Love By Time 2
13 Álcool
Uma coisa era fato: Alex ganhara uma rival. Isso Alex tinha certeza que aconteceria, só que não tinha previsto de que seria uma pequena menina que mais parecia uma bolinha de glacê e chantilly com chocolate. Nesy não queria largar Caleb quieto tanto que o mesmo entendeu e ficou de mãos dadas com a menina o tempo todo depois que Nishi e Doug desfilaram após lançar seu eterno pacto de amor no matrimônio.
Houvera uma festa depois, foi aí que conseguiram ter um contato maior com Nishi que, depois de demais celebrações, cortar bolo, discursar e tudo mais, foi pra mesa onde Alex estava sozinho pois seus acompanhantes estavam dançando, incluindo Caleb que dançava, cuidadosamente, com a pequena Nesy.
— E aí? – Jogou-se uma Nishi que já parecia exausta ao lado de uma cadeira de Alex.
— Parabéns, mulher. Sempre shippei vocês dois desde que estiveram juntos, sempre foi um casal bonito. – Alex cumprimentou.
— Fanfiqueiro, né? – Brincou Nishi e Alex riu.
— Uma fanfic que se realizou. Mas tudo isso aqui, uau. Eu pensava que seria uma festa mais simples e com menos gente ainda. – Alex declarou.
— Ah. – Nishi suspirou e sorriu. – Doug fez questão do nível Disney. Deixa o homem ser feliz, né? O meu homem, no caso. Mas, sabe... Eu adorei. Tudo? Foi Doug. Eu só dei os contatos mesmo, esse homem tem muitas habilidades. MUITAS habilidades. – E ela sorriu de um jeitinho sugestivo que fez Alex rir e corar.
— Amor, eu realmente não preciso saber de como é Doug na cama, ta? – Alex riu.
— Ta bom... Mas é bem bom mesmo. – Nishi riu e Caleb jogou-se numa cadeira ao lado dos dois soltando um suspiro.
— Ela desistiu? – Alex falou com um sorriso brincalhão.
— Cansou. – Caleb respondeu e apontou com seu polegar onde ele e Nesy estavam a dançar. A menina estava nos braços do pai, dormindo que mais parecia aquelas bonecas ultra realistas. Caleb retirou o paletó e abriu uns botões de sua camisa para logo se abanar. – Mas que tem energia tem.
— Que gracinha. Vai ser um ótimo pai algum dia. – Nishi disse e Alex pareceu corar um pouco. – O que? Sempre podem adotar, né? Eu incentivo. – Um garçom deixou três taças de champanhe na mesa e Alex empurrou o dele com uma expressão de sutil repulsa, bebericou de um copo de suco que havia pego mais cedo.
— Na verdade, eu adoraria. – Respondeu Caleb com um sorrisão. – Confesso que é um dos meus sonhos, sim. Mas, enquanto isso, eu vou praticar nele como se faz um.
Alex engasgou e tossiu ao ouvir aquilo, Nishi e Caleb fizera careta.
— Então, vocês já...? — Nishi disse com a voz mais baixa.
— N-não não. – Alex falou e Caleb balançou a cabeça.
— Não tenho pressa não. Quando chegar a hora, sei que vai compensar. – O brincalhão Caleb falou agora de modo compreensivo e Alex, de lágrimas nos olhos pelo engasgo, sorriu.
— Awn... Vocês são tão fofinhos. – Nishi admirou. – Vai tomar isso? – Ela apontou para as taças de Caleb e Alex depois de terminar seu champanhe.
— Não. – Alex e Caleb responderam em unisom.
— Muchas gracias. – Nishi disse em uma voz cantada pegando as duas taças, o celular de Alex tocou e ele levantou-se para longe da música para atender, sob os olhares dos dois.
— Alex tem trauma com álcool. – Nishi disse virando uma taça de uma vez só e pousando-a na mesa.
— Trauma? – Perguntou Caleb e Nishi balançou a cabeça positivamente.
— É, seu pai exagerou uma vez e... Bom... Coisas aconteceram. – Nishi falou cuidadosamente.
— Eu aconteci, não foi? – Caleb disse.
Nishi fez bico de como tivesse se tocado de que talvez tivesse falado algo errado.
— Sim, mas aconteceu para o melhor. Seus pais eram grandes amigos um do outro, eu tenho certeza de que você aconteceria uma hora ou outra. E veja como você faz Alex feliz. Apesar de tudo, deu tudo certo. – Nishi repousou a mão enluvada branca na cabeça do rapaz.
— Eu to de boa. Sérião, na verdade é até bom saber do porquê Alex não bebe e que não quer que eu beba também. – Ele falou com um sorriso largo e os olhos meio fechados. – Acho que até era fácil de saber.
— Mesmo seu pai também não curtia tanto essas bebidas por causa da sua avó. – Nishi disse.
— Ah, vovó ainda bebe mas não tanto quanto antes, papai me disse. – Caleb falou, a imagem de sua avó com uma garrafa de vinho na mão e seu avô, o Sr Brown, sutilmente removendo-a dali de forma que ela não percebesse veio em sua mente e ele riu e contou desse dia, Nishi acabou dando suas gargalhadas também e seu noivo veio solicitar sua presença.
— E aí, boneca? Bora dançar? – O enorme Doug apareceu e sua voz ressoante se destacou por cima da música dançante. Nishi virou a outra taça de champanhe.
— Bora, gato! – Ela falou alto, piscou pra Caleb, levantou-se e se jogou aos braços do recém marido que começou a girar e levá-la para a pista de dança.
