Notas iniciais
Não, vocês não estão vendo errado! Isso é realmente um capitulo novo kkkkkk Só tenho uma coisa a dizer antes que comecem a ler: Segurem os forninhos de vocês, porque este capitulo está capotante s2

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7. Anseio

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Puxou os braços atados, em vão. Estava perdendo as esperanças de se ver livre. As amarras lhe apertavam os pulsos o que dificultava sua circulação sanguínea e a região amarrada ficara branca, tamanha era a força que fora utilizada. Um soluço ficou preso em sua garganta, e por mais que desejasse gritar a mordaça presa sobre os lábios a impedia. Estava com as mãos e os pés atados, totalmente imobilizados e no momento tudo o que restara a fazer era chorar. Seus olhos se deixaram transbordar e seu desespero se tornava cada vez mais iminente.

Sentiu o corpo tremer em antecipação quando seus olhos castanhos se cruzaram com o dono daquele sorriso diabólico. Encostada sobre a parede arfou roucamente quando o viu se aproximar, com passos firmes e lentos. Rin sentia o coração cada vez mais descompassado, as mãos suadas e o corpo trêmulo. Estava assustada, e o causador de seu medo estava diante de si com o maldito sorriso sobre a face demonstrando o tamanho do prazer em vê-la sofrer.

Encolheu-se contra a parede e fechou os olhos a fim de espantar algumas lagrimas. Ele estava se aproximando, estava cada vez mais perto. A distância aos poucos diminuía...

Sentiu os lábios tremerem, estava ficando cada vez mais difícil de respirar e seu peito subia e descia de maneira frenética. O desespero a fez chorar ainda mais e com a pouca força que ainda lhe restava conseguiu balançar a cabeça para os lados pedindo silenciosamente para que ele não se aproximasse. O que foi prontamente ignorado. Aquele corpo forte e másculo continuava a avançar em sua direção e a cada passo seu coração falhava uma batida.

Fechou os olhos com força quando a silhueta daquele corpo parou em sua frente e só voltou a abrir quando sentiu seu cabelo ser agarrado e puxado de forma violenta a obrigando a se manter de pé. Viu o momento exato quando uma mecha de seu cabelo foi levada em direção ao rosto do homem, precisamente em direção ao seu nariz cumprido e o viu inalar fortemente seu cheiro. Ele sorriu satisfatoriamente, delirando-se com o seu perfume delicado. Aquilo lhe causou náuseas. Seu estomago embrulhou, mas em nenhum momento desviou o olhar daqueles olhos frios. Estava atenta em todos os seus movimentos, precisava estar!

Dessa vez não conseguiu segurar o soluço, seu soluço veio alto o que ocasionou uma gargalhada prazerosa por parte do outro. Encolheu-se o máximo que conseguiu, o que foi em vão. Quanto mais tentava se afastar, mais ele a trazia para perto de si e isso durou até que ele se cansou daquela brincadeira puxando-a dessa vez com mais força diminuindo a aproximação de seu rosto.

— Minha! – O ouviu dizer. A possessividade explicita em suas palavras.

Sua náusea voltou, dessa vez mais forte quando sentiu a língua ávida e quente daquele homem percorrer a extensão de sua bochecha. E quando fez menção de se afastar mais uma vez, ele a puxou com força.

— Você está fodidamente linda Rin! – O escutou murmurar com rouquidão.

Soluçou. Balançava a cabeça freneticamente tentando a todo custo livrar-se daquelas mãos grandes e ao mesmo tempo tão assustadoras. A impaciência se tornava nítida nas feições do outro e Rin só parou de resistir quando sentiu um dos lados da face arder. Sua cabeça se projetou para o lado com brusquidão, não era surpresa alguma o fato de que havia recebido um novo tapa, era apenas mais um para a sua coleção.

Os olhos lacrimejados buscavam a face de seu agressor por entre a cachoeira de fios negros que lhe caiam em frente ao rosto. Soluçou e encolheu-se ainda mais sobre a parede quando escutou sua voz ríspida:

— Levante! – Ele ordenou.

Rin fechou os olhos com força permitindo que mais lágrimas escorressem por sua bochecha delgada. Seu coração estava em frangalhos.

— Levante! – Ele repetiu.

Sem paciência alguma com a resistência com que Rin agia, seu agressor optou então utilizar algo que pudesse ameaça-la, mais do que já estava fazendo. Com uma faca em mãos, a pequena sentiu a lâmina fria tocar a lateral de seu rosto. As pernas trêmulas a mantiveram de pé por pouco tempo, mas logo fraquejou o que a fez voltar à posição inicial.

