Notas iniciais
E aí meus amores! Tudo bem com vocês? Bom, aqui estou eu com o Capítulo 2 e eu espero -do fundo do meu core- que vocês gostem ♥

Narrado por Bárbara

*Tempo real*

Acordei cedo em comparação aos outros dias da semana. Levantei da cama e a arrumei. Tirei o pijama cor-de-rosa com uma Torre Eiffel e vesti um jeans velho, uma blusa branca que estava escrito “Quadruplé, mon frère”, uma jaqueta bege de couro, um all star branco e um par de luvas e cachecol, ambos nas cores azul e vermelho.

Hoje era dia de jogo e meu irmão jogaria. Por esse motivo, liguei para o David, pedindo para ele trazer a Aline aqui em casa, assim podíamos fazer alguma coisa enquanto os garotos chegavam ia para o estádio treinar um pouco.

O Lucas estava na cozinha tomando café da manhã, então desci as escadas e fui direto falar com ele, desejar boa sorte e coisas do tipo.

– Bom dia Lucas – eu disse ainda com cara de sono

– Bom dia, Ba – disse ele dando um gole no leite quente – Ainda não penteou o cabelo, não é? – disse ele rindo, se referindo ao meu cabelo bagunçado

– Não vou responder – eu disse, tentando mudar de assunto – Que horas é o jogo?

– Vai ser às cinco, mas o Blanc pediu para chegarmos mais cedo, lá pra uma hora – respondeu ele e depois fez uma pausa, dando mais um gole no leite – O David tá chegando e eu já vou sair. Marcamos com o Marquinhos e com o Max em um barzinho aqui perto...

– Vocês têm que chegar lá uma hora e agora são – olhei para o relógio da parede – nove horas. Vão almoçar aonde? Vão fazer o que agora?

– Caramba, você tá pior que a mamãe, hein? – disse ele rindo – Vamos almoçar em algum restaurante perto da Eiffel e depois vamos dar um rolezinho. Talvez dar uma volta por lá mesmo ou ir até a Champs-Élysées

– E eu? – indaguei

– A Aline não vem? – perguntou ele – Chama a Nayara e a Pamela pra virem pra cá também

– A Nay e Pam vão passear com os irmãos agora de manhã – eu o encarei – Para de tomar esse leite – eu disse rindo – Tá irritando – ele riu também, deu mais um gole no leite e deixou a xícara na pia – Enfim, Lucas, me leva pra algum lugar

– Agora não dá Ba. Vou resolver uns assuntos importantes...

– Com o David, o Marcos e o Max junto?!

– Olha, não dá pra explicar agora – a campainha tocou, o interrompendo – Olha, o David chegou – e ele foi atender a porta

“Ai Lucas, por que você não pode ser um daqueles irmãos que levam a irmã mais nova pra passear? ” pensei. Meus pensamentos foram interrompidos pelo celular do Lucas, que começou a tocar, mas não era gente ligando ou mesmo mensagem, era um lembrete. Estava escrito “Feliz aniversário pra best sister ever”. “Meu Deus, hoje é meu aniversário” pensei. “Como assim eu esqueci?!”

– Baranga! – ouvi a Aline gritar pela sala – Feliz aniversário

– Brigada Line – respondi, dando um abraço nela – Acredita que eu tinha esquecido? – ela deu risada

– Bárbara, estamos indo! – gritou o Lucas caminhando da sala para cozinha, acompanhado pelo David – Cadê meu celular, hein? – eu o entreguei

– Ei, deixa eu dar parabéns pra sua irmã, Lucas – disse o David – Parabéns Bárbara

– Brigada David – eu disse abraçando ele – Aonde vocês vão?

– Vamos David – disse o Lucas – Agora

– Ele não é seu cachorro, Lucas – eu disse – Hein David, me conta

– Surpresa, mas garanto que você vai gostar – cochichou ele no meu ouvido – Vamos Lucas

Os dois saíram pela porta da frente. Eu e a Line ficamos em casa, apenas nós e nós. Eu quis mandar mensagem pro Marquinhos e pro Maxwell, perguntado o que eles fariam, mas o David falou que seria uma surpresa, e eu não queria estragar. Olhei para o espelho e lembrei que não tinha arrumado o cabelo. Chamei a Aline para me ajudar e lá fomos nós, na missão impossível de desembaraçar minha juba.

