Love As Sick
7 Um motivo
Notas iniciais
– Por que você tenta? — Leah perguntou com uma careta que mostrava uma espécie de nojo — Carlisle disse que seria inútil!
– Não custa nada tentar! — respondi dando de ombros. — Você é que perde seu tempo! — retruncou e continuou andando.
Eu ignorei e bati na porta, escutei um "Entre" e dei dois passos para entrar no escritório. Havia uma pequena imitação de sala, com sofá mesas e abajures, mas estava cercada por estantes repletas de livros.
Carlisle desceu uma escada em espiral que levava ao segundo andar e a mais estantes...
– Alec! Que bom que Leah te encontrou rápido! — disse sinalizando pra que eu me sentasse e fez o mesmo após colocar os três livros que carregava sob a mesa de centro — Eu precisava falar com você...
– Não tem relação com a minha irmã, tem?
– Não, mas depois discutiremos sobre o assunto...
– Mas então o que foi?
– Bom, eu acho que você está bem imerso nos problemas dos pacientes e como eu já informei, eles não estão entusiasmados com a terapia psicológica... — eu assenti.
– Então acho que seria bom que alguém de fora pudesse conversar com eles de igual pra igual, concorda?
– Concordo!
– E como percebi, você é definitivamente a melhor opção...
– Eu?!
– Exato! Mas preciso que você não comente isso com a Leah, ela é competitiva e definitivamente não acredito que ela serviria para este cargo, então não comente, está bem? — Eu assenti, mas ainda não entendo, por que ela não serviria?
– Tudo bem...
– Quanto a sua irmã... — disse e se virou para as prateleiras — Jane? Pode vir até aqui?
Minha irmã despontou dentre as estantes com um livro nas mãos, Carlisle apontou para o sofá no qual ela se sentou antes de voltar a ler...
– Bom, quanto ao pedido de internação que você fez pra ela... — nós olhamos em sua direção e ela continuava imersa nas páginas — Eu queria dizer que ele foi aprovado!
Eu levantei de um pulo e apertamos as mãos, foi quando minha irmã finalmente falou:
– Isso significa que eu posso pegar o livro emprestado?
***
Nós já havíamos passado por vários corredores e quando pensei que havíamos chegado ele abriu uma porta no final do corredor sem saída e começamos a subir intermináveis lances de escadas.
Quando chegamos ao topo ele parou em frente a uma porta.
– Eu descobri isso por acaso e não pretendia voltar aqui, mas achei que você gostaria de ver... — dito isso ele abriu a porta e estendeu a mão como um sinal para que eu fosse em frente.
O sol ainda estava encoberto pelas árvores da floresta, mas já era possível ver o jardim coberto por uma cúpula de vidro...
– Essa é a estufa de Esme... — Edward explicou — Ela é tão culpada por isso quanto pelo jardim nos fundos da clínica e por termos uma floresta como parte do nosso quintal!
– Esme gosta de jardinagem? — ele assentiu e nós rimos — É realmente bonito!
Eu admirei as cascatas da pequena fonte que ela havia colocado, o gramado com pequenas flores e finalmente olhei pra cima, realmente o teto de vidro deixava o céu único...
– Eu sei que você estava ouvindo a conversa... — ele lançou a bomba e eu o encarei surpresa — Você tem que aprender a ser mais discreta!
Ele começou a rir e eu fiquei confusa.
– Antes de outro sermão você pode ao menos e explicar por que me trouxe aqui? — implorei.
– Bom... — ele continuou sorrindo — Eu achei que o fato de você ter escutado a conversa tornaria as coisas mais fáceis, mas acho que me enganei de novo...
Ele respirou fundo e segurou minhas mãos.
– Bella eu realmente percebi que preciso de você e mesmo com tudo que aconteceu e pode vir a acontecer eu decidi lutar por esse sentimento e por você, então... — ele se ajoelhou — Isabella Swan, você aceita namorar comigo?
Meus olhos marejaram e um nó se formou na minha garganta, por isso eu apenas sorri e movi a cabeça concordando. Ele se levantou e me beijou mostrado que tudo aquilo era realmente significativo...

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