Love At Second Sight

4 Capítulo IV - Confirmando o fim


Notas iniciais
Oláaaa meu povo lindo! Nem atrasei =p (só uns 15 minutinhos rsrs)
Mas enfim, essa semana nem tive muito tempo pra escrever e fui começar a fazer esse capitulo ontem de manhã e não tive muito tempo de revisar ou pedir pra alguém betar, então se encontrarem algum erro: ignorem ou me avisa que eu arrumo ;D
Boa leitura!

FLASHSH BACK/POV TAEMIN ON


A campanhinha tocava constantemente, pensei que fosse Key que tivesse esquecido alguma coisa. Abri a porta pacientemente quando um empurro vindo por trás da mesma me fez tropeçar, olhando assustado para o pedaço de madeira que era aberto violentamente.


ONDE ELE ESTÁ? – Onew adentrava no apartamento cambaleando.


Mas que merda você veio fazer aqui? – gritei, enquanto o castanho procurava por todo apartamento por algum vestígio de Key. – Ele não está aqui, saiu! – expliquei.


O-onde ele foi? – Onew perguntou com dificuldade, naquele momento, pude ver o quão bêbado e fora de si o homem se encontrava, era digno de pena, ele sequer conseguia se sustentar em pé, isso era visível pelo curto período de tempo em que ele permanecia parado sem se apoiar em algum móvel. Suspirei irritado.

Não é da sua conta! Será que não percebe que Key não quer mais nada com você? – chegava ser irônico eu dar lição de moral em um homem seis anos mais velho que eu.


Cala a boca, seu moleque intrometido, Key me a-ama – tropeçou em si mesmo, mas permaneceu em pé se apoiando na cabeceira do sofá – E... Eu não vou permitir que você destrua nosso relacionamento, não é por que você foi deixado, que nem um idiota por aquele professorzinho que você vai descontar no meu relacionamento com Nichkhun!


Nichkhun?! Seu idiota! — levantei o cenho o fitando atônico e abismado.


Key!? Eu disse Key! – falou tentando se auto-corrigir.


Saia daqui agora, ou eu vou fazer bem pior do que o Key fez com você no estacionamento. – Eu já não respondia por mim mesmo, quando me vi tentando dar um soco na barriga de Onew, que antes de ser atingindo desviou do meu punho, me fazendo cair no chão sobre minhas próprias pernas. Uma de suas mãos puxou meus cabelos violentamente me fazendo levantar, resmunguei algo em protesto a dor, até ser jogado contra a parede, escorregando pela mesma e caindo sentado ao chão.


– Seu bastardo de merda, é tão inútil que até a vadia da sua mãe biológica te abandonou! – As palavras saindo da boca de Onew tinham um poder de ferir cada órgão do meu corpo de uma forma, que meu rosto queimava e eu fechava meu punho armazenando nele alguma força.


A vontade que eu tinha de levantar e bater em Onew até escutar o barulho de algum osso quebrando, fora totalmente frustrada, quando tentei me levantar, sem sucesso. Por algum motivo eu não tinha forças para me erguer, eu estava derrotado por um bêbado, estúpido que conseguiu pela primeira vez na história da minha vida, ferir meus sentimentos.


Ele se acomodou no sofá como se não estivesse se importando nenhum um pouco com o que havia acabado de ocorrer. Abracei minhas pernas enquanto implorava a Deus que Key chegasse o mais rápido possível, e acho que ele me ouviu, já que a porta fora aberta assim que terminei minhas preces.


FLASH BACK/POV TAEMIN OFF


(...)


Os berros persistiam do lado de fora, a mesma cena do dia em que meu relacionamento com Onew chegara ao fim, se repetia, dessa vez não por ele me trair, mas pelo cinismo do castanho em entrar no meu apartamento sem autorização e ainda ofender meu pequeno Taemin.


