Notas iniciais
Amados, primeiramente agradeço por cada mensagem que me enviaram a respeito da saúde da minha cachorra s2 Felizmente ela já está ótima, correndo e pulando pela casa e amanhã ela já irá tirar os pontos! Espero que gostem do capítulo que escrevi com carinho para vocês, tenham uma boa leitura s2

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20. Realidade

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Respirou com força levando o oxigênio até seus pulmões e logo o soltou para alto, em forma de suspiro. Aos seus pés todos os seus pertences estavam espalhados e faltava pouco para conseguir terminar de organizar suas roupas dentro do closet de Sesshoumaru. Oh céus, ver suas vestes ao lado das roupas de seu youkai, todas enfileiras e arrumadas a deixou de frente para a realidade. Agora não teria mais volta, Rin já havia tomado sua decisão e agora passaria a compartilhar aquele aposento junto com seu vizinho de janela.

Havia sido uma tarefa difícil transportar todos os seus pertences pela janela do quarto naquela fria manhã, o dia amanhecera dublado e ela fizera tudo as escondidas apenas para não levantar ainda mais suspeitas. Estava aceitando o convite de Sesshoumaru em dividir o mesmo quarto que o youkai, mas o que seus parentes pensariam quando a vissem trazendo suas coisas? Não, não e não. Pensando assim foi que Rin decidiu iniciar sua mudança utilizando a janela do quarto. Havia pegado tudo que lhe pertencia, deixando para trás apenas os moveis da casa. Já fazia um bom tempo desde que deu inicio a sua mudança, e lá estava ela, abrindo espaço por entre as vestes de Sesshoumaru com o intuito de guardar suas roupas.

— As roupas estão em ordem e agora só falta... – Colocou a mão no queixo encarando as inúmeras sacolas vazias espalhadas pelo chão. – Meus sapatos!

Para sua sorte, Sesshoumaru não era o tipo que colecionava sapatos, diferente de si que os amava e que possuía incontáveis pares de diferentes modelos. Então foi fácil organizá-los junto com os de Sesshoumaru. E quando enfim conseguiu vencer aquela bagunça, a primeira coisa que fez foi juntar todas as sacolas e sair às presas daquele recinto que começava a deixá-la zonza. Teria soltado um suspiro de alivio por ter enfim acabado, mas quando seus olhos amendoados se dirigiram para a cama onde dividia com seu youkai, a decepção a invadiu.

— Ainda têm mais coisas! – Choramingou para si mesma.

Dessa vez tudo o que restou foram seus produtos para banho, cremes corporais e perfumes. O closet de Sesshoumaru não havia sido apenas o único lugar que Rin invadiu com seus pertences, o banheiro também havia sido seu alvo do dia. Arrastou as sacolas para o mesmo e deixou-a sobre a pia retirando de dentro dela, seus cremes corporais e produtos para cabelos.

Arrumou tudo, juntando seus hidratantes com os cremes de barbear de Sesshoumaru e ela teve que rir no momento em que os contemplou, todos juntos. Em cada canto daquele aposento havia algo que era seu, havia algo que fazia se lembrar dela, algo de que denunciava sua invasão. Sua ficha de que agora passaria a conviver em definitivo com aquele homem parecia não ter caído ainda.

E quando ela estava prestes a apanhar sua sacola para sair do banheiro, de dentro dela, algo caiu aos seus pés.

— Mas o que é... – Deteve sua frase no meio do caminho no segundo seguinte que olhou para baixo.

Não bastou um único olhar para Rin descobrir o que havia caído. Umedeceu os lábios antes de se abaixar e apanhar em mãos as inúmeras cartelas de compridos que se espalharam pelo chão do banheiro. Ela reconheceria aquilo em qualquer lugar que estivesse, aquilo eram seus calmantes. Há quantos dias Rin não os tomava? Não soube dizer o tempo especifico, mas sabia que eles haviam sido esquecidos.

— Eu esqueci completamente... – Sussurrou para si mesma.

Rin não os usara. Suas crises de nervosismo não voltaram a atormentá-la desde que Sesshoumaru se manteve ao seu lado. Então porque raios iria continuar guardando aqueles malditos comprimidos? Ela não precisava mais deles não é mesmo? Não quando possuía seu próprio calmante feito de carne e ossos, pensava ela.

Decidida, foi até o vaso sanitário e destacou comprimido por comprido, jogando-os todos dentro do mesmo.

— Não preciso mais de vocês, adeus. – Apertou a descarga com tanta força que a ponta de seus dedos ficou esbranquiçadas.

E ela se sentiu bem por isso. Sentiu-se como há tempos não se sentia, como se um enorme peso saísse de suas costas. E foi com essa nova leveza que ela deixou os aposentos que passaria a compartilhar com Sesshoumaru e rumou para o andar de baixo. Enquanto descia as escadas seus ouvidos atentos captaram a voz suave de Kagome conversando com Izayoi.

