Pássaros cantavam, vendedoras de flores cantarolavam alegremente, o sol estava radiante, tudo parecia perfeito para qualquer cidadão do Brooklyn, mas para mim isso era o que menos importava, eu estava pensando no sonho que tivera, no sonho eu estava correndo de algo não deu pra perceber o que era só que era grande, soltava fogo e tinha varias cabeças, neste mesmo sonho eu estava segurando uma espada, uma bela espada, seu metal não era como nenhum outro que eu já tinha visto nos livros de Geografia na aula do Senhor Shay, o metal era bastante brilhante parecia bronze ou algo parecido, o seu punho era incrustado de dois largos rubis e escrito em um tinha δίκοπο que por alguma forma eu soube que aquilo estava escrito em grego antigo e por outra mais absurda ainda eu soube o que significava, Dois Gumes era a tradução. Bem mais isso não foi o que lhe impressionou mais, ao certo ponto de sua corrida para fugir da besta que o perseguia ele tropeçou, e quando eu achava que iria morrer uma lança passou zumbindo por minha cabeça e quando ele olhou para frente a besta tinha desaparecido e só o que restava era um monte de pó amarelo que estava sendo levada pelo vento, e antes de que se desse conta uma garota baixa, morena, de cabelos pretos estava passando em direção a lança, então rapidamente eu me levantei e falei:

-- Errr, obrigado por me ter salvado.

A Garota nada respondeu, apenas chegou perto de mim e simplesmente me beijou e depois disto saiu sem cerimonia alguma. Eu ainda Gritou:

-- Ei, qual é o seu nome?

-- Lua... – Mas antes dela terminar eu me acordei.

Agora só lhe faltava desvendar o seu sonho. E o mais importante o nome da garota.

Quando eu ia tentar voltar a dormir para tentar descobrir o nome da garota minha mãe gritou:

-- Felipe acorda tá na hora de ir pra casa do Percy.

É eu tinha quase se esquecido que hoje teria que ir para a casa do seu primo chato que tinha os mesmos problemas que eu, Dislexia, défice de atenção e Imperatividade, eu sempre me perguntei se aquilo era coisa de família.