*40 minutos depois*

– Ficou muito lindo – elogiou a Aline – Muito lindo

– Brigada Line – respondi – O que você acha de a gente sair?

– O que você sugere?

– Champs-Élysées ou Champs-Élysées. Você que decide – respondi

– Então já vai pegando o dinheiro, que eu estou necessitada de umas roupas que eu vi

– Tenho que comprar uma camisa nova do Paris – ela me encarou com cara de desentendida – Quero dizer, a nova camisa do Paris – corrigi e ela fez cara de alívio

Pegamos nossas coisas, chamamos um táxi e ficamos esperando na sala. Assim que ele chegou, fomos direto à Champs-Élysées, mais precisamente, diretamente à mega store do PSG. Fizemos nossas compras e eu me presenteei com algumas coisas para decoração que achei por lá.

– Cara, já são quatro e meia – eu disse olhando para o relógio do celular – A gente já tem que ir pro estádio

– Eita, passou muito rápido – respondeu ela – Vamos chamando um táxi e vai avisando pros meninos liberarem a gente na área VIP

Chamamos um táxi e, assim que ele chegou, mandei uma mensagem pro Lucas falando pra ele pegar nossos crachás com o segurança. Chegamos no estádio em pouco minutos e logo mais já estávamos dentro do Parc des Princes, ao lado de alguns famosos.

– Meu Deus – disse a Aline – Marco Verratti

O Marco era um dos ídolos da Line, então ela estava muito feliz. Ele era super fofo e simpático. Autografou nossas camisas e, por ironia, ele foi o primeiro.

– Marco, não giocherà? – arrisquei um italiano, esperando que ele entendesse

– Sto sospeso per cartões – ele entendeu, e arriscou um português para me responder. Eu dei um sorriso para agradecer e ele o retribuiu

Eu e a Aline andamos mais um pouco pela área VIP para descobrir quem mais estava por lá. Encontramos com Thiago Silva, machucado; Ibrahimovic, poupado; Javi, machucado; Nayara e Pamela, não que essas duas fizessem diferença.

– Feliz aniversário Barbie – disseram a Nay e a Pam e uníssono

– Feliz cumple – disse Javi

– Gracias, Javi – agradeci, em um espanhol totalmente improvisado

Assistimos o jogo com a Nay, a Pam e o Javi. O jogo ficou 2 a 0 pra gente, com um gol do meu irmão e outro do Marquinhos. O Lucas comemorou com aquele clássico mortal dele e fez um coração e apontou pra mim. Sim, eu ganhei um gol no dia do meu aniversário.

O Javi, o Thiago, o Ibra e o Marco desceram para o vestiário, enquanto eu e as meninas tivemos que ficar lá em cima esperando. Tiramos várias fotos, ganhei presentes.

Chamei as meninas para ir em casa e elas aceitaram. Chamamos um táxi e, assim que ele chegou, mandei mensagem pro Lucas, avisando que eu já estava indo para casa e que as meninas iam comigo. Ele respondeu “Se arruma que eu tenho uma surpresa pra você. Elas já sabem de tudo e o David, o Marcos, o Max, o Thiago, o Javi, o Pochi e o Motta estão indo comigo”.

Assim que chegamos, me arrumei. Coloquei uma calça mais nova e uma blusa mais de festa. Mantive a jaqueta e troquei o all star por uma sapatilha.

– Onde nós vamos – perguntei pra Aline, que subiu para o quarto comigo, enquanto a Nayara e a Pamela ficaram na sala jogando Fifa 15

– O David me contou uns pedacinhos da surpresa, mas eu não posso te contar, senão perde a graça e depois eu tenho que ficar um monte de gente falando no meu ouvido que não era pra eu contar isso pra você

– Sabe, às vezes eu queria ser uma pessoa normal – eu falei – Ter um irmão que é jogador de futebol é legal, mas cansa. Ele nunca tem tempo pra você, nunca lembra do seu aniversário, nunca pode sair porque é um jogo importante que vai ter, ou porque vai treinar, porque o Blanc falou pra ficar até mais tarde, porque os amigos chamaram pra sair... – fiquei falando um bom tempo e nem percebi que o Lucas estava no meu quarto, olhando pela porta

– Nossa Bárbara – começou ele – Eu não sabia que era assim que você se sentia. Se você quiser, eu falo com o Blanc e peço pra ele falar com a diretoria do São Paulo pra eu voltar pra lá – eu discordei com a cabeça. Trocar Paris por São Paulo? Eu estava chateada, mas não louca – Você fica aí nesse blá blá blá que eu esqueci seu aniversário e nem lembra que depois que eu chego em casa, a gente vai jogar Fifa – nós dois rimos – Acho melhor você calar a boca e não falar o que não sabe, porque a gente vai sair agora e comemorar seus 18 anos. Hoje de manhã, o Max me ajudou a escolher um bom restaurante. O Marquinhos viu se o cardápio era bom. O David foi falar com as meninas e...