— Pobrezinha! – Izayoi lamentou no momento em que entrou no recinto.

A primeira reação que encontrou por parte de Kagome foi um suspiro de alivio quando a morena a avistou e logo em seguida um sorriso se abriu em seu rosto de feições delicadas.

— Ah Rin, que bom que está acordada. – Kagome lhe cumprimentou com um abraço demorado, porem muito caloroso. – Preciso de você!

— De mim? – Perguntou com as sobrancelhas juntas. – Aconteceu alguma coisa Kagome?

— Sim, aconteceu! – Ela suspirou, deixando os ombros caírem. – Estava conversando com Izayoi exatamente sobre isso.

Desviou rapidamente o olhar para Izayoi e ela balançou a cabeça em sinal de concordância.

— O que foi que aconteceu? Me conte logo Kagome, está me deixando nervosa! – Exigia ela.

— Eu já tentei de tudo, mas Sango não me dá ouvidos. – A noiva de Inuyasha passou as mãos por seus cumpridos cabelos sem saber o que fazer. – Desde que ela e Miroku brigaram, ela não coloca o rosto para fora e fica enfurnada em seu quarto o dia todo.

Então Sango estava realmente mal, como já havia imaginado. Mordeu o lábio inferior com força, Miroku havia estado ali noite passada e estava péssimo, presumiu então como Sango estaria.

— Você não quer ir comigo até a casa dela? – Kagome sugeriu. – Ayame e Jaky estão lá, mas nem mesmo eles conseguiram fazê-la parar de ser tão teimosa.

— Não acho que eu conseguiria algum tipo de progresso, se é o que você espera. – Rin disparou, dizendo-lhe o obvio. – Apenas Miroku vai conseguir concertar a burrada que ele fez.

Os ombros de Kagome caíram. E agora? O que faria? Rin estava coberta de razão. Maldito Houshi, praguejava a noiva em pensamentos.

— Nós conversamos com ele noite passada e ele me pareceu disposto em colocar os pingos nos is.— Izayoi comentou.

— Por favor, Rin. Venha comigo! Ela vai gostar de vê-la. – Suplicou a morena, com seus olhos pidões.

Encarar aqueles olhos suplicantes estava sendo um trabalho difícil. Rin queria ajudá-la, é claro que queria. Mas como iria sair sabendo que alguém a perseguia? Seu receio a impedia. Não iria conseguir se sentir em paz colocando os pés para fora de casa.

— Não sei se é... Uma boa ideia. – Tentou fazê-la desistir.

— Por favor, Rin. Por favor. – Kagome clamou.

Mordeu o lábio inferior com força. Onde estavam suas mentiras naquele momento? Rin era a rainha no quesito mentir, porque então não soltava mais uma de suas mentiras? O problema estava aí, ela não sabia que mentira dizer. Ela não sabia como fugiria daquilo, poxa, sua amiga precisava de ajuda e o que diabos ela estava fazendo? Fugindo? O peso na consciência a tomou, se não desse meia volta em sua decisão e aceitasse seguir Kagome, Rin se sentiria mal e passaria o dia todo pensando nas coisas que poderia ter feito por medo de alguém que nem mesmo ela sabia quem era.

E foi aí que o baque veio com tudo. Onde sua promessa entrava naquela situação? Não aceitar o convite de Kagome era o mesmo que quebrar suas promessas e afirmar que Suikotsu estava novamente intervindo em sua vida. Impedindo-a de fazer o que ela julgava ser certo em fazer. E foi pensando assim que Rin cedeu, aceitando ir até a casa de Sango.

— Tudo bem! – Ela concordou. – Vamos lá! Se eu não for eu sei que vou me sentir mal por isso depois.

A expressão de suplica logo foi substituída pelo alivio no rosto de kagome. Rin teve o rosto acarinhado enquanto a noiva lhe enchia as bochechas com inúmeros beijos.

— Ai, obrigada. Obrigada, obrigada. – Agradecia sem parar.

— Eu vou tentar fazer o possível, mas não espere que Sango mude da água para o vinho.

— Vá querida, eu aviso o Sesshoumaru que você está com Kagome. – Izayoi piscou um de seus olhos em sinal de cumplicidade.

Oh droga, Sesshoumaru! Como pudera se esquecer? Ele não iria gostar nem um pouco de saber que havia deixado os domínios de sua casa sem o seu consentimento.

A troca de sorrisos que se seguiu entre Izayoi e Kagome deixou nítido que a futura Taishou já tinha consciência de seu relacionamento com o mais velho dos irmãos. Oh céus, mulheres e seu costume por fofocas.

— Então ele realmente não está aqui! – Afirmou a pequena. – Pensei que estivesse no escritório.

— Oh não, ele saiu bem cedo para resolver algum tipo de problema. – A matriarca lhe deixou a par dos acontecimentos.

Rin pegou-se pensando em que tipo de problema Sesshoumaru fora resolver. Mas no momento ela possuía coisas mais importantes para se pensar, como por exemplo, em que explicação daria a ele sobre a sua visita á casa de Sango.

