Love, Cameras And Action.

6 Capítulo 6 - Everybody is going to the park...


Notas iniciais
Have a real good time, lararararalarar. Muito SOAD passa pela minha cabeça.

Anne’s POV



Suzzie deciciu me levar pro parque na manhã seguinte ao desastre onde eu cortara meu dedo, eu estava dispersa me lembrando dos momentos no hospital, do olhar preocupado de Sam e do quanto ele segurou a minha outra mão enquanto eu levava pontos no dedo.

Compramos um sorvete e começamos a caminhar, eu ainda não a contara sobre o que acontecera na tarde anterior eu tinha receio de contar.

– Então como foi a gravação com o Sam? — Perguntou ela por fim, me fazendo ficar nervosa

– Foi boa, não gravamos as vozes ainda, eu fiz o favor de fazer isso — Disse levantando o dedo com 7 pontos, ela riu.

– Tá no sangue mesmo prima, mas o que aconteceu pra você conseguir cortar o dedo? — Perguntou com uma sobrancelha levantada, ela estava desconfiando. Ela me conhecia desde que nasci, se eu desse duas respiradas a mais que o normal ela saberia.

– Bem — Comecei sem saber como contar — A gente meio que... Quase se beijou

– Como é que é? — Berrou ela

– Sabia que ia reagir assim — Disse magoada, eu tinha medo disso, ela o conhecia mais que eu, ela deveria saber se ele era ou não flor que se cheirasse, e eu tinha medo dele não ser nada que eu havia imaginado. Eu tinha o dom de fazer isso, imaginar que as pessoas são uma coisa e depois elas se mostrarem ser completamente diferente.

– Anne não é questão de reagir assim é questão... — Começou ela, mas no nesse momento avistei Cameron caminhando destraído, não muito longe de nós.

– Isso vai dar merda — Disse a interrompendo, ela me olhou com raiva por causa disso, sabia que ela faria isso, mas apontei com a cabeça para Cameron e ela revirou os olhos.

– Lá vem o bobão — Disse ela

– Não fala assim dele, você nem deu uma chance pra ele Suzzie, não é justo sabia?


Suzzie’s POV


Eu não sabia como Samuel tivera coragem de beijar Anne, apesar de tudo ele nunca foi cachorro, e ele tinha namorada, mesmo sendo uma vaca, não era certo com a minha prima ele fazer isso, não sabia nem como reagir com isso, meu instinto prima protetora estava ativo, e eu estava muito furiosa com ele. Quando ia contar pra Anne que ele tinha namorada o tal professor dela apareceu, era só o que me faltava.

Ela me deu uma bronca pra não julgá-lo, mas eu não respondia por mim quando falavam de violino e violoncelo, fazia parte da fase que eu preferia esquecer.

– Olá Cameron — Disse Anne quando ele se aproximou de nós.

– Oi Anne, como você está? — Perguntou ignorando minha presença ali, o que era de certa forma bom, eu não gostava de ser grossa com as pessoas, mas o que eu menos gostava era de parecer vulnerável e frágil, e aqueles olhos profundos por debaixo da lente me faziam querer me largar nos seus braços e chorar por causa de tudo que acontecera, ele parecia daqueles que te abraçaria, te consolaria e te diria que tudo ficaria bem apesar de tudo. Tudo nele me convidava a me abrir, coisa que eu jurei a mim mesma nunca fazer, sua voz era doce e suave, seus olhos era um azul cativante, que se alguém ficasse olhando diretamente para ele por muito tempo era capaz de se derreter toda, e seu jeito, apesar de tudo, era fofo.

Balancei a cabeça distraidamente, eles já tinham tido uma boa conversa enquanto eu estava perdida nos meus pensamentos. Ele me olhava de uma maneira que eu não sabia dizer o que era. Senti minhas pernas tremerem quando nossos olhares se cruzaram, Suzannah Martins pára de graça agora, disse pra mim mesma.

Depois de mais um pouco de conversa, momentos nos quais eu ficava calada, mais uma pessoa se juntou a roda.

– Cameron, Anne, vocês por aqui? — Cumprimentou ela segurando no braço de Cameron com uma melosidade sem tamanho. Revirei os olhos e balancei a cabeça risonha.

– Olá professora Marissa — Disse ele em um tom sério, me fazendo segurar o riso. Na mesma hora que eu olhei quase rindo pra ela, ela retirou a mão dele o olhando com desdém e superioridade. Ela era ruiva, eu sempre quis ser ruiva, mas ela carregava uma expressão de que sempre consegue o que quer, quando quer, suspirei.

– Anne, vamos comprar um sorvete? — Pediu ela

– Ah, eu te acompanho professora — Disse Anne com sua educação sem fim, eu teria falado, não já comprei o meu, tá na minha mão, não tá vendo não o idiota?

– Cam, você vem? — Perguntou esperançosa a Marissa

– Não, vou ficar por aqui — Disse ele

– Nem olha pra mim Anne, pode ir, te espero aqui — Falei quando ela se virou pra mim

– Então... — Começou Cameron quando as duas se afastaram

– Pois é — Disse o interrompendo, tentando não ser grossa e evitando seu olhar

– Olha, desculpa pelo dia que a gente se conheceu, okay? — Falou antes que eu pudesse o impedir, me senti como um lixo por ter o tratado da forma que o tratei, mas eu não era boa com emoções.

– Ah sim, okay, eu preciso de um cigarro — Disse colocando as mãos no bolso a procura do meu isqueiro e minha carteira de cigarro, peguei a carteira e retirei um cigarro e a guardei de novo no bolso — Você não gosta de fumaça, vou pra lá — Disse caminhando pra longe dele ascendendo meu cigarro

– Qual o seu problema afinal? — Peguntou ele vindo atrás de mim

– Eu sou fumante, o que tem de problema nisso? — Disse irritada.

– Eu não digo sobre isso, eu acabei de pedir desculpa, mais uma vez e você diz okay? Que tal um pedido de desculpas por ter sido um saco também? — Disse ele irritado

– Olha aqui — Comecei apontando o dedo pra cara dele, eu não tinha palavras, não sabia como rebater aquilo — Nem começa, eu estou de boa e você vem com sua “eu sou o senhor certinho exijo um pedido de desculpas”. Eu não sou assim, não vem tentar me mudar, puta que pariu, deixa eu fumar meu cigarro vai.

– Você é anormal, só digo isso

– Hey Suzzie, eu vou pra casa do Sam terminar de gravar as músicas, beijos, te vejo mais tarde

Anne falou antes que eu pudesse rebater o que Cameron dissera, e ela se afastara correndo antes que eu a impedisse.

– Puta que pariu, eu só digo isso. Porque ela não me ouve, isso vai dar merda, vai dar merda.

– O que vai dar merda? — Perguntou de uma maneira fofa e preocupada.

– Samuel — Disse tragando meu cigarro pra me acalmar, se eu fizesse algo agora, seria muita merda.