Love As Sick
15 Um Dueto
Notas iniciais
Ness passou o dia rindo, algo que me fazia rir também.
Ela me contou sobre sua nova "amiga" — pois, nas palavras dela, ainda não tinha certeza se eram mesmo amigas ou apenas conhecidas — e sobre como as duas começaram a competir cantando a música.
– Não me leve à mal, — disse enquanto caminhávamos — mas pelo pouco que ouvi acho que vocês duas tem talento...
– Você ouviu? — a expressão de surpresa dela me encantou, todas as vezes que eu ouvia sua voz me sentia a pessoa mais sortuda do mundo.
– Um pouco, sim. — respondi.
– E você gostou mesmo ou só quer me agradar?
– Eu gostei mesmo! Acha mesmo que eu mentiria sobre isso Ness?! — me fiz de ofendido.
Ela riu. Nunca me canso de seu sorriso.
– Está bem então, — suas bochechas coraram levemente — mas temos que descobrir no que você é bom!
– Quanto à música?
– Isso mesmo! Quanto à musica. Você não toca nenhum instrumento?
– Violão é um instrumento? — fabriquei um ar pensativo e encarei o vazio.
– Fala sério! É lógico que sim! — animou-se — Sabe tocar guitarra também?
– Um pouco.
– Que incrível! Agora só faltava cantar e você seria um musico de sucesso!
– E quem disse que eu não canto?
– Você canta? — mais uma careta de surpresa, como ela consegue ser tão linda?!
– Canto, — ri, e decidi zoa-la um pouquinho — e bem melhor que você, aliás!
Ela entrou na brincadeira.
– Duvido! — zombou.
– Quer apostar? — encarei-a no fundo dos olhos e senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo.
– Quero. — ela retribuiu o olhar determinada.
Decidimos fazer um teste.
Preparamos tudo e nos arrumamos para o nosso "Show", mas havia um pequeno problema...
– Qual vai ser a música? — ela perguntou.
– Eu nem havia pensado nisso! — ri um tanto encabulado, falha minha.
– Podemos escolher alguma do meu IPod. — sugeriu.
– O.K., vamos ver...
Escolhemos "The Monster" da Rihanna feat. Eminem.
Ness cantava a parte da Rihanna e eu os raps, foi divertido.
Passamos a batalha de músicas cantando e rindo um do outro.
– O.K.! — ri e nós dois nos jogamos na cama dela, lado a lado — Declaro empate!
Ela ria e então me encarou.
– Obrigada. — disse.
– Pelo que?
– Por ser alguém importante pra mim, — sorriu, mas vi tristeza em seus olhos — eu não tinha isso há muito tempo...
Beijei sua testa.
– Estamos juntos nessa, lembra? Até o fim! — sorri — E não pense que vai se livrar facilmente de mim! Eu sou o tipo de pessoa que não some facilmente...
– Espero que não... — murmurou.
***
– Está certo Carlisle, — disse apenas pra si mesmo — você merece saber que existem muitas coisas que nos unem. Mas também existem muitas coisas que nos tornam rivais. É hora do acerto de contas...
Então aquele desconhecido andou em direção à clínica. Duas enfermeiras que saiam o encararam por alguns segundos, mas seu rosto não era digno de observação, por isso elas desviaram o olhar.
"Que pena!", pensou, "Se essa gente prestasse mais atenção haveriam menos problemas no mundo..."
Então seguiu seu caminho com uma tranquilidade digna de poucos.
Esse era o início de um novo problema...
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