Love And Hate
39 Hello, Lover!
Notas iniciais
POV SOPHIA
Assim que saí de casa fui falar com Caroline. Eu precisava falar com alguém sobre o que aconteceu.
– Você e Damon... Transaram de novo? – percebi que ela tentava fortemente manter a calma, após eu ter lhe contado.
– Sim. – me sento em sua cama. – Mas foi diferente de tudo que eu já fiz com outro homem. Damon não foi bruto, não agiu como esse Damon que vocês conhecem. Agiu como o Damon que eu conheci. Não foi...
– Não foi sexo. – ela me olha com ar óbvio e um quase sorriso nos lábios. – Vocês fizeram amor.
– Não. Pra isso nós precisamos nos amar e bem sabemos que ele ama a Elena e eu não o amo mais. Isso não passa de excitação e culpa, Caroline.
– Culpa? – ela senta numa cadeira, à minha frente.
– Sim. Eu tenho tesão e rancor e ele tem culpa. Somos previsíveis nesse ponto. E bem parecidos.
– Bem, não me agrada nada você estar indo pra cama com ele, mas se não tem outro jeito... Faça o que tem que fazer. – ela sorri.
– O Damon não é esse ser abominável e detestável que você vê. Ele é, mas não é só isso. – rio fraco.
– E o que ele é, então?
– O que toda garota sonha em ter: protetor, atencioso, sexy, divertido, perigoso. Todas, mesmo que por pouco tempo, ansiamos por isso. Você mesma já foi pra cama com ele – aponto para ela com a mão.
– Mas me arrependo!
– Mesmo? Via dizer que não gostou nenhum pouquinho? – pergunta meio safada.
– Ele me sugava, eu era o lanchinho dele!
– Estou me referindo ao sexo, Caroline! Se você disser que não gostou, juro que te interno numa clínica psiquiátrica! – ela ri e isso acaba me contagiando.
POV NEUTRO
Damon descia as escadas, pretendendo ir ao Grill, quando Rebekah apareceu a sua frente.
– Olá, amor! – disse sorrindo e enfiou uma faca na by Text-Enhance\">barriga do outro, sem tempo para uma resposta.
POV DAMON
Rebekah me arrastou até sua casa e lá me pendurou pelos pulsos, com armadilhas para ursos. Sim, ela é louca.
– Encontrei na floresta – disse fechando o que seria a armadilha, fincando as pontas em minha pele. – Que tipo de monstro prenderia um pobre animal indefeso?
– Preciso admitir... Mesmo pra mim. É um pouco bizarro – falei.
– Você fingiu estar interessado em mim – disse pegando uma faca. – E dormiu comigo para roubar meus pensamentos. Desde então tenho estado incessantemente atrás do troco – Rebekah caminhava em volta do meu corpo pendurado. – Então decidi sangrar a verbena do seu corpo. – Parou na minha frente, rasgando minha camisa.
Rebekah forçou o fio da faca em meu peito, me fazendo sangrar e gemer fraco de dor.
– Quer me hipnotizar a ser seu namorado? – perguntei sarcástico, sorrindo.
– Na verdade, prefiro fazer com que mate seu irmão. Ou Elena. Ou Sophia. – Sorrio vitoriosa. — Mas como vampiros se curam rápido, sangra-lo pode demorar. Seria melhor usarmos as artérias principais — Falou e logo fez um corte em meu pescoço, me fazendo sentir uma dor um tanto incômoda.
– Bem, veja só o que pegou – Como se um original já não fosse o suficiente, agora Klaus. – Se quer sangrar a verbena dele, não seria mais fácil de ponta-cabeça? – O desgraçado sorria, com as mãos atrás do corpo.
– Sou perfeitamente capaz de causar dor, obrigada – respondeu Rebekah.
– Perdão. Não que eu tenha experiência nisso – respondeu o híbrido. Cadê o Stefan com uma estaca nessas horas?
– Sabe, por que não vai cuidar da sua duplicata, ou da sua vadiazinha?! – disse Rebekah.
Klaus riu fraco e deixou a sala. Pelo essa parte da tortura – discussão familiar – já terminou.
– Bem, onde estávamos? – ela se vira para mim novamente.
[...]
Eu estava fraco, cansado. Mas ouvi passos se aproximando e levantei a cabeça para ver quem era. Pensei que fosse Rebekah, talvez quisesse continuar a tortura. Mas era Elena.
– O que faz aqui? – perguntei. – Rebekah vai mata-la. – eu já não tinha forçar sequer para falar.
– Então apresse-se. Diga-me o que fazer — ela olhava apavorada para minhas mãos presas.
Olhei para as armadilhas em meus pulsos, e disse:
– Abra-os. Com cuidado.
Assim que ela soltou o primeiro, cai sobre seu corpo e ela logo soltou o segundo. A dor ainda era maior que o alívio de estar solto. Com um braço em volta de seu pescoço, eu me arrastava, ou melhor, Elena me arrastava pelos corredores daquela casa.