Ergueu o rosto e encontrou um sorriso torto, sádico, cruel. O que era estranho, sabia que uma desobediência sua acarretaria em irritação e naquele momento a expressão diabólica lhe assustou mais do que a expressão irritada que um dia ele já lhe mostrara. O motivo do sorriso foi deixado claro quando sentiu a faca perfurar-lhe o pulso, espetada em sua pele.

Ele gargalhou com a cena, deliciando-se com seu sofrimento. Os olhos arregalados o fitavam com suplica, desespero e sofrimento. E nem a mordaça sobre os lábios a impediu de urrar de dor.

Abriu os olhos rapidamente e mais uma vez havia acordado sobressaltada. Puxou o ar com força quando notou que estava tendo dificuldades em respirar. O oxigênio custava a entrar em seus pulmões, o que a deixou com tontura. Os olhos castanhos espelhavam pânico e sem que percebesse já transbordavam em lágrimas. Cobriu o rosto com ambas as mãos e acalmou a respiração enquanto segurava as lagrimas. Era apenas mais um de seus sonhos que insistiam em lhe aterrorizar, Rin. Controle-se! Pensava consigo mesma.

— F-Foi um-so-sonho, Rin! – balbulciou. – Foi um sonho!

Já fazia um tempo desde a última vez que tivera pesadelos e por mais que estava acostumada com eles, ainda assim não deixavam de ser tão real ao ponto de Rin possuir certo medo em dormir. Aquele desgraçado a perseguia até mesmo em seus sonhos, não a deixava em paz nem mesmo em seu momento de descanso e tranquilidade.

Ah, tranquilidade. Era algo que perdera no momento em que conhecera o causador de seus pesadelos.

Com a ponta dos dedos tocou a cicatriz em seu pulso, pressionou a região com força como se tentasse fazer a marca desaparecer.

Tentou controlar o turbilhão de sentimentos que a arrebatavam-na, e chegou à conclusão que só se sentiria melhor quando conferisse se o seu refugio se encontrava devidamente seguro. Com as pernas bambas, saiu da cama e correu para todos os cômodos da casa. Soluçou alto pelo caminho e não se importou com o fato de sua visão estar embaçada. Sua segurança era prioridade, e com esse pensamento deixou os dedos correr por todas as fechaduras, desde portas á janelas. E se deixou relaxar apenas quando enfim constatou de que estava em paz.

Passou os dedos pelo rosto, mandando embora algumas lágrimas e afastando alguns fios teimosos que grudavam em sua face. Seu lábio inferior tremeu, a angustia crescia cada vez mais em sua garganta. Estava ao ponto de explodir, sentimentalmente. Aquilo era mais um de seus ataques de pânico, e sozinha não sabia o que fazer para que tirasse esse medo gigantesco preso em seu peito.

Tomar seus calmantes era umas das soluções quando esse tipo de coisa acontecia, lembrando-se de seus remédios fora que subiu as pressas de volta para o seu quarto e lá estavam eles, em cima de seu criado mudo. Pareciam chamá-la, pareciam implorarem para serem tomados. E assim o fez, na pressa deixou alguns comprimidos caírem no chão, e pouco se importou. Os tomou a seco, engolindo com dificuldade.

Se jogou na cama em seguida e afundou a cabeça no travesseiro. Estava longe de sua casa, longe de seus amigos e principalmente, de sua família – o seu porto seguro. Com o novo sentimento de saudade misturado em suas entranhas, não pensou duas vezes antes de apanhar seu celular e ligar para sua casa. Precisava de consolo, precisava de alguém que arrancasse todo o sofrimento que sentia.

Os dedos trêmulos tocaram as teclas que sabia de cor, e em questão de segundos o aparelho começou a chamar.

Rin, é você?— Escutou uma voz doce do outro lado da ligação.

— Vó Kaede... – Soluçou alto.

Oh meu Deus Rin, o que aconteceu?— Sentia o desespero em suas palavras. – Você está bem querida?

Deixou-se chorar ainda mais. Que saudades que sentia de escutar aquela voz!

— Não! – Sua voz saiu tremida. – Estou pirando, nem dormir consigo mais! Não encontro tranquilidade nem em meus sonhos vó Kaede!

