L.o.v.e
1 Único
Notas iniciais
Escrevi em uma explosão de romantismo numa aula de literatura.
"Ela estava sentada no banco da praça, o fim de tarde já estava bem nítido já que o sol se escondia por trás das montanhas, ela tomava sorvete colorido animadamente enquanto o mesmo lambuzava o nariz, ela riu para as amigas que a acompanhavam naquela tarde de veraneio enquanto passava levemente o dedo para limpar o nariz melado de sorvete.
Eu ainda a observava quando ela levantou e comprou outro sorvete, o jeito como se movia, o modo como sorria verdadeiramente me encantava. Ela voltou a sentar-se e olhou para uma das amigas enquanto arrumava os cabelos perfeitamente desalinhados atrás da orelha, ela era um charme.Uma das amigas indicou com olhar significativo como quem dissesse “Tem alguém olhando para você”, e então ela abaixou a cabeça timidamente e um pouco corada. Uma brisa fresca de final de tarde passou por ela desalinhando o cabelo, e mais uma vez ela o arrumou por trás da orelha. E novamente me fitou serena, e percebendo que eu ainda a olhava sorriu abertamente para mim. Não existia beleza mais pura e inocente como a daquela garota.Os olhos azuis como numa manhã de primavera tomavam toda a beleza daquele lugar para ela. O som de sua gargalhada era evidentemente clássico e dócil como se um anjo sussurrasse em meu ouvido coisas de amor. Nunca acreditei em amor à primeira vista até ver aquela linda garota no banco da praça, seu sorriso era algo que fazia meu coração acelerar incondicionalmente. Agradeci novamente por enfim estar de volta àquela pequena cidade.Ela minha dama, o amor de minha vida, mesmo que não soubesse. Seria única, mesmo que não quisesse.Levantei-me sorrateiramente de onde estava e fui caminhando até a linda garota de olhos celestiais, a qual eu não sabia o nome. As amigas cochicharam entre si fazendo-a olhar para trás, um turbilhão de emoções me fizeram perder a vontade de continuar. As meninas que estavam com ela se dispersaram pelo parque, enquanto ela ficou sozinha. Ela sorriu meigamente revelando-me todos os dentes.— Olá, desculpe-me, mas eu não consigo tirar os olhos de você. Seu olhar, seu jeito, seu sorriso me passam uma paz, uma felicidade, tudo tão inexplicável. É como... É como se eu já a conhecesse a um bom tempo.— Talvez conheça. — Ela sorriu ainda mais.— Como? — Assustei-me com tal afirmação espontânea.— Eu costumava ser tua namoradinha de infância. — Ela abaixou a cabeça sem jeito — Andávamos por essa mesma praça de mãos dadas e tomávamos sorvetes embaixo das arvores, até você ir embora.— Então dessa vez, volte a ser minha namoradinha, só que de agora em diante, para sempre. "
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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