– Vamos, precisamos continuar, Damon – ela disse quando parei para me apoiar na parede.
– Preciso de um minuto – falei após dar dois passos e cair de joelhos no chão.
– Não. Olhe pra mim, olhe! – ela segurou minha cabeça.
– Não seja idiota, Elena.
– Não vou abandoná-lo. – ela disse com firmeza.
Eu já não via nada, apenas escutava voz dela cada vez mais distante.
– Não. Damon, beba. – ela colocou seu pulso colado a minha boca.
Abri os olhos fiquei pensando se devia mesmo fazer aquilo. Elena me olhava, me dando permissão para mordê-la. E o fiz. Estava fraco e faminto. Quando soltei seu braço, Elena começou a aproximar sua boca da minha, mas quando fui beijá-la, tudo ficou escuro e ao piscar os olhos, dei de cara com Rebekah novamente.
– Sua vadia – falei ao perceber que foi tudo um “sonho” que ela criou.
– Não é legal quando mexem com seus pensamentos, não é? – perguntou caminhando a minha volta.
– Na verdade eu estava me divertindo bastante – respondo.
– Bem, espero que tenha sido melhor com Elena do que foi comigo.
– Ah, qual é... Não posso tê-la machucado assim. Não pensou que eu gostasse mesmo de você, pensou?! – falei e ela me olhou como se sua resposta fosse sim. – Eu entendo. Se Klaus mandasse em mim por mil anos, eu provavelmente estaria louco por atenção também.
Mesmo nessas horas eu mantinha meu sarcasmo e meu sorriso convencido. Mas isso não durou por muito tempo, pois Rebekah se aproximou de mim, enfiando a faca na lateral da minha barriga a girando dentro de mim.
– Aaahh – gritei de dor.
POV SOPHIA
– Alguém falou com Damon essa manhã? – perguntei a Stefan e Elena assim que cheguei em casa.
– Achei que ele tivesse passado a noite com você. – disse Elena.
– E passou. Mas isso não significa que coloquei um rastreador nele para saber onde ele vai. – respondi indo até o whisky. – Acontece que ele foi se encontrar com Rebekah, e convenhamos, ela tem motivos para querer se vingar.
– Você acha que...
– Stefan, já liguei três vezes pro seu irmão e ele não me atende. – Falei bebendo um gole do whisky. – Isso não é normal.
– Eu vou tentar. – diz Elena.
– E o que te faz pensar que você ele vai atender? Meu bem, nós transamos á noite passada – digo dando-lhes as costas. Mas o toque do celular de Stefan me fez parar e voltar.
– Klaus – disse ele ao atender. – O que você quer?
– Olá pra você também, Stefan! – uso da audição de vampira para ouvir os dois lados da conversa. – Por acaso você sabe onde está seu amado irmão? – me aproximo de Stefan, que me olha preocupado.
– Não. Você sabe?
– Sim, ele está na minha frente pendurado pelos braços enquanto minha irmãzinha o tortura. Acho que ele magoou os sentimentos dela. – O sarcasmo do Klaus às vezes me irrita tanto quanto o do Damon.
– E está ligando só para nos avisar? – Stefan estava frio.
– Não. Quero negociar. Seu irmão... Pelas estacas. Você tem cinco minutos, Stefan – disse e desligou.
– O que ele disse? – perguntou Elena.
– Damon pelas estacas. – respondi encarando Stefan. – O que está esperando? Vá buscar as estacas! – falei.
– Daremos outro jeito, Sophia.
– Não, não daremos! Cinco minutos, Stefan. O Klaus é homem de palavra.
– Daremos outro jeito. – ele repete.
Naquele momento duas coisas gritavam dentro de mim: salvar o homem com quem transei na noite passada e entregar as estacas do carvalho branco ao Klaus.
Depois de três minutos – sim, eu estava contando o tempo – Alaric apareceu também na mansão. Bela hora para quererem formar um plano. Estava me aproximando deles quando vi uma bolsa no chão com as estacas dentro. As estacas.
“Traga-me as estacas. E logo”. A voz daquele híbrido arrogante pairava em minha mente. “Traga-me as estacas”. Sem que os outros vissem, peguei a sacola e estava quase na porta quando Elena pareceu ao meu lado.
– Stefan falou que daria um jeito. Fugir sorrateiramente é a sua ideia, Sophia?
– Estou indo fazer o Damon esperava que você ou o irmão dele fizessem. – falei batendo a porta, tendo certeza de que ela contaria tudo ao Stefan.
Assim que cheguei à casa de Klaus usei minha audição para encontrar Damon. Eu só não esperava encontra-lo naquele estado.
– Céus, o que fizeram com você?! – falei e ele finalmente levantou o olhar para mim.
– Sophia?
– Sei que não esperava por mim. – me aproximei dele. – Vou tirá-lo daqui.
– Ora, ora... Temos uma heroína! – disse Rebekah se aproximando.
Ao me virar vi que Klaus estava ao seu lado.