Ah!— Ela pareceu compreender tudo. – Mantenha a calma, tudo bem? Lembre-se de que é um sonho e que sonhos não são reais!

Balançou a cabeça em sinal de afirmação, mas se lembrou de que Kaede não estava perto para vê-la.

— Sim! – Concordo com ela. – Foi um sonho! – Repetiu suas palavras.

Em sua cabeça, repetiu a mesma frase diversas vezes. Mas olhando em direção ao pulso, sabia perfeitamente de que a prova de que aquilo acontecera estava ali, cravada em sua pele.

Está mais calma? Você nos assustou, seu irmão está aqui do meu lado e está preocupado com você, Rin. — Sim, ela sabia que ele estava. Agradecia por Bankotsu cuidar de si, mas do que merecia.

— Queria estar perto de vocês agora, eu me sinto tão sozinha nesse lugar!

Eu sei querida, mas primeiro vamos deixar a poeira abaixar não é mesmo? Você sabe que seria arriscado irmos visitá-la agora, Rin.

— Sim, eu sei! E pensar que não podem vir me faz sentir ainda mais saudades de vocês.

Nós também sentimos sua falta, a casa parece vazia sem a sua presença. Você era a alegria dessa casa.

Ela sorriu. Ouvir aquelas palavras a reconfortavam. Seu medo diminuiu em questão de minutos, em boa parte era efeito da medicação que acabara de tomar e a outra razão era o dom que sua avó possuía de fazê-la voltar à vida. Não conseguiria viver sem a família maravilhosa que tinha.

Sei que é difícil manter essa distancia, mas pela sua segurança evite nos ligar. – Seu sorriso diminuía lentamente.

O quão doloroso era escutar aquilo? Manter-se longe de sua própria família? Como era possível?

— Eu sei, é que eu só... Precisava me acalmar e falar com vocês é a melhor maneira. – Suspirou enquanto sentia os olhos voltar a marejar.

Eu sei, te conheço bem. Mas isso é por pouco tempo, tudo vai dar certo Rin, não se preocupe!

Balançou a cabeça em concordância. Sua avó estava certa, remoer-se e lamentar-se não a faria resolver seus problemas. Precisava ter fé de que sua vida voltaria ao normal, e de que em breve estaria novamente com sua família. Com essas palavras, finalizou a ligação e passou a mão sobre a face limpando o resquício das ultimas lágrimas e se permitiu dar um sorriso fraco. Aconchegou-se melhor sobre o travesseiro e regulou a respiração, estava mais calma.

Os olhos aos poucos pesavam e sabia que aquilo era um dos sintomas do próprio medicamento. E a fim de espantar o medo havia tomado uma dose a mais do que estava acostumada. Instantaneamente, sentiu-se pesada e o sono a dominou fazendo-a voltar a dormir. Dessa vez, sem pesadelos.

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Com certa lentidão, caminhou até seu banheiro a fim de lavar o rosto, sabia que deveria estar com as bochechas e com a ponta do nariz avermelhados por ter adormecido enquanto chorava. Havia acabado de acordar e se surpreendeu com o fato de que apagara, literalmente. Passara o dia todo dormindo, mal vira direito os raios do sol. Provavelmente ele já deveria estar se pondo naquela altura do campeonato.

Seu estomago roncou alto e só se deu conta agora de que ainda não havia feito seu desjejum. Não comera nada durante todo o dia, e um café naquele momento estava fora de cogitação, até porque o horário de jantar se aproximava e pensar no jantar a desanimou, não estava com cabeça para cozinhar.

Assim que lavou o rosto, voltou para o quarto e esticou a cama já que não voltaria a dormir tão cedo. Seu estomago reclamou mais uma vez e a contra gosto achou melhor deixar o desanimo de lado e se alimentar. Caminhou pelo quarto com intenções de sair do quarto, mas foi obrigada a parar abruptamente pelo caminho. Antes de atravessar a porta aberta voltou alguns passos para trás e virou o rosto em direção á sua janela, não ficou surpresa ao avistar a figura forte de Sesshoumaru debruçado sobre o parapeito. Arqueou as sobrancelhas, a impressão que tinha era que Sesshoumaru a esperava e sua confusão apenas aumentou quando o viu estreitar levemente seus tão marcantes olhos. Sem dizer uma única palavra, Rin atreveu-se então em quebrar o silencio:

— Faz tempo que está aí? – Perguntou, ainda parada no mesmo lugar.

