Notas iniciais
E aí, meus amores? Tudo bem com vocês? Vou começar me desculpando por não ter postado a fic no dia de ontem, mas é porque dia 20 de agosto é o aniversário da minha cidade e tem um desfile. A minha escola sempre participa desse desfile, só que é bem cansativo. Ontem por exemplo, depois de chegar do evento, não descansei e fui direto para o shopping resolver uns assuntos que não são tão relevantes. Enfim, perdão por não ter postado ontem e aqui está o novo capítulo, que foi dividido em três partes para dar um pouquinho de suspense nessa vida tão clichê. Então é isso; Não vou mais atrapalhar vocês. Boa leitura e até as notas finais ♥

Narrado por Pamela

Acordei com o toque do meu celular. Eram nove horas da manhã e a Bárbara já estava me ligando. Sentei na cama, esfreguei os olhos com as mangas do pijama de frio azul e peguei o celular na escrivaninha. Logo pude ouvir a voz animada da Bárbara.

– Oi amiga, bom dia! – eu disse sonolenta

– Ainda não tinha acordado, Pam? – fiquei quieta, mas ela logo continuou – Faz assim, amiga: dá bom dia para o seu irmão, toma um café reforçado e espera na sala. O Max vem te buscar em dez minutos.

– Si Bárbara, pero que vamos hacer? – indaguei. Um fato sobre mim é que eu falo em espanhol quando estou sonolenta ou irritada

– Só faz o que eu te mandei, loira. Assim que desligarmos, vou mandar uma mensagem para o seu irmão. Buenos dias, Pamela. Hasta luego

Resolvi não discutir com a Bárbara, geralmente não dava em nada. Programei o celular para despertar em dez minutos. Eu tinha que estar pronta. Levantei da cama, a arrumei e abri as janelas. Penteei o cabelo e, enquanto isso, olhei uma mensagem que tinha acabado de chegar. Ela era do Maxwell, um dos brasileiros do time.

Chat on

Maxwell: Bom dia, Pamela. Tô aqui na Champs comprando o presente de aniversário da Bárbara, que eu tinha esquecido. Como daqui dá uns cinco minutos pra sua casa, vou acabar chegando mais cedo, mas não me importo de esperar.

Pamela: Bom dia, Max. Tá tudo ok, não tem problema nenhum. Estou quase pronta, acho que nem vai dar pra você ficar jogando conversa fora com o meu irmão por muito tempo. Quer tomar um café?

Maxwell: Se eu conseguir me adiantar aqui e não pegar trânsito, quero sim. Mas isso a gente vê na hora. Mudando de assunto, o que você acha que ela quer ganhar.

Pamela: Olha, se você estiver no começo da Champs, compra algum perfume ou maquiagem. Se você estiver na metade, compra alguma roupa. E se você estiver quase no final da avenida, vai na loja do PSG. Eu e ela passamos por aí na semana passada e ela ficou babando nas coisas da parte de decoração. Já te dei as dicas, agora, nós duas contamos com o seu bom gosto. Beijos

Chat off

Terminei de pentear o cabelo e fui me trocar. Como era outubro, o clima estava começando a esfriar e o inverno parisiense estava chegando. Hoje mesmo, por exemplo, já tem chance de neve. Resolvi colocar uma calça jeans, uma camisa rosa, um moletom azul e vermelho e um tênis branco.

Consegui, sem muito sacrifício, fazer cílios de boneca. Trancei o cabelo para o lado e logo saí do meu quarto, com o celular na mão. Olhei para ele vi que faltavam apenas seis minutos. Esses seriam os seis minutos mais rápidos da minha vida.

Cheguei na cozinha e encarei a mesa. Logo percebi que a Bárbara tinha mesmo avisado o meu irmão e que ele tinha preparado um belo de um café para mim.

A maior dificuldade da minha vida era falar com o Javi. Não sabia se falava em português, porque ele entendia um pouco, por ser parecido com o espanhol. Não sabia se falava em espanhol, que, por mais que eu falasse bem lentamente e de enrolando tudo, ele me entendia. E não sabia se falava francês, que daí eu me enrolava pra falar e ele acabava se enrolando para responder. Tinha vezes que eu juntava tudo e, sem brincadeira, saía “Bom dia, Javi. Ça va? Que temos para el desayuno? ”

– Buenos dias, Javi – eu disse — ¿Qué tal?

– Bien, Pam. Bárbara me passou um mesaje e hablou de uma surpresa con usted y sus amigas– disse meu irmão. Eu estava certa, a Bárbara tinha mesmo falado com ele. Acho que o Javi continuaria falando, mas fomo interrompidos por uma buzina de carro – Creo que es Maxwell

– Eu atendo! – gritei e saí correndo. Peguei as chaves do portão que estavam ao lado da TV e fui abrir para Max entrar – Bonjour, Monsieur. Ça va?

