Love And Hate

37 I Want You To Stay


Notas iniciais
"Ohhh the reason I hold on
Ohhh 'cause I need this hole gone
Funny you're the broken one
But I'm the only one who needed saving"
- http://www.vagalume.com.br/rihanna/stay-feat-mikky-ekko-traducao.html
Boa leitura.....

POV NEUTRO

Após Damon subir para seu quarto, Elena foi atrás dele. Stefan, Bonnie, Matt, Caroline e Sophia tiraram os corpos da sala e os levaram para a rua.

Sophia jogou álcool nos corpos amontoados e Stefan ateou fogo.

– Sabe... Eu não queria ter sido grossa com você hoje mais cedo – Sophia disse parada ao lado de Caroline, enquanto as duas viam os corpos queimarem.

– Acho que eu exagerei um pouco também. A vida é sua, você dorme com quem quiser.

Bonnie puxou Matt e Stefan percebendo que as duas precisavam conversar sozinhas. Sophia continuou:

– Sei que você não gosta do Damon, meio mundo deve odiá-lo, mas...

– Mas eu tenho que respeitar o que você sente por ele. – Caroline a interrompe.

– Não sinto nada por ele. Só quero que você não pire toda vez que eu transar com ele, porque isso vai se repetir – Sophia a olha. – Ele é incrível na cama!

– Sophia, você sente algo pelo Damon. E seria estranho se não sentisse. Vocês tiveram uma história juntos.

– Tivemos. No passado. A história dele agora é outra. É com a Elena.

– Não. – Caroline protesta. – A história do Stefan é com a Elena.

– Sabe, às vezes penso que o Stefan é bom de mais pra Elena. Não acho que ela o mereça.

Quando Caroline olha pro lado e pensa em responder, Sophia já não está mais ali. A loira revira os olhos e deixa os corpos queimando nos fundos da casa dos Salvatore enquanto vai embora.

No quarto de Damon...

– Só quero que me prometa que não fará nenhuma besteira – diz Elena a Damon, que segura um copo vazio onde continha seu bom e velho whisky.

– Eu só faço besteira, Elena. Não posso prometer o contrário, porque é assim que eu sou. – Diz ele já alterado.

– Não, você não é assim! Você é bom, Damon!

– Só com você. – a voz dele se abrange. – E com a Sophia.

– Já é um começo. – Elena passa a mãe no rosto dele.

– Não, não é um começo. É só você se iludindo – Sophia aparece á porta. – Se você muda-lo, não estará se apaixonando por ele, Elena. E sim pelo Damon que você criou. E isso é errado. — Ela caminha até os dois, e Damon tira a mão de Elena de seu rosto.

– O que houve? – Pergunta Damon se servindo de outra dose de whisky.

– Só vim ver se você continuava puto por não poder matar o Klaus, mas já vi que foi amparado por outra pessoa.

– Eu já vou, Damon – Diz Elena fingindo não se importar com a presença de Sophia ali.

– Tudo bem. – Ele diz, sorrindo forçado com os lábios.

Após se certificar que Elena já havia saído, Sophia fechou a porta e se virou para Damon.

– Não quero te fazer escolher – diz se encostando na porta.

– Leu meus pensamentos outra vez? – ele senta na cama, com a cara emburrada.

– Não. Não preciso ler seus pensamentos pra saber o que se passa aí dentro. – Ela caminha até ele e se senta ao seu lado. – Sabe o sonho que te falei... Então, você estava exatamente assim e por isso eu propus que tentássemos de novo.

– E por que fez isso?

– Não gosto de ver você com essa cara por causa da Elena. Desculpa pelo que vou dizer, mas ela não merece o que você sente por ela, Damon.

POV SOPHIA

– Talvez eu não mereça o que ela sente por mim – diz ele, bebendo o resto do whisky do copo.

– Aí é que tá. Ela não sente. A única coisa real que a Elena sente é dúvida! – me jogo pra trás em sua cama, e fico encarando o teto. – Sabe que se escolher um, perde o outro. E ela segue escolhendo o Stefan porque sabe que você não vai deixa-la, que você não vai embora. E só assim ela pode ter os dois.