Sesshoumaru não a respondeu, o que já era de seu costume então deu de ombros pela maneira como foi ignorada. O viu fechar os olhos inalando fortemente o cheiro ao seu redor, e se pegou pensando o que diabos ele estaria fazendo. Ele voltou a abrir os olhos, dessa vez mais estreitos que o normal.

— Andou chorando? – Não desviou o olhar de Rin um único segundo. Ansiava saber a sua resposta.

A pergunta a pegara de surpresa e a desarmara completamente. Sesshoumaru havia sentido o cheiro de suas lagrimas. Mas é claro que sentiria, ele era um youkai oras! Mordeu o lábio inferior e olhou para os lados em busca de ajuda. O que diria a ele? Que havia dito uma crise de pânico? Não, claro que não!

— O que? – Fingiu que não entendeu a pergunta. – Não! – Disse de maneira convicta, o coração batendo forte dentro do peito.

Os olhos âmbares se estreitaram ainda mais, se era possível. Pelo canto dos olhos pôde vê-lo passar a mão sobre a raiz de suas madeixas enquanto lançava contra o ar um suspiro de desgosto. Sabia que seu vizinho de janela não estava satisfeito com a resposta que lhe dera.

— Não minta, seu quarto está impregnado com cheiro de lágrimas e medo. – Arregalou os olhos com aquelas palavras.

Maldito observador! Aquilo sim a havia pegado de surpresa. Como suspeitava, youkais possuíam habilidades assustadoras. Não sabia o que responder e tampouco como encarar Sesshoumaru Taishou naquele momento. Suspirou cansada, sua vida bem que poderia dar uma trégua, não?

Aos poucos o olhar estreito direcionado para si se suavizou e ela estranhou a repentina mudança. Sesshoumaru a fitava dessa vez com outros olhos, e Rin demorou a entender o motivo de ele encará-la desse modo. Pôde perceber que o corpo de Sesshoumaru ficou tenso, seu maxilar estava travado e seus olhos pareciam em chamas. Aquilo era nítido, e só se dera conta de que ele a olhava desse jeito devido á camisola curta que mostrava demasiadamente as curvas de seu corpo. Sentiu a pele queimar, os olhos âmbares percorreu cada milímetro de suas curvas e a quentura e a excitação lhe tomara.

Os bicos dos seios se enrijeceram e por estar sem sutiã, os cobriu com os braços para que o tecido fino não os marcasse. E por mais que seus sentidos estivessem em alerta do perigo que a presença de Sesshoumaru passava, sabia que o fato de estar com vestes de dormir seria o motivo perfeito para fugir das recentes perguntas. Sendo assim, virou-se e fugiu daqueles olhos em chamas e disse que se trocaria. Escutou ao longe um fungado rouco carregado de frustração, Sesshoumaru não parecia ter gostado por ter fugido mais uma vez.

Enquanto se trocava o silencio voltou e por um momento pensou que seu vizinho não estaria mais ali. Erro seu! O barulho que se seguiu a manteve em alerta e o fato de que parecia ter acontecido dentro de seu quarto a deixou intrigada. Com as sobrancelhas unidas foi verificar o estranho barulho e arregalou os olhos com o que viu.

Dessa vez nenhuma janela os dividia. Sesshoumaru estava ali, parado, dentro de seu quarto.

— Co-Como entrou aqui? – Não era difícil adivinhar a maneira como Sesshoumaru invadira seu quarto, mesmo assim não deixou de lado transparecer sua surpresa.

— Ainda não me respondeu! – Sua pergunta foi ignorada completamente. – Porque estava chorando Rin?

— Porque invadiu meu quarto? – Ela cruzou os braços e seus seios se destacaram com o movimento. – Eu ainda poderia estar me trocando!

— Mas não está! – Argumentou o youkai olhando para o chão e rosnando em seguida com o que encontrara. – Está doente Rin?

— Doente? – Ela não entendeu o porquê daquela pergunta. – Não! Porque pergunta isso? – Arqueou as sobrancelhas confusa.

— Se não está doente, porque tem comprimidos por todo o chão do quarto? – Os olhos de Sesshoumaru ainda estavam fixos no chão.

Congelou. Ah, os comprimidos! Havia se esquecido completamente deles. Agora sim não sabia o que dizer, mas arriscou uma desculpa convincente:

— Não estava conseguindo dormir e no meio da noite deixei cair no chão. – Estava satisfeita consigo mesma, dessa vez não gaguejara enquanto mentia. – Iria jogá-los fora, mas aí você apareceu!

