Louise & Richard - Are they one?
1 Capítulo 1 – Louise vs Richard.
Notas iniciais
- Se a música acabar antes do capítulo ser lido, dê replay.
Música para ouvir durante este capítulo:Kate Nash — Mouth wash
Prólogo:
Louise teve um passado difícil. Nem sua família, nem mais ninguém ao redor ajudaram-na a ter uma infância agradável. Mas, com força de vontade, bom-humor e um excesso de inteligência ela pode superar. Além disso, seus amigos (muito esquisitos, assim como ela) fazem parte da força que ela precisou para se erguer, falo de: um gay, um rapaz com certo vicio em sexo (assistido, imaginado ou executado) e uma nerd japonesa. Todos com um passado triste, mas aprenderam a encarar a vida com bons olhos. Louise encontra esperanças no mundo que a maltratou em Richard, o homem que mais odiava.
Ironia do destino, ou as particularidades de um sentimento puro?
Louise vs Richard:
Louise tem opiniões fortes em relação a pessoas populares por sua beleza (ou famosos). Junto aos seus amigos, nos corredores da faculdade, faziam piadas dos “bonitos” (pessoas populares por sua beleza, segundo eles), dizendo o quanto eles eram “burros” (apesar de que Louise tinha conceitos diferentes sobre burrice, mas não vem ao caso).E dizendo o quanto as meninas deste grupo andavam rebolando e mostrando os peitos para os alunos e professores, as chamaram de “pavoas no cio”. Foi quando o mais “bonito” da faculdade e provavelmente da pequena cidade onde moravam os confrontou:
- De quem estão falando, esquisitos? – impondo sobre Louise e seus amigos seu tamanho de quase dois metros de altura (e talvez 3m ou 4m de largura).
Hebert, o sensato homossexual, puxou pelos braços Kime e Todd, seria realmente a atitude mais prática e sensata à se fazer, mas Louise ficou de frente com o muro, Richard:
- Bem, Sr. Richard. Estamos fazendo piadas de você, seus amiguinhos, e de como sua namoradinha é vadia. – Disse Louise, na ponta dos pés para olhar nos olhos do rapaz. Continuou:
- Como se eu não soubesse que vocês fazem também fazem piadas mais ofensivas sobre a gente quando passamos, nós vimos. Só estamos respondendo à altura. – Disse descendo das pontas dos pés e colocando as mãos na cintura, como se esperando uma resposta do oponente.
Rindo da resposta de Louise, Richard abaixou no nível dela, ou quase. Talvez devesse se ajoelhar. Disse:
- Pois saiba, Louise que nós do time não somos burros. Na verdade, duvidamos muito da SUA inteligência, Srta. Queridinha dos professores. – Disse olhando com os olhos escancarados, parecendo que podia empurrar Louise com o olhar. Louise corou.
Recuperando-se, Louise deu a fala derradeira da discussão:
- Ótimo! Duvidar um pouco pode ajudar a vocês Neandertais a se tornarem Sapiens, um dia. — Louise sabia que a fala fora ridícula, mas saiu de cena, virando as costas para Richard e seus amigos que a olhavam todos com a mesma cara de interrogação.
Entrando pelo primeiro corredor que encontrou, foi puxada pelo braço. Notou, então, que se tratava de Hebert, Kime e Todd escondidos atrás de uma pilastra. Hebert estava visivelmente mais assustado do que os outros. Empurrou Kime e Todd para trás dele e colocou as mãos nos ombros de Louise, fazendo cara de súplica. Depois de alguns segundos olhando fixamente para Louise, a sacudiu como se quisesse colocar seu cérebro no lugar certo do crânio. Afastou-se e tentando se acalmar, disse:
- Que diabos você tentou fazer, Louise? Ah, já sei, você cansou da gente e tentou fazer com que alguém nos matasse... Quer que eles batam na gente, não é? Você é masoquista, por acaso? Louise, querida,EU SOU GAY! Eu sou bicha, afeminado, baitola, eu estou usando echarpe, não preciso de ajuda pra me odiarem. Me diga, o que você tem na cabeça, menina?! – Disse mudando de expressão de entonação a cada frase. Como é possível imaginá-las, nem me darei o trabalho de explica-las.