– Você fala como se fosse fácil, como se entendesse o que eu sinto, Sophia! Mas você não entende! Ninguém entende.

– Nunca diga que eu não entendo! – puxo-o pela camisa, o fazendo deitar ao meu lado.

– Então me diz o que você vê, o que você entende de tudo isso!

– Bem, você a ama, mas também ama seu irmão. Não quer de jeito nenhum os perder e faria de tudo para ver Stefan feliz. Mas tanto você quanto ele não enxergam que estão infelizes à espera da decisão da Elena. E sabe o que eu acho? Ela nunca vai se decidir.

– E eu? E eu vou me decidir?

– Sobre o que?

– Sobre você, Sophia. — Damon vira o rosto pro lado e fixa seus olhos nos meus. — Às vezes tenho vontade de te matar, mas às vezes... Tem horas que você parece a mesma Sophia por quem me apaixonei.

– A mesma Sophia que você iludiu, mentiu, se aproveitou?! Ah, com certeza não! – Volto a olhar para o teto.

– Eu me aproveitei de você?! Há, essa é boa! – Ele senta na cama e me encara. – Quem apareceu na minha porta no meio da madrugada? –. ele aumenta o tom.

– Quem me levou pra um galpão imundo e escuro?! – começo a falar mais alto que ele

– Quem disse que nada disso importava se tivesse a mim?! – ele diz, já meio irritado.

– Quem disse que estava apaixonado por mim?! Quem mentiu sobre ter sido hipnotizado pela Katherine? Quem é o idiota da história que comete o mesmo erro 150 anos depois?! VOCÊ, DAMON! VOCÊ! – Grito e sinto algo trancar em minha garganta e só então vejo que estou prestes a chorar. – Katherine me contou tudo.

– Eu ia contar.

– Quando? Quando a Elena escolhesse o Stefan e você não tivesse opção melhor que eu?

– Eu não quis te falar isso logo de cara porque eu sabia que você iria embora. – ele para à minha frente, segurando meu braço.


– Não quer eu vá embora?

– É claro que não – sinto essas palavras como uma súplica para que eu fique. Definitivamente.

– Eu não quero ir, Damon. Não quero.

E pela primeira vez desde que voltei, eu digo uma verdade. E não era por causa do Klaus que eu queria ficar. Inacreditavelmente, era por causa do Damon.

– Então fica... – ele leva a mão ao meu rosto – Fica comigo essa noite? – Seus olhar e sua palavras me fizeram derreter ali parada.

– Fico – sussurro atônita e o puxo para beijá-lo.

Damon me abraça e me sinto confortável em seus fortes braços. Seus lábios se encaixam perfeitamente aos meus, assim como nossos corpos. Entrelaço meus dedos em seu cabelo e Damon me deita gentilmente na cama, deitando por cima de mim. Não será como na noite do baile.

Será como a primeira vez.

Continuamos com o doce e lento beijo, onde nossas línguas se acariciam sem pressa alguma. Tiro sua camisa, e ele volta a me beijar; parece que precisa disso, que precisa de mim. Mas sou eu quem precisa dele.

Damon tira minha blusa e passa a mão por meu corpo, como se já não o conhecesse. Não me canso de ver o quão intenso é seu olhar quando está comigo. Desce dando beijos por minha barriga, desabotoa minha calça e a puxa, enquanto o ajudo a tira-la.

Me sinto vulnerável nos braços dele. Damon volta beijando todo meu corpo, e isso me faz rir. Sua barba rala me faz cócegas.

– Você não mudou muita coisa desde a primeira vez – me beija sorrindo.

– Se você diz... – passo meu nariz por seu pescoço, me embriagando com seu perfume que, acredite, ainda é o mesmo.

Empurro-o na cama, sem precisar fazer muita força. Passo minha mão por seu peito e ele sobe com seus ágeis dedos para meu sutiã, e logo o tira. Sinto seu membro crescendo abaixo de mim.

Abro o zíper de seu jeans e o empurro com os pés até saía por completo.

