Loucuras de Verão

17 Um encontro quase romântico


Notas iniciais
Olá. O capítulo de hoje promete muito barraco, confusão e gritaria. O que vocês acham que vem por aí? Boa leitura

Eu tentei fazer um delineado pela segunda vez, não estava perfeito, mas estava melhor que o primeiro. Havia achado um vestido vermelho nas coisas de Layla, então passei um batom vermelho para combinar.

Enquanto me arrumava eu ouvi ela chegar, não sabia qual seria sua reação ao saber do meu encontro com Ryan, mas eu sabia o quanto ela zoava ele.

Olhei-me no espelho e abri a porta do quarto. Layla já estava sentada no sofá com uma cara de assustada. Havia um curativo em cada um dos seus joelhos. Franzi a testa. O que havia acontecido com ela?

— Vó, eu tenho algo para falar — Disparou quando a senhora saiu da cozinha para a sala.

— O que aconteceu com seus joelhos? — Aproximei-me dela.

— Eu preciso explicar o que está acontecendo e você tem que me ajudar, vó. Já você Kimberly não tem experiência nenhuma em relacionamento, então não precisa falar nada. — Ela desbloqueio o celular e bloqueou novamente.

— Obrigada. — Respondi chateada.

— Trevor me pediu em casamento e eu não aceitei. — Ela jogou as informações em cima de nós.

— Você tá louca, Layla? Como pode não ter aceitado? — Perguntei horrorizada, Trevor era uma ótima pessoa.

— Já falei que sua opinião não vale, Kimberly.

— Você está louca de não ter aceitado. — A avó dela parecia ofendida.

— Você acha que eu fiz a escolha errada? — Ela se virou para mulher. — E que eu não sei se quero essa vida, eu gostaria de ir para a faculdade. — Se explicou.

— Por que vocês não fazem um acordo. Vá para a faculdade se não de certo você volta e casa com ele. — Sugeriu a mulher.

— Eu não entendi porque você que tanto ir para a faculdade, você nem gosta de estudar. — Ela me olhou com uma cara muito feia. — Acho melhor eu esperar lá fora. — Apontei para a porta dos fundos.

— Para onde você vai? — Layla perguntou curiosa.

— Vou sair com Ryan. — Respondi insegura.

— Com o salva vidas? — Ela começou a rir — Eu sempre shippei — Acrescentou.

— Não é nada disso — tentei amenizar a situação — Você sempre me deixa sozinha, então tenho que sair com outras pessoas. — andei até a porta. — Já está na hora, preciso ir.

— Calma aí, você vai sair sozinha com um garoto pela primeira vez. Como sabe que ele não é um assassino? — Ela andou com dificuldade para perto de mim.

— É o Ryan. — Justifiquei.

— Ok, mas saiba que se ele tenta-la embriagar, não caia nessa conversa ele vai tentar se aproveitar de você. E se ele chama-la para ir para casa dele, não vá. Eu acho que não preciso dizer o porquê.

— Eu não sou criança, Layla — Protestei. Aquilo era um monte de baboseira.

— Quase isso — falou zombando da minha cara.

Abri a porta e ele estava no pé da escada me esperando. Sorri e acenei. Ele fez o mesmo.

Andamos lado a lado pela praia. O restaurante ficava próximo dali então fomos a pé. O céu estava cheio de nuvens escuras, fiquei com medo de que chovesse e estragasse toda a maquiagem que eu passei horas fazendo.

— O tempo tá fechado? — Perguntei olhando para o céu.

— É, foi de repente. — Ele também levantou a cabeça. — Não precisa se preocupar, estamos quase chegando.

— Por que você me chamou para sair? — Perguntei rindo.

— Por que você me beijou? — Fui pega de surpresa.

— Eu estava bêbada, Ryan. — Justifiquei.

— Isso não justifica nada.

— Eu fiz essa tatuagem quando tava bêbada e me arrependi — Mostrei a tatuagem que ainda estava cicatrizando.

— Então está arrependida de ter me beijado. Que ótimo. — Eu sabia que ele não estava falando sério.

— Não foi o que eu disse.

— Então gostou? — Ele estava brincando comigo.

— Vamos entrar — Falei abrindo a porta do restaurante.

Ele tinha um ar bem romântico, tinha a iluminação baixa e jarros de flores em cima das mesas. Entramos e procuramos por uma mesa vazia. Estava razoavelmente cheio. Sentamos de frente para o outro. O garçon logo veio nos entregar o cardápio.

