Love And Hate
20 A Day Without Damon
Notas iniciais
POV Caroline
Assim como combinamos, à tarde fui à casa dos Salvatore ao encontro de Sophia. Quando cheguei não ouvi barulho nenhum, e apenas o by Text-Enhance\">carro dela estava na garagem. Resolvi subir a escada que dava pro segundo andar. Aquela casa era imensa e só duas pessoas moravam ali. Bem, agora três.
Fui abrindo algumas portas e chamando por Sophia, que não respondia.
Quando abri a porta ao lado do quarto de Damon – sim, eu sabia onde era o quarto de Damon, por motivos óbvios -, lá estava ela. Ainda com a roupa de ontem, umas bolsas de sangue no chão, ao lado de uma garrafa de whisky completamente vazia.
– Sophia?- sussurrei a chamando. Ela grunhiu alguma coisa e se remexeu na cama. Sentei ao seu lado – Sophia, acorda. – a cutuquei.
– Sai daqui, Damon.
– Não é o Damon
– Então, sai, Stefan. – falou com a cabeça afundada no travesseiro.
– Sophia, sou eu. Caroline. Lembra que eu ia comprar o vestido com você para hoje à noite?
Ela se remexeu mais uma vez, resmungou alguma coisa e sentou na cama me olhando.
– Achei que você só viria à tarde – passou a mão pelo rosto e ao longo da cabeça.
– Já são duas horas da tarde. – Rio divertida da sua expressão espantada.
– Como assim? Por que eu dormi tanto?!
– Acho que você tomou um porre – falei apontando para o chão com a cabeça. – Isso me cheira a coisa do Damon.
– Não, eu não o vi mais ontem, desde que ele me ajudou a recuperar o carro – ela levanta.
– O Stefan me contou. – descanso as mãos sobre o colo. – Então, espero você se arrumar e vamos?! – Ela faz uma careta. – Ah, por favor. Não diga que desistiu da festa? – faço uma carinha de coitada
– Tá bom, Caroline. Tá bom. – ela entra no banheiro. – Eu não demoro.
– Ok. Estarei lá embaixo.
Sophia parecia ser legal, divertida, pra cima. Eu precisava de alguém assim do meu lado, viver apenas para salvar Elena estava me deixando chata, ranzinza. Precisava de alguém que soubesse se divertir – e acho que só o Damon nessa cidade sabe se divertir.
POV Sophia.
Caroline chegou toda alegre em meu quarto e não tive como recusar o convite da festa, que eu já estava sem vontade de ir.
Tomei meu banho, me vesti e ainda sem entender porque tomei um porre, a encontrei lá embaixo. Estávamos vestidas até muito parecidas – http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=93086285 –, ainda estava quente em Mystic Falls.
– Podemos ir – falei sorrindo.
– Ótimo. No meu carro?
– Pode ser, o meu está meio sujo ainda – fiz um beicinho mais pro lado.
Mystic Falls não era nenhuma New York, muito menos uma Paris no quesito lojas de roupa, mas até que era boa. Só não sei se encontraríamos alguma coisa que nos agradasse.
– Sabe, você não parece ter nascido pra morar em cidade pequena, Caroline. – falei assim que descemos na primeira loja.
– Nem você. Onde você nasceu?
– Embora eu não tenha sotaque, nasci na Inglaterra. Com uns 13 anos vim pra cá, meu pai descobriu essas terras e em conjunto com o pai dos Salvatore, fundou Mystic Falls. Depois apareceram outras famílias fundadoras, como a sua – explico para ela.
– Então sua família era rica?!
– Durante séculos os Engerhoff foram os maiores produtores e exportadores de algodão da Inglaterra. Há boatos que de toda Europa, éramos os que mais vendiam e tinham melhor qualidade.
– E seu pai resolveu largar isso e vir pra cá, por quê?
– Ele se endividou até o pescoço, perdeu grande parte da fortuna sabe-se lá como, e veio recomeçar aqui na América, onde se tornou um homem muito importante. Mas sabe, — parei antes de entrar na loja -, agora vejo que se tivéssemos ficado na Inglaterra, eu teria tido uma vida normal, sem Damon, sem vampiros...
– Não gosta de ser vampira? – ela me olhou com um terno olhar.
– Gosto. E muito. Mas tem coisas que você precisa ser humana para sentir, fazer. Como, por exemplo, ter filhos.
– Você queria ser mãe? – ela parece não crer nisso.
– Sim. Queria me casar e ter filhos. Dois. Mas não queria um casamente arranjando, como meu pai queria. – entramos no loja e depois que despachamos a atendente, continuei. – Adivinhe com quem meu pai queria me casar?!
– Damon?
– Stefan! — Caroline parou boquiaberta.
– Mas como você e Damon...
– Aconteceu do nada. Me lembro que quando ouvi o nome Stefan Salvatore, fiquei maravilhada, louca para conhecê-lo. Mas ao conhecer Damon... Me apaixonei na hora. Nos encontrávamos às escondidas.
