Love At Second Sight

3 Capítulo III - Segredos


Notas iniciais
Volteiii ! Depois de praticamente um mês sem postar =x
Troquei a capa, mas tenho certeza que vou trocar de novo, não gostei dessa, na hora pareceu linda e cheia de algodão doce, dai postei no Nyah e ficou tão.... nada haver ¬¬ ...AHH tb mudei a sinopse , coloquei algo mais simples ^^
Mas enfim, eu fiz um capitulo um pouquinho maior pra compensar a demora ^_^ Digamos que esse capitulo, vai dar inicio a muitas coisas que irão acontecer ao decorrer da fic, então prestem bastante atenção. E pra quem leu a notas da história, eu disse pra não se apegarem muito ao casal principal , ta ai um momento bom pra vocês "ignorarem" o que eu disse rsrs...
Enton... Boa leitura!

A recente brisa fria que foi misturada ao mormaço tempo daquela noite em Seoul me causava uma sensação agradável, fazendo meu corpo se encolher. Debrucei-me sobre a grade de proteção no intuito de ter uma visão mais ampla da cidade, as luzes de cores variadas enfeitavam os prédios e ruas daquele bairro de classe média alta, fazendo então com que a paisagem se tornasse ainda mais bela. Suspirei com a cena que meus olhos captavam.


Era a primeira vez que eu me sentia tão bem assim em dias.


– Key? – Taemin me chamou enquanto entrava sorrateiramente na varanda. O olhei de escanteio, e logo voltei a me concentrar na cidade – O que tanto olha? – perguntou como uma criança curiosa, se posicionando ao meu lado.


– Nada de mais! – falei simples, ainda com os olhos vidrados nos prédios.


– Sei... – disse desconfiado. Inspirou o ar que ali circulava e o soltou de seus pulmões logo em seguida, parecia querer sentir o cheiro de algo. Permanecemos quietos, sem falas. Apenas o barulho dos carros trafegando era ouvido naquele ambiente ao céu aberto – Eu sinto falta da chuva! – ele disse cessando o silêncio que nos rondava.


– Eu também! Quando chove, eu não me sinto... O único! – Eu estava em transe.


– Único? – Seu olhar pesou sobre mim.


– O único a chorar, pois eu sei que pelo menos o céu está chorando comigo!


O garoto tentava encontrar palavras para me responder ou quem sabe, até mesmo, consolar. Isso ficou bem visível pelas inúmeras vezes em que ele abria a boca e fechava até finalmente desistir, se deixando levar mais uma vez pelo silêncio.


– Sua mãe deixou você vir aqui a essa hora da noite? – Perguntei tentando ignorar a situação desconfortável que eu havia acabado de criar – Você sabe que ela não quer que o filhinho dela fique andando com um “gayzinho” como ela costuma dizer! – enfatizei a palavra com sarcasmo.


– São 18:00h e mesmo assim eu já sou maior de idade, não preciso mais da permissão dela pra sair! – o garoto disse com ar de superioridade, me fazendo rir baixo. – Ela não acha você gay, ela só acha suas roupas gays! – completou.


– Mas o que tem de errado com minhas roupas? – perguntei surpreso, enquanto passava a olhar os tecidos variados que cobriam todo corpo.


– ... Eu troquei o chip do seu celular, mas acho que você vai querer continuar com número antigo não é mesmo? – Taemin perguntou fingindo ignorar minha questão com um sorriso travesso em sua face. Retirou o celular preto enfeitado com adesivos variados do bolso de sua calça jeans, entregando-o a mim – Principalmente agora que você e Onew voltaram...


– Obrigada, Tae! Mas... Eu pretendo ficar com o número novo! Eu e Onew não voltamos e nem voltaremos! – falei sério, olhando pela primeira vez para o loiro desde que ele entrou no recinto.


O garoto pigarreou, tentando retirar algo que ficara preso em sua garganta


– Eu sinto muito pelo o que ocorreu no estacionamento!


– Sente pelo o quê? Você não fez nada, ele que fez! – expliquei.


– Eu achei ótimo quando você deu um chute bem nas bolas dele! – o garoto riu alto – Se você não fizesse, eu mesmo teria feito, hyung!


