Love And Hate

43 Who's Dead, Stays Dead... Or Not? (part 2)


Notas iniciais
Bem, eu ia postar mais cedo, explico lá embaixo...
Boa leitura.

POV DAMON

Quando cheguei em casa ouvi Elena e meu irmão conversando no quarto dele.

– Eu te amo, Elena. Mas só preciso que olhe nos meus olhos e diga que não sente nada por ele. Preciso ouvir de você que não ama o Damon. – falou Stefan.

E se a resposta mais uma vez fosse “não amo o Damon, amo você”?! Mais uma vez eu seria trocado por Stefan e acho que teria que dar razão a Sophia.

– Eu não sei o que sinto, Stefan – respondeu Elena com a voz trêmula. – Não sei.

Sei que não devia, mas eu sorri. Sorri aliviado por saber que ainda havia chances, por saber que talvez Elena me ame.

[...]

Acordei com uma batida forte na porta. Desci sem muita pressa as escadas e assim que abri a porta, vi uma mulher parada a me encarar.

– Posso ajudar? – sorri.

– Sophia Engerhoff está?

A mulher era alta, loira, olhos verdes iguais aos de Sophia, magra, tinha o sotaque inglês carregado e não aparentava ter mais de 30 anos.

– Não... – respondi ainda analisando.

– Sou a mãe dela. – ela sorriu e só então percebi que eu estava sem camisa.

– Você o que?

– Vai me convidar para entrar?

– Não. – respondi a olhando. – Sei que a mãe da Sophia está morta, então você não é ela.

– Sophia é vampira e eu também.

Eu não sabia como agir. Acredito naquilo ou fecho a porta na cara da loira gostosa?

– Qual era o nome da irmã da Sophia?

– Antônia. O pai dela se chama Richard e a governanta se chamava Maria.

– Entra – falei abrindo a porta ainda atônito com tudo aquilo.

– Bela casa – disse ela analisando em volta. – E você, quem é?

– Um velho amigo da sua filha.

– Só amigo? – me olhou e sorriu torto.

– Talvez ela queira contar a você que fomos namorados, ou talvez ela tenha quisto fazer isso enquanto você fingia estar morta!

– Primeiro ,garoto: não grite comigo. Segundo: você não sabe nada sobre mim e duvido que saiba sobre minha filha.

– Mas sei que ela vai querer arrancar seu coração quando chegar — sorri torto e a loira voou em cima de mim, me encostando na parede e me segurando pelo pescoço, me deixando no ar.

– Você é muito arrogante pro meu gosto... – ela apertou mais meu pescoço que começou a formigar — Sorte sua ser bonito o suficiente pra eu não te matar – me soltou no chão.

Como ela conseguia ser tão forte assim? Não podia ser tão mais velha que eu. Ela caminhou lentamente, igual a Sophia, e se sentou no sofá.

– Fique a vontade – falei sarcástico e subi para meu quarto.

Ligue para Sophia e coloquei uma camisa. Quando desci ouvi a tal mulher dizer:

– Afinal, qual o seu nome?

– Primeiro invade minha casa, tenta me matar e só agora quer saber meu nome?

– Não estou falando com você – ela responde e vejo meu irmão parado em frente ao sofá.

– Stefan. E ele é o Damon. – meu irmão cruzou os braços, em sua pose de herói.

– Sophia daqui a pouco estará aqui. Curiosa do jeito que é, é capaz de arrancar o Alaric da cama e coloca-lo dentro do carro ainda de pijama. – falei indo me servir de whisky.

– Oh, eu aceito uma dose. – Disse a mulher sentada confortavelmente em meu sofá.

Apenas olhei para ela, descrente do que havia ouvido, e revirei os olhos. Stefan se aproximou de mim e serviu a dose dela, coisa que eu não faria.

– E você? Como se chama? – Perguntei.

– Anastásia. – respondeu dando um olhar cheio de segundas intenções para meu irmão.

Tentei conter o riso, mas ele escapou de leve mesmo assim.

– Bem, Damon. Pelo que entendi Ric está vindo com Sophia. Vou preparar as coisas para recebê-lo.

– E o que pretende? Espancá-lo até que o alter ego dê as caras?

– Você tem um jeito melhor? – deu de ombros, passando por mim, me deixando a sós com minha quase sogra.