Louise riu da situação. Riu do “chilique” de Hebert, da conhecida cara de assustada de Kime e da expressão de Todd, como se dissesse: “O que aconteceu aqui”?
Com calma, tentou convencê-los de que o que fizera fora para o bem de todos:
- Calma, gente! Eu já não tenho medo deles. Não é justo que quando fazem chacota da gente é só uma brincadeira, mas com eles já é ofensivo. Eles não são melhores do que a gente, e vou mostrar para eles, não tenho medo. E se vocês também mostrarem isso, não terão motivos para temê-los. – Louise pôs a mão sobre o ombro de Hebert, pois era o mais exaltado.
Todd concordava com a cabeça. Mas, Kime estava mais em pânico do que o normal. Seus olhos puxados e pequenos estavam abertos como se estivessem rasgando, olhando fixa para Louise, dizendo:
- E-Enfrentá-los?? Q-Quer dizer... cara à cara?? – Bem, antes de dizerem qualquer coisa, Kime havia saído correndo com os braços para o alto. Desesperada.
Hebert não perdeu a oportunidade, disse:
- Está vendo só? Assustou a menina! – Enquanto dava um empurrão de leve em Louise.
Com a mão no lugar onde Hebert bateu, Louise disse:
- Mas, ela é assustada o tempo todo.
Todd, finalmente, se pronunciou:
- Okay, pessoas! Fiquem aqui e eu vou atrás dela. – Enquanto abria espaço entre Hebert e Louise.
Porém, os dois o impediram antes de seu heroico primeiro passo. Hebert interrompeu qualquer questionamento de Todd dizendo:
- Nós te conhecemos bem demais pra deixar você sozinho com a Kime. Ao menos, me leve com você. Assim se você tentar algo com ela, você vai ter que tentar comigo também. – Disse fazendo trejeitos femininos. De brincadeira, na maioria do tempo, Hebert era mais macho do que se podia imaginar do usuário de echarpes.
Com expressão de nojo e de indignação, Todd virou-se para Louise e Hebert dizendo:
- Como assim, galera? Que é isso? Isso não se faz. Ela é minha amiga, assim como vocês dois. Jamais tentaria algo com ela. Só quis ajudar.
Incrédula, Louise replica:
- Acontece, Todd, que você já tentou algo antes... A pobrezinha se escondeu por semanas.
Todd constrangido com os fatos, sorriu sem graça e disse:
- Está certo, admito que já tentei ter uma chancezinha com ela. Mas é verdade, eu queria mesmo ajudar.
Hebert põe a mão na cabeça de Todd como um pai faria e diz:
- Você é um bom homem, Todd. Só que é um tarado.
Rindo, juntos foram em busca de Kime. Mas na cabeça de Louise rondava um pensamento: Algo dizia que as intenções de Todd, pela primeira vez, não eram sexuais.
Sabe-se lá porque isso passou pela cabeça de Louise, ainda assim ela guardou este pensamento.
Após algum tempo de busca...
Era fim do intervalo antes da ultima aula do dia. Kime ainda não dera sinal de existência. Desistindo da busca, Louise chamou Hebert e Todd:
- Hey, gentes! Cansei de procura a Kime. Na verdade ela deve estar na aula dela. Na verdade a gente vai ver ela à noite quando formos dormir. Sendo assim, vão indo pra aula de vocês, eu vou estar no banheiro.
Todd concorda, dá um tapinha de despedida nas costas de Louise (acho que ele pensa que ela é homem) e segue seu caminho, mas Hebert ainda fica e diz:
- Você, sua egoísta! – Com tom de brincadeira, mesmo que pareça, maioria das vezes, um pouco violento.