— Vou pedir um salada caprese de entrada, você vai gostar a mussarela de búfala é feita aqui artesanalmente. — Ele levantou os olhos do cardápio e me encarou.

— Que interessante — Levantei as sobrancelhas. Continuei analisando os pratos enquanto ele pedia a entrada.

A salada veio em uma prato longo preto eram tomate, folhas de manjericão e a mussarela de búfala cortados em rodelas enfileirados um do lado do outro para acompanhar tinha pão e um molho pesto.

— Isso é muito bom! — Exclamei sentindo os diferentes sabores em meu paladar. — Você tem um ótimo gosto para comida.

— Eu não ia leva-la a um restaurante ruim — Ele colou um pedaço de pão na boca.

— E agora o que você vai pedir? — Perguntei tentando decidir também.

— Macarrão com almôndegas — Ele sorriu. Parecia ser seu preferido.

— Então eu quero um carbonara. O cara da mesa ao lado tá comendo, parece ser bom. — Olhamos para o homem que retribuiu o olhar com uma interrogação.

Nossos pedidos chegaram enquanto terminávamos de comer a caprese. Eu estava muito animada. Como pude nunca ter ido a um encontro antes? As coisas iriam mudar muito depois que eu voltasse para casa.

— Essas almôndegas são maravilhosas, eu tentei fazer em casa, mas ficou horrível. Elas ficaram cheias de rachadura e o sabor não era o mesmo. — Ele falava empolgado enquanto comida.

— Ai meu Deus, que droga! — Fiquei horrorizada ao ver Carol e Juan entrando de mãos dadas no restaurante. — Carol acabou de chegar aqui. — Informei já que ele estava de costas para a porta.— Ela acabou de me ver.

— Dá um sorriso para ela — Ele respondeu interessado em seu prato de macarrão.

— Eu falei mal do cabelo dela Ryan, se eu sorrir ela vai achar que estou rindo da cara dela. — Ele concordou sem falar mais nada. — Ela sentou do outro lado, bem longe. — Suspirei aliviada.

— Pega um almondega aqui e me diz se não é boa. — Fiz o que ele pediu.

— Nossa Ryan, é a melhor almondega que existe. Super temperada — Falei meio arrependida por não ter pedido o mesmo prato que ele.

— Já que você gostou tanto do sabor da almondega eu tenho mais aqui para você — Uma voz feminina falou atrás de mim.

Então senti um molho quente sendo despejado em minha cabeça junto de macarrão e almondega. Abri a boca horrorizada enquanto Carol estava parada ao meu lado rindo. Fiquei com tanta raiva que joguei meu prato de carbonara em cima dela. E logo ela retribuiu com outro prato de macarrão. Então eu joguei meu suco nela. E antes que ela me atacasse outra vez, pulei em seu pescoço. Um garçom tentou nos separar mais foi agredido com um chute. Ela puxou meu cabelo e me jogou no chão. Eu tentei sair, mas ela estava em cima de mim me enchendo de tapas.

Ryan estava imóvel sentado na mesa apenas observando tudo isso. Logo o gerente apareceu, ele estava tão bravo que bufava igual a um touro. Ele tirou Carol de cima de mim e me ajudou a levantar, em seguida começou a gritar com a gente.

— Vocês acham que meu restaurante é o que? — Perguntou. Baixei a cabeça assustada. — Estão expulsas daqui, nunca mais ousem pisar aqui novamente. Suas selvagens — Fiquei muito triste, pois eu tinha gostado muito do lugar, torci para que tivessem um serviço de delivery. — Olha o estrago que fizeram aqui. A conta está chegando, vocês vão pagar todo o desperdício. — Ele aumentou o timbre me fazendo tremer.

O garçom logo chegou com as contas, ele entregou uma para mim e outra para Carol.

— Mas eu não vou mesmo pagar isso — Deixei o papel nas mãos de Carol.

— Você vai me deixar pagar isso sozinha? — Ela reclamou — Como eu vou fazer isso?

— Se vira, vende o seu Iate — Falei de forma irônica. — Vamos Ryan — puxei o garoto da cadeira, ele parecia petrificado.

— Are you okay? — Perguntou Juan quanto me aproximei da porta.

— Shut the fuck up! — Gritei.

— I just trying to help — Eu o ignorei deixando o estabelecimento.

Notas finais
Carol está cada vez mais incontrolável. E Layla? Será que vai mudar de ideia? Até o próximo capítulo ❤️❤️