Love And Rock N Roll

32 CAP. 32/02 - UMA PARTE DE MIM.


Notas iniciais
Oi gente..
Segue mais um capítulo..
Betado por Kiki Cullen... obrigado querida♥
Please..please escutem a música.. faz toda a diferença..
Boa Leitura!
http://www.vagalume.com.br/keith-whitley/dont-close-your-eyes.html

CAP. 32/02 — UMA PARTE DE MIM.

Bella – POV

Alguns meses depois

Mais lágrimas.

Eu me perguntava se algum dia elas parariam de escorrer por minha face; Mas no segundo seguinte eu já sabia á resposta; Nunca.

Eu nunca mais poderia ser feliz da maneira que eu estava; sem Edward. Fazia alguns meses que havíamos saído de Forks. Vários meses depois do fatídico dia em que eu atentara contra a minha própria vida, cinco meses desde que eu havia visto meu amor, meu Edward nos braços de Tanya, e eu não conseguia esquecer.

Eu não tinha raiva de Edward, alguma coisa dentro de mim me dava á convicção de que ele era tão vitima da situação quando eu. Eu não conseguia e não podia acreditar que ele realmente poderia trair o nosso amor.

Mas ambos estávamos doentes; Nosso amor era doente, e para que ficássemos juntos, primeiro necessitávamos estar separados. Era nisso que eu me apegava para não enlouquecer de saudades, era nisso que Emily me fazia acreditar.

Dra. Emily Blunt, ou “Anja” como eu a chamava, definitivamente tinha se tornado meu guia onipresente. Muito mais do uma pessoa especializada para me escutar, ela tinha se tornado minha amiga. Estar em seu consultório, nas praças, ou até mesmo em meu quarto, não era forçado, não me sufocava. Quando eu estava com Emily eu não me calava, eu não era a Isabella assustada e retraída que eu tinha me tornado, eu era simplesmente Bella, a garota de dezesseis anos, que tinha carregado carga demais em sua tenra idade. Ela me fazia entender que pessoas na minha situação, que havia trocado a infância pela vida adulta, tinham tendência a ter ou passar por situações muito semelhantes á minha, me fez enxergar que meu ato, apesar de inconsequente e terrível, nada mais tinha sido do que o último grito por uma ajuda que eu nunca pensei precisar. Um clamor por socorro que nunca havia saído dos meus lábios, e consequentemente não auscultado por ninguém.

E era exatamente isso, que tinha deixado Emmett tempestuoso.

Meu pobre e amado irmão, era uma casca fria do que um dia tinha sido. Seu sorriso de covinhas contagiantes tinha desaparecido e em seu lugar estava um amargo e insosso. Seus olhos que tanto brilhavam de felicidade, agora eram uma sombra apática.

Ele se culpava demais; se culpava por tudo.

Não se perdoava por minha infância sofrida, se culpava por ser um ignorante e não ler nas entrelinhas que eu precisava de ajuda; e por mais que eu, Jasper e até Emily disséssemos que ele não tinha culpa, ele se recusava a aceitar. Emily tentou explicar muitas vezes que; mesmo ela sendo uma profissional, muitas vezes não poderia se atentar para o que acontecia comigo, porque eu mascarava tão demasiadamente e perfeitamente meus sentimentos, que a minha própria mente me burlava. O fato é que durante esse processo todo em nossas vidas, nossa infância, adolescência e caminho para á vida adulta, em algum lugar no meio do caminho, Emmett havia transferido seu amor de irmão para o de “pai”. E foi em uma calorosa sessão de terapia; em que nós três participávamos juntos; que ele foi defrontado com a verdade.

Emmett me amava tanto, e de forma tão intensa que seus sentimentos haviam se alterado. Não havia nada de incesto na intensidade de seu amor, ele apenas me via como a “filhinha” que ele havia criado, mas que na verdade era sua irmã, causando uma desordem em sua mente e em seu coração. Ele estava tão pedido, que não sabia como mesclar os sentimentos de autoridade de “pai” com autoridade de “irmão”, e por isso havia desenvolvido em relação á mim, algum tipo de transtorno de autoproteção. Em palavras cândidas ele sempre iria se envolver na minha vida, na sua mente não existia a linha tênue de autoridade; se ele se sentisse incomodado como pai ele falaria, e se; se sentisse incomodado como irmão também falaria. Emmett nunca seria feliz, e não me deixaria ser feliz, por mais que o seu desejo fosse o adverso. E quando essa verdade nos foi exposta por Emily, eu diria que ela não foi bem aceita por ele que ficou completamente furioso, e se recusou a aceitar tal observação, saindo da sala e deixando-nos a sós.

