Notas iniciais
GENTE... desculpa os muitos erros de português, só não dá pra arrumar porque mamãe tá do meu lado, e se ela ver eu morro xD

- Peguei! — Vitória bateu em minhas costas, se virando em seguida e correu.

- Aff, sua inútil! Bater com força machuca! — Corri atrás dela.

- Hm. — Ela parou de repente e eu quase a derrubei.

- Aff, sua maliciosa! — Eu corei, diante do seu "hm". — Eu não sou gay, falow?

- Tá então. — Sorriu, me abraçou de repente e fungou no meu pescoço. Eu estremeci.

- Tá com você agora. — Eu disse por fim.

- Ah, brincar de pega-pega de dois não é legal, Ma. — Ela cruzou os braços me encarando.

- Quer brincar do que então?

- Sei lá. — Deu de ombros.

- Aff, você é inútil mermo. — Bufei e me deitei na grama seca, olhando para as estrelas.

- Você tem que parar de dizer "aff sua inútil". — Disse em uma voz nada parecida como a minha.

- Vem me obrigar. — Mostrei a língua pra ela e ela saiu do meu campo de visão. Fechei meus olhos, sentindo cheiro da grama e da natureza a minha volta.

Suspirei e mordi os lábios, pensando em Vitória. Ela era loira, os olhos cor de mel. Ela me excitava com apenas o roçar de nossas peles.

- Hey, pensando em mim? — Ela gargalhou e pousou um copo e uma garrafa de licor de Marula.

- Sim, em como você é bebada.

- Amarula não te deixa bebado.

- Aham, e eu sou o Crocker. Padrinhos Mágicos! — Fiz algumas posições estranhas imitando o personagem.

- Depois eu sou a inútil?

- É. — Eu disse entre risos.

- Hey, falta quanto tem...

- Uma hora ainda. — Eu disse olhando para o relógio em meu pulso.

- Hey, quer parar de ficar me...

- Cortando? — Ela me fuzilou com o olhar e sentou sobre a minha barriga.

- Ow! Vou fazer xixi nas calças assim!

- Vai querer? — Vitória me ignorou e me ofereceu o copo cheio de licor.

- Não, obrigada. — Tentei tirá-la de cima de mim, mas ela resistiu. — Ah, vai. Preciso ir no banheiro. — Choraminguei.

- Só saio daqui se você beber isso aqui. — E indicou o copo.

- Sua marvada, não gosto de beber!

- Mas é só esse copinho!

- Não! Me recuso a beber. — Virei o rosto e cruzei os braços.

- E eu me recuso a sair daqui. — Pelo canto do olho pude ver que ela sorria maliciosamente.

- Glória, pela mor. Minha mãe só pensa em merda. Já pensou se ela chega agora?

- Não me chama assim! E o problema é seu.

- Glória, Vitória é tudo a mesma coisa.

- Vai beber ou não vai?

- Você vai desistir? — Suspirei.

- Não. — Ela sorriu.

- Dá aqui. — Suspirei mais uma vez.

- Aeeee. — Abriu mais o sorriso e me entregou o copo. — Você é tão fácil de manipular.

- Claro, né. Usando a tática de sequestro. — Tomei o líquido meio amarronzado e doce. Quando terminei, senti calor em meu peito.

- Caiu os peitos? — Perguntou sarcásticamente.

- Tá quase. — Respondi. — Agora, por gentileza. Sai de cima de mim?

- Como quiser. — Riu, se debruçou sobre mim e me deu um beijo na bochecha.

- Xô! — Eu provavelmente estava vermelha.

- Ok, ok. — Saiu de cima de mim, se sentando ao meu lado. — Para uma hétero você fica muito vermelha quando uma menina chega muito perto de você. — Arqueou as sombrancelhas.

- Claro! Você que me deixa sem graça!

- Uhum... Sei. — E tomou o liquido da garrafa. — Hm, vai no banheiro não?

- Vou. Mas tô com preguiça de sair daqui.

- Hey. Vou te fazer uma pergunta muito estranha. Posso?

- Diga. — Olhei em seus olhos.

- Como pode saber se é hetero se nunca beijou uma garota?

- Quem disse que eu nunca beijei? — Ela engasgou e começou a tossir. Eu gargalhei.

- S-sério?

- Brincadeirinha. — Controlei meu riso, ainda lembrando daquele momento. — E você?

- Eu o quê?

- Já beijou alguma garota? — Peguei a garrafa de suas mãos e bebi um gole.

- Er...

- Relaxa, não sou preconceituosa. — Bebi mais um gole.

- Já. — Ergui uma das sombrancelhas.

- E como foi? — Ela baixou o olhar, encarando os próprios pés. — Hein?

- Achei melhor que beijar garotos.

- É? Você é lésbica!

- É, sou.

- Eu já sabia. — Ela me olhou confusa. — Você dá muitas indiretas. — Ri.

- Ah. Bem...

- Sérião mesmo que é melhor que beijar meninos?

- Pra mim, é. — E baixou o olhar novamente.

- Hm. — Engatinhei até ela e levantei seu rosto. — Deixa eu ver.

- O q...? — Colei meus lábios nos dela. Ela caiu e eu sobre ela. Passei a lingua em seus lábios, pedindo permissão. Ela demorou, mas cedeu. Paramos quando nos faltava oxigênio. — Mas... E-eu não en...

- Entende? — Ela afirmou. — O que você não entende? — Fiz carinho em seu rosto, dando um selinho em seguida.

- Você não era hetero?

- Toda lésbica diz ser hetero. Principalmente para aqueles que ela gosta.

- E você gosta de mim?

- Não, magina. — Revirei os olhos.

- Diz pra mim que você não está bebada?

- Dizer eu digo, mas que estou, estou. — sorri.

- Eu sabia. — Disse tristemente.

- Pelo seu beijo. — Mordi sua bochecha.

- Isso foi muito...

- Clichê?

- Para com isso!

- Com o que?

- Me cortar.

- Não tenho nem faca aqui.

- Besta. — Puxei seu rosto para outro beijo. Ela parou de repente, a olhei preocupada. — Carro.

- Ah. — Sai de cima dela e me levantei, ajudando-a a levantar em seguida.

- Filhinha! — Gritou minha mãe do carro quando entrou pelo portão.

- Vamos dormir naquela suíte, sozinhas? — Perguntei em sussurro.

- Sim. — Me respondeu alegre.

E fomos ajudar minha mãe a descarregar o carro.

Notas finais
Dedicada a minha Nee <3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!