Love At Second Sight
6 Capítulo VI - Entrando no jogo
Notas iniciais
Capítulo atrasado, eu sei, e vocês sabem por que né? O Nyah estava em manutenção e tals, muita gente ficou sem poder atualizar as fics, inclusive eu =/
Mas enfim, ta ae mais um capítulo pra vocês, já vou me desculpando por que não achei ele muito digno, sabe? Mas vou deixar as criticas e elogios (se houver) pra vocês, Ok?
Boa leitura meu povo lindo!
Havia sido um longo dia. Depois que saímos do parque, Taemin teve a “brilhante” ideia de irmos ao cinema assistir a um ridículo filme de terror. Ele sempre soube das minhas crises diante de cenas violentas, sem contar que fui obrigado a ficar na primeira fileira, já que as únicas duas cadeiras da última foram ocupadas por MinHo e Taemin – o loiro fez questão de arrastar o moreno, antes que a vaga fosse ocupada por Jonghyun que, frustrado diante da perda, se sentou perto de mim, fazendo piadas estúpidas sobre a cor do meu cabelo a cada três minutos.
Eu havia me esquecido de como ele era tão irritante quando queria.
Eu estava cansado, e a única coisa que meu corpo implorava era uma noite muito bem dormida, afinal, eu teria uma longa semana de trabalho e acordar em plena segunda-feira de mau humor não iria me ajudar em nada.
Dirigi-me para o quarto. Arregalei os olhos, surpreso, com a cena que ocorria em cima da minha cama. Taemin mexia descontraidamente em meu notebook, enquanto balançava os pés no ar em um ato extremamente infantil. Parecia não se importar nenhum um pouco com o que fazia.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntei tentando parecer o menos irritado possível.
– Minha umma vai cuidar de uma senhora durante toda a semana, e eu é que não vou dormir a sós naquela casa! – disse se referindo ao próprio local em que morava sem tirar os olhos do pequeno monitor. – Vou dormir aqui! – completou.
– O que está vendo? E no meu computador? – perguntei enquanto me jogava na cama ocupada por algumas embalagens de guloseimas vazias, semicerrei os olhos não gostando nenhum pouco sequer do que via.
– É uma rede social nova, MinHo me indicou! – abriu um sorriso que mostrava toda sua arcada dentária – Eu tô criando um perfil só pra poder ver as fotos pessoais dele! – o garoto soltou um gritinho irritante me fazendo revirar os olhos com desdém.
– Tanto faz! Eu vou dormir, então não faça muito barulho! – pedi enquanto me ajeitava à procura de algum espaço confortável o suficiente na cama e me cobrindo em seguida.
Mais um dia iria se finalizar e nada de importante havia acontecido. Ultimamente tudo estava tão monótono e cansativo. Eu nunca fui uma pessoa aventureira, mas se me chamassem para pular de pára-quedas sem nenhuma peça de roupa eu não hesitaria em aceitar.
– KEY! – o garoto me chamou afobado enquanto me sacudia violentamente.
–O QUÊ? – falei enquanto levantava irritado.
– Olha isso, olha esse corpo! – o loiro surtava diante da foto do admirador sem camisa no avatar do perfil.
– TAEMIN!– cutuquei o garoto que cambaleou para o lado, quase caindo no chão – Controle-se! É só uma foto! – bufei voltando a me cobrir.
– Você diz isso por que não viu a do... JONGHYUN! – falou dando ênfase ao nome.
Eu queria estar dormindo agora, mas a curiosidade falou mais alto e tive que olhar aquilo ou ficaria dias ou talvez meses imaginando como seria essa tal foto, e assim eu fiz, me levantei novamente cravando meu olhar no pequeno monitor.
– AI MEU DEUS! – deixei aquilo sair em um sussurro. – Cinco anos foram mais que suficientes para transformar ele de um nerd a um galã de novela!
– Hyung! Eu não sei onde você tava com a cabeça quando largou esse homem!
– Cala a boca e desliga isso agora! E-eu preciso dormir! – gaguejei voltando a me cobrir o mais rápido possível antes que o garoto visse meu rosto corado.
Sentia-me arrependido por ter olhado aquela foto, sabia que ficaria um bom tempo com a imagem do abdômen definido do moreno na cabeça e isso era perigoso já que eu estava um pouco... carente nos últimos dias.
Fechei meus olhos decido a não abri-los até que o sono chegasse. O loiro deitado ao meu lado se remexia a procura de uma posição agradável me fazendo-o chutar em protesto. Um murmúrio vindo do mesmo foi a ultima coisa que eu escutei naquela noite antes de cair em um sono profundo.
