Love And Hate
49 And The Masks Begin to Fal ...
Notas iniciais
POV SOPHIA
– Já chega! – falei segurando Damon pelo pescoço, contra a parede.
– Não se meta, Sophia – disse ele puxando meu braço e passando por mim, rumo a Stefan.
– Não desconte nele. Desconte em mim – falei, fazendo-o parar. – Não odeie seu próprio irmão, Damon. Odeie à Elena, à Katherine... – dei dois passos em sua direção. — Odeie a mim.
– Por quê? – respondeu ainda de costas, me olhando sobre o ombro.
– Porque fomos nós que entramos no meio de vocês dois. Estou cansada de ver dois irmãos brigando. Vocês sempre foram tão unidos.
– Ainda somos – respondeu Stefan.
– Mesmo? – caminhei até mais um pouco, ficando entre os dois. – Até quando? Porque eu sei que, no momento que Elena escolher um dos dois, tão cedo não voltarão a se ver ou a se falar. – Ambos abaixaram as cabeças e pude encarar Elena.
– Acredite, eu nunca quis isso – disse ela.
– A conversa ainda não chegou até você – digo ríspida. – Pensem bem se vale a pena brigar por mulheres. – olhei para eles. – Porque por mim, não vale.
– Não se trata de...
– Não me interessa, Damon. – Falei ríspida, fazendo-o se calar. – Deixem de ser imbecis e voltem a ser irmãos. Não deixem que mulheres interfiram na amizade de vocês.
– Diz isso, mas vai pra cama com um deles na primeira oportunidade! – Soa a voz de Elena, com extrema confiança.
– Pelo menos eu não fico de mimimi chorando por não querer escolher. Sabe por que, Elena? – Falo caminhando até ela. – Porque eu tenho personalidade. Coisa que você nunca vai ter, sua sonsa!
Passei por ela, esbarrando meu ombro no seu. Entrei em meu quarto e me tranquei lá. Me atirei na cama, olhei para o criado mudo e lá encontrei meu diário, empoeirado. Peguei-o e o abri. Abri na página em que eu havia guardado a rosa que um alguém misterioso deixou na noite do baile, junto do colar.
A rosa estava seca, sem cor, sem vida. Estava como eu.
Mas afinal, quem havia me dado aquela flor? Depois que a guardei não voltei a me preocupar com isso.
– Tenho mais com o que me preocupar. – falei fechando a o diário, atirando o em cima da cama.
Troquei de roupa – eu não tinha o porquê ficar de luto, eu provoquei a morte daquele híbrido idiota. Olhei para o relógio na parede da sala e só então percebi que havia perdido a manhã toda naquele maldito velório. Pessoas chorando, dizendo o quanto Tyler era importante, era legal. Mas ninguém sabe o quão filho da puta ele foi ao trair Caroline com a tal Hayley. Mas eu entendo o desespero da prefeita. Ela já perdeu o marido, pelo o que eu soube; perder o único filho também não deve ter sido fácil.
Como o dia tendia a ser chato, peguei as chaves do Impala para dar uma volta por Mystic Falls. Mas quando passei pela sala, vi Elena sentada sozinha no sofá. Era a minha deixa.
– Então somos só nós duas, Elena – falei lentamente, me encaminhando para ela.
– Damon saiu por uma porta e Stefan pela outra. – Disse ela levantando para me olhar. — O que você quer?
– O que eu quero? – Ri sem graça – Quero você morta. Mas prometi ao Klaus que te levaria viva para ele.
– Quê?
– Além de sonsa você é surda, amor? – quebrei a distancia entre nós e bati a cabeça dela contra a parede, fazendo-a cair desmaiada no chão. – Humanos... – Resmungue revirando os olhos.
Coloquei o corpo da duplicata no banco de trás do meu carro e dirigi o mais rápido que pude até a casa de Niklaus.
Ao chegar vi que ele não estava em casa, ou melhor, ninguém estava em casa. Entrei e coloquei Elena sentada em uma cadeira. Amarrei suas mãos e seus pés e me sentei no sofá á sua frente.
– Ai... Minha cabeça – ela gemeu, abrindo os olhos – Sophia! – ri de sua expressão apavorada.
– Olá, Elena! Até que enfim você acordou. Isso não teria graça com você desmaiada – sorri de canto, cruzando minhas pernas.
– Me tira daqui, por favor. – Ela praticamente suplicou.
– Não. – Respondo divertida.
– Por quê? Por que está fazendo isso?
– Ah, sem essa! Seu drama não me comove.
– Ora, ora... O que temos aqui? – Niklaus apareceu na porta atrás de mim, e ao me virar o vi sorrindo satisfeito.
