Love And Hate
45 Heart In Hand
Notas iniciais
Temos Gaúchos aqui? Porque hoje é feriado no RS, "Anversário" da Revolução Farroupilha! Eu adoraria saber que temos gaúchas(os) por aqui!!
Boa Leitua
POV SOPHIA
Minha conversa com Caroline rendeu apenas para eu me remoer mais de culpa no futuro. Mesmo que eu não quisesse, eu iria magoá-la. E muito.
Fui direto para a mansão Mikaelson. Era a hora de enfrentar o monstro de frente, sem medo.
- Espero que tenha vindo me entregar a estaca. O prazo de vocês está acabando – disse Klaus assim que entrei em sua casa.
- Foda-se sua estaca! Precisamos conversar. – Altero minha voz, mais até do que queria.
- Sou eu quem dá as cartas nesse jogo, sweetie. Então não ouse gritar comigo. Tenho sido muito paciente com você, não acha?
Não sei como, mas eu estava com raiva do Klaus. Decidi ir direto ao ponto.
- Você dormia com a minha mãe. Você sabia esse tempo todo que ela estava viva e não foi capaz de me contar, Niklaus? – senti meus olhos sendo tomados por lágrimas. Mas eu seria forte e não as derramaria.
- Como soube? – Ele inclinou a cabeço pro lado, e falou como se fosse uma conversa totalmente normal.
- Ela apareceu na casa dos Salvatore atrás de mim, disse que você a transformou... Ela me contou tudo, Klaus. Até você mentiu pra mim?
Meus pais, Damon, Klaus... Todos em que eu confiava cegamente mentiram pra mim. Mas que sou eu para julgar?
- Eu não me menti para você, Sophia. Eu apenas fiz o favor de não revelar que sua mãe te abandonou.
- E desde quando você se importa com o que eu sinto, Klaus? – gritei.
Klaus fechou os olhos e respirou fundo. Eu estava o irritando e isso era muito visível. Ele detestava gritos, eu também. Mas eu tinha que pôr aquilo pra fora, ou morreria sufocada.
- Eu estou com nojo de você, Niklaus! Como pode me levar pra cama sabendo que sou filha de uma mulher com quem você teve um caso? Como pode ser tão baixo, tão sujo?! – Após cuspir as palavras em sua cara, só senti sua mão apertando meu pescoço, me impedindo de respirar.
- Tive muita paciência com você, Sophia – disse com os dentes cerrados.
- K-Klaus... – gaguejei enquanto tentava em vão apertar seu pulso, para que me soltasse.
- Agradeça por estar viva até hoje. Você me deve sua vida e ainda ousa me desafiar? – apertou mais ainda a mão em volta do meu pescoço.
Minha cabeça latejava, meu sangue fervia.
- Você tem agido de forma que arrisca meus planos, em certos casos. Se Damon foi capaz de entrar na cabeça de uma Original, por deixa-la vulnerável, acha que não pode fazer o mesmo com você?
- Acha mesmo que penso em você ou nos seus... – tento falar, mas sua mão aperta mais ainda meu pescoço – não penso em nada quando estou com ele, nem sequer lembro que você existe.
Klaus me larga e caio no chão, mas sigo o olhando.
- A fruta não cai mesmo longe do pé. Você e sua mãe são iguaizinhas. Você ainda ama o Damon depois de tudo que ele te fez. Sua mãe amava seu pai mesmo sabendo das traições.
- Amor. Tá aí uma coisa que você não conhece, não é mesmo Niklaus?
- Quer mesmo me desafiar, Sophia? Sabemos quem vai ganhar essa disputa. – sorri cínico.
- Você tem apenas me usado – me levanto, passando a mão em meu pescoço. – Me usado para seu próprio bem e prazer e eu tenho deixado. Precisei voltar a Mystic Falls para perceber isso. Precisei encontrar o Damon pra perceber. – falo desapontada com ele e comigo mesma.
- E continuarei usando – em menos de um segundo, ele apareceu a minha frente. – Traga-me logo a estaca e Elena. – disse olhando em meus olhos e eu apenas concordei com a cabeça, sem expressar minha real vontade: manda-lo pro Inferno. – Agora suma da minha frente antes que eu arranque seu lindo coração.
Saí da casa do Klaus totalmente confusa, eu não queria mais ficar do lado dele, mas era como se isso fosse a única opção, como se fosse a coisa certa a fazer.
Procurei por horas alguém para eu me alimentar, mas não encontrei ninguém, até perceber um vulto atrás de mim.
- Quer dizer que você está com o Klaus...
Me viro lembrando de quem é aquela voz.
- Ora, ora... Veja quem voltou. O cãozinho medroso e indefeso. – Sorrio debochada. — Olá Tyler.
- Eu ouvi tudo, Sophia.
- E agora que deve ter se desvinculado do Klaus, vai ir correndo espalhar a notícia pros seus amigos, não é?
- Você precisa de ajuda, Sophia. Klaus está fazendo com você o mesmo que fez comigo.
- Está dizendo que estou ligada a ele?
