Louco Desejo
16 Reconciliação
Notas iniciais
Depois de duas horas Sakura ainda estava deitada no chão digerindo as palavras de seu marido. Seus olhos ardiam de tanto chorar. Ela aprendera a amar o homem que a fez sofrer como nunca e agora quando pensou que tudo estava bem ele a fere dessa maneira.
Decidida a fazer algo levantou e colocou uma roupa. Optou apenas por um short curto e uma blusinha de alcinhas. Saiu pela casa e percebeu que estava sozinha, até a empregada, Chyo, já tinha saído.
–Ótimo, um pouco de paz.
Sentou no sofá sem saber o que fazer. Queria ir embora daquele lugar, mas não tinha para onde ir. Se fosse até sua mãe ela saberia de toda a história. Ela jamais aceitaria, e não queria prejudicá-la. Seu pai não era o tipo de pessoa que se importava muito com ela, e duvidava que faria algo pela filha.
Voltou para o quarto que ocupava antes e tentou estudar um pouco, mas não conseguia. Sua mente estava a mil, sentia muita raiva de Sasuke, mas estava magoada ao mesmo tempo. Jogou-se na cama e voltou a chorar lembrando suas palavras duras. Chorou até que adormeceu.
Sasuke estava em um bar perto de casa. Sentia-se mal pelo o que disse a esposa, mas não sabia se controlar. Sakura era a primeira coisa boa que tinha em anos em sua vida. Ela era especial, assim como sua mãe. Apenas a ameaça de algo tirar novamente a pessoa que ama o fazia perder o controle. Depois que sua mãe faleceu, seu pai por vezes o acusara de causar a morte dela. Por isso saiu cedo de casa, para tentar se livrar da culpa.
–Droga, não devia ter feito aquela cena.
Tomou o ultimo gole de seu whisky e foi em direção ao seu carro. Quando parou novamente na garagem do prédio pensava no que falar, mas nada lhe vinha a mente. Ela era sua luz e estava muito magoada com ele agora. Nada do ele falasse iria apagar o que fez, mesmo assim tomou coragem e subiu até a cobertura. Foi para o quarto do casal, mas não a encontrou. Sorriu ao olhar a nova decoração do local. Sakura fez questão de dar um toque de mulher e fazer um closet enorme para ela. Era bom não estar sozinho ali.
Procurou a esposa pelo resto dos cômodos, mas não encontrou. Por ultimo foi ao quarto de hospedes e lá estava ela. Livros estavam espalhados pela mesa de estudos.
Analisou a esposa. Seus olhos estavam inchados, seu rosto levemente vermelho, o braço roxo no lugar onde o mesmo apertou mais cedo. Ela era muito branca, ficava marcada facilmente. Preferia deixar marcar de momentos de desejo ao invés de violência.
Já era de madrugada quando Sakura acordou. Sasuke passava a mão pelos seus cabelos e lhe olhava com um olhar de dor. A rosada apenas se sentou na cama e se virou para o outro lado.
–Me perdoa, e..eu não sei o que me deu.
–Eu não sou seu objeto particular Sasuke.
–Eu sei. Eu só não quero te perder.
Ele a abraçou pelas costas. O barulho de seu choro ecoa pelo quarto todo, a blusa de Sakura já estava molhada, mas ela não se movia. Não sabia o que dizer, então deixou que ele chorasse.
–Fala comigo meu amor, por favor.
Silêncio. Era apenas o que recebia.
–Sasuke, o que sou para você?
–Você é meu amor. Você me tirou da solidão.
–Me prove então?
–Sakura você foi a única que amei depois da minha mãe. Se não a amasse não estaria casado com você.
–Você teve seus motivos para se casar comigo.
–Você sabe que sim, mas você é minha luz. Não quero te perder.
As lágrimas de Sasuke a molhavam, seu rosto estava tão triste e perturbado que seu coração não pode deixar de se apertar. Sentia uma necessidade imensa de lhe proteger de si mesmo.
Agora ambos choravam. Sasuke a virou completamente e lhe abraçou. Ficaram por longas duas horas assim, até que se cansaram do silencio que reinava naquele quarto.
–Nunca mais faça isso Sasuke.
–Nunca mais meu amor, apenas não a quero longe.
–Está bem. Vamos voltar para nosso quarto.
A noite foi tranqüila. Ambos estavam tão cansados da briga que adormeceram. Sasuke vendo sua esposa com aquele short curto sentiu muita vontade fazer algo a mais, mas achou melhor não tentar nada. Ela iria rejeitá-lo nesse momento.
A semana passou rápida, Sakura estava animada pois finalmente terminaria o segundo período de medicina. Sasuke odorava vê-la feliz. Durante a semana ela não viu Sasori nem recebeu mais alguma ligação dele. A rosada ficou feliz com isso, mas triste ao mesmo tempo, queria realmente vê-lo.
Era o final da tarde de sexta e Sakura estava jogada no sofá. Sasuke ao chegar e ver aquela teve vontade de rir.
–Então doutora Uchiha, como foram as provas?
–Tudo bem, nada que eu não desse conta.
–Convencida.
–Aprendi com você.
–Vamos ver um filme?
–Claro.
Quem entrasse e visse aquela cena acharia no mínimo engraçado. Sasuke Uchiha sentado no chão da sala rodeado por brigadeiro e muita pipoca. A rosada o estava enlouquecendo.
–Por que essa cara? Não gosta de romances?
–Prefiro filmes de ação.
–Homens.
–Sakura, tenho uma surpresa para você.
–O que é amor?- respondeu animada.
–Vamos viajar amanhã.
–Sério?
–Sim, apenas eu e você. Quero ter uns dias a sós em uma cabana nas montanhas. Você vai adorar.
–Por que isso agora?
–Quero aproveitar meu tempo com você bebe.
–Está bem amor, vou adorar.
–Como está de férias, pensei em ficar uma semana por lá.
–Vai ser ótimo.
Na manhã seguinte bem cedo o casal partiu. Sasuke alugou um jatinho particular para levá-los até o Canadá.
–Quando você falou montanhas eu não esperava que fossem nas do Canadá.
–Gostou da surpresa?
–Amei amor, brigada.
A cabana que Sasuke preparou para eles era simplesmente linda. Era enorme, havia uma lareira na sala, sofás em couro e tapetes de pele. O quarto do casal era imenso e tinha um ar rústico encantador.
O fim de semana passou voando. No sábado a tarde visitaram a cidade ao pé da montanha. Era linda e encantadora, como se tivesse parado no tempo. A noite saíram para jantar, tinham uma reserva em um restaurante no centro. Ao chegarem no estabelecimento foram dirigidos a uma mesa mais reservada na sacada do restaurante. A rosada notou que várias mulheres olhavam para Sasuke descaradamente, o comendo com os olhos. O moreno parecia irritado e a segurou firmemente pela cintura, a apertando bastante.
–O que foi Sasuke? Eu que deveria estar estressada com esse caminhão de mulheres te olhando.
–Você não percebeu Sakura que tem um bando de homenns a comendo com os olhos. Você é minha.- Sasuke anunciou em um tom ríspido. A cada dia ele ficava mais e mais possessivo em relação a esposa. Isso assustava um pouco a menina.
–E você é só meu.- Sakura se virou e o beijou- Mas não é por isso que vou sair nos tapas com cada mulher do mundo.
Comeram e conversaram sobre coisas banais, Sasuke estava mais calmo agora que estava a sós com a esposa. No final da noite depois de algumas taças de vinho e gargalhadas voltaram para casa.
–Agora você é só minha senhora Uchiha- Sasuke se aproximou dela lhe arrancando beijos ardentes.
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