Love Behind The Money
47 My Family!
Notas iniciais
1 mês depois…
–Já esta pronta?-Nara perguntou entrando em meu quarto,hoje é o casamento de minha mãe *-*
Ela não fará numa igreja nem nada,será no restaurante La Italia(o mesmo que ela anunciou seu casamento),bom na minha opinião é um tanto perfeito mas a última vez que estive lá Gui ainda estava comigo e…
–Já Rah.-Suspirei e me olhei no espelho.-Não esta muito exagerado?-A roupa estava linda mas eu me sentia meio estranha.
–Claro que não,esta perfeito.-Rah sorriu de uma orelha a outra.Sorri de canto mas sem ânimo.-Ei que carinha é essa hein?-Ela caminhou em minha direção e me abraçou pelos ombros.
–Nada só… Só estou ansiosa.-Respirei fundo.
–Deve estar mesmo,não é todo dia que nossa mãe se casa e você deve concordar comigo que é um casamento um tanto diferente.-Assenti.
–Como esta minha filha?-Ela sorriu.
–Esta ótima,ela esta dormindo. Tem certeza que vai deixar ela na casa do meu pai?-Respirei fundo,sim o pai de Guilherme já sabia que tinha uma neta, e vamos dizer que sua reação um tanto que me deixou surpresa.
Flashback on
–Tem certeza que vai fazer isso?-Minha mãe perguntou,eu estava decidida a apresentar Ann ao seu avô.O pai de Guilherme fez o que fez mas ele continua sendo avô dela.
–Tenho mãe,Carlos continua sendo avô de minha filha.-Ela assentiu.
–Tudo bem então,qualquer coisa chame.-Assenti.Nara me olhava com certo receio do outro lado da sala.
–Boa sorte.-Ela disse.
–Obrigada.-Peguei minha filha no colo e sai de casa,com paços firmes caminhei até a antiga casa de Gui. Respirei fundo e toquei a campainha. A porta se abriu e revelou a imagem de Annabeth,ela se surpreendeu ao me ver.
–Sôphie.-Ela disse sem piscar.
–Olá Annabeth.Senhor Mendes esta?
–Esta,esta sim. Nossa faz tempo dês da última vez que nos vimos não é?
–É,muitas coisas aconteceram Anna.-Ela assentiu,vi ela olhar para Ann.
–Quem é essa linda bebe?
–Essa é Angel… Annabeth se não se incomodar eu preciso falar com Carlos,é urgente.-Ela assentiu abrindo a porta.
–Claro,entre.-Entrei e olhei envolta,quase nada tinha mudado,apenas os portas retratos de Guilherme e Nara não se encontravam mais lá.-Venha comigo,ele esta no escritório.
–Ele esta ocupado?
–Pelo visto não.-Assenti,segui ela escada acima e caminhamos em silêncio até pararmos em frente a porta do escritório. Annabeth bateu duas vezes até ouvir um entra.-O senhor tem visita,posso deixar entrar?
–Claro.-Escutei sua voz ao fundo. Annabeth me olhou e abriu mais a porta,assim que entrei em seu escritório vi a expressão de Carlos mudar. Lentamente ele foi se levantando e tentando acreditar que era realmente eu que estava ali.
–Com licença.-Annabeth fechou a porta nos deixando a sós.
–Sôphie? É você mesmo?
–Sim,sou eu.-Me aproximei também. Percebi o quanto Carlos estava diferente,ele tinha uma aparência de estar muito mais velho que antes e parecia estar cansado.
–O que esta fazendo aqui?
–Eu estou bem sim e o senhor?-Ironizei. Mal bom dia dá.
–Perdão,como vai?
–Eu já respondi.-Ele assentiu-Bom respondendo a sua pergunta eu vim conversar com você.
–Sobre o que?
–Serio mesmo que você não sabe?-Olhei para minha bebe,vi seu olhar seguir o meu. Pelo jeito ele nem tinha reparado em Ann.-Faz muito tempo que não nos falamos senhor Mendes,e pelo jeito esta por fora das notícias.
–O que quer dizer com isso?
–Todos da região já estão sabendo menos o senhor? Uau para quem disse que era tão informado e ligado na atualidade esta bem atrasado hein.-Sorri sarcasticamente.
