Loucuras de Verão

5 Welcome to paradise


Arrastei minhas malas chateada até a área de desembarque. Onde o tio de Layla nós esperava. Ela correu para abraça-lo. Ele era grandão. Ela parecia uma miniatura perto dele.

— Olá — Disse de forma simpática apertando minha mão. — Bem vinda a Alhena. É a sua primeira vez na cidade? — ele pegou minha mala com uma mão só.

— Sim — respondi tentando esconder minha chateação.

— Eu recomendo que você aproveite muito a praia e vá assistir o pôr do sol nas dunas. — Ele abriu a mala do carro e pois nossas coisas dentro enquanto entravamos no banco de trás.

— Então tem praia? — perguntei sorrindo.

— Você é retardada, Kimberly? — Perguntou Layla impaciente. Já era a segunda vez que ela me tratava mal. — Eu falei para você que minha avó mora em frente a praia. — Ela sentou no banco com as pernas abertas e o rosto virado para a janela.

— Eu sei, é que não estou vendo praia nenhuma. — Cruzei os braços. Não acredito que deixei de ficar com meus pais, pra vim ser maltratada por Layla. Eu só espero que o humor dela mude.

— É porque estamos no centro da cidade. Aqui não tem praia só comercio. — Respondeu o tio dela animado. — A propósito, meu nome é João. — Se apresentou ligando o carro. — E vocês meninas, se formaram? — Olhei para ele através do retrovisor.

— Sim, tio. Graças a Deus. — Layla respondeu.

— Ótimo, vão fazer faculdade de que?

— Do que minha nota dê para entrar. — Falou. Pelo menos o fato do estresse dela não era nada pessoal.

— Bem, está um dia bem ensolarado. Ainda da tempo de ficar na praia. E não esqueçam o protetor solar. — Pediu ele sorrindo.

— Minha mãe comprou um fator 90 para mim. Então, se eu chegar em casa queimada ela vai me matar — Ele começou a rir.

Paramos em uma rua de pedra. Cheias de casinhas pequenas, mas bem decoradas. Uma vibe bem interior. As casas tinham os muros baixos e varando com sofás. A casa da avó de Layla tinha várias plantas na varanda e sofás vermelhos. Um gato roçou nas minhas pernas assim que entrei. A sala de estar era muito pequena, parecia um antiquário cheia de móveis antigos. Parecia que tudo havia sido jogado ali dentro. Era uma bagunça organizada. Uma senhora simpática mexia nas panelas que estavam em cima do fogão.

— Oi querida — Ela abraçou Layla. — Não sabia exatamente que horas você ia chegar então fiz almoço.

— Vó, eu trouxe visita. Essa Kimberly. Minha amiga. — Eu entrei na cozinha cumprimento ela.

— Podem ficar a vontade. Tem comida aqui. E uma cama para vocês. — Então ela saiu.

— Minha avó é meia sem noção. Então se ela falar algo absurdo, ignora. Ela é assim mesmo. — Layla respondeu abrindo os armários de madeira. — Ela sempre compra chocolate e esconde e depois esquece onde escondeu. — Ela pegou uma sacola branca e abriu sorrindo. — Dessa vez foi fácil. Quer? — Apontou a sacola na minha direção. Quem rejeita chocolate?

— Meninas já coloquei as malas lá no quarto. Disse João se despedindo — Vejo vocês por aí. Boas férias. — Ele acenou e foi embora.

— E agora? — Comi mais um pedaço de chocolate.

— Vou tomar banho. E então vamos para praia. — Ela encheu a boca e entrou no pequeno corredor eu a segui — Esse é o nosso quarto.

Olhei o local, havia duas camas de solteiro e um guarda roupa com espelho.

— E esse é o banheiro — O banheiro tinha a pia e o vaso sanitário de cor bege. Uma cortina box florida isolava o chuveiro.

Voltamos para a sala. Havia uma porta antes da entrada da cozinha que eu pensei ser uma dispensa ou algo do tipo mais quando Layla abriu eu vi uma imensidão de mar. A porta dava para uma varanda onde tinha uma mesa de madeira com cadeiras, uma pequena churrasqueira e unas cadeiras também de madeira viradas para a praia. Que paraíso era aquele.

O sol de meio dia brilhava no céu e a água da praia era um azul turquesa bem transparente. Fiquei boquiaberta com a visão. Não era possível que aquele lugar fosse real. Parecia o fundo de tela de um computador. Sorri contemplando a natureza.

— E aí? Gostou? — Layla perguntou tirando minha atenção da praia.

— Eu amei de mais. É perfeito. — Eu estava tão empolgada. Não via a hora de entrar no mar.

— Hoje a noite terá uma festa na praia para celebrar o início das férias. Com certeza iremos. — Ela disse e logo entrou dentro de casa. Eu não prestei muito atenção em suas palavras, pois queria continuar ali olhando aquela paisagem.

Após um tempo a avó de Layla entrou na varanda ela trazia uma jarra transparente consigo. Estava cheia de um líquido esbranquiçado e rodelas de limão.

— Fiz um lanche para vocês. — Falou pondo a jarra em cima da mesa. — Onde está a desjuizada da Layla? — Ela perguntou de uma forma engraçada.

— Ela está tomando banho. — Respondi.

— Acabei — A menina estava parada na porta. Vestia um short e um cropped. Seus cabelos estavam penteados. — Nós vamos para uma festa na praia hoje vó. — Falou sentando na mesa e pegando o pão que a senhora tinha trazido.

— Eu sei o que acontece nessas festas. Não esqueça do preservativo. Eu esqueci e olha o que aconteceu. — Comecei a rir das suas palavras, nem minha mãe falava algo desse tipo imagina a minha avó.

— Eu posso ser desajuizada, mas sou responsável. — A avó deu um beijo em sua cabeça.

— Muito bem. — Elogiou.

— E você também garota, não quero ninguém grávida aqui não. — Ela apontou seu dedo indicador para mim. Fiquei imóvel como ia falar que não fazia essas coisas?

— Ela é virgem vó, relaxa. — Ela respondeu por mim enquanto devorava a fatia de pão com manteiga.

— Ainda? — A senhora estava surpresa.

— Kimberly é devagar — Layla revirou os olhos.

— Não querida, você é que é rápida de mais. — Me senti ofendida.

— Qual é, temos quase dezoito.

— Não existe idade para isso Layla. — Tentei ser sensata.

— A garota está certa Layla, você é que é rápida de mais. Como sua mãe, como eu. — A avó dela admitiu e nós duas começamos a rir. — Qual é a graça? — Perguntou ela sem entender.

— Tudo certo para festa hoje? — Ela se dirigiu a mim.

— Eu nunca fui a uma festa, você sabe disso.

— Sempre tem a primeira vez — Falou ela com um ar de malícia. Eu apenas bebi o suco tentando não ficar nervosa com aquela ideia.