– Bom dia, pequena – respondeu ele – Comprei o presente da Bárbara – disse ele fechando o carro

– Primeiro Scherrer, sou quase do seu tamanho – eu disse rindo – Segundo, não precisava comprar Chanel, ok? E terceiro, fica à vontade. Meu irmão tá tomando café comigo. Se quiser, toma com a gente.

Max entrou pela sala e logo foi para a cozinha. Ele e meu irmão ficaram conversando enquanto eu comia apressadamente. Senti meu celular vibrar no bolso. Gelei, pois já sabia que tinham se passado os dez minutos e que já estávamos de partida. Quando pousei o olhar sobre o aparelho, vi que era uma mensagem da Bárbara.

Chat on

Bárbara: O Max acabou de me mandar uma mensagem que chegou. Estou com pressa para o que vou fazer, então preciso que você saia de casa imediatamente.

Pamela: O que vou fazer, então? Estou comendo e tenho certeza que tenho mais uns dois, três minutos para terminar de comer.

Bárbara: Fica tranquila, loira. Acabei de falar com o Maxwell e ele falou que você pode ir comendo no carro. Vocês vão vir para a minha casa e aqui eu tenho uma surpresa. Uma surpresa que você vai amar...

Pamela: Uma surpresa só pra mim? Tipo, só eu tô metida nesse rolo? Você colocou o Maxwell na história pra quê? Não compensava você ter vindo aqui me buscar?

Bárbara: Calma, amiga. Tudo vai se esclarecer quando vocês dois chegarem aqui. E você não é a única metida nesse rolo. Coloquei quase todo mundo pra trabalhar com esse plano. Estou simplesmente aproveitando que essa semana do Francês foi cancelada por causa da forte frente fria.

Chat off

Fiz como a vida já tinha me ensinado e não discuti com a Bárbara. Separei um croissant e um Toddynho, que eu achei em uma lojinha que vende produtos brasileiros.

– Vamos, pequena? – perguntou o Maxwell para mim – Separou tudo? – eu assenti

– Hasta luego, mi princesa – disse o meu irmão se despedindo de mim

– Hasta luego, mi príncipe – respondi – Vamos, Scherrer.

Guiei Maxwell até o portão da frente. Peguei a minha mochila que estava em cima do sofá e o acompanhei até o carro. Sentei no banco do carona e comecei a comer meu croissant, que estava quentinho.

– O que a Bárbara tá aprontando dessa vez? – perguntei tentando engolir o meu café da manhã

– Sinto não poder te responder, Pamela – respondeu Maxwell – Mas eu te garanto que você vai – ele procurou a palavra certa – amar

Da minha casa para a casa da Bárbara dava uns cinco minutos de carro e uns quinze a pé. Eu fazia esse trajeto quase todos os dias, para podermos ir até algum lugar. Às vezes, a Aline e a Nayara já estavam lá. Outras, tínhamos que passar na casa delas e finalmente fazer o que queríamos.

Fiquei meio calada até a metade do trajeto, porém, uma sacola com o nome “Pamela” escrito em cima me chamou atenção.

– Max, o que é isso? – perguntei apontando para a sacola

– Ah, eu tinha esquecido de te dar – respondeu ele pegando a sacola e a colocando no meu colo – Eu tava passando pela Chanel e comprei o presente da Bárbara, só que peguei trânsito na Champs e tive que fazer outro caminho. Nesse outro caminho, acabei passando por uma loja do PSG e vi uma chuteira que era sua cara. Seu irmão tinha me contado que quando você vai em Saint-Germain, fica sempre com vontade de jogar, mas não pode porque não tem uma chuteira apropriada. Mas agora, seus problemas acabaram – eu abri a embalagem e me deparei com uma caixa da Nike. Quando a abri, me encantei com uma chuteira meio que prateada, com o símbolo da marca em um tipo de amarelo

– Puxa, Max. Que linda. Muito, muito, muito, muito obrigada, mesmo

– Não precisa agradecer, Pam – respondeu ele – Se ficar pequena, tem uma loja de fábrica da Nike em Londres, aí você pode trocar lá e...

– Londres?! Mas eu nunca fui lá.

– Esquece o que eu te disse, ok? Finge que eu nunca falei isso. Olha, chegamos.

A palavra “Londres” ficou na minha cabeça. Eu nunca tinha ido pra lá, por mais que tivesse uma vontade extrema de conhecer. Assim que saí do carro, encarei a casa da Bárbara, ela estava toda enfeitada com coisas inglesas. Eu nem imaginava o que ela estava preparando dessa vez. E imaginava muito menos o porquê do Maxwell ter falado que, se a chuteira ficasse pequena, eu poderia trocar ela em Londres. O que será que aconteceu com a Inglaterra?

Notas finais
E aí? Gostaram? Amaram? Odiaram? Não percam as emocionantes cenas dos próximos capítulos. E é isso tudo pessoal. Um grande beijo meu pra todos vocês. Flw, tchau, é nóis, fui ♥