Loucuras do Amor

5 Capítulo: O amor é a confiança.


Notas iniciais
Como seria se você se apaixonasse por quem mais você odeia?
Vamos apimentar um pouco mais a historia...

Acordou com uma grande ardência no rosto. Seus olhos ainda estavam meio pesados, abriu um pouco eles e piscou algumas vezes. Estava tudo embaralhado, só via uma pessoa que não conseguia identificar, que passava um algodão molhado com algo, provavelmente o que criara a ardência em seu rosto. Parecia que havia levado uma grande pancada na cabeça, bom... ela realmente levou, mas não uma, mas várias. Só sentia seu corpo quente, era uma sensação boa. Levemente foi acariciada em seus longos cabelos se aconchegou um pouco, abrindo seus olhos por completo. O susto foi inevitável: quem cuidava da garota era nada menos que Misaki.

Não conseguia se mover então não pode se afastar, mais ainda estava calma por incrível que pareça, resolveu então fechar seus olhos novamente. Ele a olhou e passou a mão em seu rosto, ela estava deitava em uma cama muito confortável. A menina não falava nada, estava cansada demais para pensar em algo.

O garoto se arrastou para mais junto dela, como se já não estivesse perto o bastante. Mio pensou em falar mas não saiu nada. Sentiu o ar mais quente perto do seu rosto então abriu os olhos: Misaki estava de cara com ela, quase a beijando, mais ainda estava de olhos abertos quando viu a menina olhá-lo; Recuou e passou a mão na nuca:

– Han... você desmaiou em frente a minha casa então tive que te socorrer, estava realmente debilitada, era de dar dó! — Nas ultimas palavras, reparou que ela havia ficado incomodada — Mais agora você parece estar bem, só que... eu fiquei surpreso de você aparecer justo na minha casa... é realmente estranho!

– Eu... — ela fazia certo esforço para falar por estar. Ainda sentindo dor então preferiu ficar calada e fechou os olhos.

– Antes de qualquer coisa descanse, vou preparar algo para você comer.

– Não, espere! — Puxou Misaki de volta para o sofá com um certo medo de encostar nele — Você não fez nada de errado começo, né? Porque eu estou de roupa nova e de banho tomado então... NÃO, ESPERA! O QUE? VOCÊ ME DEU BANHO?

– Calma ai! Foi minha mãe e essas roupas são dela... era do seu tamanho. – Disse dando um sorrisinho — Não são todos os meninos que são pervertidos assim, acredite.

Ela ficou quieta por alguns instantes e um sorrisinho tímido brotou. Soltou o garoto que foi para a cozinha.

Uma hora ele iria perguntar por que ela estava daquele jeito, deveria ou não contar? Sua dúvida a corroía, mais não sabia o que fazer, só sabia que teria que mentir muito ou falar a plena verdade, era uma decisão difícil e teria que escolher. Quando o garoto voltou, vinha com biscoitos... os que ela gostava. Dividiram-nos e depois trouxe um pouco de suco.

– Então... o que aconteceu com você? Parecia que foi assaltada, quando chegou estava toda ensanguentada, era terrível sua situação, se você não quiser me contar, tudo bem! Se for vergonhoso demais... — Pensou um pouco — Espera! Você não foi estu...

– NÃO! MAIS É CLARO QUE NÃO! Eu só... — Olhou para os lados tentando arranjar uma desculpa — ... tropecei.

–Tropeçou e ficou daquele jeito? Me conta outra, essa desculpa tá muito esfarrapada.

– Eu... — Pensou — ... Foi uma obrigação que tive que fazer e... hum, não posso contar detalhes! Esquece...

– Tudo bem, mas sabe... deveria tomar mais cuidado, imagine se eu não te socorresse? Não pode se arriscar tanto, tem que pensar nas outras pessoas e o quanto elas sofreriam se algo acontecesse.

– Obrigada, eu nunca pensei nisso... Mais não é algo que eu possa dizer agora.

Olhava diretamente para a menina, que já estava envergonhada, sem saber o que responder... Então não se falaram depois disso.

Já era à hora de dormir, Mio pensou que Misaki ia deixar-la no quartinho de hospedes e iria para seu quarto, mas não! Ele colocou um colchão ao lado de sua cama e se deitou, com certeza não conseguiria dormir com ele ali, até que ele percebeu o incomodo e foi provoca ela, se esforçava para que ela perdesse o medo. Virou-se de lado oposta à ela e se deitou na quina da cama:

– Prefiro dormir assim, é mais confortável. — Deu uma risadinha maléfica de canto.

A menina já estava explodindo de raiva mais não fez nada já que estava na casa dele, apenas ficou a noite inteira acordada. Não conseguia confiar nele, ele a fitava e ela já estava constrangida, mas não tardou muito para ele pegar no sono.

Ela o observava por alguns instantes, era tão bonitinho dormindo. Tinha que admitir ele era lindo dormindo, não só dormindo mas odiava admitir isso, não aguentou e deu uma leve passada em seus cabelos... ele não era assustador dormindo. Aos poucos ficou com sono e dormiu assim mesmo, com as mãos em seus cabelos, acariciando-o.
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Acordou com raios de sol batendo na seu rosto, abaixou à cabeça o garoto não estava mais ali. Sentou-se na cama e admirou o amanhecer.

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Viu alguém aparecer, era Misaki:

– A princesa acordou? Dormiu como um anjo.

– Para com isso idiota, eu já estou bem. — Tentou descer da cama mas suas costas ainda doíam — Hm, mas talvez eu deva esperar mais um pouco.

– Ok então! — Estava rindo internamente com um sorriso carinhoso no boca — Pode ficar o quanto quiser, vou trazer o café.

A menina se deitou de novo e esperou o garoto, que logo trouxe a bandeja com algumas frutas e um pão com manteiga, realmente estava preocupado com ela e não deixaria de cuida-la tão cedo. Deixou passar o dia lá e ela convenceu Misaki a não ligar para seu irmão pois sabia que ele a impediria de continuar com seu trabalho, sempre os achou perigosos de mais, mas sabia que ele deveria estar preocupado. O dia passou ate que rápido: ele ligou o vídeo-game no quarto, onde havia uma TV e passaram o dia inteiro jogando.

A noite foi a mesma coisa: ele se deitou no colchão do lado da garota mas não ficou com a cabeça encostada na cama. Apenas se deitou normalmente, a menina até estranhou mais ficou quieta. Mesmo assim não conseguia dormir, ficava se virando de um lado para o outro, então resolveu olha-lo já que estava embaixo no chão, deu uma espiada; ele inda estava acordado:

– O que foi? Sentiu minha falta pra dormir? — Risadinha fofa — Tudo bem.

Deitou a cabeça na cama mais desta vez foi a menina que dormiu primeiro, mesmo com ele lhe encarando tanto. Ela se sentia confortável com aquele garoto, ou será que só com aquele?

Notas finais
Os sentimentos mudam, tudo muda... se perde o rumo da história.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.