Love Again

6 Hello Londres!


Notas iniciais
Oi oi gente. Eu demorei um tempinho pra posta pq tive uns probleminhas com a minha net nesses dias. Mas agr as postagens voltam ao normal. O capitulo nao ficou muito grande mas acho que vão gostar! Boa Leitura!

P.V. Beatrice

Bom, o primeiro dia tinha sido tão ruim quanto eu imaginava. Depois de sermos apresentados por Helena, Lúcia me mostrou as reformas da empresa que eu precisava ver e me apresentou a pessoas que eu precisava conhecer. E isso tomou o dia todo.

Quando começou a anoitecer eu fui embora. Meu celular simplesmente não parava de tocar e já tinha cerca de 10 chamadas perdidas do meu pai. Só atendi mesmo porque ele estava em um hospital e vai que aconteceu alguma desgraça né. Mas não! Ele não parava de falar sobre o dia de hoje.

—Estou tão orgulhoso Bia, falei com Lúcia hoje e ela me disse o que aconteceu, eu mesmo queria ter visto. Só imagino como Michael não deve ter recebido essa noticia já que ele venera aquele filho dele, deve estar descontrolado já que você apareceu pra cuidar das coisas por mim – ele dizia empolgado e eu já estava cansada de ouvir aquilo.

—Só acho que você poderia ter me avisado que não era o único afastado do cargo. Eu teria adorado saber disso por você e não por eles.

—Se eu tivesse dido você teria aceitado? – ele perguntou e eu não respondi por que nos dois sabíamos a resposta para aquilo – Bom, imaginei que não!

—Certo pai, fica tranquilo que esta tudo bem. Qualquer emergência eu te ligo agora eu preciso descansar!

—Tudo bem, se cuida! – Se despediu.

Desliguei o telefone antes que ele prolongasse mais esse tormento. Respirei fundo e comecei a me despir para tomar um banho, a agua quente ajudou bastante a me relaxar e pensar coerentemente e quase surtei em baixo do chuveiro.

Hoje tinha sido um desastre. O que foi aquela conversa com Alex na sala? Ele continuava me odiando tanto assim que não me queria por perto desse jeito? E o que tinha acontecido com a mão dele nesse meio tempo em que não nos vimos? Sem contar com Allan um dos poucos amigos que tive na adolescência e que agora trabalha para o meu pai! Meu Deus, eu realmente tinha perdido muita coisa.

Sai do chuveiro e me joguei na cama sem comer nada mesmo e cai num sono profundo.

[...]

No dia seguinte acordei me sentindo menos indisposta ainda e puis a primeira roupa que vi e corri pra empresa pra não chegar atrasada. Minha fama por ali já não era muito boa pra eu piorar a situação!

Logo que entrei na minha sala Lúcia me esperava com uma xicara de café na mão que estendeu pra mim assim que me viu.

—Bom dia!

—Obrigada Lúcia – peguei a xicara de café como se fosse um diamante. Ela sorriu.

—Temos muitas coisas para ver hoje, primeiro você precisa assinar esses papéis. – ela jogou uma pilha de papeis na minha frente e eu quase engasguei – É pra autorizar uma parte da decoração da festa de inauguração. E depois vai ter uma reunião depois do almoço.

—Só isso?

—Não, mas são os mais importantes! – disse e saiu da minha sala.

Eu não queria perder tempo, e nem dar o que falar pela empresa, então virei todo aquele café como se ele fosse um copo de whisky e trarei de ler e assinar aqueles papeis. Eu nem sai para almoçar porque aquilo tomou todo o meu tempo. Logo depois eu segui pro andar de baixo para a mesma sala de reuniões, onde já tinha varias pessoas lá. Alexander estava concentrado em uma conversa com um rapaz quando me viu entrar, virou o rosto me ignorando. Infelizmente o único lugar disponível era ao seu lado então eu me sentei lá.

A reunião seguiu como uma morte lenta e incrivelmente chata eu mal prestava atenção no que diziam, peguei alguns fios da conversa. Bom, iria acontecer uma inauguração daqui a algumas semanas de mais uma empresa, só que antes disso acontecer nos precisávamos fechar um contrato. Bom tudo muito complicado, o assunto na verdade era pra decidir quem iria até Londres fechar o contrato até porque pelos rumores esse casal do qual estão falando são dois ranzinzas que odeiam a concorrência e não fecham contrato com ninguém.

—Nós precisamos deles, pensem em como poderemos ampliar nosso território em Londres caso eles aceitem! – o mesmo cara chato que falou comigo ontem disse agora.

—É uma decisão difícil considerando que Michael e Christopher não esta aqui para ajudar! – Bufei entediada com o comentário desse alguém que não faço questão de saber quem é.

—O que acha sobre isso Senhorita Hagen? – O Sr. Smith perguntou enquanto eu estava imersa em pensamentos aleatórios brincando com a tampa da minha caneta. Ele ergueu uma sobrancelha na minha direção e revirei os olhos pra cara de superior que ele fez pra mim.

—Bom, eu acho... – dize pela primeira vez na reunião – Que eu mesma sou bastante capaz para convencê-los de assinar o contrato!

Pensei em como seria bom ir até Londres, ficar longe das ligações insistentes do meu pai e sem ter que ver a cara do Alex, sair dessa maldita empresa.

—Você? – ele perguntou achando graça. Soltou um riso olhando pros lados na esperança de alguém concordar com ele – É serio?

—Sim é sério, ou você tem alguém melhor pra fazer essa tarefa? – perguntei. Ele sorriu se inclinando na minha direção da mesa.

— Um rosto bonito não nos arranja um contrato caro e importante Hagen, uma saia curta ou um decote não vai nos ajudar agora!