Agradeceu por Izayoi deixar recado e assim que apanhou sua bolsa em seu novo aposento, saiu acompanhada de Kagome em direção ao carro da mesma. Acomodou-se no banco do passageiro e se permitiu respirar fundo. Pedindo aos céus para que sua decisão não a fizesse se arrepender mais tarde. E durante todo o percurso, de forma discreta Rin olhava para o movimento da rua constatando se estava sendo seguida por outro carro de luxo. Para seu alivio, não havia encontrado nada que despertasse sua atenção.

— Izayoi me contou! – Kagome quebrou o silencio que se instalou dentro do carro. – Bem vinda à família Rin.

Prestou a atenção em seus movimentos, vendo-a dar a seta para a direita. Sorriu de lado pelo o que Kagome lhe dissera. Família, como sentia falta da sua que deixara para trás.

— Obrigada. – Agradeceu, sem saber ao certo o que dizer.

— Eu que deveria agradecê-la, na verdade. – Continuou a morena. – Não sabe o quanto está nos ajudando Rin.

Ajuda. Isso a fazia se lembrar do quanto àquela família a ajudou a enfrentar seus medos desde que chegara naquela cidade desconhecida. Havia mudado muito desde que colocara os pés onde estava hoje.

— Essas crises da Sango são constantes, já perdi até a conta de quantas vezes eu já a vi assim. – Kagome soltou o ar pela boca, enviando-o em direção á sua franja. – E sempre que isso acontece é um inferno, portanto não se assuste com o que vai encontrar quando chegarmos a casa dela, tudo bem?

— Miroku é o causador dessas crises? – Quis saber ela.

— A grande maioria, sim.

Rin imaginou que sim. Virou seu rosto em direção á janela e viu as inúmeras casas passar em velocidade diante de seus olhos observadores. Mas à medida que a velocidade diminuía, ela julgou que estavam perto da residência de sua amiga de coração partido. E suas suspeitas só estavam certas quando Kagome anunciou:

— Chegamos, é aqui!

O carro foi estacionado em frente a uma belíssima casa com portões brancos. Sua fachada era diferente de tudo o que viu, era sustentada por duas pilastras grossas de tijolos e sua porta era larga, coberta por vidros transparentes.

— Se prepare Rin e principalmente, não se assuste. – Kagome a orientou, retirando seu cinto de segurança e desligando o motor do carro.

Rin seguiu seus movimentos, retirou o cinto que a sufocava e abriu a porta firmando os pés no chão de pedras. Não precisou tocar a campainha, antes que Kagome anunciasse sua chegada tirou de dentro de sua bolsa um molho gordo de chaves e procurou no meio delas a chave do portão de Sango.

— Você tem uma chave da casa de Sango? – Rin pareceu surpresa.

— Em casos como estes, ter uma chave da casa da sua amiga têm suas vantagens! – Enfiou a chave no portão, e girou-a. – Venha.

Seguiu Kagome, fazendo o mesmo percurso que ela e Rin acabou por se encantar pelo interior da casa de Sango, era tão bonita quanto o exterior. Seu sofá parecia macio o bastante e Rin quase pulou sobre ele para constatar suas suspeitas. A mesa de centro era magnífica, feita de madeira bruta e seus arranjos florais sobre ela combinavam perfeitamente com o ambiente. A pequena não se deu a luxo de apreciar o espaço por muito tempo, já que Kagome agarrou-lhe um dos braços e a arrastou para as escadas que levavam aos quartos. Quase tropeçou com a velocidade e ansiedade com que Kagome a guiava.

O burburinho que ouviu a fez se manter em alerta. Em uma das portas fechadas vozes podiam ser ouvidas de dentro e foi exatamente em direção á ela que Kagome a arrastou. De supetão, a futura Taishou escancarou a porta e a imagem que se seguiu não foi a melhor das visões que Rin já presenciou na vida. Entre abriu os lábios chocada demais com o que encontrou. Dentro daquele quarto, um Jakotsu e uma Ayame tentavam conversar com a figura largada em sua cama. Com os cabelos desgrenhados, os olhos vermelhos, olheiras profundas, e o rosto inchado coberto por resquícios de chocolates, estava Sango.

— Você demorou! – Jakotsu a repreendeu.

— Desculpe. – Kagome murmurou á ele.

E quando seus olhos fixaram mais atrás da figura de Kagome, foi que ele a avistou. Sua boca se ampliou e um sorriso surgiu em meio aos lábios antes repuxados.

— Olá Rin, bom te ver. – Ele a saudou e Ayame o imitou.

A menção de seu nome pareceu despertar o corpo inerte, sem vida de Sango. Rin apenas assistiu suas reações e não esperava quando ela iniciou um novo choro e se enfiou em meio ás cobertas para esconder sua imagem ridícula.

— E-Eu n-não quero... – Fungou em baixo das cobertas. – N-Não quero que me vejam assim!