–Sôphie aonde quer chegar com isso?
–Bom eu vou direto ao ponto,eu vim apresentar a minha filha ao seu avô.-Falei mais séria possível.
–Sua fi-fi-fi-lha?-Ele gaguejou apos uns minutos de silêncio.
–Sim,minha e do Guilherme.-Sua expressão ficou totalmente confuso.
–Sua e do Guilherme?
–Claro Senhor Mendes,ou acha que eu fiz ela como? Com o dedo?-Ri. Ele passou a mão pelos cabelos grisalhos e teve que voltar a se sentar. Eu continuei em pé,não vou me rebaixar ao seu nível.
–Essa menina que esta no seu colo é…
–Sim,é filha minha e de Guilherme e o senhor é avô dela.-Ele me encarou.
–Mas… como? Essa menina não pode ser de Guilherme,não pode…
–Claro que pode,ele foi o única cara com quem transei em toda minha vida.-Ele se levantou novamente.
–Como eu vou saber mesmo que Guilherme é pai dela?-Ri.
–Talvez isso lhe ajuda a acreditar.-Tirei do bolso uma foto de Gui quando tinha 7 meses,na mesma idade de Ann. Caminhei até ele e mostrei a foto.-Olhe bem para essa foto.-Ele pegou a foto nas mãos.-Agora olhe para ela.
Abaixei a mantinha de Ann mostrando seu rostinho,Guilherme e Ann eram praticamente idênticos quando crianças.
–Ah…-Ele encarou minha filha,ele ficou sem expressão.-Os dois são idênticos,como isso?
–Talvez por ele ser o pai dela?-Arqueei uma sobrancelha.
–Mas… mas… Por que só esta me contando isso agora?-Me fitou.
–Eu tinha meus motivos, eu não deveria apresenta-los mas você continua sendo avô dela apesar de tudo o que você fez.-Eu estava séria e ele ainda pasmo.
Ficamos uns minutos em silêncio.
–Como é o nome dela?-Do nada sua voz ficou mansa e vi um certo brilho no seu olhar.
–Angel,seu filho que escolheu o nome.
–Será que eu poderia segura-la?-Pensei um pouco antes de entregar minha filha em seus braços. Ele a pegou com o maior cuidado possível,sussurrando coisas como ‘ela é linda’, ‘eu sou seu avô’.
Do nada os olhos de Carlos se encheram de lágrimas… Estranho O.o …
–Faz tanto tempo que eu não sei o que é pegar uma criança no colo,acho que até perdi o jeito.-Ele disse rindo enquanto fungava. Carlos esta chorando pela minha filha.
–Não,até que você esta indo bem.-Cruzei os braços. Ele se sentou em sua poltrona reclinável e continuou a fitar Ann,sua expressão estava diferente,eu sentia que algo nele tinha mudado.
–Guilherme sabe?-Ele me fitou enquanto enxugava o rosto.
–Não.
–Por que?-Ele franziu o cenho.
–Porque não é uma simples notícia Carlos,você acha que é fácil um garoto de 17 anos saber que é pai e que mal pode estar com a filha pois esta preso?-Do nada sua expressão ficou com certo rancor,como se ele estivesse arrependido.
–Então vai esperar ele sair da cadeia para conta-lo?
–Sim senhor. A vida para Gui já não esta nada fácil,não quero piora-lo.-Olhei para o meu relógio em meu pulso,daqui a pouco teria que voltar para casa para almoçar.
–Tem hora para voltar?
–Não.
–Aceitaria almoçar comigo?-Franzi o cenho,aquilo era meio estranho.-Por favor aceite,faz tempo que não tenho uma companhia para almoçar.
–Eu não sei se devo...-Ele me fitou,ele parecia suplicar para que eu aceitasse.
–Por favor Sôphie,eu quero conversar com você e esclarecer certas coisas.-Suspirei.
–Ta bom,eu aceito então.-Ele sorriu de canto.
–Obrigado.
–Não precisa agradecer.
Flashback Off
–Tenho,tenho sim.-Depois que Carlos ficou sabendo de Ann ele mudou totalmente,quase sempre ele me ligava e pedia para deixar Ann com ele. E bom as vezes eu deixava,eu via que ele realmente gostava dela. Devo admitir que até seu humor e sua aparência mudou,ele esta com jeito mais jovem e sorri quase o tempo todo. Até Annabeth veio falar comigo perguntando o que tinha acontecido com ele.