– Eu sei disso! – sorri satisfeito, levando uma das minhas mãos até as madeixas loiras do garoto, bagunçando-as. – Eu te amo tanto, Tae! – falei em um tom infantil enquanto acolhia o loiro em um abraço forçado e apertado, ou mais conhecido como “abraço de urso”.


– Eu também te amo, hyung! – ele retribuiu o ato depositando mais força ainda em volta do meu corpo. Eu realmente amava aquele pequeno e tinha certeza que ele a mim, não era um amor como o que eu cheguei a sentir por Onew, era um amor mais, digamos... Maternal. – Hyung! – ele se afastou, me olhando calmamente.


– Sim? – fitei o rosto com traços afeminados e infantis, totalmente o oposto do que o garoto realmente era.


– Por que ao invés de ficar aí olhando pro ar, você não vai atender aquele seu novo vizinho estranho, ele tá tocando a campanhinha desde a hora em que eu cheguei e...


– O QUÊ? E você nem sequer me avisou? – aumentei o tom de voz, abismado.


– Eu tô avisando agora! – o cinismo do garoto às vezes me dava nos nervos, eu me questionava como aquela criança com carinha de anjo poderia ser tão irritante quando bem queria.


Corri até a porta abrindo-a sem pressa, eu temia o ser que me esperava atrás da mesma. “Não que devesse temer”, mas eu só tinha medo de não parecer normal o suficiente para falar com ele. “Não que eu não fosse normal”, mas ultimamente eu estava agindo um pouco fora do comum.


O moreno trajava uma camiseta cinza simples – tão fina que era possível ver o torso bem definido em contato com o tecido – e uma calça jeans preta com alguns rasgos na extensão das longas pernas, olhava o relógio aparentemente apressado. Quando se assustou com minha presença, um sorriso torto domou seus lábios de ponta a ponta – se eu não estivesse bem de saúde desmaiaria só em olhar aquela perfeição, cheguei a me questionar o que Taemin não via nele?


– Olá! – ele disse timidamente.


– MinHo! O que deseja? – forjei um falso interesse.


– Você poderia ir comigo até alguma farmácia mais próxima? Eu não conheço nada desse bairro... Eu... Sabe? – pediu sem jeito.


– Acho que sim! – ri como disfarce para meu recém desconforto – Bom, eu levarei você até lá! Eu só vou pegar minha carteira, Ok? – falei me afastando enquanto o moreno continuava com um sorriso de satisfação em sua face.


Deixei a porta entreaberta e corri até o quarto, atravessando a cozinha e a sala de estar. O loiro que se encontrava agora assistindo TV, gritava provocativo enquanto eu revirava o cômodo o mais rápido que podia.


– Uhmmm... Hyung vai a um encontro! – a frase saia com um som engraçado da boca do garoto, talvez pelo fato dele estar mascando algo que eu não parei para identificar.


– Isso não é um encontro, Tae! – gritei em resposta enquanto encontrava, vitorioso, a carteira e as chaves dentro da pequena cômoda ao lado da cama – Quando sair, vê se tranca a porta! E não se esquece de apagar as luzes – alertei saindo do apartamento antes mesmo que o loiro pudesse responder.


O garoto de estatura alta se encontrava na mesma posição em que o havia deixado.


– Vamos?! – ele perguntou receoso enquanto sorria mais uma vez. Perguntava-me qual era o motivo de tantos sorrisos vindo daquele ser em tão pouco tempo.


– Vamos! – correspondi com um sorriso muito sem graça em comparação ao dele.


–-- --- ---


As luzes artificiais iluminando o caminho em que andávamos, e as árvores que exalavam uma fragrância cuja não consegui identificar traziam ao cenário um ar de romantismo. Desde que saiamos do edifício, o máximo que trocamos foi apenas alguns olhares, nada de mais. Seguíamos o caminho a pé, nosso destino não era muito longe dali e eu queria poder andar um pouco, aquilo me faria bem.


– Mas então... Está doente? – perguntei o fazendo soltar uma risada baixa que mais pareceu um arfar.


– Não, Jonghyun me pediu para comprar uma bombinha de asma nova pra ele! Esse tempo seco o deixa atacado! – explicou.


No ensino médio Jonghyun me fizera várias vezes sair de madrugada para comprar uma bombinha nova já que ele sempre perdia a sua em meio a algum lugar da bagunça do seu quarto! Uma vez sua mãe fez uma faxina em sua casa e encontrou uma bombinha que ele perdera com 10 anos de idade. Ri sozinho, preso aos meus pensamentos.