Mas sinto que naquele momento ficarmos nus não é o que realmente importa. É como se os beijos fossem as coisas mais excitantes que podíamos ter. Damon não queria nem por um segundo desgrudar seus lábios dos meus.

Pela primeira vez eu não me sentia uma vadia na cama de alguém.

Suas mãos passeiam por minhas costas, me apertando contra seu peito. Damon volta a me deixar por baixo dele e faz uma trilha de beijos até meus seios, já conhecidos seus, e os suga rapidamente, continuando o caminho até retirar minha calcinha. Pronto. Mais uma vez nua em sua cama, em seus braços.

Mas é assim que me sinto bem.

Ele volta com a mesma pressa de sempre para meus lábios e me beija afoito, como se meu beijo fosse o sangue que o mantem vivo.

Meus seios são esmagados contra seu forte peito, enquanto tiro sua cueca da mesma forma que tirei as calças. Abraço seu quadril com as pernas e sinto Damon me penetrar de vagar, sem pressa para começar.

Lentamente movíamos nossos quadris no mesmo ritmo, com leves gemidos entrecortados por beijos e alguns sorrisos bobos que insistiam em escapar de nossos lábios.

Damon apoia as mãos no vão entre meus braços e meu corpo, enquanto seguro em suas costas, sentindo seus músculos se movendo.

Ele deita na cama e me puxa consigo, me deixando por cima de seu corpo. Damon joga a cabeça para trás e aproveito para descer beijando seu maxilar, pescoço, voltando até o lóbulo de sua orelha e o mordendo de leve, dando um puxãozinho. Ouço-o gemer e sinto que aperta minha coxa.

Seguro suas mãos ao alto de sua cabeça, entrelaçando nossos dedos. Ele aperta firme minhas mãos e entendo isso como um pedido para acelerar o processo. Começo a subir e descer sobre seu membro, que sinto latejar dentro de mim, me deixando louca, e Damon revira os olhos.

Volto a beijar sua boca, mas dessa vez com um pouco mais de agressividade. Damon se solta de minhas mãos e rapidamente abraça minha cintura, voltando a me deitar na cama.

– Indeciso você, não?! – sussurro em seu ouvido, enquanto afago sua nunca.

– Você me deixa assim – me beija suave, mas aumenta as estocadas, me fazendo segurar em seu braço.

Meu coração começa a disparar e sinto minhas pernas estremecendo. Está chegando. Damon pelo jeito também percebe isso e volta a diminuir o ritmo, prolongando o prazer. Mas ela é inevitável e chega pra nós dois ao mesmo tempo. Gememos um tanto baixo, um tanto sexy.

Damon dá mais três estocadas firmes e deixa o peso de seu corpo cair sobre mim. Passo a mão em seu rosto, tirando o cabelo da frente e o beijo, suavemente, abraçando-o.

– Você é pesado – sussurro ainda de olhos fechados.

– Eu sei – sussurra de volta. – Mas é quentinho aqui dentro. – Obviamente se referia a seu membro.

Empurro Damon e ele cai ao meu lado, parecendo satisfeito. Olho para ele e sorrimos juntos. Ele me puxa para perto de si e me aconchego em seu peito. Seu corpo parece ter um encaixe perfeito para o meu.

Olho para cima e o vejo sorrindo, com seus olhos azuis extremamente brilhantes. Só então percebo que aquele brilho não estava ali enquanto ele falava com Elena. Mas sempre aparecia quando estava comigo.

Beijos seu peito e o abraço, enquanto ele puxa o lençol sobre nós.

– Boa noite, Damon. – me limito a sussurrar.

– Boa noite – ele beija meu cabelo.



“Não tenho muita certeza de como me sentir quanto a isso/ Algo no seu jeito de se mexer/ Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você/ Isso me leva do começo ao fim/ Quero que você fique”.

– Rihanna (Stay)


Notas finais
Capítulo meloso/romântico/fofo/clichê de mais, eu sei. Mas até gostei de escrever, viu... E vocês, gostaram?
Hey, estou com quase 200 reviews, me ajudam a passar essa marca ainda nesse capítulo?
Beijos, obrigada por comentarem sempre.