“ – Umma! Por favor me escuta! – implorei
A silhueta que se curvava sobre a pia não permitindo que eu enxergasse com clareza a face da minha mãe trazia ao ambiente um ar de angustia, mas nada comparado ao barulho da faca cortando os vegetais lentamente ecoando por todo o local, principalmente em minha mente.
– UMMA! – chamei mais uma vez desta, mais alto.
O som se cessou tornando o local cada vez mais escuro e vazio. Parecia que tudo estava se desintegrando; o chão, as paredes, os móveis e, até mesmo, eu. A mulher que se virava lentamente sempre com a cabeça baixa se aproximou, os passos curtos, o barulho do salto alto batendo contra o chão de madeira.
Ela parou na minha frente fitando os próprios pés.
– Me desculpe! Me desculpe por não ser o filho que você sempre quis... – minha fala foi cortada quando uma gota caiu no chão, não uma gota comum, mas uma gota de sangue. E ela vinha da mulher a minha frente. – UMMA?! – perguntei apavorado.
– Eu não tenho filho gay! – a frase ecoava por todo local e em segundos eu estava mergulhando na imensidão do nada, o chão havia sumido, as paredes, minha mãe.
Eu estava a sós... “
O som irritante do despertador me fez acordar, levei uma das mãos até o botão do aparelho desligando-o, alguns murmúrios vindo do meu lado me fez virar na cama me deparando com o loiro ainda dormindo.
– Tão fofo! – sussurrei enquanto retirava algumas mechas da testa soada do garoto, havia sido uma noite quente e dividir cama com alguém não ajudou em muita coisa. Levei minhas mãos ao meu rosto, subindo até meus cabelos. Aqueles pesadelos estavam dia após dia mais repetitivos, e eles afetavam diretamente e indiretamente na minha rotina.
Às vezes, os pesadelos começam quando abrimos os olhos.
Levantei, indo para o banheiro. Um bom banho para começar uma sofrida segunda seria ótimo.
JONGHYUN POV
– Bom dia! – falei enquanto me sentava-se à mesa repleta de frutas e cereais. MinHo tinha uma vida saudável, e a convivência com ele me fazia seguir o ato já que eu não tinha muitas saídas; era comer ou passar fome.
– Bom dia! – respondeu com um sorriso bobo nos lábios, eu já sabia o motivo, mas fazia questão de ouvir a confirmação da sua própria boca.
– Yuri dormiu aqui hoje? – perguntei tentando não demonstrar entusiasmo, enquanto pegava uma torrada e um pote de geléia de morango.
– Sim! – ele confirmou enquanto levava uma concha abarrotada de massa até a frigideira – Estou fazendo panquecas pra ela! – completou.
– Jura?! Oppa eu amo suas panquecas! – uma morena de cabelos negros com longas mechas que iam até as costas se ondulando nas pontas disse enquanto se apoiava na porta da cozinha.
MinHo interrompeu os movimentos para fitá-la ainda com aquele sorriso bobo.
– YURI! – correu até a morena selando os lábios nos dela. – Dormiu bem?
– Melhor impossível! – sorriu maliciosa.
Revirei os olhos com desdém dando uma última mordida na torrada e terminando de beber o leite.
– Eu vou sair! – falei já me levantando da mesa.
– Vai aonde? – perguntaram em sintonia.
– Sei lá, andar! Procurar um emprego, qualquer coisa que me deixe bem longe desse grude de vocês dois! – retruquei enquanto pegava as chaves em cima da mesa e saia daquele apartamento. Deixando para trás um casal sorridente e atônico diante da minha mudança repentina de humor.
JONGHYUN OFF
– DROGA! – retruquei dando a partida no carro que cismava em sequer ligar. – Eu vou me atrasar! – choraminguei batendo a cabeça contra o volante.
Bufei irritado enquanto saia do carro, pegando a mala. Teria que ir de ônibus.
Já estava saindo daquele local quando certo moreno que andava distraidamente assobiando por todo estacionamento me despertou certa atenção. Não pude deixar de esboçar um pequeno sorriso de felicidade.
Ali estava a minha salvação.
– JONGHYUN! – gritei fazendo-o parar e se voltar para me fitar, soltando um sorriso que mesmo com certa distância era possível ver o brilho dos brancos dentes que preenchiam sua boca. Sorriso esse que logo sumiu, deixando uma carranca domar sua face.
Não entendia a mudança sua repentina de humor – hora ele estava sorridente ou tímido, hora mal humorado ou arrogante, mas eu estava preocupado demais em chegar no meu trabalho a tempo do que em saber sobre o humor de Jonghyun.
– Eu sei que ultimamente estou pedindo muito favores, mas poderia me dizer aonde está indo?