Sesshoumaru ficou pensativo, passou uma das mãos sobre o queixo e Rin notou sua barba por fazer, o que o deixava ainda mais másculo. Se isso ainda era possível! Seu estomago a tirou de seus devaneios quando voltou a roncar, Sesshoumaru desviou o olhar do chão para encará-la. Com a repentina invasão do mesmo havia se esquecido de que pretendia comer.

— Está com fome? Porque eu estou faminta!

— Aposto que sim, pela cara amassada não me surpreendo se me dissesse que acordara agora! – Não deixou de alfinetar.

Virou o rosto e discretamente passou a mão sobre a face. Estava realmente com a cara amassada? Se estivesse, logo sumiria.

— Arrume-se, vamos sair! – Sesshoumaru lhe deu as costas, preparando-se para sair de seu quarto. – Estarei na sala. – Anunciou antes de atravessar a porta e deixar uma Rin estupefata com sua atitude.

Como assim sair? Por um acaso seu vizinho de janela pretendia leva-la para comer em algum lugar? Estava surpresa. Desde que conhecera Sesshoumaru ele se mostrara demasiadamente autoritário. A forma firme com que impunha um pedido, não a dava chances de retrucar.

Olhou seu reflexo no espelho do guarda roupa, havia acabado de se trocar e ainda assim Sesshoumaru a mandara se arrumar. Que abusado! Se pelo menos soubesse onde ele a levaria, poderia escolher uma roupa mais apropriada para o ambiente. Mas sabia que arrancar informações de Sesshoumaru era uma tarefa difícil... Impossível, na realidade.

Foi então que se lembrou das roupas novas que comprara em sua ultima ida ao shopping e imaginou que alguma poderia lhe ajudar no momento. Vasculhou por entre as sacolas e sorriu vitoriosa, retirou de dentro dela um vestido branco ainda com a etiqueta sobre o tecido e como não fazia ideia de onde iria, optou então usar o vestido rendado e uma jaqueta jeans. Em seus pés um scarpin nude de bico arredondado ornava com a roupa.

Escovou os volumosos cabelos sedosos e agradeceu aos céus por não estarem rebeldes naquela noite. E apenas para disfarçar que havia acabado de acordar, finalizou com uma maquiagem suave. Deu uma ultima conferida e saiu do quarto assim que apanhara sua bolsa que se encontrava jogada em algum canto do aposento.

Desceu as escadas e o encontrou parado em sua sala, observando a tudo minuciosamente. Se já não bastasse se sentir invadida por aqueles olhos penetrantes, Sesshoumaru também resolvera não deixar nada passar despercebido pelo seu olhar, nem mesmo sua casa escapara de sua averiguação.

Lentamente o viu se virar e mais uma vez teve a impressão de ver seus olhos em chamas. Sesshoumaru a fez corar quando percorreu seu olhar por completo em toda a extensão de seu corpo como se aprovasse silenciosamente a forma que se vestira. Seu maxilar voltou a ficar rígido e um rosnado ficou preso na garganta. Céus, aquelas torneadas pernas estavam pedindo para serem acariciadas.

— Você não disse aonde iremos! – Quebrou os silencio assim que desceu o ultimo degrau.

— Irei alimentá-la! – Foi tudo o que dissera.

Alimentá-la? Então Sesshoumaru realmente a levaria para jantar? Estava surpresa pela forma tão direta com que Sesshoumaru agia. Silenciosamente o seguiu, mas antes de sair de casa averiguou se estava devidamente trancada. Rin não sairia dali enquanto não fizesse sua costumeira verificação.

Sesshoumaru a conduziu para fora, o vento bagunçou-lhe os cabelos levando seu cheiro em direção ao sensível olfato do youkai e ele apenas se deu ao luxo de apreciar. Seu cheiro, suas pernas grossas, seu corpo curvilíneo e até mesmo seu mistério... Tudo o hipnotizava.

Sesshoumaru indicou com a cabeça em direção ao seu carro estacionado em frente ao seu portão, e um reluzente Audi Q3 cinza os aguardavam. Rin mordeu o lábio inferior aparentemente desconfortável, apenas a ideia de estar sozinha em um espaço tão pequeno fazia suas entranhas se aquecerem. Ele acomodou-se no banco do motorista enquanto Rin sentou-se ao seu lado e durante o trajeto as mãos grandes de Sesshoumaru tocaram suas pernas quando ele fizera menção de trocar de marcha. Rin arfou com o contato, o local que os dedos de Sesshoumaru tocaram pareciam queimar. Vez ou outra o viu virar a cabeça para encará-la, mas em nenhum momento ousou abrir a boca e muito menos questioná-lo sobre o atrevido contato.