— Eu disse para não se assustar, feche a boca. – Sentiu quando Kagome a cutucou com o cotovelo.

Engoliu em seco. Mas o que era aquilo? Nunca se passou por sua cabeça que Sango pudesse estar tão mal assim. Maldito seja Miroku Houshi!

— Eu estou começando a desistir, já tentei de tudo o que você imagina. – Jakotsu caminhou por entre o quarto parecendo pensar em algum tipo de solução.

As outras duas suspiraram juntas completamente de mãos atadas e como se uma lâmpada se ascendesse em suas cabeças, os três viraram em sua direção com sorrisos meticulosos em seus lábios.

— O-O quê? – Rin teve medo de perguntar.

— Tente falar com ela Rin. – A ruiva sugeriu, juntando ambas as mãos em forma de suplica.

Falar? Mas o que falaria? Rin não sabia nem mesmo por onde começar. Deu um passo a frente e voltou a engolir em seco quando os outros três a fitavam com expectativa. Então Rin pensou em fazer o que qualquer pessoa faria: ser sincera.

— Bem... – Ela começou e parou no segundo seguinte que viu Sango estremecer em baixo do cobertor.

Deixou sua bolsa em algum canto e jogou seu celular sobre a escrivaninha de Sango, largando-o ali. Pigarreou chamando sua atenção, para só assim continuar a falar:

— Miroku esteve ontem na casa de Izayoi!

Sua revelação à fez puxar o cobertor, deixando apenas sua cabeça de fora.

— O que ele fazia lá? – Sua voz soou mais firme e Rin gostou de ver que sua reação havia mudado.

— Veio em busca de conselhos. – A pequena deu mais um passo em sua direção diminuindo a distância da cama.

— Conselhos? – Sango indagou franzindo o cenho.

— Sim, conselhos! – A pequena continuou. Atrás de si estavam os outros três assistindo a conversa, calados.

— Que tipo de conselhos?

— Algo que o motivasse a tomar a decisão certa e sabe o que ele fez? – Rin quebrou a distancia sentando-se na beirada da cama.

Sango voltou a fungar e sua aparência poderia ser facilmente confundida com a aparência de uma criança, frágil e inofensiva.

— Não, não sei. O que ele fez?

— Ele abriu os olhos e refletiu. Ele se sentiu péssimo por ter magoado alguém importante. – Rin aproximou de si e penteou os cabelos bagunçados de Sango com seus dedos.

Ela logo voltou a lacrimejar. Sango balançou a cabeça de um lado para o outro, dizendo incontáveis vezes de que Miroku jamais faria algo como isso.

— Você não entende Rin! Ele não me quer, não quer se casar comigo! – Limpou o rosto com as costas de suas mãos afastando as teimosas lagrimas. – Ele não me ama o suficiente para colocar um anel em meu dedo!

Seu coração se apertou com aquelas palavras. Não foi isso o que presenciou na noite passada. Sango estava errada! Miroku realmente a amava, ele apenas possuía seu próprio jeito de amar.

— Isso não é verdade! – Rin negou com veemência. – Cada um tem seu jeito de amar, e Miroku tem o dele.

Sango abaixou o olhar prendendo-o em algum ponto interessante de seu quarto. De maneira automática pegou mais um chocolate dentro da caixa e o levou a boca, mas Rin a impediu puxando o doce de seus dedos. A pequena se colocou de pé e decidida a mudar aquela situação, agarrou as cobertas que a cobriam e puxou com rapidez deixando-a totalmente exposta apenas com seu pijama de ursinhos. Os demais assistiam aquilo surpresos o suficiente para dizer alguma coisa.

— Vamos lá Sango, já chega! Pare de comer essas porcarias, levante-se e vá tomar um banho. – Segurou suas mãos e a ajudou a se levantar da cama.

Sango procurou se manter de pé sozinha, e quando sentiu os pés firmes no chão foi que passou a se locomover. Arrastou suas pernas para o banheiro tomando a iniciativa de seguir para o banho, mas assim que colocou os pés lá dentro, ela deu meia volta dando indícios de que pretendia retornar para sua cama.

— Vamos, eu te ajudo! – Rin a deteve no meio do caminho.

Apoiou suas pequeninas mãos em seus ombros e a fez virar-se novamente para o banheiro. Encostou a porta e suspirou baixo enquanto apoiava a testa contra a madeira maciça.

— O-que-foi-isso? – Jakotsu foi o primeiro a se manifestar, dizendo cada palavra pausadamente.

A pequena deu meia volta ficando de frente para o restante de seus amigos e sentiu as bochechas esquentarem quando fixou o olhar para a porta do quarto. No batente da porta, uma quarta pessoa também a assistia e ela se permitiu corar por ter uma pequena plateia atrás de si. Kohaku, o irmão de Sango a encarava com o sorriso aberto apreciando a forma com que acabara de lidar com sua irmã sensivelmente magoada.

