Loucura Ou Realidade?
3 Insanidade
Notas iniciais
espero que gostem...
Brincamos por várias horas naquele dia. E no dia seguinte. No outro... Sempre que chego em casa a garota esta lá.
– Pitty! Agora quero brincar de casinha!
– Tá legal!
– E eu serei a sua irmã mais nova!
Eu ri e começamos a brincar de casinha, até que ouvi uma batida na porta. Minha mãe entrou.
– Pitty... Podemos conversar?
Olhei para Sophia sentada na cama, eu estava na cadeira do outro lado do quarto, ela sorriu para mim.
–Tá. O que foi mãe?
Mamãe olhou para Sophia também e se sentou do seu lado.
– Hum... esta tudo bem? O que você estava fazendo?
– Nada demais. Só estava brincando...
– Mas você estava falando alto, querida.
Olhei da minha mãe para Sophia, que parecia estar se divertindo com a bronca que eu iria levar.
– Desculpe mãe.
– Querida, não precisa se desculpar... você sempre teve uma... imaginação fértil. Já falamos sobre isso! É só você parar de falar sozinha que tudo ficará bem. Ah! Tive uma idéia! Por que não chama alguns amigos da escola para brincarem com você amanha?
Minha mãe falava de modo doce, mas intimidador. Eu conhecia muito bem este tom de voz dela. Quando o usava significava que não havia questionamento ou discussão. Receosa com o que iria acontecer pigarreei para conseguir falar.
–Sim mamãe.
– Muito bem, docinho! Agora vá se arrumar para dormir.
E saiu do meu quarto, me deixando lá com Sophia, que agora não mais sorria...
–Por que você não disse que eu estou aqui? – ela questionou.
– ... Já passamos por isto antes, Sop...
– Por que você não disse?!! – ela falou mais alto, me assutando.
–So... Sophia... você tem que entender! Eu não sou mais uma criancinha, ter uma... uma amiga imaginária na minha idade é... iram me chamar de louca!
Sophia ficou em silencio por um tempo, olhando para a noite que surgia da janela.
– Então, me diga Pitty... se sou só sua amiga imaginária por que você não me mandou embora junto dos seus outros amigos imaginários?
Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu não sabia a resposta.
– Talvez, Pitty, talvez seja porque você não conseguiu me mandar embora, já que não sou só fruto da sua imaginação...
Sophia voltou a sorri, mas era diferente.
Algo mudou.
E eu senti um novo arrepio.
Loucura ou realidade?
Já não importava mais...
Estava com medo.
Sophia começou a cantar baixinho uma música que me era familiar... onde havia ouvido? Talvez em algum pesadelo...
– Pitty... Pitty... Não quer mais brincar comigo?
Notas finais
então...
deixei assim... meio aberto... assim vocês podem imaginar o que acontecerá com Pitty e Sophia.
Beijinhos *w*
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