–Tudo bem.-Ela suspirou.
–Rah...-Ela me fitou.-Confia em mim.
–Eu confio Sô.-Ela sorriu de canto.-Eu vou ir falar com Henrique.
–Ta bom.-Ela saiu do quarto me deixando a sós novamente. Respirei fundo e peguei minha bolsa,fui até o quarto de Ann e peguei ela e sua bolsa.
Desci e vi Humberto,Henrique e Rah. Os três muito bem vestidos,minha mãe estava na casa da minha tia terminando de se arrumar. Ela passou o dia no salão de cabeleiro.
–Estão prontos?-Perguntei.
–Sim.-Responderam juntos.
–Esta linda.-Henrique e Humberto disseram juntos.
–Obrigada,vocês também.-Sorri de canto.-Vou até a casa de Carlos e já volto.-Eles assentiram.Sai de casa e fui até a casa dele,apertei a campainha e Anna atendeu.
–Olá Sôphie.
–Oi Anna,como esta?
–Bem e você?
–Também. Carlos já pode receber minha filha?
–Claro.-Ela esticou os braços,lhe entreguei a bolsa e antes de entregar minha filha lhe dei um leve beijo.
–Tchau filha,mamãe não vai demorar.-Entreguei Ann para Anna.
–Tenha uma boa noite Sôphie,mande felicidades para sua mãe.
–Mando sim.-Sorri.-Obrigada Anna,até mais tarde.
–Até.-Me virei e fui em direção ao carro de Humberto. Minha mãe iria com meu tio até o restaurante,devo lhes confessar que estou um tanto nervosa por minha mãe. Por dois motivos,primeiro que meu pai vai estar lá com a mulher dele e a filha dela. Segundo que vai ser a primeira vez que vou naquele restaurante depois de tudo.
Henrique e Humberto foram na frente e eu e Rah atrás. Rah pareceu perceber meu nervosismo.
–Calma amiga,tudo vai dar certo.-Ela sorriu.
–Uhum.-Respirei fundo. O caminho inteiro eu fiquei em silêncio,preferia tentar me acalmar mentalmente do que ficar falando bobagens.
Chegamos no restaurante e Henrique e Humberto abriram a porta para nós duas. Na porta do restaurante avistei Zack,todo bonitão. Minha mãe fez questão de convidar Alex,Patrick,Zack,Dejan,Hai,Tati e Cadu.
Caminhei até Zack e ele tinha um sorriso encantador no rosto.
–Zack.-Ele me abraçou forte.
–Oi Sô,como esta?
–Nervosa e você?-Ele riu.
–Bem,esta muito linda.-Sorri.
–Obrigada,você também esta.-Olhei para dentro do restaurante e vi Hai,Dejan,Patrick e Alex,menos a namorada de Zack.-Ué cade a Tati?
–Ela teve que viajar mas ela fez questão de trazer um presente para sua mãe e lhe pediu perdão.-Zack mostrou uma caixa mediana branca toda linda.
–Ah nem precisava,bom que pena que ela não pode vir,adoraria vê-la novamente.Faz tempinho que não conversamos.-Ele assentiu.
–Quer entrar?
–Claro.-Ele me ofereceu o braço,entrelacei e nós dois entramos. Fomos até a mesa reservada para nós(que era gigante)e lá fui eu ter que cumprimentar todos meus amigos e todos os meus parentes. Tarefa difícil essa,muita gente.
Ficamos conversando até que finalmente minha mãe chegou,ela estava magnifica num vestido escolhido por nós duas. Ela mal conseguiu aguentar a emoção e assim que nos viu começou a chorar,mas sempre com um sorriso no rosto.
–Mãe.-Fui até ela,ela soltou do braço do meu tio e me deu um abraço apertado.-Você esta tão linda mãe.
–Você que esta filha.-A fitei.
–Não chora se não borra a maquiagem.-Meus olhos também se encheram de lágrimas.
–Meio impossível isso mas não se preocupe que a maquiagem é a prova d'água.-Sorri.