– Você?! – ele diz surpreso. – Não esperava que me traísse.
– Não traí. – Atirei a bolsa em seus pés. – Suas estacas. Faça bom proveito.
Damon me olhava confuso pelo que acabou de ouvir.
– O que está fazendo? – perguntou Damon.
– Te salvando – respondi.
– Não, ela está obedecendo ao Klaus. – disse Rebekah cruzando os braços.
– Quê?
– Nada, Damon. Eu explico depois. – Olhei para Klaus – Suas oito estacas em troca do Damon. Esse era seu acordo com Stefan. Mas enquanto ele pensa em uma jogada de mestre, eu aceito o acordo.
– E como sei que não há mais estacas? – ele perguntou.
– Porque não há – respondi, sem nem saber quantas estacas tinham sido feitas, mas sabia que faltava uma na sacola, que estava comigo.
– Vamos nos certificar. – Klaus passou por mim e foi até Damon – Saia.
– Não. – ele respondeu.
– Vamos... Saia – repetiu Klaus.
– Nik, ele é meu brinquedo. Não seu – resmungou Rebekah.
Klaus apertou firme o pescoço de Damon, fazendo-o olhar em seus olhos.
– Eu disse: saia.
Assim que Klaus soltou o pescoço dele, Damon olhou em meus olhos e forçou o máximo que podia seus pulsos para se soltar. Mas ele nunca conseguiria fazer aquilo sem... Sem arrancar os pulsos. Enquanto isso Klaus sorria alegre e debochado para mim, eu olhava apavorada para Damon que gemia alto de dor, fazendo uma careta nada engraçada enquanto puxava as mãos.
– Ok, pare. Pare antes que se machuque. – Klaus estava se divertindo com aquilo. – Vejo que finalmente ele pode ser hipnotizado. – voltou a segurar o pescoço de Damon. – Agora me diga. Tirando a usada em Finn, há quantas outras estacas que podem me matar?
– Onze. – Damon respondeu.
– Onze. Mesmo?! – perguntou Klaus já mais alterado – Então não são oito. – me olhou.
– Não deveria ter mentindo. – Disse Rebekah virando a cabeça para mim.
– Trarei as outras três depois – falei, com medo do que Klaus poderia fazer.
– Seria bom – falou Klaus com as mãos atrás do corpo. – Ou como você mentiu, talvez eu force seu amigo, ou melhor, namorado a mastigar a própria língua.
– O que há com você? – perguntei não reconhecendo meu tom de voz alterado com Klaus.
– O que há com você?! – ele grita. – Você deveria fazer as coisas para mim, deveria estar do meu lado não do lado deles! – seus gritos me fizeram recuar, mas não a abaixar a cabeça. – Minha compulsão já não funciona em você como antes, não é?!
– Do que ele está falando, Sophia?! – perguntou Damon me olhando confuso.
– Sua Sophia, Damon querido, está do lado do Klaus. Do nosso lado. Ela enganou todos vocês esse tempo todo – falou Rebekah e tudo que eu fiz foi engolir seco.
– Isso é verdade? – perguntou Damon.
– Não – minha vontade era dizer sim.
– Ela não passa de uma vadia, Damon. Ela dorme com você num dia e com meu irmão no outro.
– Já chega – falei tirando a estava de dentro da minha jaqueta e imprensando Rebekah na parede.
– Abaixe isso ou os dois morrerão. – Disse Klaus.
Rebekah não fazia esforço nenhum para me repelir, apenas me olhava com desprezo.
Abaixei a estaca e me afastei dela. Klaus pegou a estaca da minha mão e disse:
– Agora só preciso das outras duas – sorriu.
– Isso é ridículo – falou Rebekah indo até Damon e o soltando abruptamente.
– O que está fazendo? falou Klaus.
– Eu o trouxe aqui, posso libertá-lo. – deu de ombros. – Agora eu faço as regras. – olhou para mim. – Traga-nos as estacas e sobreviverão. – olhou para Damon que estava ajoelhado no chão, sem forças. – Leve seu amigo como sinal de boa fé. – pegou a bolsa com as estacas e saiu da sala.
Klaus me olhou e abriu os braços.
– Traga-nos as estacas. Todas elas. Ou travarei uma guerra contra você e seus novos amigos, minha doce Sophia. – caminhou até mim e sussurrou: — Espero estar sendo claro.
Após ficar sozinha com Damon na sala, me senti imunda. Me aproximei dele e me ajoelhei em sua frente. Aproveitei que estava sem verbena, segurei sua cabeça a falei, olhando em seus olhos:
– Apenas esqueça o que Rebekah e Klaus falaram sobre mim. Não é desse jeito que quero que descubra, certo?
– Certo. – disse concordando com a cabeça.
– Ok, vamos tirá-lo daqui. – sorri tentando não me sentir um lixo.
Tentando não sentir
Notas finais
Espero que tenham gostado e MissBieber, obrigada por ter encomendado pra mim as assinaturas.
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