- Sim.
Rio alto, levando a mão ao ombro dele. Digo:
- Não seja idiota, isso não acontece com vampiros, apenas com os híbridos.
- Se não quer, não acredite. Mas sim, vou contar sobre você e ele para os outros. Assim como você vai ir correndo contar ao Klaus que acabei com a ligação. – disse me dando as costas.
- Você só vai poder contar isso aos outros se estiver vivo. – Sorri aparecendo a sua frente, o jogando contra uma árvore. – Você pode ser híbrido e homem, mas sou dois séculos mais velha, mais forte. – vou até ele e o levanto pela gola da camisa.
- Vai mesmo matar o namorado da sua amiga?
- Estarei fazendo um grande favor a ela – Tyler me empurra contra outra árvore.
- Eu estarei fazendo um favor a Caroline ao matar você – vi seu rosto mudar e seus olhos ficarem amarelados. Assim que ele tentou levar os dentes ao meu pescoço, dei uma joelhada entre suas pernas e ele se contorceu de dor, com um gemido alto.
- Homens... Tão previsíveis... – revirei os olhos e chutei sua barriga com tamanha força que ele voou contra uma pedra. – Lute como homem, Tyler — falei com um largo sorriso nos lábios. Caminhei até ele e levantei sua cabeça e olhando-o nos olhos, perguntei: — Esse tempo todo que você ficou longe, você ficou sozinho?
- Não – e pelo jeito também não bebeu verbena, já que eu conseguia facilmente hipnotiza-lo.
- Com quem você ficou, querido?
- Hayley.
- Se divertiram muito?
- Sim.
- Quem bom. – me levantei e rosnei para ele. – Levante e lute como homem, não mato seres indefesos. E não tente me morder, tenho o sangue do Klaus sempre à disposição.
Tyler levantou rápido e segurou meu pescoço – mais uma vez meu lindo pescocinho – e começou a apertá-lo.
- Suas últimas palavras, Sophia – disse ele e eu sorri.
- E as suas? Quais são? – enfiei a mão em seu peito e sem dó puxei seu coração, vendo o corpo cair sem vida aos meus pés.
Ri com vontade vendo seu coração em minhas mãos, com o sangue escorrendo entre meus dedos.
- Um lobo a menos no mundo. – atirei o coração em cima do corpo, limpei minha mão e deixei-o ali.
Ao chegar em casa, dei de cara com Stefan e dei inicio ao meu show.
- Stefan, encontrei o Tyler morto na floresta! – segurei seu braço, parecendo apavorada. – Não sei como dar a noticia à Caroline!
- Tyler está morto? – ele olhou realmente assustado em meus olhos.
- Alguém arrancou o coração dele e deixou o corpo jogado na floresta. Por favor, avise a Caroline, eu não consigo!
- Tá, eu aviso – ele passou atônito por mim, saindo de casa.
Sorri vitoriosa ao saber que meu plano deu certo. Caminho até onde está preso Ric, e entro no local.
- E aí, professor? Como está?
- Ótimo — respondeu sarcástico massageando o maxilar. Vi o sangue seco no canto de sua boca.
- Parece que o Stefan judiou de você, hein – rio fraco.
- Ele quer meu alter ego, mas até agora sou só eu apanhando de um vampiro.
- Por que não tentamos nós dois dessa vez?!
- Como?
- Assim – sorrio e parto pra cima de Alaric, mordendo vorazmente seu pescoço.
- Ahh – ele grita, mas continuou bebendo seu sangue quente, ignorando a ardência que a verbena bebida por ele diariamente causa. – Sua vadia!
Sua força parece aumentar e ele me empurra, me olhando furioso. De fato não é o Ric.
- Até que em fim! – limpo o sangue que escorre de meus lábios. – Mas me diga... — prendo-o contra a parede. – Cadê a estaca?
- Pra quê você quer? Para entrega-la ao Klaus?
- Isso não é da sua conta, meu amor – dou um soco forte em seu rosto, o fazendo cair sentado num banco de pedra que há no local. — Vamos! – grito impaciente. – A estaca!
- Tá aqui, vadia! – ele finca um pedaço de madeira na minha perna e passa por mim.
- Ahh! – puxo a madeira da minha perna – Seu filho da mãe! – grito ainda com dor.
Só então percebo que deixei a porta aberta. Antes que eu pudesse chegar ao andar de cima, Ric foge de mim.
- Merda! – grito, apavorada com o que pode acontecer.
- Sophia? – Damon desce as escadas devagar, me olhando. – O que aconteceu?
- Acabei de deixar o alter ego assassino de Alaric fugir daqui e só ele sabe onde está a estaca!
- Você o quê?
Notas finais
E aí? Alguém esperava por isso? Alguém notou a variação de comportamento de Sophia nesse capítulo? Será que isso dura por muito tempo? Como será que Caroline reagirá a notícia?
Teremos fortes emoções daqui pra frente, estamos perto do fim da temporada, e vocês ficaram com o coração na mão, como diz o título do capítulo. Beijos
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