Tentei disfarçar a minha raiva, sem muito sucesso quando joguei a tampinha que tava segurando na direção dele. Sentei-me ereta sentindo a raiva fluir por todas as minhas células.

—Acho engraçado o fato de o senhor subestimar tanto o meu currículo. – ele continuava com aquele sorriso ridículo de quem lidava com uma adolescente rebelde — Eu vou para Londres fechar esse contrato e nem se Deus surgir sobre as nuvens agora e me disser o contrario você vai me impedir de ir!

—Tem certeza senhorita Hagen? É muita responsabilidade, se não conseguir pode arruinar todos os planos da inauguração... – Uma moça disse pra mim.

—Eu tenho certeza sim, alguém vai tentar me impedir? – encarei a maioria dos rostos na mesa.

Inclusive Alexander que não disse nada, seu rosto tava sem expressão, mas ele continuava me olhando. O ameacei a me impedir apenas com o olhar, e ele deu de ombros me surpreendendo. Pensei que ele fosse o primeiro a tentar, mas não...

—Ótimo! – levantei recolhendo minhas coisas e ajeitando. – Ah e antes que eu me esqueça. A minha roupa, ou o tamanho da minha saia ou dos meus seios não dizem respeito ao meu caráter ou a minha capacidade. Sr. Smith esta demitido! – Olhei pra ele lançando um sorriso perverso. Sua boca abriu em choque – Espero que esse tipo de insinuação nunca mais aconteça aqui, o usem como exemplo. Quero suas coisas fora daqui até o fim do dia!

Dei as costas pra ele e sai dali o mais depressa possível. A cara dele foi impagável mais eu precisava tomar um calmante urgentemente porque eu já estava começando a sentir a necessidade extrema de agredir algo ou alguém. Exatamente pensando nisso que soquei o botão do elevador.

—Será que vou ter que pedir pra sua secretaria te fazer um suco de maracujá? – olhei pro lado e Alex e ele estava encostado na parede parecendo se divertir do meu estado de nervosismo. — Não pode demiti-lo!

—Eu posso sim – disse de modo teimoso serrando os punhos.

—Não pode!

—Posso demitir você?

—Não!

—Ta demitido! – gritei.

—Não pode me demitir Beatrice – Ele riu e eu fiquei em choque ao ouvir o som descontraído da sua risada.

—Vou demitir todo mundo nessa merda...

—Você não pode fazer isso.

—Para com essa porra de me dizer o que fazer – eu apontei o dedo na cara dele gritando e mesmo rindo ele abaixou a mão e tampou a minha boca com pressa.

—Será que você pode, por favor, para de gritar? – disse entredentes. Dois rapazes passaram por nos e nos encararam com uma cara estranha. Tipo ele tava segurando meus braços e tampando minha boca. O elevador abriu e ele me jogou lá dentro apertando o botão com pressa.

Encostei-me a parede gelada do elevador respirando fundo.

—Veio tentar me impedir? – perguntei.

—Na verdade não – disse calmamente enquanto colocava as mãos no bolso. – Sei que você ta louca pra sair daqui e eu também quero muito que isso aconteça, até por que você só faz merda. Então vamos unir o útil com o agradável!

-Não entendi.

—É claro que não – bufou – Ou ta achando que vou deixar você ir sozinha pra Londres e estragar tudo?

O encarei mais confusa ainda.

—Continuo sem entender nada!

Ele suspirou e avançou dois passos olhando pra mim.

—Olha, eu preciso tirar você dessa empresa antes que você demita todo mundo e espalhe o resto da sua loucura por aqui ta. Mas você também não vai fechar contrato nenhum, por que eu mesmo vou fazer isso, vou pra Londres com você! – ele disse calmamente.

—O que? – perguntei pasma. Olhei pra cara dele esperando por uma piada ou algo do tipo – Ah não...

—Ah sim – ele sorriu – Nunca que eu vou deixar você fechar um contrato sozinha. E quanto ao Sr. Smith você até pode demiti-lo, mas provavelmente seu pai vai recontrata-lo quando voltar.

—Foda-se, não quero ele aqui enquanto eu estiver trabalhando nessa empresa. Ele me faz querer ser uma assassina! – ele sorriu e eu não tava conseguindo acompanhar o humor dele hoje.

—Tudo bem então – deu de ombros.

—Ta dizendo que eu tenho razão?

—Não – ele se apressou em dizer – To dizendo que entendo e sei que ele disse merda. Só isso! – continuei olhando pra ele como se ele fosse um lunático – Que foi?

—Sua mudança de humor ta acabando comigo!

—Prometi pra mim mesmo que não vou discutir com você aqui dentro Beatrice.

—Legal, então... Quando estivermos lá fora posso esmurra sua cara? – ele se virou pra mim fechando a cara subitamente. Louco.

—Pode tentar, mas não garanto que vai alcançar meu rosto considerando o seu tamanho. E eu disse que não vou discutir com você aqui dentro, isso não quer dizer que não vá tentar te matar quando estivermos lá fora, então boa sorte! – ele sorriu diante da minha cara de completa fúria. A porta do elevador abriu no andar dele e ele saiu me olhando vitorioso – Vejo você em Londres!

Mostrei o dedo do meio pra ele bem na hora que a porta começou a fechar.

Ah meu Deus! Ah meu Deus! Serio isso? Vou ter que viajar com Alex pra Londres?

Que morte horrível!

Notas finais
Façam as suas apostas nessa viagem. Vocês acham que quem vai matar quem primeiro? Kkk eu sei mas não posso contar. Quero ver os fantasminhas aparecem nos comentários viu. Comentário é o combustível dessa fanfic, até porque se nao comentarem eu nao vou saber o que vcs estao achando mas enfim, ate o proximo capitulo e boa semana minha gente. Espero que tenham gostado do cap! Beijo ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.