Apenas voltou a falar quando notou onde estava, diante de si um maravilhoso restaurante rústico jazia. Sua entrada iluminada chamava a atenção e o grande jardim decorativo fez seus olhos brilharem. Então seu vizinho de janela realmente a levara para jantar. Sua porta fora aberta e um elegante homem vestido de terno a ajudou a sair do interior do veiculo. Rin agradeceu em forma de um sorriso e o elegante homem lhe retribuiu da mesma forma.

— Seja bem vindo mais uma vez Senhor Taishou. – O mesmo homem que lhe ajudou a sair do carro o cumprimentou.

Rin o olhou intrigada, Sesshoumaru parecia ser alguém conhecido naquele estabelecimento. Sentiu a grande mão de Sesshoumaru apoiar sobre suas costas, ele a conduzia para dentro do restaurante e sua atitude mostrava claramente a todos os presentes de que naquela noite Rin estava acompanhada.

— Veja só, mais que surpresa Sesshoumaru! – Escutou alguém chamá-lo.

Virou o rosto em direção á pessoa que se pronunciara e encontrou um homem rechonchudo de estatura baixa também com vestimentas formais. Ele possuía cabelos grisalhos, porém era calvo e vez ou outra alisava o pontudo bigode.

— É raro encontrá-lo sem a companhia de seu pai. – O homem continuou.

— Desta vez minha companhia é outra!

O homem rechonchudo pareceu finalmente notar sua presença. Ele lhe sorriu de forma amável e balançou a cabeça em sinal de afirmação, como se estivesse aprovando a nova companhia do youkai.

— E que bela companhia, certamente é muito melhor do que a companhia de Inu no Taishou! – O idoso brincara. – Mande lembranças para Izayoi e diga ao seu pai para aparecer mais vezes.

Curvou-se educadamente e antes de se afastar indicou com uma das mãos o maitre que os aguardava na entrada, pronto para conduzi-los para suas respectivas mesas. Agradeceu ao maitre pela a ajuda que recebera no momento em que fora se sentar. Varreu o lugar com os olhos e gostara da sensação que o restaurante lhe transmitia. Era um restaurante fino, disso não possuía duvidas, mas a decoração rústica lhe era tão acolhedora que não a fazia se sentir como um peixe fora d’água.

Sesshoumaru aproveitou o momento para pedir uma taça de vinho. Vez ou outra alguém passava próximo a eles e os cumprimentava, o pensamento de que Sesshoumaru lhe trouxera para um dos restaurantes que costumava frequentar lhe voltou a mente e a pequena não se conteve em perguntar:

— Então, você me trouxe em um restaurante conhecido? – Iniciou um novo dialogo sem tirar os olhos do youkai que se sentara a sua frente. – Digo, todos aqui parecem conhecê-lo!

— O dono é um velho amigo de meu pai. – Revelou.

Automaticamente Rin olhou em direção a entrada encontrando o sorridente idoso que os recebera. Pela forma como ele os tratou, o dono de quem Sesshoumaru se referia só poderia ser ele!

— E como ele se chama?

Desviou o olhar para a mesma direção que ela, deparando-se com o velho amigo de seu pai que conversava animadamente com um casal que partia.

— Myouga! – Respondeu enquanto voltava a direcionar sua atenção para sua acompanhante.

— Ele parece ser alguém muito próximo da sua família. – Comentou.

O maitre se aproximou novamente, dessa vez trazendo o vinho tinto que Sesshoumaru escolhera. O viu despejar o liquido escuro sobre duas taças e sorriu em gratidão por ter sido servida. Levou a taça em direção aos pequenos lábios rosados e se deliciou com o suave sabor que o vinho lhe proporcionava. Enquanto bebericava seu vinho, sobre a taça conseguiu ver Sesshoumaru fazer o pedido e pelo o que entendera da conversa rápida que se seguira, o maitre havia recomendado o prato especial da noite, Sofiatelli. O nome lhe era estranho, mas se não conhece o prato provavelmente o recusaria. Que pessoa em sã consciência não gostava de massas?

Sesshoumaru voltou a lhe dar atenção quando o outro fizera menção de seu retirar e só então foi capaz de provar seu vinho tinto.

