Loucas no AP

32 Trinta e dois


Notas iniciais
Oiiiiii!!!! DESCULPA A DEMORAAA... Estou muito ocupada com a faculdade e acabei não tendo tempo pra postar e a Vic (Azula), que é a que posta os capítulos direitinho estava sem PC e sem tempo algum, por causa do cursinho. Mas enfim postei... BJOOOSSS Bebam Coca-Cola com Mentos ~Lícia

POV Emily

– Me contar o que? – falo perdendo a minha santa paciência.

– Que eu gosto de você. – Diz Arthur por fim.

Para tudo! WHAT?!

Bom nesse momento, Anne está parada e Arthur também, acho que esperam que eu diga algo, só que eu não sei o que dizer. Discretamente começo a andar para trás e esbarro em um homem, o vigia que assistia a tudo como se fosse o último capítulo de alguma novela.

– É tarde de mais para correr? Será que eles me viram? – pergunto ao vigia.

– Eu acho que eles já te viram sim, mas vou causar uma distração e você pode fugir. – diz o vigia (ele tem um nome, mas no momento estou tão assustada que acabei esquecendo).

– EI! NÓS PODEMOS OUVIR OS DOIS! – fala Anne me puxando para mais perto dela e de Arthur. – Deixa de drama Boss, você não vai a lugar algum.

– E eu ficaria muito agradecido se você fosse cuidar da sua vida. – diz Arthur encarando o vigia e o mesmo vira para o lado oposto e começa a disfarçar.

Eu continuo ali, com os olhos arregalados, totalmente paralisada. Anne com toda sua gentileza e delicadeza começa a me chacoalhar e a gritar alguma coisa que não entendo. Por fim, eu olho para Arthur, seus olhos estão um pouco mareados, ele me parece atordoado.

– Eu não sei o que dizer, preciso mesmo pensar. Anne eu acho que vou dormir na casa do B, mas não se preocupe amanhã eu volto e resolvo tudo isso. – digo finalmente.

– Tudo bem. – diz Arthur de cabeça baixa.

Eu não preciso nem subir. Deixo algumas roupas na casa do B só para algumas emergências (o que é o caso agora né?), também não vou ligar para a casa dele, tenho a chave (sim, eu tenho a chave da casa do meu amigo, mas ele não tem a chave da minha hihi). Anne resolve me acompanhar até o carro, quando já estou prestes a dar a partida ela resolve quebrar o silêncio.

– Emily, ele é meu irmão, por favor, tente falar com ele o mais gentil possível. – diz Anne de cabeça baixa.

– Até amanhã, Anne. – é tudo que eu consigo dizer.

E agora o que eu vou fazer?

[...]

Chegando a casa de B ainda me sinto e pareço como um zumbi. Abro a porta da casa, encontrando uma mulher loira e o B sentados muito próximos no sofá (era só o que me faltava).

– Quem é essa, Beto? – pergunto apontando a mulher, que faz uma cara feia.

– Uma amiga. O que você está fazendo aqui? – pergunta Beto.

– Aconteceram umas coisas, então resolvi dormir aqui. – digo dando de ombros.

– Fica a vontade, Bianca já estava de saída.

– Mas eu acabei de chegar, por que ela não vai? – reclama a loira chata.

– Eu só saio se o Beto pedir, mas aviso logo que eu estou tendo um péssimo dia e adoraria ficar sozinha com meu amigo. – digo cruzando os braços.

A loira olha para o Beto com uma cara que dizia “expulsa logo essa mulher”, mas meu amiguinho querido fez só ignorar a desconhecida, levantou do sofá e abriu a porta fazendo sinal para que ela saísse.

– O que?! Eu não acredito que você está me expulsando! – grita à loira.

– Ai quer saber? Eu já me enchi. Anda vai, vai, vai saindo, sai, e vê se não incomoda tão cedo! –digo enquanto a empurro e fecho a porta atrás dela assim que ela sai. Escuto ela chamar o B de várias coisas feias, mas ambos ignoramos.