– Ele... falou sobre minha mãe! – o loiro se encolheu em meus braços, permitindo então que eu aprofundasse o abraço em um ato protetor.


– O QUE? ELE FEZ ISSO? – bufei, podia sentir os batimentos cardíacos aumentarem e a adrenalina circular por meu corpo. Onew realmente me surpreendera naquele momento, como ele pode disser uma coisa dessas? Ele sabia muito bem como Taemin se sentia quando o assunto era sobre sua mãe biológica, e aquele imbecil tinha que tocar na merda do assunto?


– Mas não tem problema, ele está alterado devido ao álcool e...


Os berros de Onew cessaram de repente, alguma coisa havia acontecido! Ele não desistiria assim tão fácil, desistiria?


Retirei o corpo esguio do meu colo e levantei, andei calmamente até a porta abrindo-a em seguida, ignorei totalmente as palavras que saiam da boca do loiro, ele falava algotalvezsobre não permitir a entrada do Onew novamente. Eu estava prestes a socar a cara dele quando então, surpreendi-me ao abrir a porta e me deparar com Jonghyun e MinHo que se encontravam parados me fitando tão atônicos e confusos quanto eu.


Onew os olhava interrogativo, principalmente para Jonghyun, ele com certeza estava se recordando do rosto que tanto lhe causou ciúmes durante o colégio.


– Me desculpe por isso, não queria acordá-los! — pedi ao reparar os rostos inchados, causados provavelmente pelo sono, recém, interrompido.

– O que houve? – MinHo perguntou preocupado. – E por que esse cara ta gritando a exatamente as 23:40h da noite? – olhou no relógio confirmando o horário.

– Onew está bêbado, eu o expulsei daqui de casa e....


– Vai deixá-lo aqui? Do lado de fora? Gritando que nem um louco? – Jonghyun interrompeu irritado.


Mordi o lábio inferior procurando por alguma desculpa, resmunguei derrotado ao perceber que seria errado deixá-lo ali. Ele era um idiota, mas abandoná-lo no corredor, no estado em que estava seria muita crueldade.


– E-Eu vou... Levá-lo até em casa! – respondi aleatoriamente.


– Nós v-vamos nos di-divertir muito, meu amor! – Onew disse com dificuldade, com certeza, pelo alto nível de álcool que ainda circulava por seu corpo. Suspirei irritado, tentando assim expulsar todo o estresse que me domava. Mais uma vez, um ato inútil.


– MinHo, Você poderia levar Taemin até em casa? Eu não quero deixá-lo a sós! – pedi quase implorando ao garoto alto, que ainda olhava confuso diante de toda situação.


– Bom... ele mora muito longe? – MinHo perguntou receoso, desviando seu olhar para Jonghyun e voltando então a me fitar interrogativo.


– A uns cinco quarteirões! – expliquei. – Ele irá te ensinar o caminho, não é muito longe, fique tranquilo!


– Tudo bem! – ele assentiu, enquanto Jonghyun abrira uma carranca de desaprovação.


– Muito Obrigado! Fico lhe devendo essa, MinHo! – Falei enquanto desviava meu olhar para fitar o castanho que tentava se manter em pé, se sustentando na parede daquele corredor.


– Cuide do meu bebê! – alertei os garotos que me observavam arrastar Onew violentamente pelo braço em direção ao elevador. Empurrei o castanho para dentro da cabine, e não pude deixar de notar o olhar atento sobre mim enquanto a porta se fechava lentamente, chegando a ser torturante. MinHo entrou no apartamento, mas Jonghyun fez questão de continuar ali, imóvel, apenas observando.


Aqueles orbes tinham algo de diferente, que mesmo com certa distancia podia ser notado claramente.Que maldição tinha naqueles olhos? Um brilho passou a escorrer pelo pálido rosto do moreno parado a alguns metros, pisquei atônico, Jonghyun estava...Chorando?