Quando vi que Caroline estenderia a conversa sobre Damon, tratei de desviar o foco da conversa:
– Esse é a sua cara! – Peguei um vestido da arara colocando-o a sua frente.
– Verde?! – ela riu.
Olhei para o vestido. Nem tinha visto que era verde.
– É né... – ri, e coloquei de volta na arara. – Só queria que você parasse de fazer perguntas sobre o Damon.
– Ok! Um dia sem Damon! – ela passa por mim sorrindo.
Um dia sem Damon.
Há cerca de um século, eu jamais ficaria um dia sem ver Damon.
FLASHBACK ON
Damon estava em Mystic Falls e eu numa cidade do interior do Tennesse. Minha única tia paterna estava à beira da morte, e meu resolveu dar uma de bom irmão. Eu, sendo a filha mais velha, tinha que fazer o papel de mulher da casa e ficar junto de minha tia, a beira de sua cama, cuidando dela. Embora meu corpo estivesse a seu lado, minha mente e meu coração estavam muito longe.
Nada podia me fazer esquecer o Salvatore que deixei no outro estado.
O pensamento de que ele podia estar nos braços de outra mulher, não saia da minha cabeça. Eu o queria por inteiro, e pra sempre.
Eu me sentia incompleta sem o Damon por perto, e só de pensar em passar mais de um dia longe dele, me dava um aperto no peito, uma vontade de gritar e mandar tudo e todos pro Inferno.
Tudo que eu queria era que minha tia morresse logo, para que eu pudesse voltar pros braços do meu Salvatore.
FLASHBACK OFF
– Sophia! – Disse Caroline batendo o pé no chão, me chamando a atenção.
– Desculpa, eu me distraí aqui. Fala – sorri amigável.
– Acho que esse é a sua cara.
– Adoro vermelho, mas como estou ruiva, não combina muito. – Parei em frente ao espelho com o vestido na frente de meu corpo. – Mas vou levar igual.
Caroline e eu ficamos rindo e conversando mais um pouco, até que ela entrou eu um provador em frente ao meu. Saímos na mesma hora e ficamos espantadas com o resultado.
– Meu Deus, você tá linda! – Ela disse.
– E você?! – Fiquei boquiaberta.
Caroline estava com um vestido salmão claro que eu escolhi pra ela. Seu corpo estava delineado e bem marcado. Aquele vestido “nasceu” pra ela.
– Esse vestido fui eu que escolhi pra você, não foi? – ela pergunta.
– Sim, eu nem havia visto ele. É lindo, tem esses decotes na frente e nas costas... Você é a melhor companheira de compras que já tive, Caroline Forbs!
– Você também. – ela sorri enquanto nos olhamos no espelho.
– Você me lembra uma antiga amiga.
– Sério?! Quem era ela?!
– Marylin Monroe – sorrio sem graça.
Ele me segura pelos ombros, com os olhos arregalados e a boca entre aberta.
– Você foi amiga de Marylin Monroe?!
– Fui...
– E está dizendo que me pareço com ela?! — continuava com a mesma expressão.
– A alegria de vocês, o modo de falar, o gosto por moda. Você me lembra muito ela. – me afasto procurando um sapato que combine com o vestido. – Ela me tornou alcóolatra e... – olho em volta e sussurro – Viciada em sexo.
Caroline ri e sua face fica rosada. Ela se aproxima de mim e me entrega um sapato lindo, diga-se de passagem.
– Com quem você na festa? – ela me olha.
– Jeremy. Se não me engano é esse o nome. – sento no pufe e calço o sapato.
– Gostou dele? – sorri meio pervertida.
– É bonitinho, mas já vi melhores. E acho que ele é meio novo pra mim. Ou talvez... Muito humano.
– Não lhe aconselho a beber dele.
– Por que ele é seu amigo? Por ser irmão da Elena? – reviro os olhos sem que ela veja.
– Ele tem litros e litros de verbena no organismo.
– Ah. – me levantei voltando ao espelho. – E você? Vai com quem?
– Tyler. – seus olhos brilharam.
– Seu namorado, eu suponho.
– Sim, ele é incrível.
– Ele combina com você. – olho para ela. – Ele é um gato, com todo respeito.
– Eu sei – ela suspira.
Depois que finalmente escolhemos as roupas, Caroline procurava o cartão de crédito em sua bolsa. Me debrucei no balão, olhei fixamente nos olhos da vendedora e disse:
– Você vai deixar a gente levar esses vestidos de graça, não vai?!
– Claro. – suas pupilas dilataram e ela sorriu.
– Sophia.
– Ah, Caroline! Se você é uma vampira, usufrua disso. – Passo meu braço pelo dela, caminhando ao seu lado.
Caroline e eu continuamos rindo e conversando, falando sobre passado e presente. Assim que ela me deixou na mansão Salvatore, foi para sua casa.
– Preciso me arrumar. Tem uma festa à minha espera!
Notas finais
Alguém acha que essa amizade repentina vai dar liga?!
E o que voces esperam de Jeremy e Sophia, juntinhos?! Hum, hum! comentem, vamos. Comentem.
XO XO
Fale com o autor