– Quem é esse tal de Ric? Namorado da minha filha? – perguntou sorridente.

Sei que ela é mulher, mas senti uma vontade do tamanho do mundo de bater nela.

– Se alguém fosse o namorado da sua filha por aqui, suponho que seria eu.

– Você? Ah, por favor! Não criei minha filha para se apaixonar por alguém como você, mas por alguém como seu irmão.

Finalmente ouvi o som do Impala estacionando bruscamente em frente a minha casa. Logo vi Alaric entrar e pedi que fosse até onde Stefan estava. Quanto menos pessoas estivesse ali, melhor seria para Sophia.

– Damon? – fechou a porta, falando baixo.

Num piscar de olhos apareci a sua frente, impedindo que visse de cara a mulher sentada em meu sofá.

– Tente não mata-la como eu quis matar quando ela apareceu. – segurei seus ombros.

– Quê? – Perguntou sorrindo, sem entender.

– É ela? – Perguntou Anastásia e notei que estava bem atrás de mim. – Sophia?

Sai de sua frente, parando a seu lado.

– Mãe? – Sophia parecia não raciocinar direito.

– Meu Deus, Sophia. Você está linda. E viva! – Anastásia foi em direção à outra com os braços abertos e Sophia deu dois passos pra trás. – Filha, sou eu.

– Eu vi você morta. Fui no seu enterro, inclusive. O que diabos é você, então? –

Sophia parecia apavorada com o que via. Bem, eu também estaria. Porém a mulher que se dizia mãe dela tinha um imenso brilho no olhar. Mesmo com a rejeição de Sophia, ela permanecia feliz.

– Sou uma vampira, assim como você – disse a mulher.

Sophia arregalou levemente os olhos e vi se formar um O em seus lábios.

– Como? Ou melhor, quando?!

– Ou quem? – falei e Sophia me olhou ainda espantada.

– Será que você pode sair e me deixar sozinha com minha filha? – disse Anastásia arrogante, me olhando.

– Ele não vai a lugar algum. E não me chame de filha outra vez. – Sophia estava fria, olhava com ódio para sua mãe.

– Sophia, o que aconteceu a você? Você era doce...

– Eu faço as perguntas por aqui – Disse Sophia passando pela outra e indo até meu whisky.

Ela ia se servir, mas ficou segurando a garrafa e a largou novamente.

POV SOPHIA

Klaus disse que eu não poderia mais beber nada que viesse dos Salvatore, e embora eu precisasse muito do meu velho amigo chamado whisky, eu o larguei de volta.

– Quando? – perguntei para minha mãe, sem olha-la.

– Semanas depois da Antônia nascer.

– Por quê? – peguei o copo e fiquei apenas a segurá-lo, mesmo que vazio.

– Eu morreria de uma doença que aparentemente peguei no parto da sua irmã. Mas eu não queria morrer.

– Quem? – perguntei num suspiro

– Talvez você não o conheça, se chama Niklaus Mikaelson – me virei para ele, deixando o copo cair aos meus pés, estilhaçando-se ao chão.

– Klaus? – senti meus olhos encherem-se de água.

– Você o conhece? – ela perguntou.

– Todos conhecem – respondeu Damon, não tão assustado quanto eu. Se soubesse a verdade, estaria exatamente como eu.

– Damon, pode me deixar a sós com ela por um tempo? – olhei para ele, que caminhou até mim.

– Tem certeza? – me olhou nos olhos

Eu quase disse “não, me tira daqui e manda ela embora”, mas eu apenas assenti com a cabeça a passei a mão em seu peito. Damon sorriu como se dissesse um “ok” e saiu da sala.

– Como conheceu Niklaus?

– Éramos... Amantes.

“Ah, meu Deus! Eu vou vomitar”, pensei.

Klaus e minha mãe? Minha “santa” mãe traia meu pai... Traía-o com Niklaus. QUAL O PROBLEMA DESSE HÍBRIDO?! Pegou mãe e filha, reconhecendo o maldito sobrenome.

Ela continuou sua explicação:

– Nos conhecemos ainda na Inglaterra, antes mesmo de eu conhecer seu pai. Nik sumiu por um tempo e então conheci Richard. Nos casamos e eu tive você. Mas então seu pai começou a me trair assim que nos mudamos para essa cidade. Nik apareceu por aqui e então...