A porta finalmente se fechara me fazendo sair daquele transe, e voltar à realidade. E nessa “realidade” eu estava a sós, com meu ex namorado: bêbado, mau caráter e idiota!


Merda! Tinha como ficar pior?


–-- --- ---


POV MinHo


– Viro à direita? – perguntei observando atentamente as placas de sinalização espalhadas durante o trajeto.


– Sim! – o garoto confirmou não muito animado, ou melhor, nem um pouco sequer animado.


– Me desculpe a pergunta! Mas, quantos anos você tem? – perguntei sem jeito.


– 18!


Eu não pude deixar de ficar surpreso diante da resposta do garoto. Ele era tão... Jovem, mas, já agia como um adulto formado, pelo menos, fora o que eu andei observando nos últimos minutos... – Você não se acha muito novo pra ficar interessado em... Um Homem adulto? – eu me odiei por perguntar uma idiotice dessas.


– E quem te disse que eu estou interessado em um “homem adulto”? – levantou o cenho enquanto brincava com os dedos dando ênfase a palavra.


– Precisa dizer? Ta na cara que você gostou do Jonghyun!


– AHH! Jonghyun, o cara dos braços malhados – ele riu baixo – Euestava interessado nele, mas, eu acho que ele não é meu tipo! – explicou, agora se concentrando na paisagem que passava através da janela.


– E que tipo seria o seu? – me desconcentrei por um breve momento para fitar o loiro que sorria de canto voltando rapidamente a me concentrar.


– Sei lá! Talvez, carasesquisitos! – soltou uma risada, que por algum motivo me deixou com um breve incomodo.


POV MinHo OFF


– Você ainda me paga por tudo isso! – ameacei o castanho enquanto o empurrava para debaixo do chuveiro já ligado na temperatura fria. Ele resmungou alguma coisa, que eu não consegui compreender.


Passei a retirar a camiseta já molhada de Onew, jogando-a e algum canto aleatório do banheiro. Ele sorria pervertidamente enquanto eu o ajudava se despir.Virei-me para sair do box , quando um par de mãos me agarrara pela cintura me puxando para próximo de si, seus lábios atacaram meu pescoço com volúpia e eu percebi que minhas roupas já se encontravam encharcadas. – ME LARGA, AGORA! – ordenei enquanto as mãos deslizavam pelo meu corpo de forma bruta.


Após alguns longos minutos tentando me desvencilhar, consegui com êxito “fugir” do castanho pervertido. Fiquei de frente á ele para fita-lo, seus olhos em um tom avermelhado me chamaram a atenção. Onew estava chorando?Mas que diabos estava acontecendo com essa gente, hoje?


– Me desculpa Key! – ele sussurrou – Eu sou um burro não sou? – continuou enquanto chorava igual a uma criança.Ótimo, agora tenho um bêbado, tarado e chorão pra tomar conta!


– Você é um idiota, mas não chega a ser burro! – forjei um sorriso – Se fosse burro não teria ficado comigo tanto tempo! – Onew riu mostrando aquele sorriso que qualquer pessoa em sã consciência se derreteria, inclusive eu. E naquele momento me esqueci que estava completamente submerso debaixo de um chuveiro ainda ligado com meu ex namorado bêbado.


Eu só podia estar ficando louco, mas aquela situação me despertou certa curiosidade, ou diria até mesmo, uma... Necessidade.


Eu estava preso ao olhar penetrante do castanho quando me aproximei inseguro. Minhas mãos sobre os ombros largos deslizaram por toda a extensão de seu braço, suas mãos rodearam minha cintura, tudo em movimentos muito lentos. O barulho da água caindo sobre nossos corpos e indo parar no chão e a respiração descompassada de Onew eram as únicas coisas que podiam ouvidas alí. Aproximei minha face, fechei meus olhos, e selei meus lábios aos dele.


Nada!


Era exatamente o que eu sentia naquele momento.