– Pra Disneylândia! Quer ir também, pequena sereia? – perguntou irônico.
– Eu estou falando sério! Eu estou atrasado e preciso...
– Eu vou te cobrar a gasolina.
–Tanto faz, mas me leva até lá?
Ele suspirou algumas vezes me deixando aflito, à espera da resposta.
– Ok! – respondeu sem demonstrar vontade alguma.
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– Então quer dizer que você virou um gerente bem sucedido prestes a ser promovido? – perguntou ainda vidrado no trânsito.
– Eu estou muito mais surpreso que você! Kim JongHyun, um vendedor de carros de luxo? Sempre achei que você fosse virar algum médico. – falei divertido
– E eu achava que você iria ser algum estilista! – riu.
– As coisas mudam, não é mesmo? – falei enquanto pegava um cigarro, o levando aos meus lábios. O isqueiro já estava aceso quando me recordei de que estava em um carro.
– Pode continuar! – ele disse, esticando uma das mãos pegando um dos cigarros no maço e levando-o aos lábios também. – Não me importo com o cheiro, e acredito que nossos pulmões também não! – sorriu com o cigarro na boca.
Meu deus! Ele realmente havia mudado!
Timidamente levei o isqueiro até a ponta do cigarro, o acendendo e dando uma longa tragada no mesmo, me aproximei de Jonghyun e acendi o cigarro dele já que ele estava ocupado demais concentrado em dirigir. Eu vi seu rosto corar, mas fingir não perceber. Eu sabia que ele estava incomodado com minha presença, e por algum motivo eu gostava disso.
– Desde quando começou a fumar? – perguntei, tentar puxar assunto.
– Desde quando você se importa tanto com o que as pessoas fizeram ou deixaram de fazer?
Odiava não ter respostas.
–-- --- ---
– Obrigado pela carona! – falei enquanto fechava a porta em uma batida forte proposital. Eu queria provocá-lo. Gostava da forma como seus olhos se fechavam me fitando quando estava irritado. Sorri satisfeito quando sua feição calma mudou. – Bye! – falei divertido enquanto dava uma “tchauzinho” com uma das mãos.
Enquanto eu adentrava a portaria pude escutar alguns berros vindos de dentro do carro de JongHyun – ele gritava algo que envolvia dinheiro e gasolina.
Não pude deixar de rir ao me recordar do que se tratavam os gritos.
Seria um dia de trabalho comum, se ele não estivesse ali. Me esqueci totalmente que Onew ainda trabalhava no mesmo local que eu e, para piorar, disputávamos a mesma vaga de emprego que uma futura promoção nos daria.
O castanho sorriu quando me viu, e acabou ignorando totalmente uma garota loira que parecia muito interessada na conversa que os dois estavam tendo e pela cara que fez não gostou nenhum pouco em ver Onew a ignorando para falar comigo.
– Key, você parece cansado! – Ele comentou com ar de preocupação levando uma de suas mãos a minha face. Esquivei.
Droga! Como eu odiava a forma que ele me tocava.
– JinKi , eu não tenho tempo pra você! – Resmunguei, apertando o botão do elevador.
– Por que não toma um suco? – insistiu. – Maracujá acalma que é uma beleza.
Bufei irritado, apertando mais algumas vezes o botão do elevador que parecia ter enguiçado no 15º andar.
– Eu não quero nada, obrigado!
– Eu só estou preocupado com você, meu amor! – segurou meu pulso.
Se eu pudesse descrever o ódio que me dominou naquele momento...
Ainda segurando meu braço, Onew me guiou para algum lugar aleatório do saguão, mas o que fosse o que ele tinha em mente, fora totalmente frustrado quando um par de braços um pouco mais definidos que o dele me puxou para si em um meio abraço.
– Ele disse que não quer nada! – A voz rouca e severa de Jonghyun pôde ser ouvida. Fazendo não só os meus, mas os orbes do castanho pular para fora.
– VOCÊ?! – Onew perguntou enquanto fitava dos pés a cabeça o moreno que cismava em me deixar próximo a si.
– Surpreso, Onew? – Jonghyun perguntou com desdém.
Podia ver o sangue se acumulava na face do castanho que abria e fechava o punho descontroladamente. Parecia que iria explodir a qualquer momento.
– Isso não vai ficar assim! Tá me ouvindo? – Apontou o dedo para Jonghyun e logo se virou sumindo em meio ao extenso corredor daquele prédio.
Suspirei aliviado, até perceber que Jonghyun ainda me abraçava. Pigarreei envergonhado tentando me soltar dos braços fortes.
