Notas iniciais
Olá, espero mais reviews dessa vez, hein!
Até mais...

POV Sophia

Assim que cheguei em casa – terei de me acostumar a chamar a mansão Salvatore de ‘casa’ – subi para trocar de roupa. Não passaria o dia todo com simples vestidinho preto. Mas ao passar pelo quarto de Stefan, vi a porta aberta e resolvi espiar.

O Salvatore mais novo estava sem camisa com o cabelo bagunçado e molhado. Provavelmente acabara de sair do banho. Seu corpo era definido, e muito, muito gostoso.

– Achei que não havia dormido em casa – ele fala me desconcentrando de seu abdômen.

– É, eu passei a noite fora. – ele veste a camisa. POR QUE, SENHOR, POR QUÊ?! – Mas resolvi chegar cedo – sorrio amistosa.

– Damon não está – ele diz inocente, como se não soubesse de nada.

– Ótimo! – exclamo em plena alegria. – Vou trocar de roupa. Por que não me apresenta o resto da cidade, Stefan?

– Achei que meu irmão faria isso – ele tranca um sorriso enquanto cruza os braços.

– Você me parece a melhor opção – sorrio e vou para meu quarto.

Vendo minhas roupas procuro por algo curto, está terrivelmente quente em Mystic Falls. Um short me parece a melhor saída. — http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=91974080 –.

Jogo uma água no rosto, dou uma penteada no cabelo, arrumo a maquiagem e encontro Stefan no andar de baixo. Mesmo sendo um cara certinho, com namorada e tudo, Stefan deu uma boa de uma olhada em mim, focando em minhas pernas à mostra. Não deixo de reparar que fica meio boquiaberto. Neste momento tive a certeza de quão bonita eu era.

– Stefan? – sorrio divertida.

– Ah, vamos – ele passa por mim, meio sem graça.

– Eu estou com fome – olho para ele. – Sei que você não se alimenta da mesma forma que eu – ele sai da sala -, mas sabe, eu sou meio esfomeada.

Stefan volta com uma bolsa de sangue em mãos e a atira pra mim.

– É do Damon. Fazia um tempo que ele não matava humanos.

Bebo o líquido que desce como água: frio, sem gosto e sem graça.

– Desculpa por desvirtuar seu irmão, de novo, então. – Termino de beber e deixo a bolsa ali vazia e sigo Stefan para fora da casa.

– É um belo carro – ela olha pra o Impala.

– Sou apaixonada por ele – sorrio boba, como se falasse de um amor real. Que diabos estou falando! Era sim um amor real, e correspondido! – Se quiser te deixo dirigir.

– Sério?

– Não. – entro, me sentando em frente ao volante e Stefan senta ao meu lado.

Stefan fez algumas ligações e pediu que esperassem no Mystic Grill. Ao chegarmos lá, havia um bando de jovens sentados em uma mesa ao canto do recinto, incluindo sua namorada.

Eu esperava que Elena viesse até nós e desse um beijo em Stefan, mas ela apenas disse “oi” a ele, e sorriu pra mim. Olhei para o Salvatore e com um sorriso forçado ele quis dizer “está tudo bem”.

– Eu pedi que viessem até aqui, para apresentar uma velha amiga.

– Me chama de velha outra vez e arranco sua cabeça – sussurro para ele, que ri fraco. – Sem cerimônias, Stefan! Me chamo Sophia Engerhoff. E embora não conste nos registros, sou filha do principal fundador de Mystic Falls.

O três garotos ali presentes me olham atentamente. Assim com um já conhecido meu, o professor.

– Estes são Tyler, Matt, Jeremy, Bonnie – Stefan diz apresentando cada um, dizendo o nome e indicando com a mão -, a Elena você já conhece, assim como o Ric; e... a Caroline não veio?

– Estou aqui – olho para trás e a loira do café aparece.

– Caroline?! – sorrio surpresa.

– Sophia – ela sorri de volta. – Então você é o motivo da reunião?

– É. O Stefan quis que eu conhecesse os amigos dele. – cruzo os braços. – E você, eu suponho, é uma vampira.

– Tá tão na cara assim? – ela pergunta.

– Não são muitas pessoas que usam lápis lazuli, hoje em dia. – sorrio mostrando minha pulseira.

– Eu podia jurar que eram cristais azuis – diz Bonnie.

– Essa é a intenção. Parecer com cristais. – digo, me virando para ela. – Mas então, ninguém vai me pagar uma bebida? – olho diretamente para Alaric.

Caroline caminha até o tal Tyler e lhe beija. Fazem um casal bonito, até. Mas não são empolgantes.

– Eu pago a bebida, se ninguém se propõe – uma outra voz fala às minhas costas.

– Prefiro beber com o Diabo a beber com você, Damon – Digo seca, virando e encarando seus olhos arrogantes e sarcásticos.

– Eu pago – me viro para trás e o... Matt?! É esse o nome? Bem, o loiro de olhos claros me oferece uma bebida.

– Ah, eu agradeço, mas perdi a vontade de ficar aqui.

–Você não faria falta, mesmo – diz Damon quando passo por ele.

Mas uma vez algumas pessoas do local se viram para me olhar.

