Love And Hate
32 Strong Ties
Notas iniciais
Em comemoração aos dois meses de fic e mais de 150 reviews, resolvi postar mais um ainda hojeeee!
POV Sophia
Senti um leve calor tomar minha face, mas estava cansada de mais para abrir os olhos. Virei para o outro o lado em busca do corpo de Damon, mas acabei abraçando um travesseiro. Contra minha vontade, abri os olhos e vi que estava sozinha no quarto.
- Damon? – Resmungo para ver se está no quarto.
No travesseiro ao lado, encontro uma bolsa de sangue com um bilhete em cima.
“Bom Dia”. Fazia muito tempo desde que vi a letra de Damon, mas ela continuava igual. Cursiva, perfeita. Acho que todos da nossa época tinham letras assim.
Levantei da cama a procura de minhas roupas e só então lembrei que Damon havia rasgado meu lindo e caro vestido. Avistei sua cueca ao lado da cama e resolvi vesti-la. Fui até a gaveta de o vi tirar uma camisa e peguei uma delas, a vesti, joguei uma água na cara, peguei a bolsa de sangue e desci lentamente os degraus com meu café da manhã industrial em mãos.
POV Damon
- Qual o motivo de toda essa animação logo de manhã? – Pergunta Ric, parado a minha frente.
- O motivo está descendo a escada — Respondo ao ver Sophia caminhando serelepe em minha direção.
- Não sabia que tínhamos visita – Ela para ao ver que Alaric está presente.
- É só o Ric – dou de ombros.
- Bom dia, Soph... – meu amigo perde a palavra ao vê-la praticamente sem roupa.
- Bom dia, senhor Saltzman. – Diz ela sugando o sangue da bolsa que deixei para ela, como quem bebe refrigerante com um canudo. – Bom dia pra você também – se aproxima de mim e me dá um leve selinho.
- Bebe meu sangue, meu whisky, pega meu óculos e agora minha camiseta. Qualquer dia estará usando minhas cuecas também.
- E quem disse que já não estou usando? – Ela levanta a barra da camisa e vejo a cueca que eu usava na noite passada.
- Bem, vou deixa-los sozinhos – Diz Ric também percebendo o clima esquentar na sala.
- Tchau, professor – Ela diz olhando em meus olhos.
- Mais tarde eu ligo pra você, Damon.
Sophia esperou Ric bater a porta e me puxou pela camisa, me fazendo cair por cima dela no sofá.
- Agora me dê um bom dia digno – Me diz sorrindo.
- Um bom dia digno?! – Apoio minha mão no sofá, ao lado de sua cabeça.
- É – sussurra aproximando sua boca da minha.
Sophia prende minha cintura entre suas pernas e me beija de um modo doce. Por puro impulso começo a abrir sua camisa, que na verdade é minha, mas ela segura minhas mãos.
- Muito cedo pra isso não acha, Salvatore?
- Achei que era isso que você queria – me ajoelho entre suas pernas e a olho nos olhos.
- Até quero – se ajoelha em minha frente e passa a mão em meus cabelos – Mas se começarmos de novo, passaremos o dia nisso. E as pessoas dariam nossa falta. Ficariam preocupadas – desce dando leves beijos em meu pescoço. – E acabariam nos encontrando em posições constrangedoras, não acha? – sussurra em meu ouvido.
- Você é bipolar ou só louca mesmo?
- Por quê? – ela ri divertida.
- Há pouco tempo atrás você queria me matar. E agora isso?
- Merecíamos um final de noite melhor do aquilo que teríamos ontem.
- Então foi por pena? – Me levanto do sofá e ela cai sentada.
- Não sou o tipo de mulher que transa por pena.- Se aproxima de mim. – Acha mesmo que eu me prestaria a te render três, veja bem, três orgasmos numa mesma noite, por pena?
- Tem razão.
- Eu vou subir. Infelizmente não posso passar o resto do dia deitada com você, vestindo sua larga e confortável cueca. – Ela me dá outro leve beijo nos lábios e isso me deixa intrigado.
- Depois que se arrumar, quero te levar a um lugar.
- Aonde? – pergunta curiosa.
- Surpresa.
POV Sophia
Damon não parecia muito alegre, não tanto quando eu. Rapidamente tomei meu banho, me arrumei – http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=95358456 – e voltei para encontra-lo.