– Me deve uma namorada. – diz B me fazendo rir.

– Pode me cobrar. – digo rindo.

– Na verdade, acho que vou cobrar agora... Emi eu estou gostando de uma menina incrível. – Diz ele, bem sério.

– Já era hora! E quem é a sortuda? – pergunto animada.

– É você. Emily Boss, eu te amo.

AAAAHHHH que merda é essa? Hoje é o dia oficial de todos amam a Emily?! Que mundo cruel caramba!

– Beto eu... Eu também te amo, mas é como amigo. – digo vermelha.

– Relaxa marrentinha, só estou te zoando. – fala e começa a rir descontroladamente.

É oficial, eu vou matar esse menino.

– Seu filhote de cão! Praga do Egito! Isso não se faz seu macaco desalmado. – grito descontroladamente e dou murros e tapas no seu peito. E ele fica rindo como o idiota que é. Esse vaca!

– Desculpa marrenta. Eu realmente estou muito afim de uma menina, mas na hora fiquei sem coragem de falar a você. – diz Beto/vaca voltando a ficar sério.

– Porque você não teria coragem? A única pessoa no mundo que poderia te deixar assim seria a... – paro de falar quando a ficha cai, abro a minha boca e começo a apontar para o B tentando gritar, mas não sai voz. Acho que meus olhos estão maiores que um melão. – OMG! Você está afim da Anne! – grito finalmente ainda apontando o dedo na cara dele. – Você está afim da Anne! Da Anne! – grito mais alto ainda.

– Fala mais alto Emi não dá para ouvir de fora da casa. – grita Beto.

– Não, dá para ouvir muito bem! – grita o carteiro de volta. Beto e eu o vemos pela janela.

Que horror!

– Desculpa. – sussurro. – Quando isso aconteceu?

– Eu não sei, tentei esquecer, mas não consigo. Se ela descobrir vai arrancar minha pele. – fala se sentando no sofá.

– Santinho da luta livre! Por isso você a ajudou a me amarrar? E por isso dobrou o número de meninas na sua casa? E lavou a roupa dela? – pergunto.

– Sim. Achei que podia conhecer alguém e esquecê-la, mas como você mesma disse, ela é diferente. – ele diz sem olhar nos meus olhos, meio tristonho.

– Deveria falar com ela, provavelmente você vai ser rejeitado, mas vai ser melhor do que nunca ter tentado. – digo segurando sua mão.

– Acho que está certa, amanhã vou falar com ela. – diz ele esboçando um sorriso. – Mudando de assunto, sei que veio aqui por um motivo, eu posso saber qual é?

– No momento não quero falar sobre isso, mas já que tocamos no assunto dos Weints, o que você acha do Arthur e eu juntos? – indago fingindo parecer casual.

– Hum... Não sei, acho que seria um casal legal, mas como vive cheio de marmanjo em cima de você ele teria que ser mais calmo. – diz com a mão no queixo, pensativo, e começamos a rir.

[...]

Beto e eu estamos na frente do apartamento da Anne. Eu já sei o que fazer, só espero não ser a decisão errada.

– Emily! – Arthur é o primeiro a me ver, ele aparenta não ter dormido nada.

– Oi gente, Arthur podemos conversar sozinhos? – pergunto e ele assente com a cabeça e seguimos para a piscina, mas antes de ir empurro o Beto em cima da Anne.

Caminhamos calados até chegar a piscina.

– Pode ser sincera Emily. Você não gosta de mim né? Pode falar, eu aguento. – disse Arthur quase chorando (estou vendo que aguenta).

– Arthur você está errado, eu também gosto de você. – falo vermelha.

Imaginem a cena, dois babacas chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Pois é... Essa cara sou eu.

Notas finais
Desculpem novamente a demora, me sinto culpada, mas ainda amo vocês. Comentem!! Não atire pedras!!! Bjos