– Ok, já ouvi o bastante. — sinalizei com a mão para que parasse, me sentando no sofá. – Como se tornou vampira? Vi você morrer.

– Seu pai tentou me matar assim que descobriu o que eu era. Mas então o forcei a fazer um acordo. – sentou à minha frente. – Faríamos com que todos acreditassem que eu havia morrido de infarto. Assim eu ficaria viva e ele não perderia o posto de líder do conselho, por ter uma mulher vampira.

– Vocês mentiram pra mim. Chorei sua morte durante noites. – cuspi as palavras em sua cara, e ela nem sequer se moveu. Sua calma estava me irritando.

– Acredite, na noite em que pedi que Klaus me transformasse eu só pensava em poder ficar com você e sua irmã. E também fiz isso porque eu amava Niklaus assim com ele me amava.

– Não seja tola. Klaus não ama ninguém além dele mesmo.

– E quando você me viu no caixão... Bem, eu estava lá. Mas estava viva o tempo todo e por isso o caixão ficou fechado, permitindo apenas que vissem meu rosto pálido. Mas eu estava viva e ouvindo tudo. Inclusive seu choro. Não pense que foi fácil.

– Tive que criar Antônia por que você simplesmente achava que viveria um amor com Niklaus?! – gritei a encarando. – Passei noites acordada ao lado da cama dela, ou tendo que ampará-la a cada tempestade, a cada pesadelo! – Continuei gritando — Eu te idolatrava, defendi você contra meu pai. Eu matei ele me vingando por você! E você estava viva! Viva! – minha raiva transparecia na minha voz já rouca de tanto gritar.- Viva, vadiando com Klaus por aí! – ela levantou e me deu um tapa no rosto.

– Me respeite, Sophia. Ainda sou sua mãe.

– Ah, mas não é mesmo! – rosnei a jogando contra a parede, vendo-a cair logo depois. – Que espécie de mãe abandona as filhas para se aventurar numa paixão fantasiosa? – me aproximo dela, que se levanta do chão. – Faz ideia do quanto rezei por sua alma todas as noites durante quatro longos anos?! – chutei sua barriga, fazendo-a gemer de dor.

Eu não via minha mãe ali no chão. Via uma vadia que me abandonou por Niklaus, que me trocou por um amor nem sequer correspondido. Eu via a mulher que me fez de idiota desde meus catorze anos, que me fez sofrer calada sua morte.

– Sophia, pare, por favor. – Ela se levantou parando a minha frente.

– Tenho nojo de você, Anastásia. – a vi apertar os olhos, contendo-se para não chorar. – Se não tivesse se entregado ao Klaus, eu teria tido uma vida normal. Antônia teria crescido com a mãe verdadeira e não teria morrido sem filhos. – Conforme eu caminhava em sua direção ela recuava.

– Não me culpe por suas escolhas, Sophia.

– Acha que eu tive escolhas?

– Todos temos. – disse convicta. – Eu tive, e escolhi o errado. Mas na hora pareceu certo.

Eu estava tomada de um ódio imenso por dentro. Me sentia a maior idiota do mundo.

– Você e meu pai eram dois imbecis, crápulas, escrotos. Por que mantinham aquele maldito casamento?

– Por você. E quando Antônia nasceu todos precisavam acreditar que ele era o pai.

– Antônia não era filha do meu pai? – dessa vez eu dei dois passos para trás. – Com quantos homens você o traia, afinal?

– Apenas com Niklaus. – disse serena.

– Não, isso é impossível.

– Não. Antônia era filha de Niklaus.

– ELE É VAMPIRO! NÃO PODE TER FILHOS, CARALHO! – gritei, espalmando a mão em minha perna.

– Não. Ele é um híbrido. E sua parte lobo pode procriar.

Já posso vomitar?

Tenho dormido com o pai da minha irmã e ex-amante da minha mãe? É isso mesmo?

– Eu tenho nojo de você. – E tenho nojo de mim mesma.

– Sophia, espera... – tentou me segurar, mas me afastei.

– Não toca em mim! – gritei. – Some daqui, antes que eu te mate! E não pense que estou apenas ameaçando, porque eu mato mesmo. Agora sai daqui. – Falei cerrando os pulsos, tentando conter minha raiva.