- Vamos?
- Vamos.
Achei que iríamos de carro, mas saímos andando e Damon deixou a chave do automóvel em cima da mesinha.
- Então. Posso saber onde quer me levar? – Pergunto divertida, mas vejo um tom de tristeza no olhar dele. – O que houve, Damon?
- É o Ric.
- O que tem ele? Eu interrompi alguma coisa quando cheguei?
- Não, não foi você. Sabe o anel que ele usa? – ele me olha.
- Sim. O que engana a morte?
- Sim. Por ter morrido muitas vezes, Ric criou um alter ego. Um ater ego que mata qualquer um que esteja a sua frente.
- Ele tentou matar você? Stefan? – Pergunto o olhando.
- Elena.
Ah, claro! Elena. Sempre a Elena. Sinceramente, ele devia ter terminado o serviço.
- Não tem um modo de impedir de que esse outro Ric tome as rédeas do corpo dele?
- Não. Quer dizer, Bonnie fez algumas ervas e deu a ele. Mas não acredito que vá funcionar.
- Então essas mortes misteriosas que aconteceram na última semana...
- Sim, foi o Ric. Ele tentou matar até Meredith Fell. E olha que eles estavam até se divertindo juntos.
- E por que me trouxe para caminhar no meio da floresta, numa manhã cinza? – o sol e o céu azul haviam sumido de Mystic Falls.
- Quero que fique de olho no Ric pra mim, enquanto eu estiver fora.
- Pra onde você vai? – eu paro, ele dá mais dois passos e se vira para mim.
-Você não sabe, mas o Jeremy foi pra Denver. Vou levar Elena até lá e...
- Resolveu me contar que vai viajar com a Elena logo depois que transamos?
- Achei que você estaria mais calma.
- E por que o Stefan não vai?
- Você pode ficar de olho no Alaric? Por mim. – Ele se aproxima de mim, deixando seu rosto próximo ao meu.
- Não. Por você não. Pelo Ric.
- Obrigado.
- Por que Stefan não vai com ela?
- Sabe como eles estão.
- Sei que vi você levando um fora da Elena no baile ontem à noite. E mesmo assim você continua fazendo tudo por ela.
- É mais forte que eu, Sophia.
- Você a ama, eu sei. Mas e se ela não te amar, Damon? E se ela escolher seu irmão no final de tudo isso? O que você vai fazer?
- Não sei.
Sinto o ar denso entre nós dois, enquanto voltamos a caminhar, um ao lado do outro.
Maldita humanidade que começa a apontar em mim quando estou com Damon.
- Bem, chegamos. – ele para e eu faço o mesmo.
Olho em volta e tento entender porque ele me levou àquele lugar. Havia um banco de pedra tomado por ervas daninhas e muitas árvores, algumas mortas, outras vivas.
- Bem... Aonde chegamos?
- Tem certeza que não lembra? – nego com a cabeça. – Tente imaginar esse local com uma grama verde, altas roseiras... Você, eu...
- Há meu Deus! – Levo as mãos à boca, tamanho meu espanto. – É o meu jardim! Onde nos encontrávamos!
- Achei que gostaria de vir aqui. – Ele senta no antigo banco que muitas vezes foi palco de nossos beijos.
- Eu fui feliz aqui, Damon. É uma pena que eu não consiga mais sentir a mesma coisa por você.
- Eu me sentiria melhor se amasse você em vez de amar a Elena, mas...
- A gente não escolhe por quem se apaixona. – Me afasto dele olhando para frente, onde ficava minha casa. — Mas desconfio que se eu pudesse escolher por quem me apaixonar, ainda seria por você.
Damon levanta e para ao meu lado.
- Foi real, não foi?
- Foi. Foi muito real, Damon.
Olho para baixo segurando a vontade que tenho de beijá-lo.
- Ainda posso sentir o calor do fogo tomando a casa – Digo a ele, que me olha curioso.
- E sua irmã?
- Saí da vida dela.
- Lembro de quando você a perdeu no parque. Quase entrou em desespero.
- Quase?! – falo rindo, ao lembrar- me do episódio. – E pirei mais ainda quando você também sumiu do meu lado. Obrigada por ter me ajudado a encontrar Antônia.