– O que foi? Eu disse algo engraçado? – MinHo perguntou curioso.


– Não, não! – engoli a própria saliva tentando cessar a risada. – MinHo, o que você é do Jonghyun?


(...)


O silêncio profundo nos cercou.


– Aquela é a farmácia? – ele perguntou apontando para um dos poucos estabelecimentos ainda aberto naquela movimentada avenida.


– ... Sim! Mas... – o moreno se apressou, me deixando para trás, a ver navios, enquanto o observava entrar na farmácia apressado. O segui, sem muitas opções.


Enquanto MinHo conversava com o farmacêutico, eu andava pelas fileiras divididas por prateleiras perfeitamente organizadas. O local estava vazio, tirando a presença de MinHo e de mais alguns funcionários que ali trabalhavam.


– Key! – O moreno me chamara para próximo de si. Ele já se encontrava no caixa e dentro de uma cesta pude ver alguns comprimidos para dor de cabeça, a bombinha de Jonghyun e preservativos. Questionei-me com quem ele iria usar aquilo, mas preferi não levar meus pensamentos muito adiante, tinha medo da resposta. Assim que ele pagou saímos do estabelecimento.


A avenida continuava deserta, tirando alguns carros que ainda trafegavam. A presença de MinHo me incomodava naquele momento – eu nunca me sentia confortável com pessoas que passavam a esconder informações de mim –, mas eu optei por não perguntar novamente sobre Jonghyun, afinal, aquilo não era do meu interesse, o que eu tinha haver com o relacionamento deles?


Relacionamento... Uma palavra que ultimamente eu estava evitando ao máximo.


– O seu amiguinho parece bastante interessado no Jonghyun. – ele disse, iniciando uma conversa.


– Hã?


– Acho que Lee Taemin é o nome dele.


– Ah! O Tae, meu bebê! – soltei um sorriso sem graça – Como assim bastante interessado?


– Hoje de manhã ele foi buscar, acho que as chaves do carro, e ficou meia hora babando no Jonghyun! – o tom do garoto me fez rir baixo.


Eu podia imaginar a cara do loiro obcecado pelo anão de jardim – era assim que eu chamava Jonghyun no colégio – Imagino! O Tae é muito jovem, e não é a primeira vez que ele fica assim por alguém e com certeza não será a ultima.


Nossos passos eram lentos e curtos, nenhum dos dois tinha pressa em chegar logo em casa.


– Acho bom o garoto não se deixar levar muito por isso, Jonghyun gosta de... – o garoto pigarreou – de outra pessoa!


Sentia meus olhos pularem para fora, enquanto milhares de pensamentos impróprios passavam pela minha mente.


– Mas então por que não me conta mais sobre você, Key? – ele perguntou me fazendo sair do meu momento de desespero mental.


–-- --- ---


– Espere aqui! Eu quero te dar uma coisa! – MinHo falava timidamente parado em frente à porta do seu apartamento.


– Ok! – assenti desconfiado, eu havia o acabado de conhecer e já estava ganhando presentes?


Qual é? Eu não sou tão bonito assim, sou? pensei irônico, deixando com que um sorriso fugisse de meus lábios. Observei o extenso e vazio corredor, chegava a ser um incomodo ficar a sós no mesmo, me dirigi até o apartamento em frente ao de MinHo – o meu – e girei a maçaneta. Estava trancada, provavelmente Taemin já se fora.


– MinHo... Pediu para lhe entregar isso, Key! – A voz tímida de Jonghyun entrou pelos meus ouvidos, me fazendo virar surpreso para fitá-lo. Aproximei-me dele à passos lentos, era a segunda vez que eu o via depois de tanto tempo e isso fez com que uma incômoda atmosfera se instalasse naquele local. Jonghyun segurava uma pequena caixa prateada com uma grande fita vermelha a contornando, finalizando-se em um laço. – Ele está no telefone, por isso não veio lhe entregar! – explicou.


– AH! Obrigado! – respondi timidamente enquanto pegava o presente das mãos do moreno. Acidentalmente, durante a troca de ações, nossas mãos se tocaram. Um toque simples, porém, o suficiente para eu sentir a temperatura de sua pele – que era quente – causando uma sensação de desconforto tanto em mim quanto no moreno.