Ela me olhou quase chorando, mas isso nem de longe me amoleceria. Tudo que eu queria era acertar a cara de alguém. Quando ela saiu, subi correndo ao meu quarto, mas resolvi ir reto, ir para o quarto do Damon.

– Damon? – falei ao entrar. – Damon! – Verifiquei o resto da casa e vi que ele não estava.

Voltei a descer as escadas, mas dessa vez me arrastando pelos degraus, com a intenção deter tempo para processar tudo aquilo.

Minha vida foi um mar de mentiras, promessas, ilusões, sonhos... E eu me afoguei nesse mar.. Mergulhei de cabeça com pedra presa ao pé e não tinha mais volta. Por mais que eu odiasse minha mãe por ter feito o que fez, eu fiz o mesmo.

Menti, traí, abandonei e estou fazendo tudo de novo. Se a vejo como vadia, o que eu sou então?

– Sophia? – a voz de Stefan me puxou de volta para a realidade. Eu havia parado na escada, e nem havia percebido.

POV STEFAN

Sophia estava parada no meio da escada, segurando o corrimão e o olhar fixo ao nada.

– Sophia?

– Oi, Stefan – falou com a voz baixa.

– Tudo bem?

– Não. Não tá nada bem. Minha mãe, Stefan, ela... – Ela balançava a cabeça em negativa, e parecia conter o choro.

– Eu ouvi tudo. – Bastou eu falar isso e logo Sophia correu ao meu encontro, abraçando-me forte.

– Não sei o que fazer. Ela é minha mãe, mas mentiu pra mim. Mentiu pra minha irmã... – Ela olha nos meus olhos. – Stefan, eu me rebelei contra meu pai por ela, porque ele a traía e, no entanto, ela também o traía e ele morreu sem saber o quão vadia era a mulher dele! – gritou e uma lágrima percorreu sua bochecha.

– Mas ainda assim ela é sua mãe. Todos nós erramos um dia, ela errou e agora quer se redimir com você. – limpei a lágrima de seu rosto.

– A pessoa com quem ela devia se redimir está morta.

– Sua irmã?

– Sim. – falou passando por mim, indo para o sofá. – Antônia sempre me perguntou por ela. E eu nunca deixei que Antônia esquecesse de nossa mãe, que nunca apagasse a memória dela, mesmo que não a tivesse conhecido de verdade. – me sentei ao seu lado.

– Você não acha que ela teve motivos maiores que o Klaus para abandonar vocês?

– Nenhum motivo justifica abandonar duas filhas. E se ela sabia esse tempo todo que eu sou vampira, por que nunca me procurou?

Sophia era um misto de tristeza e rancor. Sua expressão era cansada e seus olhos mostravam que ela queria chorar, mas de raiva.

– Não vai adiantar nada nós dois ficarmos a noite toda aqui, supondo coisas. Você precisa conversar com ela, precisa aceita-la.

– Não. Eu me nego a aceitar. Ela não pode simplesmente voltar e querer ocupar o lugar que ela deixou vazio, Stefan – falou indignada.

– Sophia...

– Não fala mais nada. Só me abraça Stefan. Por favor.

Assenti com a cabeça e a abracei, como me pediu. Sophia descansou a cabeça em meu peito e suspirou aliviada.

Quando Sophia chegou, eu a via apenas como amiga, mas desde aquele beijo eu tenho pensado nela de outra forma. De uma forma que tem me feito repensar meus sentimentos por Elena.

“Se tudo fosse fácil

Eu me jogaria em seus braços

Me afogaria nos seus beijos

Eu me entregaria de bandeja pra você”

[...]

– Paula Fernandes (Se tudo fosse fácil)

Notas finais
Anastásia: http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=96160569&lid=2681262
Muitas revelações em uma capítulo só, não é mesmo?
Então, não postei antes porque fique vendo Capital Inicial, Off Springers e 30 SECONDS TO MARS no rock in rio (infelizmente Jered Leto não tirou a camisa), e acabei esquecendo de postar. Ai fui jantar e tals, mas acho que ninguém ta interessado na minha jante, ne.
Beijos, quero saber o que voces acham de tudo isso e sobre a citação final, que mais ou menos diz o que Stefan está sentindo.
E aí?