Loucas no AP

17 Dezessete


Notas iniciais
Oi! Lindos e maravilhosos... Mais um capítulo ''procês'' Vou recomendar para vocês as fanfics da minha querida Debzzz (http://fanfiction.com.br/u/333277/) que tem três histórias suuuuuuuuper legais. LEIAM QUERIDOS!! Eu amo todas as três histórias. ~Azula

P.O.V. Anne

My god! Que diacho o meu irmão fez com o café da manhã? Não me leve a mal, ele é um cozinheiro muito bom, cozinha tão bem quanto a Emi, mas isso aqui parece um monstro verde do esgoto. Sério, ta muito nojento, nem o Dumbledore quis comer. E eu não vou comer essa gosma mesmo estando morta de fome, prefiro mil vezes comprar próximo ao meu trabalho, é bem mais saudável.

– Arthur, o que você colocou nisso aqui? – Olho com nojo para a ‘’coisa’’.

– Ah! Sei lá... Queijo, ovo, iogurte, sucrilhos, um troço verde que estava na geladeira, deve ter gelo também... – Meu pai, que decadência – Acho que basicamente foi isso.

– Arthur... Olha pra mim! – Digo autoritária e ele logo se vira, ficando de frente para mim – Que horas você foi dormir? Você está cheio de olheiras.

Meu irmão está parecendo um mendigo ou um vestibulando, uma visão horrível. Olheiras, cabelo bagunçado, voz enrolada, barba por fazer... Ta difícil a situação. Devem está pegando pesado com meu irmão no trabalho para ele estar nessas condições.

– Não sei bem... Eu não tava conseguindo dormir. – Fala com uma voz sonolenta.

– Então vai dormir agora, ser humano, você está afetando a minha saúde. Olha essa gosma catarrenta que você fez.

– Puxa! Ta feio mesmo. – Murmura olhando o prato – Ok. Eu vou tirar um cochilo. Liga pro papai e diz para ele que eu vou chegar só à tarde.

– Ligo sim, pode deixar. – Digo enquanto jogo a ‘’coisa’’ no lixo – Depois acorda a Emi, ela vai se atrasar para o trabalho.

– Ta.

Bom, agora eu tenho que ligar para meu pai. Ele vai entender o que está acontecendo e vai perdoar o Arthur bem rápido.

Túlio Weints. Esse é o nome do meu pai. Um homem louco por barcos, pesca, vinho e basquete. Muitos de seus hobbies foram herdados por mim, ele tem uma influência bem grande sobre a ‘’filhinha’’ dele. Apesar de ser ausente, ele me ajuda bastante e não é aquele pai chiclete, que segue a filha pra tudo que é lado.

Digito o número dele no celular e logo ele atende.

– Filha! – Fala entusiasmado – Como você está? Estou com saudades.

– Oi pai! Estou ótima e também com saudades. – Digo sorrindo – Você ta com a mamãe? To ouvindo a voz dela.

– Sim, estou. Ela foi me buscar no aeroporto quando eu cheguei.

Meus pais são casados há 23 anos. Minha mãe, Melissa, é a louca e meu pai o reservado. Os dois se conheceram quando minha mãe tinha 10 anos e meu pai 12, começaram a namorar quando minha mãe fez 15 anos e dois anos depois... TCHARÃ... Nasce Arthur.

– Você já chegou? – Falo surpresa – Nossa! Eu pensei que era só semana que vem. Mas não é isso que eu queria falar... O Arthur ta bem cansado, em estágio trágico, então ele só vai a tarde trabalhar, pode ser?

– Pode, mas por que ele está tão cansado? Ficou de ressaca por acaso? – Pergunta em um tom preocupado.

– Não, ele não saiu de casa. Disse que não conseguiu dormir.

– Hum... Ok filha. Ah! Eu quero lhe convidar para ver minha nova casa no lago. Eu mesmo ajudei a construir. – Diz alegremente – Eu consegui vender a antiga por um preço muito bom, você vai me visitar?

– Vou pai, claro. Você me mandar os detalhes por email. Eu vou me atrasar se continuar falando com o pai mais lindo do mundo. – Ele começa a rir.

– Não, só tenho a esposa mais linda, ela disfarça a minha feiúra de bode velho. – Posso ouvir minha mãe rindo do outro lado da linha – Ah! Não se esqueça de convidar a Emily também. Adoro a maluquinha.

– Pode deixar, pai, vou levar ela nem que for amarrada. – Retruco rindo – Beijos, pai. Até.

– Até.