— Demorei? – Alex sentou-se ao lado de Caleb que estava com o braço em cima do encosto da cadeira e a cabeça repousada ali. – Era Jake, só queria saber como eu estava.
— Hm. – Caleb fez bico e Alex riu.
— Muito bobo. – Alex apertou de leve o bico que Caleb fez.
Eles viram que logo algumas pessoas de branco apareceram com várias terrinas e rechauds prateados que, quando removeram sua parte superior, deu visão a muita comida que foi colocada à mesa.
Logo o lugar ficou imerso com o aroma de arroz fresco, carnes, queijos, bifes ao molho madeira, salmão, feijão, saladas e mais de maneira que a maioria das pessoas levantaram-se de suas mesas e saiìram da pista de dança, recolheram um prato e já foram formar fila para se servir.
— Vamos lá pegar comida? – Alex disse e, quando viu, Caleb já tinha um lugar na fila e aguardava ansioso enquanto gesticulava para Alex ir junto dele rapidinho. – Eh faminto. – Riu.
Beau e Owen eram os primeiros da fila, o faro aguçado de Owen fez com que eles chegassem no começo da fila antes dos pratos serem servidos, Mariko decidiu esperar a fila ficar menor e decidiu sentar-se após dar uma volta pelo lugar... e provavelmente ter filado algum cigarrinho longe do povo, Chris e Anne pareciam apaixonados demais para dar atenção a seu estômago pois os dois dançavam agarradinhos uma canção mais lenta que começara. A noite foi tanto longa quanto curta para os convidados e para os noivos pois, quanto mais a gente se diverte, mais curtas parecem que as horas passam, ainda mais quando próximos de nossos amados.
—
Alex chegou no prédio da agência e a primeira coisa que fez foi falar com Raymond, fez o máximo possível para se desviar de Jake mas não foi necessário pois o rapaz jamais acordava tão cedo assim para ir para o prédio ou, aparentemente, para qualquer lugar.
Amelia levou Alex até o andar do chefão, junto com um copo de café de um Starbucks dali por perto. Naquelas horas tão matutinas, o interior daqueles andarem brancos e bem iluminados com aquelas luzes pálidas pareciam ainda mais frias e preguiçosas.
— Sr. Henning, a que devo a sua presença? – Raymond com seu habitual terno, como se estivesse sempre preparado para uma festa formal muito importante, levantou-se de sua grande cadeira marrom e sorriu para Alex. Estranhamente, Alex não sentiu-se incomodado e nem intimidado como a energia de Raymond geralmente passava.
— Bom dia, sr. Dupery. Jake ainda não veio? – Alex perguntou primeiramente. Amelia passou o copo de café para Raymond que este acenou agradecido e ele voltou a se sentar, indicou a cadeira branca em frente a sua mesa para Alex que sentou-se mediante o convite.
— Aquele garoto não acorda cedo pra nada. – O Sr. Dupery soltou um gargalhada. – Mas prefiro assim, até. Não anda bem das ideias o menino.
— Como ass...?
— A que devo a sua presença em minha humilde salinha? – Raymond se adiantou e pousou as mãos sobre a mesa para depois bebericar de seu copo de café. – Não é nada igual ao seu, espero que reconstrua seu Café em breve... Mas ainda continue conosco. Jacob também adorava aliás. Ah, Café Irlandês... Com whiskey...
Alex olhou aos arredores, de humilde aquela sala no último andar não tinha absolutamente nada. Ele sabia bem o que era um café irlandês também... Um café com muito álcool. Álcool... Que horror.
— Eu gostaria de solicitar permissão para meu namorado vir me visitar aqui na agência. Ele meio que me traz algumas coisas quando peço, alimento e outras coisas q.... – Alex começou e foi interrompido por Raymond.
— Caleb Austen, não é? – Raymond coçou o queixo. – É um bom garoto. Conheço só de vista. Mas, sim, eu dou minha autorização... Se concordar com uma negociação.
— Sim? – Alex perguntou.
— Seu contrato permite o a modelagem com conjuntos e vestes de quaisquer gênero. Mas quero que agora seja maior atividade no vestuário feminino. O senhor é andrógino e andróginos são ótimos modelos que quebram o padrão de gênero. O que acha? – O Sr. Dupery falou olhando atentamente para o rapaz.
— Bom... Não vejo nenhum problema para isso. – Alex falou. – Eu aceito sim.
— Feito então. – E Raymond coletou seu smartphone de dentro de seu bolso e pareceu digitar uma mensagem rapidamente. – O Sr. Austen têm passe livre.
Alex sorriu.
— Muito obrigado, sr. Dupery. Prometo que não irá desestabilizar minha performance. – Agradeceu Alex e levantou-se para começar o seu dia.
— Sr. Henning? – Chamou Raymond e Alex olhou para ele. – De preferência, não quero que Jacob saiba disso. Pode ser?
Alex olhou para os lados, curioso, mas concordou, Raymond sorriu.
— Certo. Tenha um bom dia então. – O mais velho falou e Alex assentiu com a cabeça enquanto o Sr. Dupery voltou a beber de seu café e Alex o ouviu reclamar que caíra algumas gotas em sua roupa impecável.
Apesar de tudo, Alex sentiu-se um pouco inseguro para o que a empresa... Ou os Dupery planejavam para ele. E afinal... Qual o rolo com Jacob? Alex esperava que realmente o homem não esperasse mais do que amizade de si. Seu smartphone apitou.
— Good morning, sunshine. – Era a mensagem que exibia na tela, enviada por Jacob.
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