Sem saber como reagir diante de tudo aquilo, Rin fez a primeira coisa que se passou em sua cabeça:

— Você dois! – Chamou a atenção de Jakotsu e Ayame.

— O quê? – Ambos perguntaram juntos.

— Arrumem essa bagunça e de preferência escondam esses chocolates. – Pediu ela.

— Certo! – Responderam em uníssono.

Mais que depressa, Jakotsu e Ayame saíram do quarto em busca de alguma sacola grande o suficiente que pudesse caber toda aquela montanha de doces.

— E Kagome? – Voltou-se agora para ela.

— Sim? – A futura Taishou piscou os olhos, preparada para a nova ordem.

— Pegue roupas limpas e aproveite para ver se Sango ainda continua viva dentro daquele banheiro. – Brincou Rin.

— Okay, pode deixar comigo. – Sorriu, saindo em disparada em busca das vestes que Rin lhe pedira.

Deixou os ombros caírem consideravelmente e se encolheu diante do olhar que Kohaku lançava sobre si. Um olhar diferente, um olhar carregado de surpresa e admiração. Não entendia o porquê de ele olhá-la desse jeito, muito menos o porquê de tanta admiração. Não havia feito nada demais, apenas fez o que faria por qualquer pessoa que possuísse qualquer tipo de amizade. E ver sua amiga, uma pessoa tão animada e sorridente, do jeito que a encontrou fazia seu coração se apertar.

Incomodada com o silencio que se instalou após a saída do restante de seus amigos, Rin batucou o pé contra o chão tentando aliviar sua tensão e seu constrangimento. Ao fundo o barulho do chuveiro ligado a deixou em alerta. Sango havia feito o que pedira, saíra daquela cama e agora estava tomando um banho.

— Você foi incrível! – Kohaku a elogiou enquanto quebrava a distância entre seus corpos e se aproximava de si. – É a primeira pessoa que vi conseguir tirar minha irmã da cama.

— Apenas fiz o que achei ser certo, ver alguém tão sorridente como Sango nesse estado me entristece. – Admitiu ela.

— Sim, eu tenho que concordar. E é ainda mais difícil para mim que sou o irmão dela. – Enfiou as mãos dentro do bolso de sua calça.

— Eu te entendo, eu também tenho um irmão!

— É por este e outros motivos que a relação de Miroku com Sango não me agrada. Ele a faz sofrer demais! – Trincou a mandíbula e a veia em seu pescoço se sobressaiu.

E pela primeira vez Rin presenciou a cena de um Kohaku irritadiço. Pobre Miroku, pensou ela. Tinha medo quando ele resolvesse mostrar as caras a fim de conversar com Sango. Se dependesse de Kohaku o pobre homem jamais voltaria a colocar seus pés dentro de sua casa.

— Não se martirize tanto. – Rin afastou as mãos para tocar-lhe o braço e seu toque o fez estremecer.

Imediatamente seus músculos relaxaram e suas sobrancelhas se distanciaram. Com as feições serenas Kohaku voltou a encará-la com intensidade e Rin recuou a mão arrependendo-se do contato. Entre abriu os lábios surpresa quando teve a mesma mão que o tocou agarrada por ele. Suas pequeninas mãos sumiram por entre as enormes mãos de Kohaku e ela arfou involuntariamente quando ele entre laçou seus dedos e os levou em direção aos lábios, plantando um beijo suave em sua pele macia.

— Obrigado Rin. – Agradeceu, ainda mantendo sua mão a centímetros de distância do seu rosto. – Obrigado por ajudar minha irmã.

— M-Mas... E-Eu não fiz nada demais! – Pigarreou quando sentiu que sua voz falhava e ele sorriu quando percebeu as reações que estava causando em seu corpo.

— É bom vê-la novamente. – Ampliou ainda mais seu sorriso deixando à mostra a fileira de dentes brancos.

Sentiu que Kohaku estava flertando consigo e pareceu entender agora o porquê de Sesshoumaru não gostar do menino. O clima estranho foi quebrado no momento em que Jakotsu e Ayame retornaram ao quarto, trazendo junto a si um saco de lixo preto. Agradecida pela nova invasão, agora ela não iria mais se sentir desconfortável por estar sozinha com Kohaku. Afastou-se do irmão de sua amiga libertando sua mão da dele e mantendo uma distância segura do mesmo. Jakotsu foi o primeiro a estranhar o clima que acabou por se instalar entre eles e Rin quase balançou a cabeça tentando afastar o rubor das bochechas que a denunciavam descaradamente.

— Menina, você foi fantástica! – Seu amigo infiltrou-se entre ela e Kohaku e a envolveu pelos ombros. – Merece um prêmio pelo o que fez.

Segurou a risada quando o viu jogar o saco no rosto de Ayame como se insinuasse que seria ela quem limparia aquela bagunça.

— Pensei que me ajudaria. – Protestou ela, arrancando o saco com rapidez de seu rosto bonito.