– E você? – eu o interrompi

– Eu paguei né – ele riu e eu o encarei – Eu paguei, mas me certifiquei de que você iria gostar

Eu o abracei, mas não foi aquele abraço de amigo, que você dá toda hora, foi um abraço de irmão mesmo. Um irmão que faz, na maioria das vezes, um papel de mãe e pai. Um irmão que é melhor amigo. Dei o abraço mais sincero da minha vida, um abraço que agradeceu todas as vezes que eu esqueci de dizer um “Obrigada”.

– Desculpa – eu disse em meio às lágrimas – Acho que molhei sua blusa

– Eu vou lá no quarto me trocar – respondeu ele – Suas amigas estão lá embaixo com os irmãos delas. Estão jogando Fifa e achando que conseguem ganhar da gente – nós dois rimos – Vai descendo que daqui a pouco eu estou lá pra gente acabar com eles

Desci as escadas me sentindo uma nova pessoa. Uma pessoa mais calma e mais alegre, uma pessoa mais agradecida. Sentei no sofá ao lado do Pochi, que logo me perguntou:

– Que pasa?

– Crise de Hermanos – eu disse improvisando um espanhol – Y ustedes? Que están haciendo?

– Yo y Nay estamos dando una surra em tus amigas – respondeu ele – Já os otros, están se matando para ver quem pega el segundo lugar

– Hahaha Pochi – disse o Lucas descendo as escadas – Vai tirando seu cavalinho da chuva. Eu e a Ba somos os melhores. Como ela mesma diz, sambamos na Sapucaí

– Sapucaí? – perguntou o Javi, que estava jogando com a Pamela contra a Aline e o David

– El carnaval do Brasil es mucho bonito y el más bonito de todos acontece en el Rio de Janeiro, en la Sapucaí

O Javi apenas balançou a cabeça concordando. O Lucas olhou pra TV e encarou o placar do jogo. Era Real e Barça e o Barça, do David e da Line, tava ganhando de 1 a 0.

– Vamos reagir, merengada? – gritou a Nay. Ela não gostava nada de madridistas, era totalmente contra a existência da raça

– Deeer, faz melhor! – falou a Pamela assim que o árbitro apitou o final do jogo

O melhor do meu Fifa era que ele não estava em francês. Esse eu comprei na minha última viagem ao Brasil. Paguei caro? Paguei, mas não vou negar que é bem melhor ouvir o Tiago Leifert e o Caio Ribeiro narrando do que qualquer outro narrador francês. Eu entendo? Entendo, mas é bem melhor ouvir o jogo narrado em português. O Javi e o Pochi não entendiam nada, então direto perguntavam alguma coisa pra gente.

– Vamos Ba, nossa vez – falou o Lucas – Quem vai ser o primeiro a perder?

– Vai quem perdeu agora – falou a Aline. A Pamela lançou um olhar mortal pra ela – Vai Pamela, da Bárbara você não perde – eu a encarei e logo peguei o controle

Escolhi pra jogar com o Paris, pois já conhecia bem o time. A Pamela escolheu, junto com o Javi, o Marseille, só pra dar um ar de jogo clássico.

O jogo começou e eu e o Lucas tomamos um gol logo de início. Fomos zuados? Sim, mas quando se ganha de virada é melhor né? Viramos o jogo pra 3 a 1.

– Há – foi o que o Lucas disse assim que o árbitro apitou o fim do jogo – Tomaram três, fora o show né?

– Deixamos vocês ganhar – disse a Pamela

– Pra que perder de propósito duas vezes seguidas? – perguntei – Quem são os próximos?

Eu e o Lucas jogamos mais duas partidas juntos, contra a Nay e o Pochi e contra a Line e o Vid. Ganhamos os dois.

