas finais
Espero que gostem desse capítulo, pois eu gostei bastante. OBS: Tem uma frase que é da série The Vampire Diaries, ela está em negrito e em itálico.