Louise responde:
- Claro que não sou! Vá à merda, sua bicha. Antes de mim, você pediu para desistirmos e não estávamos procurando não havia nem cinco minutos. – Disse Louise dando um de seus empurrões desengonçados, cambaleando, como se fosse cair.
Dando risadas, Hebert deu um beijo na testa de Louise e seguiram sentidos opostos.
Louise, chegando ao banheiro, cantando uma musiquinha de tom infantil, ouviu baixinho o choro de alguém. Não era um chorar qualquer, era o típico choro contido de Kime. Batendo a mão contra sua testa, se perguntando por que não procurou no ultimo banheiro feminino, abriu a porta do boxe da onde vinha o som. Kime saltou lá de dentro, de braços abertos de encontro à Louise:
- Ai, meu Deus, é você! Ainda bem, já não queria mais me esconder de você. Mesmo assim, não tive coragem de sair do banheiro. Me desesperei. – Agora, aparentava uma moça de dezenove anos, mas antes era uma japonesinha de cinco anos de idade com medo das pessoas.
Encarecida, Louise abraça Kime, olhando-a com um olhar de mãe (ao mesmo tempo em que piedosa, era encorajadora), disse:
- Calma, Japa. Eu não vou obrigar você a enfrentar ninguém. Afinal, quem comprou essa briga fui eu sozinha, não é mesmo?
Saindo do banheiro, as duas abraçadas se encaminhavam para a aula, quando saindo de um corredor, como se saíssem da parede, Richard, Doug (seu melhor amigo) e outro rapaz que eu não sei o nome, esbarraram nas duas meninas.
Nesta hora, Richard lembrou-se das piadinhas de Louise. Apesar de seu tamanho, Richard sempre foi muito calmo. Muito coerente (gigante fofo) que é, nunca ofendia alguém com algo mais que anedotas. Mas com Louise, ele ficou furioso. Ele a ouviu falando que sua pseudo-namorada era “uma prostituta que se vendia por notas”.
Richard não perdeu a oportunidade para confrontar Louise. De frente com as moças, com olhos vermelhos de raiva, disse:
- O duende japonês e a anã engraçadinha não deveriam estar se protegendo na aula do seu professorzinho? Aqui fora é muito perigoso. Principalmente para vocês.
Louise, dando seu típico sorriso irônico, disse:
- Que fofo, se preocupando com a gente! Acha que a gente tem medo de você, o lobo mau gigante? De jeito nenhum. E, além disso, eu não me sentiria o lobo mais feroz da floresta. Nem nos ofender você conseguiu. Afinal, perto de um poste sem graça que é você, qualquer um parece um anão engraçadinho.
Richard nem ao menos achou ofensiva aquela piada. Mas, sua raiva já era grande demais pra relevar. Inclinando sobre as meninas disse:
- Você podia ter ficado na sua, monstrenga. Mas agora você está em guerra com o Time. E nós só paramos quando vencermos.
Irônica, Louise disse:
- Ah, claro. Guerra e tal. Com certeza, vamos lá! Cara, você é um bundão mesmo. – disse virando as costas para Richard e seu quase capangas.
Seguindo cada grupos para um lado diferente, Louise olha pra Richard e Richard para Louise. Louise sorri e dá uma piscadela, Richard fecha a expressão com ódio. Louise e Richard sabiam que essa cena fora ridícula.
Notas finais
- A Louise é uma versão melhorada da autora, é mais bonita, mais inteligente, mais engraçada, mais tudo. Então, amem-na. Mentira. Deem sua opinião sobre ela.
- As piadas de cunho sexista (que tem designação de gênero ou opção sexual) são falas de personagens FICTÍCIOS e não expressam a opinião da autora. Nestas falas, não há a entonação discriminatória, mas sim de carinho e intimidade e reforça a intenção da trama.
- Me esforcei muito pra esta história (porque não escrevia muito antes), então, não copiem. Pior do que o noob que não sabe escrever é o noob que copia.
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