— Porque resolveu me levar para jantar? – Aquela pergunta martelava em sua cabeça.

— Retribuição. – Afastou a taça dos lábios e respondeu, voltando a beber novamente.

— Retribuição? – Rin não estava compreendendo o que Sesshoumaru queria dizer com aquilo. – Pelo o quê?

— Pelo jantar que fez para este Sesshoumaru.

Sua resposta lhe veio como um baque. O risoto, mas é claro! A pequena riu baixo, se alguém tinha que retribuir em algo, esse alguém era ela e não Sesshoumaru. Ele havia ajudado-a e agora resolvera retribuí-la? Alguma coisa estava muito errada!

Sua risada o prendeu de imediato. Sesshoumaru não conseguia desviar os olhos de sua boca tentadora e tampouco de seu sorriso doce.

— Eu que deveria retribuí-lo e não você! – Ela continuou a rir. – Mas eu agradeço.

Em poucos minutos o prato principal lhes foram servidos. O jantar se seguiu em absoluto silencio, Rin degustava de cada pedaço de massa que levava aos lábios. Céus, aquilo era maravilhoso! Entre uma garfada e outra, bebericava o vinho tinto. Durante o jantar Sesshoumaru acompanhava seus movimentos com o olhar, deixando-a desconcertada. Apenas não ficara mais sem graça devido ao baixo barulho que vinha das outras mesas.

Recusou a oferta de apreciar a sobremesa, por mais tentador que aquilo parecia. Completamente satisfeitos, deixaram o recinto e antes de sair à pequena protestara em ajudar a pagar a conta. Sesshoumaru recusou prontamente ignorando todos os seus protestos em convencê-lo do contrario. Aquele youkai era absurdamente orgulhoso. Cansada de tentar fazê-lo mudar de ideia, desistiu.

O caminho de volta para a casa se seguiu em silencio e pela primeira vez desde que chegara naquele lugar, havia saído à noite. Algo que nunca pensou que faria e sabia que se não fosse pela presença de Sesshoumaru, jamais teria se dado ao luxo de apreciar o quão bonita ficava a cidade iluminada durante a noite.

O semáforo fechado o obrigou a parar. O silencio constante a incomodou e a única maneira que pensou em torná-lo menos aterrorizante, era criar um novo diálogo com o youkai, mas ela não havia sido a única a ter essa ideia.

— Não vai dizer mesmo? – Ele insistiu mais uma vez, dessa vez desviando sua atenção da rua para observá-la.

— Dizer o quê? – Segurou a barra de seu vestido sobre o colo e o encarou com a testa franzida.

— O porquê de estar chorando! – Disse o que era obvio. – Saudades de casa? – Arriscou ele.

Involuntariamente negou com a cabeça e só se deu conta do que fizera quando ele voltou a questioná-la:

— Então o que a fez chorar pequena? Sabe que detesto quando não respondem minhas perguntas.

Deixou a barra de seu vestido de lado e soltou um suspirou derrotada. Sesshoumaru era mais insistente do que imaginara.

— E porque está tão interessado? – Virou-se de lado sobre o banco. – Juro que tento entender, mas não compreendo o porquê de querer saber de cada passo que eu dou.

Rin não se daria por vencida. Aquela situação estava passando dos limites, odiava a sensação de estar sendo encurralada e Sesshoumaru a fazia se sentir assim com todos os seus questionamentos sobre sua vida. Ele não respondeu e ela riu ironicamente, no fundo sabia que ele não a responderia. Sesshoumaru sempre dizia que Rin fugia de suas perguntas, mas não era exatamente isso o que ele fazia no momento? Que ironia!

Balançou a cabeça em negação, antes tivesse recusado o convite de Izayoi sobre o aniversário de Inuyasha. Desse modo, nunca teria conhecido Sesshoumaru Taishou e provavelmente não passaria por esse interrogatório. Tudo o que queria era ter paz, isso era pedir muito?

O semáforo abriu, sentiu a mão de Sesshoumaru roçar novamente em seu joelho quando o viu mudar de marcha colocando o veiculo em movimento. Desta vez Rin não recuou e tampouco se remexeu sobre o banco para mudar de posição. Ela continuou a encará-lo como se ainda esperasse uma resposta de sua parte, mas está não o veio.