–Eu lhe desejo toda a felicidade do mundo mãe.-Ela sorriu mais ainda,senti uma lágrima descer pelo meu rosto.
–Obrigada filha.-Humberto apareceu do meu lado com um sorriso quase maior que o rosto,ele também tinha os olhos marejados.
–Mãe. Humberto.-Peguei a mão dela e depois a de Humberto. Entrelacei a mão dos dois e eles sorriram.-Sejam muito felizes,muito mesmo. Eu lhes dou a benção desse casamento.
–Obrigada.-Os dois disseram juntos.
–Eu que agradeço.-Nós três nos abraçamos juntos,ouvimos palmas atrás de nós. Me virei e todos sorriam,até quem não tinha nada haver com o casamento batiam palmas.
Sorri e voltei a me sentar ao lado de Zack e de Cadu. Minha mãe cumprimentou todos e após isso fizemos nossos pedidos,em poucos minutos todos já estavam se deliciando com aquela bela comida.
Eu estava quietinha no meu canto,Hai e Dejan se beijavam. Meus pais e meus parentes conversavam. Cadu e Zack falavam sobre jogos para PS4,Patrick e Alex estavam rindo. Por um momento eu me senti muito vazia.
Você já sentiu como se estivesse sozinha mesmo estando num lugar cheio? Pois então é assim que estou me sentindo.
–Com licença.-Pedi e me levantei. Vi o olhar de Zack em cima de mim.
–Aonde vai?-Ele perguntou.
–Vou lá em cima um pouquinho.-Ele assentiu. Subi as escadas e novamente deu para aquele "terraço". Ele estava mais bonito do que a última vez que eu tinha vindo aqui. Mas mesmo assim continuava tudo como antigamente,principalmente a paisagem e os casais que dançavam a um lento jazz. Com as mesmas estrelas,tudo estava perfeito... Quer dizer quase...
Me escorei na grade e fiquei olhando as estrelas.
–Queria tanto que estivesse aqui.-Sussurrei,tentar mantes as lágrimas dentro dos meus olhos foi uma tarefa praticamente impossível. Meu coração doía tanto que parecia que uma faca entrava e saia,entrava e saia e aquilo ia me matando devagarinho.
A música de fundo acabou e logo outra ja veio em seguida,de cara eu reconheci o toque. Era nada menos que "The Woman I Love" do Jason Mraz,Guilherme tinha cantado essa música para mim no acampamento e dês de então essa é a "nossa" música.
Jason Mraz cantava com sua bela voz mas do nada a música parou e uma outra voz começou a canta-la. O estranho que essa voz era tipo ao vivo,alguém cantava a música ao vivo. Uau quem diria.
A voz ia se aproximando e lentamente eu fui meio que reconhecendo... Não podia ser... Me virei lentamente e vi ninguém menos que ele,sim Guilherme. Ele vinha em minha direção enquanto cantava a nossa música,todos pararam para olha-lo e na escada estava todos meus amigos e parentes nos fitando. Guilherme estava bem arrumado como se já soubesse do jantar e um tanto diferente dês da última vez que eu vi ele,parecia mais maduro e com uma expressão sofrida.
Eu não conseguia acreditar no que estava vendo,só podia ser um sonho. Ou uma miragem. Olhem só,estou começando a ficar louca.
Guilherme ficou a uns dois passos de mim e me fitava,ele estava esperando uma reação minha.
–The Woman I love...-Ele cantou o último refrão e todos permaneceram em silêncio. Minha ficha ainda não tinha caído,não poderia ser ele.
–Gui? É você mesmo?-Sussurrei sentindo meus olhos marejarem novamente.
–Sim amor,sou eu.-Ele disse com uma voz calma. Meu coração bateu tão rápido que eu achei que sairia do peito.
–Amor.-Corri e pulei em seu pescoço. Sim era ele mesmo,em carne e osso. Meu amor tinha voltado,Guilherme tinha voltado para mim e se Deus quiser que seja para sempre.
Ele me abraçou tão forte que achei que iria me quebrar no meio.
Todos continuavam em silêncio olhando aquela cena mas eu só conseguia nos enxergar naquele momento. Era só eu e ele e nada mais.
–Eu senti tanta a sua falta.-Falei entre os soluços,eu o abraçava forte,tinha medo que ele fosse embora novamente.