– Pode me soltar agora, ele já se foi! – falei sem jeito, fazendo Jonghyun me soltar enquanto levava as mãos aos cabelos, mexendo neles tentando ocultar a timidez. – Afinal, o que está fazendo aqui?
– Quero o dinheiro da gasolina! – falou sério.
Revirei os olhos. Levei uma das mãos até meu bolso traseiro retirando a carteira, puxei uma nota de qualquer valor a entregando a Jonghyun que sorriu satisfeito amassando a nota e a colocando em um dos bolsos da sua jaqueta.
– Por que se intrometeu entre Onew e eu? – perguntei.
– Eu não poderia deixar aquele idiota te tratar assim!
– Não se preocupe comigo! Deixa que da próxima vez dos meus problemas cuido eu, ok? – falei severo enquanto me virava seguindo para o elevador. Deixando para trás um Jonghyun atônico e sem jeito.
– DE NADA! – gritou enquanto me via se afastar.
Aquele idiota! Por que fez aquilo? Eu poderia me virar muito bem sozinho...
TAEMIN POV
Key já havia saído para trabalhar e eu teria a casa toda pra mim. Mesmo sendo apenas amigos, Key me considerava seu irmão mais novo e eu o mesmo, assim eu sentia como se a casa dele fosse a minha. Pra falar a verdade, me sinto mais confortável aqui do que na minha própria.
Coloquei sobre a pia o copo vazio que antes se encontrava completo de suco de laranja, e sai da cozinha me jogando no sofá branco de couro. Peguei o controle de cima da mesa de centro e antes de ligá-la me certifiquei da porta estar trancada, eu havia pegado certo trauma desde a última vez que eu fiquei sozinho na casa do Key. Não queria nenhuma visita inesperada tão cedo.
– Não passa nada decente a essa hora da manhã! – resmunguei enquanto apertava o botão de avançar do controle remoto, inúmeras vezes. Esbocei um leve sorriso quando uma caixa em meio aos livros da estante prendera minha atenção.
Era a caixinha secreta do Key.
Ele guardava suas recordações ali dentro. Eu vi pouquíssimas vezes aquele objeto aberto. Key jamais me deixava chegar perto dela, sempre vinha com a desculpa que não era nada do meu interesse, não que eu discordasse dele, mas o que tinha de tão importante ali dentro?
O fato de aquilo estar ali era estranho, Kibum com certeza havia se esquecido de colocá-la em seu devido lugar.
A curiosidade falou mais alto, e eu me vi obrigado a ir até a estante só para constatar se a pequena caixa se encontrava devidamente trancada. Eu não queria que ninguém mexesse nela, entende?
Forcei a tampa que foi facilmente aberta. Talvez uma olhadinha rápida não fizesse mal.
Muitos minutos haviam se passado e os inúmeros papéis, brinquedinhos, lembranças e entre outros tipos de badulaques que antes se encontravam dentro da caixa, estavam agora sobre o tapete felpudo. Por um momento me senti mal por invadir a privacidade do meu hyung, mas, cara, ele guardava cada coisa legal!
Dentre tudo isso, algumas coisas em especial chamou minha atenção: um par de fotos e uma carta com remetente ao Key, ambos de Jonghyun.
– Ele tava falando sério quando disse que o Jjong gostava dele! – sussurrei enquanto ajeitava tudo da mesma forma que Kibum havia deixado. – Talvez o MinHo me ajude com algumas informações! – sorri divertido.
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Eu sabia que Kibum me mataria se descobrisse que eu havia feito algo do tipo, como mexer nas coisas dele, mas o que eu mais temia era que ele descobrisse sobre o que eu estava prestes a fazer.
– Olá, MinHo! – sorri graciosamente ao ver o moreno que se revelava timidamente por trás da porta.
– Taemin! – retribuiu. – O que houve? – cruzou os braços na altura do peito.
– Eu queria te perguntar uma coisa sobre...
– Amor! A água já está fervendo e... – uma morena, alguns centímetros mais baixa que MinHo, apareceu logo atrás dele o abraçando por trás enquanto dava uma mordida no ombro direito do garoto que, pela cara que fez, aparentou ter gostado. – AH! Oi! – ela sorriu sem jeito, me olhando surpresa.
Amor? Ela havia o chamado de AMOR?
– O que dizia? – MinHo perguntou, me fitando.
– N-nada! – corei enquanto evitava o contato visual com qualquer um dos dois. – Não era nada!
Notas finais
-
Essa semana eu não me dediquei muito a escrever essa estória ,por isso, saiu esse coco ai! Eu estava concentrada ,até demais, em outras fics minhas, e acabei ficando devendo muito nessa =/
Enfim, Boa semana e até o próximo capítulo! ^-^
Kissus~
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