Desde aquele dia, meu querido irmão, tinha se transformado. Eu nunca poderia na minha vida, imaginar sequer, que um dia eu o veria tão sério, tão quieto e perdido em pensamentos. Por instrução de Emily, eu deveria me afastar um pouco dele, eu o sufocava inconscientemente, eu o sugava, como ele me sugava, tanto que me manter afastada, estava me matando, e salvo toda essa situação, tinha o agravante “Edward”. Seu nome nem podia ser citado perto de Emmett, que ele se transformava em uma bomba relógio. Na concepção errônea dele, Edward era responsável por todo o ocorrido, que se não fosse por sua traição, que ele se referia não somente como meu namorado, mas também como amigo, eu não teria feito o que fiz.

O que era uma inverdade.

Eu já tinha aceitado o fato de que cedo, ou tarde, eu iria tomar uma atitude drástica em minha vida. Eu já tinha aguentado demais, e minha mente e meu coração não suportavam mais tanta falta de amor e compaixão do meu verdadeiro pai. Charlie ainda era um assunto difícil, era complicado tocar em seu nome, sem me sentir triste, e por mais que a doutora tentasse despertar em mim sentimentos como rancor, raiva em relação á ele, eu ainda não conseguia.

Eu deixava essa parte para Emmett que o fazia com a velocidade de um raio.

Nossa vida caminhava para a normalidade, se assim pode-se dizer; eu ainda acreditava que nunca seria “normal” ou feliz, porque as vezes que eu havia sentido plenamente qualquer um dos sentimentos, eu estava com Edward, e eu tinha plena convicção de que com ele, e somente ao seu lado eu poderia ser inteira novamente. Era uma dependência que eu me recusava a me curar. Eu não tinha noticias de qualquer Cullen, e honestamente, eu não me sentia preparada para ter. Eu só me importava com meu amor, e a única coisa que eu sabia era que; estávamos em Los Angeles, milhares de quilômetros longe de nossa cidade natal, estudando e vivendo uma vida que claramente não tínhamos condições financeiras de viver. Eu podia jurar que tinha um dedo de Carlisle em toda essa situação, mas ninguém tocava nesse assunto, e por aconselhamento de Emily, era assim que deveria permanecer por enquanto.

“Cada coisa no seu tempo Bella” eram suas palavras, quando me sentia ansiosa demais.

Mas tempo era uma coisa que me incomodava demais, e indubitavelmente eu necessitava dele, mesmo não o querendo. Cada segundo era uma lembrança de que eu estava longe de Edward, e o medo de que ele me esquecesse, me deixava em pânico, e era nesses momentos que eu me rendia ás lágrimas, exatamente como eu estava agora.

- Bells?... Ohh querida o que foi? – perguntou Jasper se aproximando de minha cama. Meu irmão tinha se mostrado uma benção em minha vida, eu amava Jasper tanto quanto Emmett, mas não tinha uma dependência dele, não me sentia tão presa quanto com o outro. E por isso, eu estava enlevada com sua compreensão e carinho. Com ele eu poderia falar dos Cullens, eu poderia citar o nome de Edward, sem que ele me mandasse se calar, ou me desse um olhar mortal; ou pior ainda, sem que ele mandasse desistir, que nunca mais os veríamos novamente. Jasper me compreendia, e sentia tanta saudade de Alice, como eu de Edward, completamente diferente de Emmett que havia quase quebrado a recepção de Emily apenas por ela ter tocado no nome de Rose.

Nós três fazíamos terapia, separados, juntos ou em dupla, e Emmett somente aceitou participar disso, quando acreditou que era apenas para meu beneficio.

