Loucuras de Verão

15 Festa no Iate


Notas iniciais
Oiie, estou muito feliz que você tenha voltado para ler mais um capítulo dessa história que está ficando mais fora de controle do que a própria Kimberly. Boa leitura

Fechei os olhos sentindo a brisa do mar, eu estava com os meus fones de ouvido. Tocava Future looks good do One Republic. Balancei a cabeça no ritmo da música. E logo o rosto de Ryan apareceu na minha mente. Abri os olhos horrorizada. Por que eu estava vendo Ryan? Eu precisava me tratar urgentemente. Ele havia sido legal comigo e tudo mais, mas isso não significava nada. Não é?

— Quem ela pensa que é? — Layla entrou na varanda espalhafatosa. — Ela não me convidou para a festa. — Arregalei meus olhos mais uma vez. Torci para que ela não descobrisse que era a minha culpa.

— Quando é a festa? — Preguntei despretensiosamente.

— Já ta rolando. — Ela apontou o celular para mim. Estava no Instagram de Carol, ela sorria e segurava um copo de bebida. — Kim, vai se arrumar — mandou ela parecendo a minha mãe. — Temos um festa para ir.

— Mas não fomos convidadas — Rebati.

— E quem precisa saber disso? — Ela levantou as sobrancelhas e apertou o celular contra si.

— Carol sabe — Eu sabia que se Carol me visse na festa ela iria pirar, afinal eu estava oficialmente desconvidada.

— O iate é enorme, ela nem vai nos ver lá. — Então ela saiu da varanda — É melhor você ir se arrumar — Ela falou parada na porta.

— Tem certeza que estamos fazendo a coisa certa? — Perguntei enquanto cruzávamos a praia a pé para chegar no tal iate.

— Relaxa, Trevor tá lá dentro, ele falou que o Iate ainda não partiu, pois algumas pessoas não apareceram ainda. Então, temos meia hora. — Explicou ela olhando a tela do celular.

Eu não falei mais nada, estava suando frio. Carol sabia me intimidar muito bem e meu pressentimento me dizia que algo iria dá errado. Era impossível não ver o iate, ele tinha três andarem, uma música muito alta tocava no local e ele também estava cheio de pessoas.

Havia um ponte de madeira que levava da praia até o iate, desse jeito não precisávamos nos molhar. Duas meninas estavam chegando junto com a gente, decidimos nos infiltrar no meio delas e quando chegamos lá dentro nos abaixamos para não sermos reconhecidas. Começamos a engatinhar atrás de Trevor quando outra pessoa nos encontrou.

— O que é isso que vocês estão fazendo? — Ryan perguntou tentando segurar o riso.

— Isso não é da sua conta — Layla respondeu impacientemente.

— Levanta — Ordenou — Vocês vão passar a festa toda assim? Parece até que estão fugindo de alguém — Olhei seriamente para ele. E ele se tocou do que tinha falado.

Layla saiu do chão e eu fiz o mesmo.

— Estamos seguras aqui, por enquanto. — Ela ajeitou o short que estava usando. Encontramos Trevor mais a frente, ele estava sentado ao lado de uma caixa térmica de cor azul.

— E aí? — Ergueu a lata de cerveja em forma de cumprimento.

Layla sentou-se no seu colo e Ryan abriu a caixa térmica procurando algo.

— Que? — Ele apontou um Red bull em minha direção.

— Não obrigada, não estou bebendo. — Recusei afastando a lata.

— Red bull não contém álcool, é um energético. — Ele me olhou como se eu fosse retardada. Peguei a lata da mão dele rapidamente e abri bebendo o conteúdo. Era adocicado.

— Qual é o problema da sua amiga, Layla? — Zombou Trevor.

— Eu não tenho problema nenhum. — Respondi ofendida.

O iate então partiu, a festa iria continuar em alto mar. Eu fiquei um pouco assustada, pois lembrei-me de titanic. Não queria morrer daquele jeito.

— Isso é mesmo seguro né? — Perguntei assustada.