Podia sentir meu rosto corar, e o próprio fato de estar corando me fazia corar mais ainda.


– Espero que goste! – ele disse enquanto desalinhava seu cabelo com um sorriso forçado em seus lábios. Seus grandes orbes negros tinham algo de diferente, eu nunca fora muito observador, mas havia algo naqueles olhos que fazia meu estômago revirar como se fosse invadido por borboletas.


– Eu gostarei! – me curvei formalmente, e dei as costas ao garoto que permaneceu parado em frente à porta, eu sentia a vontade de sair correndo dali, não sabia o exato motivo, mas eu estava com uma mistura estranha de medo e vergonha.


– Hey... K-Key! – senti uma pontada de nervosismo em seu tom de voz. Me virei, o encarando atônico.


– Boa noite! – ele disse e sorriu. Dessa vez, não um sorriso forçado, mas um sorriso verdadeiro.


Aproximei-me novamente de Jonghyun, ficando a poucos centímetros dele. Nos encarávamos como da primeira vez que o revi. Eu procurava uma maneira de cumprimentar o ser a minha frente – quem sabe um aperto de mão? Ou talvez um abraço? –, mas antes que eu pudesse pensar em qualquer outra possibilidade meus lábios tocaram a bochecha alva do moreno que se esquivou com a aproximação repentina.


– Boa noite! – sorri sem jeito, não pelo fato dele ter se esquivado, mas sim pelo meu ato repentino. Até eu estava assustado com isso.

Tá! Isso foi uma péssima idéia, pensei enquanto tentava me afastar o mais rápido que podia de Jonghyun que me encarava surpreso.


Minhas mãos rodavam a maçaneta desesperadamente, e eu ainda podia sentir o olhar do garoto sobre mim. Ele continuava parado ali me observando, provavelmente só entraria depois que eu, e isso me fez ficar mais envergonhado ainda, pude sentir meu rosto arder naquele exato momento.


Afinal, eu tinha certeza absoluta de que Jonghyun passara a me odiar depois de tudo o que eu havia feito a ele, ele tinha que me odiar. E quando eu tenho a chance de tentar reconquistar a sua amizade, eu dou uma escorregada dessas?


A porta finalmente foi aberta, e junto dela um suspiro aliviado escapou dos meus lábios.


Depositei a caixa em uma mesinha próxima a porta. Tranquei-a em um movimento lento e paciente – por algum motivo eu não queria fazer barulho.


O som da TV ligada me incomodou, porém as luzes se encontravam apagadas – Taemin ainda estaria ali? Andei pé ante pé até finalmente poder enxergar um vulto acomodado no sofá, provavelmente ainda não percebera minha presença no cômodo, já que permaneceu ali, imóvel, aparentando estar vidrado na programação que o aparelho exibia.


Eu teria jurado ser Taemin se não visse o garoto curvado, se apoiando na extensão da parede em um canto escuro da sala, as mãos abraçavam suas próprias pernas, e eu podia ouvir alguns murmúrios vindos dele – Taemin estava chorando? – corri quase que automaticamente até o loiro, o acolhendo em um abraço desesperador.


Você sabe que horas são? – O estranho, não mais estranho, perguntou enquanto se levantava do sofá, me fazendo ficar atônico diante daquela situação que acabara de se iniciar.


E eu soube naquele exato momento que eu não teria uma “Boa noite”.


Notas finais
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Antes de tudo: Thank's jay jay, mais uma vez! ^_^
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Agora sim:
Quem será este ser???? e o que ele fez com o pobre Tae??? O que Jonghyun é de MinHo, e por que ele mudou de assunto quando Key perguntou??? I don't know =x ( parece novela mexicana,eu hein)
E o que será que o MinHo deu de presente para o Key?? Será uma bola? um pastel? eu tb não sei *maldade*
Então... não foi um capitulo dos melhores, mas, em comparação ao segundo eu achei bem melhor ^^
Quero saber da opinião de vocês, agora! ;D *sente a indireta*
Vou tentar não atrasar de agora em diante, Okey???
Kissus~ meu povo liindo ♥
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AHHH, só pra avisar os capítulos serão atualizados todos os sábados as 23:30 ^^