Nem borboletas no estômago, nem batimentos cardíacos elevados, nem sequer uma mísera dor de barriga. Eu não sentia nada, além do contato físico e o gosto de bebida alcoólica que vinha do beijo. Abri meus olhos me distanciando de Onew, por algum motivo eu me sentiafeliz, talvez porque essa fora a prova que nosso relacionamento havia chegado definitivamente aofim.


Sai do box e peguei um par de toalhas entregando uma delas á ele, que pegou e começou a se secar em movimentos lentos e desajeitados, provavelmente ainda pelo o efeito da bebida, e com a outra tratei de me secar também. – Se seque e vista esse pijama, eu vou procurar uma roupa pra mim! – alertei e deixei o castanho a sós no banheiro enquanto saia em direção ao extenso corredor que dava ao quarto de Onew.


Abri a porta e adentrei. As fotos retiradas durante todos os cinco anos de relacionamento já não existiam mais no mural e nem em qualquer outro local do quarto.Ele estava tentando me esquecer?


Cessei meus pensamentos voltando para o enorme guarda roupa de madeira e o revirando atrás de alguma peça roupa que substituísse minha roupa molhada.


–-- --- ---


Fechei a porta, trancando-a em seguida. Uma sensação boa domava meu corpo enquanto eu retirava os sapatos que antes pareciam pesar toneladas, assim como a camiseta folgada, – que pertencia a Onew –, tudo foi jogado ao chão e eu me encontrava apenas com a calça jeans e um par de meias brancas. Eu me dirigia ao banheiro quando uma pequena caixa em cima de uma cômoda me chamara à atenção, peguei-a enquanto mudei meu percurso para a varanda.


Um torso definido coberto por uma fina camiseta cinza se debruçava sobre a grade de proteção, parecia se divertir com a paisagem já que se remexia como se estivesse dançando uma musica agitada. Pigarreei chamando a atenção do moreno que se virou para me fitar, envergonhado.


– O que está fazendo aqui ainda? – perguntei severo.


– M-Me desculpa! – gaguejou – O MinHo ainda não chegou e eu ...


– Ele ainda não chegou? Como assim? E o Taemin?


– Ele me ligou! Disse que já deixou o garoto em casa! Acho que ele aproveitou e passou em algum driver-thru! – sorriu de canto. – Bom... já estou de saída!


Apenas observei o moreno se retirar do recinto, achei graça na forma em que o corpo visivelmente definido se contraia com o fino pano – soltei um sorriso sexy, enquanto voltava a me concentrar na pequena caixa, desfiz o laço vermelho sem qualquer cuidado e retirei a tampa em seguida.


– O QUÊ? – sussurrei atônico enquanto retirava duas fotos de dentro da caixa, nelas eu e Jonghyun estávamos juntos, em uma eu fazia um “v” com os dedos e na outra segurava a câmera enquanto Jonghyun sorria ao fundo. Elas foram tiradas na época de escola entre o primeiro e segundo ano.Mas por que MinHo me dera aquilo? Ele sabia sobre mim e Jonghyun?


Pensei em chamar o moreno e pedir explicações para aquilo, mas algo me despertara a atenção, ainda restava algo dentro da pequena caixa, um envelope com escritas muito bem desenhadas.


“ Leia quando estiver a sós ”Era o que dizia no verso.


Notas finais
Dubu taradxenho , adogo!
Eu acabei não dizendo o que o Jjong é do MinHo, né? *malvada*
Vou deixar pra falar sobre isso no próximo...
Digamos que esse capitulo foi apenas pra explicar algumas coisas, mas também dar inicio á outras, entendes? Não vou ficar falando muito , tenho medo de falar demais kekeke~
Enfim, queria agradecer as leitoras que deixam reviews, vocês são liiindas ^_^ Na boa se não fosse vcs que graça teria postar uma fic?? nenhuma! Então... Fiquem com Deus até o próximo capitulo.
Kissus~