- Estou com saudades Jasper – confessei fungando – Muita saudades – chorei, escondendo minha cabeça no travesseiro.

- Ohh .. maninha... não fica assim – disse baixinho, deitando-se do meu lado, e colocando minha cabeça em seu peito – Nós vamos passar por tudo isso Bells, vai dar tudo certo. – disse confiante como sempre.

- Emmett não vai permitir que eu o procure mais.. ele vai me esquecer Jasper... eu.. eu.. nem pude me despedir dele.... – solucei.

- Shh... Bells... Não dava querida.. não naquele momento... eu já te contei o que Carlisle disse... Edward estava fora de si, ele também precisa de ajuda Bells... – explicou mais uma vez. Eram sempre as mesmas palavras, mas eram as únicas em que seu nome era tocado, e isso me confortava – Todos nós precisamos de um tempo, até que os nervos se acalmem, que as mentes de curem, para que possamos estar juntos novamente – continuou.

- Você sente falta de Alice? – sussurrei.

- Muito, mas do que imaginei... Mas eu não a conhecia Bells.. – confessou

- Alice não fez nada Jazz – argumentei, lembrando-me das ultimas palavras de Carlisle para Jazz, onde ele contava sobre o envolvimento de Rose na situação toda.

Apesar de desconhecer ainda a realidade dos fatos. Como eu disse, eu confiava em Edward, e sabia que jamais ele me trairia com Tanya, e por mais que eu havia saído correndo de sua casa naquele dia, pela dor de vê-lo em seus braços, eu sabia que não faria isso comigo. Na realidade hoje eu sabia que não tinha sido á cena em si que havia me induzido tomar aquela atitude, mas sim o medo de mais uma vez não ser amada. Meus olhos haviam enganado minha mente, que não havia escutado meu coração, simples assim. O ciúme momentâneo me cegou e junto com minha mente doente, eles haviam encontrado uma saída.

“Uma trágica e dolorosa saída” – pensei, passando os dedos pela cicatriz em meu pulso. A lembrança constante de que eu jamais poderia ser fraca novamente.

- Alice foi conivente Bells, e isso por si só, é uma grande atitude incorreta, desleal. Você é minha irmã, como Rosalie é a dela, mas isso não deveria ter sobre julgado seu discernimento. Ela é uma mulher inteligente, mas não foi leal com nossos sentimentos entende? Eu amo você Bells, mas jamais ajudaria você a prejudicar Emmett por exemplo, só porque não gosta de Rose. Isso é errado. Eu não poderia continuar com uma pessoa que pensa assim. Como eu disse, era o momento de todos esfriarmos a cabeça e por mais que doa essa separação eu não vejo outro caminho que poderíamos ter tomado. Não se trata apenas dos Cullens Bells, nós tínhamos Charlie, e assim como Emmett eu não poderia viver novamente perto daquele canalha – completou irritado.

O ódio por Charlie era o único sentimento mútuo entre Jasper e Emmett em toda essa situação.

— Um dia teremos que vê-lo novamente – disse baixinho.

- Espero que bem distante Bells – confessou.

- Eu não vou ficar muito tempo longe de Forks Jazz. Eu sinto muita falta de Edward, eu preciso saber como ele está. Meu coração anda apertado demais, eu sei que ele precisa de mim – confessei meus sentimentos, dando vasão ao choro contido – Eu.. o ...amo demais...

- Eu sei queria... todos nós sabemos disso... Eu prometo á você Bells – disse pegando meu queixo, olhando em meus olhos, tentando enxugar com o polegar as lágrimas que caiam – Eu prometo que você vai ter seu Edward de volta, assim como vou ter minha Alice – disse com tanta convicção, que ainda mais lágrimas caíram, fazendo-me soluçar.. e foi me confortando que ele começou a cantar..