— Acha mesmo que vou correr o risco de quebrar minhas unhas, ruiva? – Mostrou as unhas pintadas de preto, como se fossem garras.

— Elas não vão se quebrar Jakotsu, elas são postiças! – Ayame revirou seus olhos verdes, não acreditando do que acabara de ouvir.

Dessa vez, Rin não conseguiu segurar a risada. Jakotsu deu de ombros e passou a ignorá-la enquanto ela começava a recolher os papeis de doces espalhados pelo quarto.

— Pelo menos me ajude a arrumar a cama, folgado. – Resmungou Ayame, de costas para ele.

— Desculpe, estou ocupado no momento. – Fez pouco caso de suas palavras.

— Ocupado com o quê? – Ela bufou enraivecida, virando-se para fuzilá-lo com os olhos verdes.

Como se ela não soubesse. Era fácil imaginar o que tanto estava chamando a atenção de Jakotsu. Seu olhar devorador e seus lábios meticulosamente maliciosos o denunciavam completamente. Jakotsu curvou a boca em um meio sorriso e devorou a única figura masculina presente no recinto.

— Estou ocupado em apreciar esse alto grau de testosterona. Consegue sentir esse cheiro de macho? – Balançou as mãos frente ao rosto e respirou fundo, como se aquilo deixasse o cheiro que sentia ainda mais forte. – O que você anda fazendo Kohaku? Está malhando? – Levou as mãos em direção aos bíceps do rapaz e o apertou com força, sentindo toda a definição de seu braço.

— O que está fazendo? – O pobre irmão de Sango sobressaltou-se com a ousadia do amigo de sua irmã e se afastou o mais longe que conseguiu.

Seus olhos pareciam assustados e seu corpo se manteve em alerta para o próximo ataque. Ele franziu o cenho incomodado, mas o que diabos Jakotsu estava fazendo? Só não o matava ali e agora porque ele era amigo de Sango, apenas por este motivo.

— Adoro homens com sardas, que fique bem claro! – Jogou os cabelos negros para trás e lhe piscou um dos olhos, sensualmente. – Essas pintinhas são terrivelmente sexy.

Ayame segurou o riso, mas não conseguiu, sua risada explodiu no momento seguinte. Assim que enfiou todos os papeis de doces dentro do saco de lixo, a ruiva puxou os lençóis arrumando a cama antes bagunçada.

— Pare com isso Jakotsu, está assustando-o. – Rin o defendeu e o amigo a encarou com uma sobrancelha erguida.

— Eu não fiz nada demais, só disse verdades! – Lançou uma última piscadela em direção a Kohaku, antes de o ver dar meia volta e sair do quarto de Sango completamente incomodado com sua presença.

E bastou Kohaku sair para Kagome retornar, trazendo várias peças de roupas nos braços. Sorriu á Ayame pela bela organização que fizera no quarto e entrou no banheiro sem nem mesmo anunciar sua entrada. E quando pensou que o silencio mais uma vez voltaria, o sonoro toque de ligação invadiu seus ouvidos. Sobre a escrivaninha de Sango, seu celular tocava ao mesmo tempo em que vibrava.

— Rin seu celular está tocando. – Jakotsu a avisou.

E por estar mais próximo de seu aparelho, ele o pegou pronto para entregá-lo para si, mas quando estava prestes a colocá-lo em suas mãos ele os puxou de volta, fixando os olhos sobre a tela. Seu queixo caiu ligeiramente e em busca de respostas Jakotsu ergueu o olhar, estupefato.

— Porque o mais velho dos irmãos delicia está te ligando?

Quando Ayame escutou a indagação por parte de Jakotsu, ela teve que se aproximar para constatar com seus próprios olhos que o que ele dizia era realmente verdade. Rin sentiu seu estomago gelar. Sesshoumaru estava ligando? Ela tentou arrancar o celular de suas mãos, mas Jakotsu não deixou.

— Jaky, me deixe atender. – Ela pediu.

— Não antes de você me responder! – Ele bateu o pé com força contra o chão, de maneira birrenta. – Eu bem que desconfiei desde o dia da loja de vestidos, mas é claro! O Senhor Monumento nunca iria emprestar seu carro para qualquer tipo de pessoa.

Sim, em boa parte Jakotsu estava certo. O barulho do toque de seu celular cessou, e ela podia imaginar perfeitamente que tipo de expressão seu youkai estaria fazendo agora por não ter atendido sua ligação.

— Inuyasha já não está mais no mercado, agora o mais velho dos irmãos delicia também não está? Oh meu bom Deus, isso é demais para o meu pobre coração. Eu me recuso em aceitar isso! – Ele se jogou na cama arrumada de Sango, escondendo o rosto por entre o travesseiro.

— Ei! – Ayame rosnou entre dentes. – Eu acabei de arrumar isso Jakotsu!