– Eu prometi, não prometi? Trouxe a Duplicata. E trouxe antes de encontrar a outra estaca pra mostrar que continuo do seu lado.
– Parece que meu aviso de hoje mais cedo surtiu efeito.
– Você está com ele? – Falou Elena.
Me virei para ela, ainda sorrindo.
– Minha cara, nunca existiu Sam nenhum. Foi Klaus quem me transformou, e foi por ele que voltei.
– Eu sempre desconfiei de você. – disse ela ainda mais apavorada.
– Bom pra você. – me virei para Klaus. – Tire todo sangue dela e vamos embora daqui o mais rápido possível.
– Antes que Damon descubra? – Perguntou Klaus, aproximando seu rosto do meu.
– Antes que eu me arrependa de ter te ajudado – respondi afiada, quando nossos lábios estavam próximos.
– Aonde vai?
– Bem, Klaus... Preciso de um álibi. Vou visitar a mais nova viúva da cidade.
– Mais cuidado ao se referir à Caroline. – Disse Klaus, em tom ameaçador.
– Parece que alguém amoleceu seu coração, Niklaus. Coisa que eu pensei ser impossível. – sorri debochada, indo em direção a porta.
– Damon nunca vai te perdoar por isso – Disse Elena com a voz embargada, com medo.
– Vá você e o perdão dele para o Inferno. – me virei, voltando rapidamente até ela. – Tudo que eu queria com Damon eu já obtive: sexo e vingança. Fiz ele se apaixonar por mim e agora ele sentirá o gosto de ser traído por quem ama.
– Ele vai caçar você em cada canto do mundo, sabe disso não é?
– Elena, conheço Damon melhor que ninguém. Ele é previsível, sei bem o que esperar dele.
– Eu tenho pena de você, Sophia.
Me aproximei dela, me inclinei e apoiei minhas mãos nos braços da cadeira.
– Vá pro inferno com sua piedade. E sabe? A sua morte beneficia a todos. Damon, Stefan, Jeremy, Caroline, Bonnie... Todos poderão seguir suas vidas normalmente sem você, Gilbert.
– O que quer dizer? – senti que a qualquer momento ela choraria.
– Você matou seus pais. Você provoca a discórdia entre os Salvatore, você atraiu todo esse mal para Mystic Falls. Você atraiu o Klaus para a cidade. Você deveria ter morrido naquele acidente da ponte. Você é culpada de tudo.
Uma lágrima sofrida escorreu seu olho e me senti mais feliz que nunca.
– Como sabe dos meus pais?
– Eu sei de tudo, querida. De tudo.
– Ok, Love. Já chega – Disse Klaus, fazendo eu me afastar dela. – Por mais que eu já tenha Elena em minhas mãos, preciso encontrar aquela estaca antes que o professor decida usa-la em mim.
– Tá. Verei o que posso fazer.
Klaus me puxou gentilmente para me beijar, mas eu apenas virei meu rosto, acariciando sua face com a mão. Eu ainda sentia uma pontada de nojo, por saber sobre ele e minha... Mãe.
– Até mais... – falei me esquivando de suas mãos e sumindo do local.
POV CAROLINE
Eu estava em meu quarto, chorando ainda sem querer acreditar que aquilo havia mesmo acontecido com Tyler. Não conseguia aceitar o fato que teria de seguir sem ele, sem meu amor.
– Filha? – minha mãe apareceu à porta, me olhando desolada. – Sei que não é o melhor momento, mas...
– Mas...?
– Encontraram isso na autópsia do corpo do Tyler – disse ela me entregando um anel. – Estava à altura do coração, dentro da carne dele. Provavelmente é de quem o matou.
– É lapiz lazuli. – Falei, secando as lágrimas.
– É. Como já suspeitávamos, foi um vampiro.
– Não... – falei não querendo acreditar na ideia que passava em minha cabeça. – Não, não pode ser!
– O que foi? – disse minha mãe.
– Eu conheço esse anel – uma lágrima duas vezes mais sofrida me escapou. – Conheço a dona desse anel
– Quem?
– Esse anel, mãe... Esse anel é da Sophia.
Notas finais
Bem, postei hoje porque vocês mereciam. Viram que passamos a marca de 300 comentário? Sim, passamos, porque essa fic é NOSSA.
Love and Hate não seria nada sem vocês, sem seus comentários sempre me incentivando a continuar. Pra muitos pode parecer só um simples número, mas esses mas de 300 reviews significam muito pra mim.
Muito obrigada a todos que leem, e principalmente a vocês que sempre deixam suas opiniões aqui, logo após ler cada capítulo escrito por mim, pensado pra vocês.
Beijos!
(Dei uma mudada na capa, mas continua extremamente simples. Ficou legalzinha, pelo menos?)
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