Sabe, eu podia me acostumar com os homens olhando para minhas pernas que um dia foram extremamente brancas. Era impossível tomar sol em 1864, aqueles vestidos gigantescos tapavam todo o corpo. E eu também, mal saia às ruas.

– Sophia! – Viro para trás e Caroline corre até mim.

– O que foi? – falo sem ser grossa.

– Pelo visto você também não gosta daquele Salvatore arrogante, pervertido, sarcástico, e...

– Ok, eu entendi. Você o odeia.

– Muito! – Começamos a caminhar juntas.

– Damon está no meu passado e por algum motivo, que suponho seja sexo, ele quer voltar para o meu presente.

– Vocês tiveram um caso? – pergunta surpresa.

– Quando éramos humanos, Damon e eu... Como posso explicar?! Nós não éramos namorados, nossos pais não aceitavam isso. Mas nos encontrávamos às escuras. Fomos uma espécie de amantes.

– Mas não foi nessa época que ele conheceu Katherine?

– Exatamente.

– Ah, meu Deus! Ele te trocou pela Katherine! – Ela gesticula com as mãos enquanto fala.

– E agora está apaixonado outra vez pela namorada do próprio irmão. Os séculos passam e os Salvatore não tomam jeito – falo com descaso.

– Você voltou por causa dele? – Ele me olha.

– Eu nem sabia que estava vivo. Estava procurando um velho amigo, mas Klaus o matou. Se chamava Sam. – faço cara de tristeza, abaixando o olhar.

– Eu sinto muito.

– Acho que Stefan quis reuni-los aqui pra avisar que estou do lado de vocês. Quero Klaus morto o quanto antes – Nossa, eu seria uma ótima atriz.

– Seja bem vinda, então. Todos aqui odeiam aquele narcisista – Fale assim do Klaus de novo e arranco sua cabeça, garota!

– Eu não o conheço pessoalmente, não faço ideia de quem seja.

– Mas chega de falar disso. Não aguento mais! – Ela para alegre em minha frente. – Terá uma festa amanhã à noite, na casa do Tyler. Ele é filho da prefeita.

– Humano? – pergunto.

– Hibrido. – arqueio as sobrancelhas – Klaus o transformou. E agora ele é um soldadinho daquele maldito Original.

– Eu sinto muito. – Não, eu não sinto nada.

Tenho que tomar cuidado quando for à casa de Klaus. Tyler pode me ver – eu penso.

– Mas enfim, que festa é essa? – pergunto curiosa.

– É mais como uma reunião, um leilão para arrecadar fundos. Talvez você queira ir.

Lembro que preciso me enturmar, então pergunto:

– Poderia me ajudar a comprar o vestido?

– Claro! – ela fica mais animada ainda. – Eu teria de fazer isso sozinha, já que Elena não está animada e...

– Ela e Stefan estão brigados, não é?!

– É por causa do Damon – explica a loira.

– Fico fora por uma noite e as coisas mudam completamente. – sorrio, pensando na noite com Klaus.

– Você parece ser legal. Pego você amanha na casa do Stefan, para irmos às compras. – ela fala enquanto se afasta. – A gente se vê.

– Claro – sorrio alegre.

Espera, eu estava sorrindo alegre sem ser falsa? É isso mesmo?!

Por algum motivo estranho Caroline me parecia familiar, me parecia ser muito legal.

– É... talvez nos tornemos amigas, Caroline.

Continuo caminhando em direção a meu carro, mas parece que estou sendo muito requisitada até então.

– Érr... Sophia?!

Me viro, com uma falsa simpatia na cara, e dou de cara com Jeremy. Para ter certeza de que é esse mesmo seu nome...

– Ãh.. Jeremy, não é?!

– Sim – ele se aproxima de mim. Um rapaz bonito. – Então, a Caroline te falou da festa que vai ter aqui?!

– Sim, sim. Ela me falou. – Ok, serei convidada para a festa. Homens! Tão previsíveis.

– Então – ele passa a mão nos cabelos – Já que você é nova na cidade e não deve ter par, talvez possa...

– Eu adoraria te acompanhar, Jeremy. – Sorrio divertida com a situação.

– Ah, ótimo, então. Te pego às oito... Aliás, onde você mora? – ele ri.

– Na casa dos Salvatore. Sabe onde fica? – dou dois passos a sua direção.

– Sim. Sou irmão da Elena, então...

– Ah, claro.

– Então tá – ele sorri e estica a mão pra me cumprimentar.

Ignoro sua mão e dou-lhe um leve beijo na face esquerda.

– Até amanhã, Jeremy.

Quando me viro e começo a caminhar novamente, ele fala:

– Ah, mais um coisa: você é...

– Vampira – sussurro, pois tem gente por perto. Pisco o olho direito e sorrio, tentando passar confiança.

Jeremy acena com a cabeça e faz um caminho oposto ao meu.

As coisas pareciam estar correndo muito bem, mas muito rápidas. E como sou muito desconfiada, passarei a ser mais atenta.

Notas finais
Humm?! Sophia e Jer, numa festa?! Será que teremos a ilustre presença do nosso Original favorito?! O que esperam para o próximo capitulo?!