— Dane-se a cama Ayame! Você não consegue sentir o quanto estou sofrendo? – Fungou teatralmente e Rin continuou apenas a assistir aquela cena. – Mas o mais importante... Você ainda têm os chocolates da Sango? Estou precisando deles nesse momento.

A ruiva bufou diante da cara de pau do amigo e sem sucesso em conseguir tirá-lo da cama que acabara de arrumar, desistiu. Seu celular voltou a tocar e para evitar que Jakotsu o agarrasse como se sua vida dependesse disso, Rin puxou o aparelho de suas mãos e o atendeu no segundo seguinte.

— Oi Sesshy... – Saudou assim que levou o celular ao ouvido.

Porque não atendeu a ligação deste Sesshoumaru, Rin? – Sua voz sensual fez com que suas pernas tremulassem e seu centro se contraiu.

— Desculpe, só consegui atendê-lo agora. – Disse a verdade, ocultando o fato de que fora Jakotsu quem a impediu de alcançar seu celular.

Izayoi avisou-me que não está em casa.— Seu tom de voz demonstrava repreensão.

Firmou os pés no chão e saiu do quarto, longe de ouvidos curiosos. Porque ela tinha a sensação de que Jakotsu e Ayame estavam atentos em sua conversa.

— Sim, eu não estou! – Afirmou à pequena.

E onde diabos minha doce Rin está? Sabe que sou contra você deixar o domínio de minha residência sabendo que existe alguém que nos ronda.

— Eu sei, mas não pude recusar o pedido de Kagome. Mas se é isso o que o preocupa, relaxe porque não aconteceu nada de estranho. – Garantiu ela. – Eu estou agora na casa de Sango, junto com Kagome.

A linha ficou muda e o silencio que se seguiu a incomodou. Havia dito algo de errado para conseguir fazer Sesshoumaru Taishou se manter calado? Franziu as sobrancelhas e arriscou chamá-lo:

— Sesshy? – O chamou, tomando cuidado com suas palavras.

— Aquele moleque está aí? – Sua pergunta surgiu com rispidez.

Mordeu o lábio inferior, ciente de quem ele se referia. O rosnado que partiu da garganta de seu youkai a deixou em alerta. Então suas suspeitas estavam certas, Sesshoumaru repudiava Kohaku.

— Sim, ele está! – Achou que mentir naquele momento, não seria bom.

E quando sua confirmação veio, seu grunhido evidenciando perigo se tornou ainda mais audível e ela apoiou-se na parede procurando equilíbrio.

— Sua visita à casa de Sango não me agrada, Rin.

— Eu não irei demorar Sesshy, vim apenas porque Sango estava se sentindo indisposta hoje. – Se justificou á ele.

— Peça para que Kagome a traga de volta. — Aquilo estava longe de se parecer com um pedido.

Balançou a cabeça em sinal de confirmação, como se ele fosse capaz de ver seu movimento. Rin não o culpava, aquele era seu jeito de cuidá-la. Seu jeito de se preocupar com seu bem estar. Além do mais, agora havia mais um louco que passara a persegui-la.

— Eu farei isso! — E dizendo isso, finalizou a ligação.

Soltou um suspiro para alto e assim que fez menção de retornar para o quarto estacou no mesmo lugar com a imagem que avistou. Ali, próximo de onde estava, Jakotsu e Ayame estavam inclinados apenas com a cabeça para fora do corredor enquanto escutavam sua conversa e a encaravam com expectativa no olhar.

— Estão até trocando apelidos! – Jakotsu soltou um gritinho de empolgação. – Vamos lá Rin, desembuça. Nós queremos saber de tudo amor, detalhe por detalhe.

Rin teve o corpo arrastado de volta para o quarto, possuindo como barreira á sua frente Jakotsu que a colocou sentada sobre a cama de Sango impedindo-a que fugisse de seu interrogatório. O sorriso meticulosamente malicioso que nasceu no rosto dele, a assustava.

— Nos conte como é a sensação de ter Sesshoumaru Taishou no meio de suas pernas?

A nova pergunta à fez se engasgar com a própria saliva. Ela corou. Mas que tipo de pergunta era essa?

— Jakotsu! – Ayame foi a primeira a repreendê-lo.

— J-Jaky... – Rin começou, sem nem saber o que dizer. – Não sou o tipo de pessoa que conta tudo o que acontece na minha intimidade.

— Ah quer dizer então que você já foi pra cama com ele! – Assobiou vitoriosamente.

Ponto para Jakotsu. Acabou caindo no jogo dele, gênio. Pensava a pequena que agora não teria mais como negar.

— Não negue, está estampado na sua cara! Sempre desconfiei que você era rápida no gatilho.

Mal sabia ele. Se fosse realmente rápida como ele a julgava ser, já teria se livrado de Suikotsu o mais rápido possível. Entre abriu os lábios pronta para defender sua própria dignidade, mas não foi preciso. A interrupção da porta do banheiro se abrindo os fez se focar totalmente em outra coisa que não fosse a sua intimidade com Sesshoumaru. O que para Rin era um grande alívio.

