Acordei com um cheiro ruim, a não, vi meu irmão no colchão de baixo.

- Acorda! Merda sô. – berrei

- O que foi? – ele argumentou

- Você tá no meu quarto.

- Mais por quê?

- Me responda você. Saí daí! — eu falei batendo nele até ele levantar. — Credo você, você soltou um pum?

- Foi dos pequenos. — ele deu uma risadinha

- Imagina dos grandes! Que nojo!! Seu porco sai daqui. — não tolerava gente que não era chamado a entrar no meu quarto entrar lá. (??)

Depois de cinco longos minutos tentando abafar a bomba tóxica, que meu irmão jogou ali, fui tomar café. Peguei meu cereal, coloquei no leite com Nescau e comi.

Sai uma hora mais cedo do que o normal (de sair para ir à escola) ia dar um passeio de Buggy normal pela praia. Parei perto de um lugar onde uns caras estavam jogando vôlei, queria jogar mais eles disseram que não tinha como por que um time iria ficar desfalcado.

Quase mandei todos irem para puta que paril. Mas achei que seria muitos para me bater e minha mãe não ia gostar. Eu peguei meu livro e comecei a ler, depois de um tempo um cara veio me chamar para jogar.

- O que foi? Alguém foi em bora? – perguntei

- Sim, o Greg. Você ainda quer jogar?

- Claro.

Meu time estava ganhando, quando um cara resolveu ir em bora. Que merda, só por que ele estava perdendo. Ai um cara novo chegou, gatão. Quando ele chegou perto, percebi que era aquele garoto, Felipe se não me engano.

- Que ótimo! — eu falei contente

- Ficou feliz com a minha chegada? — ele ficou se achando

- Não! Finalmente vamos poder jogar.

- Ah!! Quem te disse que eu quero?

- Ah, por favor! — eu fiz cara de cachorrinho que caiu da mudança

- Ok, só por que eu gostei do seu biquinho. — ele foi para o time oposto.

Eu confesso que fiquei envergonhada com essa, mas, contanto que ele jogasse. O Felipe sacou a bola bem na minha mão, mas os caras do time eram ruins e eles marcaram o seu primeiro ponto. No terceiro ponto deles eu resolvi chamar minha própria equipe, e ele a dele.

- Será times de quatro. — eu afirmei pouco me lixando pelo que ele falasse.

- Só? — eu o deixei falar — Tem poucas amigas hein? — ele disse em um tom de sarcasmo

- claro que não né!! Mas a maioria delas tem juízo e tá se arrumando para ir para escola. — ela falou enquanto olhava firmemente para ele, e disse baixo — Diferente dos seus pelo que parece.

- Não vai amarelar por causa da escola vai? — ele parecia contente, mas para acabar com a alegria dele eu não desisto tão fácil.

- Não.

- Droga, a gatinha querendo dar uma de onça. Gostei!! – ele falou sorrindo

- Acha que eu sou aquelas fracotas que não sabem mandar?

- Tenho certeza. – ele falou desafiador

Estávamos nos encarando em uma distância não tão perto aponto de nos beijarmos, mas, perto demais para rolar um clima. Acho que eu gostei. (risos na mente). Meu celular nos interrompeu, recebi uma mensagem.

- Puta que paril! – falei alto

- Que isso garota? Que aconteceu? – ele parecia espantado, será que ele nunca falou um palavrão sem quer na vida? TAPADO.

- Minhas amigas furaram. Confesso...

- Você perdeu? A competitiva perdeu? – ele falou rindo muito quase meti a mão na cara dele.

- Como sabe que eu sou competitiva?

- Sei lá, o modo como você me olhou quando marquei aqueles pontos, eu deduzi.

- Ah, você deduziu? – falei com sarcasmo

- Sim. Mas já que você desistiu vou avisar meus amigos – ele falou pegando o celular e mandando uma mensagem para eles, que demorou muito.

- Você digita devagar hein?

- Oque?

- Você é lerdo. – eu confesso, queria provoca ló. Não posso fazer nada ele começou me chamando de “ competitiva”. Tá isso é verdade.

- Que você falou?

- Além de lerdo é surdo?

- Você além de ser uma competitivasinha é muito linguaruda, sabia?

- Sim. É só isso ou você já terminou?

- Adoro filmes.

- Bom para você. Por que tá me falando isso?

- Por que vou usar uma cena que passa muitas vezes.

- E qual é?

Eu não devia ter dito isso. Ele me agarrou e me levou para o mar. Que droga, com tantos filmes para escolher por que os de romance?

- Eu to de uniforme sabia? – eu implorei enquanto, graças aos céus á areia era grande e eu tinha tempo de implorar.

- sim. – ele falou parecendo não dar a mínima

- A não !! Meu celular!

- Tá. – ele parou de repente – Sem celular eu não fico, aonde que ele tá?

- Em meu bolso.

Ele colocou a mão em meu bolso, mas, parecia que estava aproveitando a situação para passar a mão em minha bunda.

- Ei! Olha a mão! Eu sou...

- Casada?! — ele perguntou com espanto.

- Não!

- Ufa! — ele disse aliviado.

- Por que?

- Nada.

- Sei mas, de qualquer forma eu ia falar uma moça de família.

Agente começou a entrar no mar, e eu fui me desesperando.

- A aula !! O uniforme !!

- Ah fala sério!

- Além disso, a água tá fria!

- shh!!Tá mesmo!

Nós continuamos indo para o fundo e quando me dei conta, ele nem estava me segurando mais, se eu quisesse sair eu poderia, mas, não queria, DROGA! Eu não queria sair!

Ele me deixou virar de frente para ele e estávamos quase nos beijando, mas, uma onda veio e nos deu um caldo. Levantamos rindo, e quando olhei ele estava lá na areia, ele estava se aproximando de novo e estávamos quase de novo, mas levamos outro caldo.Eu não queria levar outro então saí correndo para a areia.

Quando olhei para trás estava vindo outra onda e ela estava quase alcançando o Lipe, mas ele correu muito rápido. Tão rápido que quando chegou perto de mim, me jogou no chão e ele estava caido em cima de mim.

Ele olhou para mim, e meu deu um celinho, era como se ele quisesse que eu aprovasse ele me beijar, óbivio que eu aprovei. O segundo beijo foi de tirar o fôlego, mas pedi que se levantasse, álguem podia ver eachar que era bobeira, e eu não queria isso!

Ele deitou do meu lado eu levantei e fiquei encostada nele, me despedi e fui, minha mãe devia estar preocupada, peguei meu Buggy, e fui.