Loucura em alto mar
1 Um amor secreto.
Notas iniciais
Durdana se liberta e liberta suas amigas, na hora de falar a verdade sobre elas, Durdana fica chocada com o que Lizzy diz, será que isso pode mudar algo em seu presente pu futuro?
—Você não pode falar assim comigo! -Grito para o chefe.
—Eu faço o que quero! Você abaixa o tom pra conversar comigo! -Ele me dá uma bofetada.
Saio da sala e vou para o quarto, vou ter que usar quilos de pó para esconder essa marca no meu rosto. Sou a preferida dos homens mais ricos do reino, muitos ficam aos meus pés, querendo a noite comigo. Ando de um lado para o outro e tenho uma ideia. Hoje, não vou trazer ninguém pro quarto, Ashara será a dama dessa noite. Tudo bem, ela é nova mas é bem experiente. O pai dela usava ela o tempo todo até ela criar coragem para fugir, mas como não conseguiu um emprego, veio aqui na taberna, e a Lizzy a levou para conhecer o chefe. Pensando um pouco melhor, a Lizzy também é boa. Só perde pra mim, claro... Aqui, nós recebemos por tempo, e eu já consegui fazer um homem ficar três horas comigo. Foi o recorde do ano. Após esconder a marca do meu rosto, vou falar com as meninas. Só encontro Ashara, ela vem e me abraçam, dou um beijo nela e me sento em sua cama.
—Ashara, você quer ser a dama hoje?
—Mas Durdana, você é a melhor... E... eu já soube da sua briga com o chefe. Por que vocês brigaram?
Fico em silêncio por um momento.
—Não quero falar sobre isso. -Me levanto e caminho pelo pequeno espaço.
—Você quer ir embora, né? -Uma pequena lágrima se forma no canto do olho dela e eu a abraço.
—Eu vou, eu já paguei minha liberdade, logo logo você paga a sua também. Eu estou aqui por você e pela Lizzy. Não quero ir sem vocês.
—Tudo bem Durdana, não precisa se preocupar com a gente.
—Tem certeza?
—Absoluta.
Me despeço e saio do quarto, segundos depois, escuto algo se quebrando no quarto.
***
Caminho pelas ruas da cidade e vou para o cais, vejo um navio pirata, bem diferente por sinal, em vez de sereia, a sua proa era decorada por um belo homem, com um arco apontado pra baixo. Fui até ele, e vi uma mulher, ela gritava ordens para as outras, não havia nenhum homem a bordo, vou até a mulher.
—Poderia me levar ao capitão?
—Sou eu a capitã desse navio, o que queres?
Fico sem reação por um tempo, mas falo:
—Eu me chamo Durdana, e sou uma escrava liberta, queria muito libertar minhas amigas, mas não tenho dinheiro suficiente, quero muito um emprego pra isso.
—Prazer em conhecê-la, Durdana. Eu sou Regina, nós estamos recrutando mulheres para formar uma tripulação maior. Se você quiser, pode trazer suas amigas. Toma isso. -Ela me entrega um saquinho de ouro -É suficiente para comprar suas amigas?
—Sim senhora. Obrigado.
—Por favor, me chame de Regina.
—Tudo bem.
NO NAVIO.
Saio e volto logo em seguida com Lizzy e Ashara. As duas ficam me fazendo perguntas até verem a capitã sorrindo para elas. Entramos no barco assim que ele zarpa. Regina separa as mulheres em duas equipes, uma, é formada pelas marujas, a outra, é formada pelas mulheres que foram recrutadas junto comigo. Ela começa falar num tom forte e agradável.
—Pessoal, nós somos aqui, no navio Ártemis, sem segredos, uma mulher que quer entrar pro meu navio, deve dizer seus segredos, medos, e tudo o que tiver de oculto. Se não quiserem dizer sobre suas vidas, serão mortas ou abandonadas em alguma ilha deserta. Meu nome como já sabem, é Regina, sou uma bruxa.
As outras mulheres, também se apresentam:
—Meu nome é Annabeth, e sou filha da deusa Atena.
—Eu sou Emma, sou uma humana normal, mas sei criar ilusões a partir da magia.
—Me chamo Rubby, e sou uma licantropa.
—Eu também sou uma humana, mas me tornei bruxa aos onze anos de idade, e meu nome é Hermione.
—Sou Arya Stark, princesa exilada, sou uma warg.
—E eu sou Daenerys, domadora e mãe de dragões.
Regina volta a falar.
—Agora, vocês dirão porque decidiram vir para o navio, Durdana, poderia começar por você?
—Sim capitã! Eu vim pro navio, para trabalhar, era o serviço que mais me agradava, e sempre quis ser maruja. Na esperança de encontrar meu pai, que possivelmente é Posseidom. Nunca conheci ele, mas minha mãe me disse que ele foi embora e nunca mais voltou.
—eu sou Lizzy, estou aqui porque... porque... porque a única pessoa que eu amo é a Durdana. Sempre, sempre amei ela e nunca tive coragem pra falar. Mas agora, eu falei. Pronto.
Fico sem reação por um bom tempo, chocada com aquelas palavras, o navio parece distante, e não sinto mais nada ao meu redor, apenas ela.
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