— Não se preocupa, Ryan te salva ele já fez isso antes. — Layla brincou me deixando sem graça. Não sei porquê.

— Não mesmo, você já teve sua chance — Agora foi a vez dele brincar comigo. Estreitei os olhos e dei uma falsa gargalhada.

Eles continuaram rindo de mim, então dei um empurrão em Ryan e isso fez com que o Red bull virasse em mim. Minha camiseta estava molhada.

— Vai no banheiro — Layla sugeriu enquanto eu tentava secar com o guardanapo.

Segui pelo corredor na varanda do iate quando cheguei em frente a escada Carol estava descendo e dei de cara com ela. Ela usava um maio preto com uma saída de praia azul. Ela me encarou possessa.

— Como você ousa a aparecer aqui? — Perguntou abismada. — Você está fazendo isso só para me irritar, sua ridícula — Ela falava andando em minha direção.

— Se liga, você não é o centro das atenções. — Senti minhas costas baterem na grade, olhei para trás e só via água.

— Você mal chegou aqui e já que destruir a minha vida — Ela bateu o pé como uma criança birrenta. Sua atitude foi tão ridícula que comecei a rir.

E com um impulso ela me jogou na água.

— Vamos ver se você sabe nadar — Foi a última coisa que ouvi antes do meu corpo sair no mar.

Estava muito fundo, eu tentava movimentar meus braços, olhando para cima. Eu tinha que voltar para lá, mas não sabia como subir. Me sacudi, mas isso só me cansou. Senti o meus pulmões mais um vez se encherem d'água em uma falha tentativa de respirar. Deva vez eu tinha certeza, aquele era o meu fim.

Meu corpo começou a subir, eu via o céu cada vez mais perto, estava fraca, sem ar. E antes de desmaiar vi seu rosto de preocupação. Ryan. Ryan havia me salvado outra vez.

— Acorda — Alguém gritou quando abri os olhos. Cuspi toda a água que havia engolido.

— Ryan — Sussurrei sorrindo. Ele me abraçou assim que me viu acordada.

— Graças a Deus — falou no meu ouvido ainda abraçado comigo.

— Você tá ficando louca? — Layla estava descontrolada — Poderia ter matado minha amiga.

— Não era para vocês estarem aqui — Ela continuava agindo igual a uma criança.

— Qual é o seu problema? Você sabia que ela não sabe nadar. — Débora apareceu — Por que fez isso? — Carol não sabia responder — Eu nunca pensei que você fosse capaz disso. — Ela concluiu decepcionada.

Todos pareciam ter ficado contra Carol, isso a deixou ainda mais enfurecida. Peguei um copo cheio de champanhe das mãos de um cara e falei:

— Isso é para você aprender a nunca mais jogar as pessoas que não sabem nadar dentro da água — Despejei o conteúdo em cima dela, fazendo todo mundo gritar. — A festa tá só começando. — Gritei fazendo os gritos se multiplicarem.

A música voltou a tocar e logo todos se animaram novamente. Peguei uma garrafa de vodca, que se dane a abstinência ao álcool! Subi em cima da bancada que havia na cozinha do iate e comecei a dançar loucamente até ficar bêbada. Eu estava em uma felicidade imensa. Sorrindo abobalhada. Desci da mesa procurando o banheiro quando vi Ryan na entrada do corredor. Ele estava encostado na parede observando a festa.

— Ryan — Sorri chegando perto dele. Coloquei minha mão sobre sua camiseta branca. — Obrigada por me salvar, você é meu herói. Tipo Clark Kent — Olhei para ele sorrindo. Estávamos muito perto um do outro.

Ele aproximou sua cabeça da minha. Segurou o meu queixo, na hora que nossos lábios se tocaram senti o vômito subindo pela garganta e saí correndo para o banheiro. Me debrucei sobre a privada colocando todo o meu café da manhã para fora.

— Droga! — Reclamou ele revoltado parado na porta do banheiro.

Notas finais
Tem algo surgindo ai não acham? Até o próximo capítulo