Notas iniciais
Desculpe a falta de romantismo em certas partes. Boa leitura!

Hoje eu havia acordado cedo, foi uma noite de sonhos ruins. Queria de alguma forma me livrar dos tormentos com algo que me fizesse bem. Depois de acordada e pronta para me vestir, gastei mais de meia hora para fazer minha escolha, já que meu guarda-roupa havia mais de mil combinações perfeitas. Escolhi uma calça com seu lado esquerdo navalhado de lycra de cor preta, uma blusa simples dos Beatles e um sapato preto cheios de spikes de metal em preto. Para maquiagem, não fiz algo extravagante, queria minha pele o mai natural possível. Não queria ficar com aparência igual a da Christina Aguilera, que de tanto usar maquiagem, me faz confundir ela com sua boneca de cera. – Sorte minha ela não saber disso. Imagina se ela resolve invadir meus pensamentos...

Desci para o café da manhã. Tudo normal, nada de inesperado. Depois, segui para minha reunião. No caminho, reparei que estava sendo vigiada por fotógrafos. Acho que nem havia a necessidade, eles deviam perseguir alguém famoso.

Já passara das sete horas da noite quando a reunião com meus produtores e empresários chegara finalmente ao fim. Eu levei alguns minutos até sair do prédio, já que fui me despedir dos meus parceiros antes de sair. Saindo sala principal, notei que meu celular tinha duas mensagens não lidas, que por sinal, não era nada de importante. Depois disso, não deixei de postar em meu twitter. Havia vários recados carinhosos. – Será se eu sou uma celebridade? – Chequei minhas mensagens novamente e desta vez, algo de relevante.

Acho que já estou livre. Acho que já estou pronta para ir ao Starbucks mais próximo e depois seguir para minha casa. – Isso se algo mais interessante não surgisse nos próximos 15 minutos. – Ou não, alguém que acabava de sair do elevador me mencionava.

– Ora, não sabia que a poderia vê-la por aqui. Vai dizer que ia embora sem antes me cumprimentar, Jessie? – Dispara um rapaz com uma voz encantadora.

A voz dele era do tipo que ninguém conseguia ignorar.

– Max George, digo o mesmo. É tão bom tê-lo aqui como colega de trabalho, é realmente muito bom. – Disse num tom agradável.

Não sabia que podia encontrá-lo aqui. Gostei da novidade. Ele estava vestido com uma calça um tanto ousada – que dava pra ver claramente suas pernas toneadas marcadas –, uma basqueteira de um estilo diferente – a primeira impressão que tive foi que era um modelo exclusivo –, uma camisa regata quase transparente – que tinha a bandeira da Inglaterra estampada em diferentes tons.

O corredor principal do elevador da gravadora se encontrava quase vazio. Alem de mim – e o Max, que acabou de chegar – duas secretárias tagarelavam num canto mais afastado. Havia um telão na sala de estar – que se encontrava próximo da gente – que exibia vários videoclipes, nos fazendo ter o pensamento de que logo, logo seria algum vídeo clipe nosso reproduzindo naquele lugar.

– Digo o mesmo. Seria uma má idéia irmos ao Starbucks mais próximo? Talvez ficássemos mais à vontade.

– Claro que não. Eu primeiro, alguns minutos depois você segue para lá. Ou se preferir, podemos ir juntos e amanhã estarmos na primeira página do The Mirror. Qual a melhor opção?

– A de número dois. Já imaginou? “Max George é flagrado em lanchonete com a Jessie J”

– Para de ser tolo (Risos).

– Primeiro as damas.

Por um momento eu me achei um pouco desconfortável, agora olhando para baixo, eu me lembrei de como difícil foi para eu conseguir chegar até onde eu estou; de todos os problemas que passei e de tudo que superei. Eu me acho totalmente capacitada para tudo que vier, às vezes virá algo difícil, mas temos que vencer nossos dragões.

Agora uma mecha do meu cabelo caía sobre minha testa e logo coloquei a no lugar. Reparei que havia um fio mais claro que o outro, mas isso não era de extrema importância – nada que meu cabeleireiro não conseguisse resolver.

Segui em direção à saída. Estava tão distraída que quando a porta se abriu eu tive um pequeno susto.