Love A Criminal - HIATUS
2 Bad day
Notas iniciais
Espero que gostem!!!
A música do capítulo é Bad day - Daniel Powter.
http://letras.mus.br/daniel-powter/132709/
Seis meses atrás...
Bip... Bip... Bip... Bip... Bip...
Acordei com o despertador infeliz. Sempre acordo na melhor parte do sonho... Levantei e me arrumei pus uma roupa normal, um vestido na parte de cima liso e na sai florido, com um cinto, um sapatilha creme brilhante, um colar de bigode e uma jaqueta jeans. Fiz uma maquiagem leve e pranchei meu cabelo (look: http://www.polyvore.com/liz_victore_bad_day/set?id=66212151). Peguei minha bolsa e fui até a cozinha tomar café.
Entenda a minha situação: eu moro com meu irmão bagunceiro que tem 18 anos e com mais duas amigas totalmente loucas sendo que única pessoa que cozinha bem nessa casa sou eu. Sendo assim quando não pedimos comida pelo Delivery eu que cozinho. De vez em quando é insuportável, eu pareço mais uma babá de três crianças! Mas deixando esses pensamentos de lado, hoje tem tudo pra ser o melhor dia da minha vida. Meu chefe me chamou pra conversar e eu acho que ele quer me dar um promoção! To morrendo de ansiedade. Quero chegar logo no trabalho!
Fui até a cozinha e constatei que ninguém tinha acordado. É sempre assim, não sei o que eu estou esperando de diferente. Resignada, fiz o café, tomei o meu, peguei um táxi fui trabalhar.
Cheguei na empresa dez minutos antes do horário e fui até a sala do Sr. Phelps. Bati levemente na porta e depois de alguns segundos ele me mandou entrar.
– Bom dia senhor Phelps, queria me ver? – perguntei educada.
– Sim, senhorita Malark. Sente-se, por favor. – sentei – me nervosa, respirei fundo e o encarei esperando. — Vou ser direto. Seus serviços... Hum... Não são mais necessário a nossa empresa!
O encarei estupefata. Ele não estava... Ele não podia...
– O senhor está me demitindo? –perguntei num fio de voz.
– Sim, estou! – respondeu frio e impassível – Esvazie a sua mesa e saia imediatamente da minha empresa. Vou lhe pagar o que te devo.
– O que eu fiz de errado? – perguntei confusa
. — Nada! – respondeu cansado da conversa – Só que você não é boa o bastante! Seus serviços não são suficientes e agora, por favor, se retire.
Me levantei e sai. Fui até minha mesa, esvaziei tudo e coloquei em uma caixa. Quando terminei vi um cheque no valor de mil reais em cima da mesa do Jeremmy, o outro secretário, e estava endereçado a mim. Peguei-o furiosamente e coloquei na bolsa. Carreguei a caixa e me dirigi para fora da empresa.
– Realmente pior do que tá não fica... – murmurei baixinho. E do nada começou a chover.
– É eu tava enganada. – falei comigo mesma.
Fiquei na chuva esperando um táxi, mas nenhum parou. Irritada comecei a andar. Inútil, eu acabei foi sendo encharcada por um carro que passou num poça de água. Não sabia pra onde minhas pernas me guiavam, eu somente andava. Ainda nem devia ser 7 horas da manhã, pois não tinha muito movimento na rua. Andando por ai e por ali, sem rumo e direção, percebi que tinha entrado num beco sem saída. Frustrada, me virei e fui voltar. Pelo menos essa era a minha intenção. Pois meu caminho estava bloqueado por um cara com uma moto. Se isso já não era ruim o bastante, o cara ainda tinha que estar armado?
– Perdida, lindinha? – perguntou o cara.
– Não, já estava de saída! – falei meio desesperada, mas sem perder meu humor avesso.
– Pra que pressa? Você não vai sair daqui mesmo, vadia! – falou ele descendo da moto e sacando a arma.
Só tenho uma coisa a dizer: me ferrei bonito!
– Você até que é bonitinha, mas tenho namorada e ela é muito ciumenta. Então vamos acabar logo com isso?
– Você vai me matar? – perguntei com muito medo.
– Olha! A vadia pensa! Incrível! – debochou ele.
– Vadia é sua mãe! – falei sem pensar, o que foi a maior burrada da minha vida, pois ele se irritou e apontou a arma pra mim.
– Não. Insulte. A. Minha. Mãe! – disse pausadamente. Fechei os olhos esperando o tiro e... Bam! Um barulho de tiro foi ouvido e um baque surdo também. Mas eu ainda estava viva. Então com muito cuidado, abri os olhos e os vi. Um par de olhos azuis bem escuros me encarava. Focalizei no seu rosto. Lindo. Um sorrisinho sarcástico brincava nos seus lábios e na sua mão havia uma arma. No chão a poucos centímetros de mim o corpo do cara estava estirado. Um nó se formou na minha cabeça. Ele havia me salvado?
– Sabe você não devia insultar a mãe dos outros. – ele disse zombeteiro.
–Insulto quem eu quiser. Qual é seu nome e quem é você? –rebati.
– Eu? Me chamo Logan, mas meu apelido é Wolverine. E o que eu sou? Não é óbvio? Eu sou um bandido.
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