–Eu também amor,eu também.-Ele sussurrou em meu ouvido. Lentamente me soltei do seu abraço,ainda estava com as pernas envolta de sua cintura e ele me segurava firme.
Olhei bem dentro daqueles olhos,o único olhar que me trazia paz estava de volta.
O amor da minha vida tinha voltado para mim.
Não falei nada,apenas o beijei,o beijo mais esperado de toda a minha vida. Ele me beijou com vontade,estávamos tentando matar toda aquela saudade e toda aquela dor mas sabíamos que não seria fácil.
La no fundo escutei palmas e assovios,e depois gritos. Todos comemoram por nós.
Eu poderia ficar ali para sempre,o beijando,mas infelizmente precisamos respirar.
Lentamente me soltei de seu colo e ainda de olhos fechados recebi alguns selinhos,o beijo tinha gosto salgado por conta das lágrimas que não cessaram um minuto sequer.
Abri meus olhos e o fitei,seus olhos estavam vermelhos mas mesmo assim eles brilhavam intensamente. Agora olhando mais de perto vi que Ann e Gui são praticamente idênticos,eles são muito parecidos mesmo. Mal posso esperar para contar a notícia.
Não falamos mais nada,apenas o abracei forte novamente.
–The woman i love...-Ele sussurrou no meu ouvido.-Desculpa amor.
–Pelo o que?-O fitei.
–Por não ter tido coragem de lhe falar que eu ia ser preso e por não ter me despedido.-Seus olhos voltaram a se marejar.
–Não precisa pedir desculpas,eu entendo amor.Eu entendo.-Novamente o beijei.
Meu coração parecia que soltava artifícios dentro de mim e todo aquele vazio tinha sido completo novamente.
–Mor me diz que isso não é um sonho.-Falei ainda de olhos fechados. Eu tinha medo de acordar e ver que tudo não passou de uma pegadinha da minha cabeça.
–Não é um sonho princesa,eu voltei e dessa vez é para sempre.-Sorri de uma orelha a outra.
–Graças a Deus.-Ele sorriu. Lentamente minha família voltou lá para baixo e os casais voltaram a dançar. Eu e Guilherme nos sentamos num sofá muito aconchegante,agarrados obviamente,eu não queria solta-lo de jeito nenhum.-Como você sabia que eu estaria aqui?
–Meu pai...-O fitei.
–O que seu pai fez?
–Ele retirou as queixas.-Fiquei boquiaberta.
–Ele retirou? Mas por que?
–Pelo telefone ele me disse que era por conta de um motivo muito especial,você sabe do que ele esta falando?-Gui me olhou.
–É,acho que sei.-Sorri de canto.
–E o que é?
–Depois eu te falo,agora eu quero apenas matar a saudade.-O abracei forte.
–Sabe o que é mais estranho? Meu pai parecia feliz,muitas coisas devem ter acontecido enquanto eu estive fora.
–Sim aconteceu.-E lá fui eu resumir todas as novidades que aconteceram,claro que não comentei de Ann,quero que ele saiba na hora junto a ela.
Era quase uma da manhã quando voltamos para casa.
–Uau isso aqui mudou.-Gui disse olhando envolta,realmente minha mãe tinha dado uma ajeitada na casa mas nada de mais.
Humberto e minha mãe nem em casa estavam,eles foram curtir sua lua de mel. Nara nem em casa entrou,Henrique estava tomando água e Guilherme olhava tudo. Zack e Dejan estavam ligando a tv.
–Amor.-Gui chamou.
–Sim?-Vi que ele olhava para um porta retrato na mesinha do centro,era uma foto de Ann quando ela nasceu.
–Por que tem uma foto minha de quando eu era bebe bem no meio da sala?-Ele disse olhando para a foto,naquela foto Ann nem parecia ser uma garotinha,parecia muito ser Guilherme.
–Porque não é você.-Comentei. Ouvi a porta se abrir,olhei para trás e vi Nara. Ela segurava minha filha nos braços.
–Como assim?-Ele me fitou.Nara se aproximou de mim e me entregou minha filha.
–Não é sua foto e sim da Ann.-Olhei para minha bebe,ela estava acordando.
–Amor?-Ele apontou para Ann.-Quem é?
