Loucamente Apaixonados
1 Tristezas Do Passado
Notas iniciais
[P.O.V. Helena]
Foi numa manhã de sábado... Eu acordei e a primeira coisa que fiz foi me virar e desejar um bom dia ao Bruno. Acontece que ele não estava lá. Pra falar a verdade, não parecia nem que ele havia dormido em casa. Os lençóis da parte da cama dele estavam do mesmo jeito que eu deixara na noite anterior. Estranhei, pois isso nunca havia acontecido antes. Ou, se aconteceu, eu não percebera. O Procurei por toda a casa mas não encontrei nada... Então resolvi deixar pra lá, afinal, uma hora ou outra ele apareceria.
...
Resolvi ir até à casa de Rafaela para conversarmos um pouco, afinal fazia tempos que não nos víamos. Bati na porta, mas ninguém atendeu. Bati novamente, um pouco mais forte e ela se abriu. Decidi entrar, pois imaginei que ela estivesse dormindo ou tomando banho. Ao entrar no quarto dela, vi algo que me destruiu completamente, me deixou arrasada: Bruno e Rafaela estavam se beijando calorosamente, com muita intimidade. Ao ver aquela cena, senti lágrimas escorrendo dos meus olhos... Era como se alguém tivesse fincado uma faca em meu coração. Acho que Bruno percebeu que eu estava lá, pois se virou assustado.
-
Bruno: He, Helena?
Eu: Em carne e osso.
Bruno: O que você está fazendo aqui?
Eu: Te procurando... Você nem deu sinal de vida, fiquei preocupada. Mas estou muito arrependida disso.
Bruno: Não é nada do que você está pensando amor!
Eu: Não me chame de amor! Fique aí com essa... falsa. Nunca imaginei que você faria uma coisa dessas comigo Rafaela.
Rafaela: Helena!
Bruno: Deixa. Uma hora ela iria descobrir mesmo.
-
Fui direto para a casa de meus pais. Eu estava totalmente sem estruturas. Bati na porta, minha mãe atendeu rapidamente. Eu a abracei, ainda chorando.
-
Cristina: Filha, o que aconteceu?
Eu: Mãe... ele me traiu.
Cristina: O Bruno?
Eu: Sim.
-
Desatei a chorar, ainda mais. No mesmo momento, meu pai surgiu por de trás da estante e se juntou à minha mãe, me abraçando também.
-
Antônio: Calma princesa... O Bruno não merece uma mulher como você. Nunca mereceu.
Cristina: É filha... Você vai encontrar alguém melhor, que tenha olhos só para você.
Eu: Eu agradeço mas... Vocês não me enten...
-
Meu pai começou a suar, seu rosto foi ficando vermelho...
-
Eu: Mãe, o pai está suando muito.
Cristina: Chame uma ambulância, vou levar ele para a cama.
Eu: Está bem.
-
Eu liguei para a ambulância, que chegou cinco minutos depois. Eu tremia. Minha mãe pediu para que eu ficasse e me acalma-se um pouco, e foi o que fiz, ou, pelo menos tentei, pois meu nervosismo falou mais alto. Corri para o hospital, preocupada com meu pai.
-
Eu: Mãe, está tudo bem com o pai? O que aconteceu?
Cristina: Calma meu amor. Ele está passando por uma cirurgia no coração, mas vai dar tudo certo. Fica calma tá?
...
Passaram-se horas. Confesso que, foram as horas mais angustiantes e tristes da minha vida.
-
Doutor: Cristina e Helena Fernandes, podem me acompanhar por favor?
-
Fomos atrás do médico em silêncio, aflitas.
-
Doutor: Tenho uma má notícia para dar à vocês. Houve complicações na cirurgia e, infelizmente, o senhor Antônio não resistiu. Eu sinto muito. Deixarei vocês à sós.
--------------
Fale com o autor