Sango foi escoltada por uma Kagome sorridente, e Rin gostou do que viu. Suas maças do rosto estavam rosadas e as lagrimas haviam desaparecido. Sango não estava completamente inteira, mas em relação a sua aparência havia melhorado bastante.

— E então? Como se sente? – Ayame foi a primeira a vir abraçá-la. – Melhor?

— Sim... Eu acho... – Respondeu ela, com certa incerteza na voz.

— Isso é bom! – Rin abriu espaço na cama dando leves batidinhas sobre o colchão para que Sango se juntasse á ela.

Ela acomodou-se ao seu lado e se sentou. Seus longos cabelos molhados caiam por suas costas como cascatas e Kagome se prontificou em escová-los.

— Você está ótima! – Jakotsu afirmou levantando o polegar.

A jovem Taijiya revirou os olhos. Não, não estava ótima! Por algum acaso Jakotsu era cego? Apenas se sentia um pouco... Melhor. Mas sim, aos olhos de seus amigos ela estava realmente ótima já que suas crises eram sempre tão difíceis de enfrentar.

— Só me responda uma coisa... – Jakotsu voltou a falar. – Sua pressa em querer se casar não é porque você... – ele fez uma pausa, gesticulando com as mãos como se insinuasse algo.

Choque se passou pela expressão no rosto de Sango. No que diabos Jakotsu estava pensando? No que ele estava querendo insinuar?

— NÃO! – Afirmou com a voz alterada. – Eu não estou grávida!

Rin não havia pensado por aquele lado. Não havia se passado por sua cabeça de que talvez Sango estivesse grávida e que só por isso encurralou Miroku para que ele se cassasse com ela. Sango queria ser mãe, sim! Mas não agora, não era o momento.

— Será que ele vem? – A jovem soltou um murmúrio inaudível.

— Esta falando de Miroku? – Arriscou Rin.

— E de quem mais ela estaria falando? Ela só sabe falar dele! – Alfinetou Jakotsu recebendo olhares enraivecidos em sua direção.

— Escute Sango. – Rin roubou toda a sua atenção para si. – Dê um tempo para que ele reorganize seus pensamentos. Você o pegou completamente desprevenido. Acredite, ele está tão confuso quanto você.

Passou a refletir por um momento. Rin tinha razão! Sua exigência era algo difícil de digerir. Ela nem mesmo levou em consideração o que se passava na cabeça de seu namorado. Nem mesmo pensou nas possibilidades de um futuro próximo. Olhe só para ela, ainda não havia se formado e queria construir sua própria vida sem nem mesmo alcançar seus objetivos. Sango não se sentia preparada, e sabia que Miroku muito menos.

— Eu peguei pesado dessa vez, não peguei?

— É, mas ele bem que mereceu. Pelo o que Inuyasha me contou, me pareceu que Miroku tomou um choque, como se acordasse finalmente para a realidade.— Kagome a respondeu.

— Isso é bom ou ruim? – Indagou, completamente perdida.

— Eu diria que é bom, acho que isso o fez amadurecer, mesmo que só um pouco.

Todos pareceram concordar. Podiam sentir o quanto abalado Miroku ficou ao mesmo tempo em que abriu os olhos para a realidade. Era como se um baque o atingisse e o fizesse encarar a vida de outros ângulos.

— Certo, agora chega de depressão! – Jakotsu ergueu ambos os braços para o alto e rodopiou no mesmo lugar. – Coloque um sorriso nesse rosto lindo.

E foi exatamente o que ela fez, seu amigo sempre conseguia lhe arrancar risadas. Satisfeitos por ver Sango novamente com um sorriso no rosto, Jakotsu envolveu-a com seus braços sendo seguido por todos em um sufocante abraço coletivo que conseguiu arrancar dela toda a tristeza acumulada dentro do peito.

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Notas finais
Vejam só, chegamos ao capítulo 20 *-* wéeee!! *solta bombas* Jamais conseguiria chegar até aqui se não fossem por todo o incentivo que me dão s2 E como prometido amados, estou fazendo o possível para trazer á vocês um capítulo novo toda semana já que agora estou de férias s2 E bem, pelo meus cálculos eu creio que a fanfic venham a ter por volta de 35 capítulos, mediante as minhas ideias para com ela... Então ainda tem muita, muita coisa para acontecer *sorriso amarelo* E falando em capítulo, mais uma vez o Sesshoumaru não deu o ar de sua graça, mas vocês não devem se preocupar porque creio que já imaginam que irei recompensá-los no capítulo 21 :9 hohoho Quero agradecer por todo o carinho de vocês, pela preocupação e pelas mensagens que me enviaram. Não tenho palavras amores, vocês são incríveis s2 Já sinto um carinho gigantesco por cada um *-* Espero que tenham gostado, e semana que vêm eu estarei de volta trazendo mais um pouquinho da fanfic s2 Fiquem com Deus, beijos no kokoro de vocês :*