–Essa é Angel amor.
–Angel? E de quem ela é?-Ele olhou para Nara,Rah ergueu os braços e saiu da sala.
–Ela é nossa amor,é nossa filha.
–Nossa O QUE?-Ele gritou.No susto acabou deixando o porta retrato cair no chão e acabou quebrando o vidro,Zack e Dejan ajuntaram tudo.
–Obrigada meninos.-Eles sorriram de canto e saíram da sala,Henrique também.
–Como assim é nossa filha Sô?-Ele estava pasmo,pior que seu pai. Se bem que a expressão e o jeito era iguaizinhos.
–É sim Gui,ela é nossa filha.
–Mas como? O que? Por que? Quando?-Ele falava tão rápido que mal dava para entender.
–Guilherme calma.-Não adiantou ele continuou falando.-GUILHERME CALMA.
–Como eu posso ter calma? Sôphie me explique exatamente tudo pois eu não estou entendendo.-Suspirei.
–Então senta.-Ele se sentou no sofá,me sentei a sua frente. E lá fui eu explicar para ele tudinho,até o motivo do pai dele tê-lo soltado.
–Ai.Meu.Deus.-Ele disse de boca aberta.-Eu sou pai.
–É meu amor,parabéns.-Sorri de canto.
–Eu sou pai dessa garotinha,ai meu Deus.-Ele levou a mão no cabelo.-O que eu faço agora?
–Que tal conhecer a sua filha?-Ele assentiu,lhe estiquei Ann,ele a pegou com o maior cuidado possível.
–Somos tão parecidos.-Vi seus olhos marejarem.
–São sim,quase idênticos.-Ele sorriu.
–Ela é a bebe mais linda de todo esse mundo.-Ele me fitou.Meus olhos se encheram de lágrimas.-Obrigada Sô.
–Pelo o que?
–Por ter me feito pai dessa menina tão perfeita.-Enxuguei uma lágrima minha.
–Anw mor.-Me aproximei dele,ele passou a mão pelo meu rosto e me puxou para um beijo.
–Estou me sentindo culpado.-Ele disse olhando para minhas mãos.
–Por que?
–Porque se eu soubesse você não teria que ter cuidado dela sozinha.
–Mas eu não cuidei dela sozinha,eu tive ajuda de todos meus parentes e amigos Gui.
–Mesmo assim eu poderia ter feito algo e...-Levei o dedo indicador a sua boca o calando.
–Não mor,agora já foi. O que importa é o agora.-Ele assentiu.
–Amanhã mesmo eu tenho que ir achar um trabalho,preciso sustentar minha família.-Sorri de uma orelha a outra.
–Ah mor mas...
–Nada de mas,eu vou achar e pronto.
Escutamos passos descendo a escada,Zack,Dejan,Nara e Henrique.
–Pelo jeito vocês vão querer matar a saudades.-Zack disse pegando a bolsa dela que estava na mesa.
–Então tomaremos conta da Raio de Sol para vocês curtirem a noite.-Dejan disse sorrindo.
–Serio meninos?-Eles assentiram.
–E nós dois vamos para algum lugar qualquer.A casa é todinha de vocês,aproveitem.-Rah disse sorridente.
–Nossa,obrigada gente.-Falei rindo. Dejan caminhou até nós e pegou Ann no colo,Gui parecia não querer entregar Ann mas acabou cedendo.
–Tchau pombinhos,boa noite para vocês.-Rah disse acenando.
–Boa noite,não quebrem a cama.-Henrique disse rindo.
–Se vocês quebrarem eu dou outra.-Zack disse dando uma piscadinha de canto.
Rimos e demos boa noite também. Escutamos o som do carro se afastar e ficamos em silêncio.
–Quem diria que eu iria virar pai da noite pro dia.
–Da noite pro dia nada,você já é pai dela a quase um ano.-Ri,ele sorriu de canto. Me levantei e quando fui sair Guilherme me segurou pelo pulso,ele levantou e me puxou pela cintura me beijando levemente.
O beijo foi esquentando e lentamente fomos deitando no sofá.
Era bom sentir o gosto de sua boca novamente.
E bom por ai a noite foi longa... Não quebramos nenhuma cara,eu juro u.u
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