Notas iniciais
Oie, my loves. Teremos personagem nova na área. Boa leitura!

Estava na praia ouvindo minha playlist de verão quando uma sombra entrou no meu caminho bloqueando os raios de sol. Me virei e era Layla. Ela estava com o rosto levemente avermelhado do sol.

— Levanta — Pediu. — Eu acho que já está na hora de você conhecer o Trevor. — Ela falou enquanto eu ficava de pé.

— Onde ele está? — Procurei ansiosa.

— Vem. — Ela segurou minha mão e conduziu-me para debaixo de um guarda-sol. Onde um cara bronzeado e musculoso se encontrava sentado em uma cadeira de plástico. — Esse é o Trevor. — Ela sentou em seu colo. O garoto tirou os óculos escuros para me cumprimentar. Seus olhos eram esverdeados.

— E aí? Você é Kimberly? — Ele apertou minha mão. Eu concordei — Lay disse que você estava louca para mim conhecer. — Ele sorriu.

— Disse? — Respondi sem graça querendo matar Layla.

— Chega mais Ryan. — Ele gritou quando o garoto passou por nós.

— E aí? — Se cumprimentaram batendo as mãos. — Surfando muito? — Quis saber o garoto.

— Claro, estou treinando para o campeonato.

— Já foi anunciado que ia ter esse ano? — Layla entrou na conversa.

— Em breve eles irão falar sobre isso. A prefeitura só está resolvendo uns detalhes. — Ryan respondeu. — Você tá aí? — Ele bagunçou o meu cabelo ao notar que estava sentada no pé da cadeira de Trevor.

— Oi. — Tirei sua mão do meu cabelo. Ele sorriu.

— Vocês sabem onde está Débora? A amiguinha dela chega hoje. — Layla falava com os meninos que estavam totalmente alheios ao assunto.

— Que amiguinha? — Olhei em sua direção.

— Carol. — Ela falou quase rosnando. — Ninguém merece essa garota, ela se acha de mais. — Fechou a cara. Eu apenas voltei a olhar o mar. Não teria ninguém ali que tiraria a minha paz. Além de Ryan, claro.

Sorri com esse pensamento. E logo chamei a atenção do mesmo. Ele decidiu sentar ao meu lado.

— Você não devia está trabalhando?

— Eu só tenho trabalho quando você está na água, afinal. Quem vai te salvar se não eu? — Perguntou convencido.

— Tá se achando o Clark Kent em. — Empurrei ele para o lado.

— Quem me dera fosse assim. — Disse pensativo olhando para o mar.

— Vou comprar água de côco. Quem vai junto? — Layla perguntou levantando do colo de Trevor.

— Eu — Também me levantei rapidamente quase caindo no chão.

Tivemos que sair da praia e subir o enorme muro de pedra através de uma escada lateral. Lá em cima havia um estacionamento e vários restaurantes e quiosques. Eu nunca tinha estado ali até então. Chegamos em uma barraca e logo Layla pediu sua água de côco enquanto eu escolhi uma tigela de açaí.

— Laylinha — Gritou uma menina me dando o maior susto. Ela tinha cabelos pretos até o ombro, usava um chapéu de praia com um maio branco e short jeans. Nas mãos trazia uma enorme bolsa com uma tartaruga estampada.

— Ah não — ela sussurrou fazendo uma careta.

— Quanto tempo — Ela falava de forma exacerbada dando um abraço apertado na garota que arregalou os olhos.

— Oi, eu sou amiga da Layla. — Tentei ser simpática.

— Você não está vendo que eu quero sentar aqui? — Ela me fuzilou com o olhar. — Da pra sair daqui? — Ela me empurrou e eu tive que passar para o banco do lado. — Eu trouxe um presente para você. Não sei se você sabe mais acabei de voltar do meu intercâmbio em Nova York.

— Que interessante — Layla bebeu um pouco da água de côco.

— Quanto tempo você passou lá? — Ela simplesmente me ignorou.

— Cadê a Debora, estou louca pra vê-la. Quanta saudades senti daqui. Lá em Nova York estava nevando. — Layla apenas sorriu. — Bem, agora que eu cheguei o verão oficialmente começou. Vamos sair hoje a noite para algum bar. — Sugeriu ela.

— Somos de menor — Falei arregalando os olhos com a proposta indecente dela.

— Querida — ela me encarou sorrindo — Cala a boca — Falou de forma agressiva. Voltei a comer meu açaí. — E você Layla, se arruma. Cuida do seu cabelo, você sabe que o sol e a água do mar estragam ele. — Ela pegou no cabelo de Layla e eu percebi que ela não estava nada feliz com aquilo.

— Você não que comer nada?

— Não pelo amor de Deus, você sabe que eu não como nessa espelunca. — Como Layla podia ser amiga daquela garota? Ela era tão fútil. — Já que você falou, vou procurar um lugar de qualidade para comer e vou encontrar com a Débora, ela vai ficar tão feliz em saber que cheguei. — Ela sorriu. — Tchau Layla, amei te encontrar aqui. — Ela a abraçou novamente.

— Eu também. — Eu sabia que Layla estava mentindo dava pra ver claramente em sua expressão facial.

A garota nem me deu tchau e logo sumiu. Layla revirou os olhos assim que ela se foi.

— Quem era? — Apontei na direção em que a menina tinha desaparecido.

— Carol. Meu Deus, que garota escrota — soltou com raiva — Você viu o jeito de como ela coloca as pessoas para baixo? Quem ela pensa que é pra falar do meu cabelo? — Ela estava completamente irritada o que me deixava sem entender o motivo dela dá moral para a tal garota.

— Por que você é amiga dela? — Perguntei indignada.

— Eu não sou amiga dela Kimberly — Ela estalou os dedos na frente do meu rosto — Eu finjo que sou, porque ela é popular. Os tios dela mora aqui, tem Iate e moram em uma casona. — Explicou.

— Eu não vi nenhuma casona aqui na cidade. — Intensifiquei a palavra casona.

— É porque elas ficam isoladas da cidade, quem mora lá tem praticamente uma ilha particular, pois a ralé não frequenta aquela área. — Ela voltou a falar de Carol. — Ela da as melhores festas e pega os caras mais gato daqui. Por isso temos que ser amigas dela. — Ela respirou profundamente. Parecia cansada. — Você não pode falar nada pra ela Kimberly, principalmente sobre o cabelo dela. Ela ama aquela cabelo mais que a própria vida. Até parece que ninguém sabe que ela faz progressiva, por isso que não tem movimento. — Eu ri do que ela falou.

— Tudo bem, vou tentar ficar calada, mas ela é irritante. Principalmente aquela voz.

— O sonho dela é ser cantora — Layla levantou as sobrancelhas.

— Isso seria um sofrimento para os tímpanos alheios. — Nós duas gargalhamos.

— Temos que ir cedo para casa nos arrumar. Com certeza ela vai combina algo para hoje a noite. Precisamos está bonitas. — Ela falou a última frase com desdém.

Nós duas rimos mais um vez. Pelo jeito não ia ser nada fácil lidar com Carol.

Notas finais
Até quando Kim vai conseguir fingir ser amiga da Carol? Façam suas apostas. Kkkk. Até mais