Love And Danger
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Notas iniciais
e espero que gostem
Quando acordamos, saímos andando até determinado local quando começamos a ouvir barulhos dentro da mata. Peguei meu arco e flecha e Damon ficou com a faca até que paramos para escutar a conversa.
— Nem venha Bonnie, essa ideia de relógio está toda errada. — Disse o menino.
— Claro que não, pensa bem, quando chegamos, fomos até perto das montanhas e lá tem um vulcão que só derrama lava por alguns minutos, perto dele tem a fumaça que queima e no meio deles aquele frio dos infernos. — Disse a mulher.
— Agora sabemos o que tem no meio deles. — Sussurrei para Damon que assentiu.
— Fala sério Bonnie, isso é a maior besteira. Continuo achando que eles fazem o que quiserem na hora que estiverem afim. — Ele disse e saíram da mata dando de cara conosco.
— Bonnie? — Perguntei olhando para a menina.
— Elena! Que saudades. — Falou ela me abraçando.
— Não acreditei quando ouvi seu nome na conversa.
— Estava nos espionando é?
— Não, estávamos passando e ouvimos uma parte da conversa de vocês. — Disse relaxando o braço.
— Então, explica para ele o relógio.
— Parece que não fomos os únicos a descobrir. — Disse Damon guardando a faca.
— Quem é você? — Perguntou Bonnie com a mão na cintura.
— Damon. Prazer. — Ele disse segurando a mão dela.
— Prazer. — Ela disse para ele e se virou para mim: — Que gato.
— Ei. — Disse o menino.
— Desculpa amor. — Ela deu um selinho nele.
— Namorados, imagino. — Disse vendo Bonnie segurada por ele.
— Ele se chama Jeremy. Ela é Elena e ele Damon. — Ela nos apresentou.
— Oi. — Nós três dissemos.
— Acho melhor irmos andando porque daqui a pouco sofremos algo aqui nesse local. — Disse o Damon olhando para os lados.
— Concordo. — Disse Bonnie. — O relógio, não é?
— Sim. Descobrimos vários, enquanto andamos, contamos para vocês. — Disse para eles e começamos a andar.
— Quais horários vocês pegaram? — Perguntou Bonnie.
— 6 da tarde. — Disse.
— A fumaça. — Falou Bonnie.
— Isso.
— Atingiu quem?
— Damon. — Falei apontando para a canela dele que estava rosada.
— Quais mais?
— 10 da manhã.
— O que é?
— Fogo.
— Queimada?
— Exato. — Disse. — 11 horas da manhã é granizo.
— Pegamos esse. — Falou Jeremy se arrepiando.
— Muito forte?
— Demais. Quase morremos de frio. — Ele disse.
— Quatro da tarde nas montanhas.
— Vulcão.
— Isso. — Disse Damon. — Elena quase nos fez morrer.
— Por que? — Jeremy perguntou.
— Ela dormiu enquanto vigiava.
— Ops. — Disse e sorri.
— Quais mais?
— O lugar perfeito. — Falei para Damon.
— Não pegamos o horário. — Falou ele.
— Lugar perfeito? — Perguntou Bonnie.
— Lá tem abundância de tudo que você imaginar.
— E Elena sofreu por causa dos papagaios.
— Papagaio? — Jeremy me olhou estranho.
— É. Eles distorceram a voz do meu pai e fez com que ele estivesse sofrendo.
— E como eu não amo ninguém, foi só tirar Elena de lá. — Damon falou.
— Só esses?
— Sabemos que paramos no lugar das seis horas da manhã, mas saímos mais cedo e aqui estamos nós.
— Temos que tomar cuidado. — Falou Bonnie.
— Mas e vocês? Quais pegaram? — Perguntou Damon.
— O granizo, vulcão, fumaça e calor.
— Que horas é esse calor? — Perguntei.
— Meio dia. — Falou Jeremy.
— O que aconteceu?
— Calor de 40º graus.
— Imagino o quanto foi difícil. — Falei.
— Sim. Mas também pegamos uma da tarde e três.
— Que são? — Damon falou curioso.
— Uma da tarde é frio.
— Abaixo de zero. — Falou Bonnie. — E três horas é cachorro.
— Como assim? — Perguntei pulando um galho.
— São cachorros enormes, mais parecia um urso.
— Tipo lobisomem? — Perguntei e Damon começou a rir.
— Qual a graça?
— Lobisomem?
— Nunca viu filme com lobisomem não? Eles são enormes e parecem um cachorro gigante.
— Só você Elena. — Falou Damon colocando a mão na barriga de tanto rir.
— Engraçadinho. — Disse e olhei mortalmente para ele.
— Mas enfim, temos que horas? — Perguntou Bonnie.
— 10 da manhã. — Disse.
— Queimada. — Falou ela.
— Onze.
— Granizo.
— Meio dia.
— Calor.
— Uma da tarde. — Falei gravando mentalmente.
— Frio.
— Três da tarde.
— Cachorro.
— Lobisomem. — Disse Damon de brincadeira.
— Quatro da tarde. — Falei ignorando Damon.
— Vulcão. — Falou Jeremy.
— Seis da tarde? — Disse confusa.
— Isso mesmo. Fumaça. — Falou Bonnie.
— Mais algum? — Perguntei.
— Não, mas temos os papagaios ainda.
— Sim e temos que descobrir aonde está a passagem e que horário é esse. — Disse Damon.
— Mas teríamos que descobrir que horário estamos agora. — Falei.
— É mesmo. — Disse Damon. — Vai olhar para o seu Elena. — Olhei para o céu que estava nublado.
— Acho que vem chuva por ai. — Falei procurando o sol.
— E o sol está para lá. — Apontou Jeremy para o nossa frente.
— Tenho quase certeza que aqui é ímpar. — Disse.
— Vai chover o que? Granizo de novo? — Perguntou Bonnie.
— Não é possível. — Disse.
— Pode ser que tenha chuva de meteorítos. — Falou Damon.
— Mas dentro de uma nuvem? — Perguntei olhando para ele.
— Sim. Estamos em um jogo, tudo vale. — Ele disse.
— Então é par. — Disse e ele assentiu.
— Como? — Perguntou Jeremy.
— Nas horas pares, acontece algo com fogo.
— E ímpares, gelo. — Damon completou.
— Mas e o cachorro e papagaio? — Falou Jeremy.
— Deve ter certo horário dos animais. — Disse juntando as peças na minha cabeça.
— Quinze horas foi cachorro e não temos o vinte.
— Você acha que é? — Perguntou Damon
— Só pode. — Falei e minha cabeça juntou tudo. — Só pode nada. É isso mesmo! — Falei sorrindo.
— Dá para explicar?
— Vinte horas temos os papagaios e quinze os cachorros. — Falei.
— Mas como você sabe?
— Damon, do vulcão até esse lugar perfeito, passamos por cerca de 4 horas andando.
— Se o vulcão é 16 e o cachorro é quinze. 4 horas andando, vinte. 15 mais 5, vinte.
— Oi?
— De cinco em cinco horas temos animais.
— Não e as 10 horas da manhã? — Disse Damon
— Temos queimada. — Falou Bonnie.
— De tarde temos animais e de manhã temos alguma outra coisa.
— Isso não faz sentido. — Falou Damon.
— Claro que faz.
— Mas aonde estamos? — Ele perguntou.
— Não sei, mas acho que devemos correr. — Falei olhando para trás.
Notas finais
bjs
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