– Vamos fazer assim, a gente muda as duplas – começou o Marquinhos – Eu jogo com o Lucas, o Max joga com a Bárbara, o Javi e o Pochito vão juntos, Pamela e Nayara, Motta e Aline, David e... Faltou alguém? – o Thiago levantou a mão – Esqueci que você tava aí Thi, desculpa – o Thiago pareceu ignorar e o Marcos terminou – David e o Thiago. Fechou

Desenhamos uma espécie de chave com todos os jogos e íamos desenhando quem ia jogar com quem.

Começamos nosso torneio interno. O primeiro jogo foi o do Lucas e do Marquinhos contra o Javi e o Pochi. O Javi sambou, marcou dois gols. Calma, dois golaços. Aí você pensa “Ah, ele marcou dois gols, então ganhou”, na verdade não. O Marquinhos joga super bem e o Lucas também, então eles conseguiram ganhar, mas pra prêmio de melhor em campo, o Javi é o escolhido, com certeza.

O próximo jogo foi o da Aline e do Motta contra a Pam e a Nay. Essas duas últimas só serviram pra brigar o jogo inteiro. O Thiago jogou super bem, na verdade, conseguia jogar melhor que a Aline e a Line joga demais. Enfim, a Line e o Motta ganharam de 3 a 0.

Finalmente chegou a vez do meu jogo. Eu e o Max contra o David e o Thiago. No começo, fiquei com medo de que o Max não soubesse jogar, mas, depois de três minutos de jogo, descobri que eu estava super errada e que ele jogava tão bem quanto o Lucas. O Vid e o Thi fecharam a zaga, mas uma andorinha só não faz verão, né? Furamos ela [a zaga] duas vezes, uma vez eu e outra o Max. Ambos marcamos. Ganhamos de 2 a 0.

Como não tínhamos muita gente pra jogar a Line e o Motta passaram direto pra final, o lado deles da chave tava mais fácil que o meu. Agora, eu e o Max íamos jogar contra o Lucas e o Marcos, eu admito que fiquei com um pouco de medo. Felizmente, o Maxwell estava totalmente inspirado e marcou duas vezes e depois deixou a bola na área pra eu marcar o meu.

Finalmente chegamos na final. Eu e o Max contra a Line e o Motta. O jogo dos jogos. O clássico dos clássicos. Pra deixar um clima mais emocionante, eu escolhi Barcelona e a Aline, percebendo minhas intenções, escolheu Real Madrid. Foi um jogo duro? Foi, mas valeu totalmente a pena. Eu e o Max ganhamos de 2 a 0. Dessa vez eu não quis marcar, deixei todas pro Max e ele fez.

– Bem Max! – gritei – Chupa Alineee!

– Ai Bárbara, é só um jogo – falou o Lucas

– Cala a boca que você perdeu da gente também – disse o Max. O Lucas fez cara feia, parecendo uma criança de dois anos que não ganhou o presente que queria

– Bárbara, tá pronta? – me perguntou o Lucas – Já vamos sair. Nossa reserva tá pras nove e meia

Eu olhei para o relógio e vi que já eram nove em ponto.

– Já sim – respondi – E vocês? – todos assentiram

O Lucas pegou as chaves do carro na cozinha e todos fomos para o carro. Entramos e fomos direto para o restaurante que o Max tinha escolhido. Ele realmente tinha bom gosto. O lugar tinha uma decoração linda, parecia que eu estava no Rio de Janeiro. A janela ao lado da nossa mesa tinha vista para o Cristo Redentor. A mesa da nossa frente tinha vista para a Times Square. De acordo com o Maxwell, era um restaurante muito frequentado por turistas, por ser bem decorado e ter vistas para as mais famosas paisagens do mundo.

Se antes eu estava brava com meu irmão por ele ser um chato, agora eu era a pessoa com mais sorte no mundo. Por mais que as pessoas tenham ficado pedindo fotos e autógrafos, foi muito divertido. Passei um tempo com minhas melhores amigas, com a pessoa que eu mais amo no mundo, e com jogadores de futebol de um clube milionário. Que garota não queria ter essa minha vida? Sou eternamente grata a Deus por tudo o que Ele me deu até hoje e por essas pessoas maravilhosas.

Notas finais
E aí? Gostaram, amaram, odiaram? Deixe nos comentários a sua opinião e se eu devo continuar okk? Tentarei postar capítulos novos todas as quintas -com exceção dessa aqui (risos)- Eu acho que é isso então. Flw, tchau, é nóis, fui ♥