Agora tenho que ir até meu carro. Mais um dia de trabalho e amanhã tenho uma apresentação para fazer. Ê beleza.

[...]

Estou na Engenharia Blum, encostada em uma parede do terceiro andar tentando não rir, mas é difícil. Todos estão olhando as personagens do efeito domino estiradas no chão e eu pensando em como as notícias correm rápido, cinco segundos atrás não tinha ninguém nesse corredor, agora todos os funcionários da empresa devem estar aqui.

O que aconteceu foi o seguinte: algum engraçadinho (concluo que foi Oliver) colocou fios de nylon espalhados pelo departamento de pesquisa e pendurou papel filme em quase todas as portas, a conclusão foi alguns computadores, três estagiários, o chefe de pesquisa, um diretor e dois funcionários no chão.

– O que achou dessa? – Sussurra alguém do meu lado. Viro-me e deparo com o Oliver sorrindo como criança e acabo retribuindo o sorriso. – Se achou boa espera só a próxima.

– Oliver essa foi demais. – Falo rindo e damos um comprimento com soquinho.

O corredor começou a ser esvaziado e sei que o chefão supremo está se aproximando. Oliver se despede e segue pelo corredor.

– O que está acontecendo aqui? – Pede explicações o senhor Blum em um tom de voz sério.

– Foi o Oliver senhor, tenho absoluta certeza. – Grita o diretor que foi arremessado no chão por um fio de nylon, apontando o loiro que se encontra ao lado do senhor Blum.

– Eu? – Ironiza Oliver – Eu nunca faria isso, protesto por blasfêmia. Isso é preconceito contra os loiros.

– Ta certo. Alguém se feriu seriamente? Não? Pois bem continuem a trabalhar. Vanessa limpe essa bagunça! Oliver eu sei que foi você. Voltem aos seus locais de trabalho, por favor! – Retruca o sempre autoritário chefão supremo com as mãos na cintura e pedindo ordem. Depois de finalizado seus pedidos ele vira para Oliver e dá um pequeno sorriso. Acaba me vendo ainda parada no corredor – Anne! Tudo pronto para amanhã?

– Sim, senhor!

– Ótimo! Não se preocupe, você vai se sair bem. – Diz enquanto vai em direção ao elevador com Oliver ainda ao seu lado.

Espero que ele esteja certo.

[...]

­Após sair do trabalho fui para a faculdade e depois para casa. Encontrei Emily sentada no sofá observando Arthur e Beto se encararem como dois lutadores prontos para darem um golpe no outro. Por que o Beto ta aqui?

Ah! Tinha esquecido que hoje é terça-feira, dia da pizza entre Emi e o Beto.

– Boa noite! – Digo tirando a sapatilha.

– Boa noite girafinha! – Murmura sorrindo, mas com o olhar suplicando por ajuda.

– Por que estão querendo se matar? – Me dirijo aos dois idiotas – Sabem que isso aqui não é UFC, né? – Eles começam a explicar, mas falando ao mesmo tempo eu não consegui entender nada e peço para a Emi falar. Pelo que parece Beto disse que Arthur trapaceou no jogo dos Looney Tunes (é muita besteira para um lugar só), mas Arthur discorda e afirma que foi o Beto que trapaceou. Depois de tanto blábláblá dou uma bronca nos dois e eles param de brigar, sentam em lados opostos da sala ainda se encarando.

Depois da briguinha, comemos a pizza que a Emily tinha pedido e começamos a conversar.

– My god! Para onde vai tanta comida Anne? – Pergunta Beto olhando para mim.

– Eu me faço essa pergunta constantemente e também não sei dizer. – Brinca Emily.

– Eu como normalmente, ta legal? – Digo aborrecida enfiando mais um pedaço de pizza na boca.

– Normalmente? Você come uma quantidade para um batalhão maninha. Eu fico surpreendido por você ser igual a um palito de dente. – Argumenta meu irmão e logo começamos a rir.

– Ta tudo muito legal, mas amanhã tenho trabalho. – Fala Emily – Boa noite amores e girafinha!

– Eu também tenho trabalho. Boa noite pra quem fica! – Murmuro me levantando – Ah! Quero a louça lavada e tudo muito bem arrumadinho, senhores. E Beto, depois de ajudar o Arthur... Fora da minha casa!

Notas finais
Iae galerinha! A nova música da Anitta já entrou na cabeça de vocês? Meu cérebro agora ta todo Zen --' Vou começar a cantar pintinho amarelinho pra ver se resolve KKK Bjooooos