- Ela morreu no incêndio também?
- Não. Eu a tirei de lá antes, mas... Eu a enterrei, Damon. Não sei se já contei sobre o que fiz por ela...
- Não, não me contou,
Nos sentamos no banco, um ao lado do outro.
- Fiz ela me esquecer, esquecer-se do nosso pai... De tudo que viveu como uma Engerhoff.
- Eu sinto muito – ele me olha.
- Mas a dor pior foi quando a vi a beira da morte, sem marido, sem filhos, sem mim.
FLASHBACK ON
Lá estava ela, velhinha, sentada em sua cadeira de balanço. Totalmente sozinha em sua casa.
Pedi para que me deixasse entrar e ela parecia saber quem eu era.
- Senti tanto a sua falta – meus olhos enchem-se de lágrimas.
- Eu também, minha irmã – ela diz após uma lágrima correr sobre sua bochecha.
- Você lembra de mim, Antônia? – seguro em suas frias mãos.
- É claro que sim, Sophia.
- Mas eu...
- Nosso pai nos dava verbena sem que soubéssemos. – Ela passa a mão em meu rosto. — Você continua tão linda.
- Você também foi uma linda mulher, tenho certeza disso!
- Mas agora estou aqui, sozinha, sem ninguém.
- Por que não se casou?
- Nossa linhagem deveria ter terminado naquela noite. Eu preferi não prosseguir com essa família.
- Você é a única coisa boa dessa família, meu amor!
- Por que você voltou? – sinto sua voz fraca.
- Temos uma ligação muito forte, Antônia. Senti um forte aperto no peito e sua imagem me veio à cabeça. Eu sabia que ainda estava em Mystic Falls.
- Eu estou morrendo, Sophia. Estou velha de mais. A vida é assim. Você nasce, cresce e morre.
Senti uma dor insuportável tomar meu peito e as lágrimas simplesmente jorravam de meus olhos. Esse seria o curso natural da vida. E eu o queria tanto agora. Queria não ter que ver minha irmã mais nova velha, morrendo.
- Eu amo você, minha irmã. Jamais se esqueça disso – ela segura minha mão novamente.
- Me desculpa, Antônia, por ter quisto que você esquecesse de tudo. – Ela assente com a cabeça. – E o que vou fazer agora, é a minha forma de pedir perdão. – Seguro cuidadosamente sua cabeça com ambas as mãos e digo, olhando em seus olhos: — Quando você morrer, você irá para um lugar melhor, se lembrará de todas as coisas boas que viveu e esquecerá definitivamente de mim enquanto estiver viva. Pensará que teve filhos e netos lindos, e que está sozinha por escolha própria. Pensará que teve uma vida maravilhosa. Espero que viva mais algum tempo ainda, minha irmã – Vi suas pupilas se dilatarem e voltarem ao tamanho normal.
Fechei os olhos chorando feito uma criança. Minha humanidade havia voltado, eu podia me sentir triste, eu me importava.
Minha ligação com Antônia era mais forte que qualquer coisa e eu faria de tudo para fazê-la feliz. Mesmo que isso me destruísse por dentro. Porque é isso que fazem os irmãos mais velhos. Dão a vida por seus maninhos.
Quando finalmente abri os olhos, Antônia estava sorrindo, mas com os olhos fechados em uma expressão serena.
- Antônia. – A chamei. – Acorda. Acorda. – sacudi seu braço. – Acorda – gritei chorando.
Eu sabia que ela nunca mais acordaria.
FLASHBACK OFF
- Acredito até hoje esse tenha sido o castigo por eu matar meu próprio pai.
- Quase posso sentir o quanto isso doeu em você.
- Então, Damon, faça o que quiser. Mas não perca seu irmão por isso. Não ponha em risco essa amizade, essa ligação que vocês têm, por nada. – Seguro sua mão. – Nem por ninguém.
Olhei para ele e seus olhos estavam brilhando. Damon estava quase chorando... E eu também. Eu estava muito, mas muito perto da minha humanidade. Damon me abraçou e apenas se limitou a dizer:
- Senti sua falta, Sophia.
Notas finais
Espero que também tenham gostado, mas preciso avisar que amanhã não postarei. E que o próximo capitulo não será tão fofo/meloso.
Big Beijooos
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