♫ ♫ Não Feche Seus Olhos

Eu sei que você o amou

Há muito tempo

Agora, em meus braços

Eu sei que você ainda o quer, eu sei

Mas querida, desta vez

Deixe suas memórias morrerem

Quando você me abraçar esta noite

Não feche seus olhos

Não feche seus olhos

Deixe-me ser

Não finja que é ele

Em alguma fantasia

Querida, apenas uma vez

Deixe o passado para trás

Você encontrará mais amor

Do que ja conheceu

Apenas me abrace forte

E quando me amar hoje à noite

Não feche seus olhos

Talvez eu tenha sido um tolo

Por esperar tanto tempo

Deitado em seus braços

Sabendo que ele está em sua mente

Mas eu continuo esperando que algum dia

Que você verá a luz

Deixe-me ser esta noite

Não feche seus olhos

Não feche seus olhos

Deixe-me ser

Não finja que é ele

Em alguma fantasia

Querida, apenas desta vez

Deixe o passado para trás

Você encontrará mais amor

Do que ja conheceu

Apenas me abrace forte

Quando me amar hoje à noite

Não feche seus olhos

Não feche seus olhos

Deixe-me ser

Não finja que é ele

Em alguma fantasia

Querida, apenas desta vez

Deixe o passado para trás

Você encontrará mais amor

Do que ja conheceu

Apenas me abrace forte

Quando me amar hoje à noite

Não feche seus olhos

Apenas me abrace forte

Quando me amar hoje à noite

Não feche seus olhos

- Que música linda.. – sorri entre lagrimas – Onde escutou? – perguntei buscando sua face.

- Descobri essa letra naquele baú preto com chave que trouxemos com a mudança – disse baixinho olhando em meus olhos – Você sabe o que tem lá dentro?

- Não... aquele baú ficava no quarto de pap.. Charlie.. eu nunca consegui abrir, não sei como Emmett o trouxe – confessei.

- Nós o pegamos na mudança, enquanto ele não estava em casa... eu.. eu arrombei o cadeado Bells – confessou, fazendo-me sentar na cama em estilo indiano.

- O que tem dentro dele? – perguntei curiosa – O que havia dentro dele Jazz? – ressaltei, vendo sua relutância.

- Partituras, canções, fitas... dezenas delas Bells – revelou, sentando-se também – Mamãe cantava – disse, fazendo-me levar as mãos á boca em pura surpresa – Eu escutei uma fita k-set muito antiga... ela... você canta igual á ela, a mesma voz, e quase impossível dizer que não é você! – disse com a voz embargada e com lágrimas nos olhos – Eu me lembrei dela cantando para mim.... — sorriu triste. Eu acho que é por isso que Charlie tinha tantos problemas em te aceitar depois que ela se foi, você é a copia fiel do que ele perdeu Bells!

- Ohh meu Deus! – sussurrei descrente – Você.. onde está essa baú? Emmett viu?

- Não.. ele está no meu quarto.. eu não acho que ele está pronto para isso ainda, e Emily concorda comigo, mas disse que eu poderia te mostrar, você quer ver? – perguntou indeciso.

- Eu quero.. muito! – confessei

- Então vamos... – chamou, pegando minha mão.

E foi entre fotos antigas, partituras rasgadas e antigas, agendas amareladas pelo tempo com linda canções que pela primeira vez em minha vida, eu conhecia a estória daquela que me deu a vida, e me amou tanto, ao ponto de dar sua vida por mim.

Minha amada mãe Renee Swan.

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Notas finais
Olá pessoas...
Vamos papear..
Podemos ver nesse capítulo a visão de Bella. Muitas coisas ainda estão fora do lugar, mas estão caminhando...
Emily é uma salvação para os irmãos Swan, com suas palavras podemos entender um pouco da complexidade do amor de Emmett, entender essa proteção demasiada que sempre sentiu em relação á ela, e que querendo ou não, foi um dos fatores que ajudaram na tragédia (o ciúmes não tão infundado de Rose).
Jasper é um fofo, ele tem um papel muito ativo nesse segunda fase, como eu já havia dito aqui, porque Emmett vai ter que lidar com seus próprios fantasmas.
E o baú de Renee? Que agradável surpresa não? Esses meninos cresceram sem o amor de mãe, e ela depositou ali, o que eles deviam ter conhecido durante uma vida, e que mais uma vez Charlie negou. ...
Começa uma fase linda de "curas" e logo nosso casal vai estar junto novamente, mas ainda algumas feridas vão sangrar...
Por favor comentem.....
Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