Franziu o cenho quando notou Sesshoumaru diminuir a velocidade e estacionar ao primeiro meio fio vazio que encontrara desligando o carro em seguida. Antes que pudesse questioná-lo, ele a surpreendeu totalmente com suas repentinas palavras:

— O que quer que esteja incomodando minha vizinha, também é um incomodo para este Sesshoumaru. – Rin notou que suas pupilas dilataram, seus olhos âmbares estavam em chamas.

Rin estava surpresa com aquelas palavras, já havia lhe pedido para que não se envolvesse e ele não parecia ter dado ouvidos. Sobressaltou-se no banco quando sentiu uma mecha de seu cabelo ser colocada atrás de sua orelha. Em sua cabeça uma batalha interna acontecia, e isso não a fez notar a aproximação do outro. Sua respiração se tornou ofegante e dentro do peito o coração palpitava forte. Ficou sem fala diante de tal confissão, cada vez mais Sesshoumaru se mostrava interessado e aquilo a assustava. Não queria se envolver com ninguém, não agora.

Estava estática, inerte na mesma posição apenas se deixando levar pela situação. Aos poucos Sesshoumaru diminuía a distancia de suas faces e delicadamente passava o nariz contra o dela em um gesto sensual. Um rosnado ficou preso em sua garganta quando Rin tentou recuar, mas ele a manteve firme. Colou sua testa contra a dela e Rin foi capaz de observar de perto aqueles olhos que conseguiam lhe tirar a sanidade.

— Se-Sesshy... Não! – Ela tentou protestar.

Ele arqueou levemente as sobrancelhas com o novo apelido. Ninguém nunca ousara lhe chamar de outra forma a não ser pelo nome, mas com aquela intrigante humana era diferente. Rin fechou os olhos com força, estava difícil se manter lúcida diante de um homem como Sesshoumaru. Sua mente gritava a todo o momento o quão errado aquilo parecia ser.

O viu se libertar do cinto de segurança e avançar em sua direção e com certa agilidade destravara seu próprio cinto sem que ela percebesse. Ignorando seu protesto, ele avançou ainda mais. Rin soltou o ar surpresa pela boca quando sentiu um dos braços fortes do youkai lhe envolver a cintura seguido de um puxão brusco. Seu corpo se chocou contra aquela montanha de músculos, sua reação não o intimidou e tampouco o fizera se afastar. Seus olhos fechados apenas o fizera se aproximar ainda mais de Rin e roçar levemente sua boca contra a dela, como um convite silencioso para um beijo.

— Eu lhe disse que estou envolvido até demais! – Murmurou rouco contra a sua boca.

Rin soltou o ar surpresa e abriu os olhos de imediato. Apoiou uma das mãos no peito de Sesshoumaru e tentou afastá-lo, sem sucesso. Assim que notou que Rin estava mais uma vez fugindo, o youkai avançou novamente e devorou-lhe a boca constatando de que seu gosto era incrivelmente doce. Os lábios famintos a tomaram enquanto puxou-a pela cintura e a mantinha pressionada contra seu peito. Rin não mais lutava por sua liberdade, deixou-se ser guiada enquanto Sesshoumaru invadiu sua boca com sua ávida língua e se não fosse pelo fato de estar sentada, já teria fraquejado. Céus, suas pernas pareciam gelatinas!

Sentiu os caninos do youkai roçando-lhe o lábio inferior, soltou um suspiro no momento em que Sesshoumaru interrompeu o beijo e deslizou sua boca por seu pescoço. Ofegante, Rin sentiu quando ele a envolveu com seu músculo braço enquanto a outra mão emaranhava os cabelos de sua nuca. Ele a apertou contra seu corpo enquanto passava lentamente a ponta de seu nariz pelo pescoço da pequena. Sesshoumaru estava cheirando-a e sua respiração quente em seu sensível pescoço a arrepiava de cima a baixo. Ela se contorceu no momento em que o nariz de Sesshoumaru alcançou a região de sua orelha. Deus, aquele homem a enlouqueceria!

As mãos de Rin pousaram sobre seu peito e mesmo por sobre a camisa, ela podia sentir a definição de seu corpo. Estava totalmente entregue. Aquela aproximação era perigosa, Rin sabia que não conseguiria resistir às investidas daquele youkai. Aquilo estava indo longe demais, estava fora de seus princípios. Não podia se aproximar de alguém, não agora.

— Se-Sesshou-maru... – Disse entre pausas e ele rosnou em seu pescoço quando escutou seu nome ser pronunciado por aqueles lábios rosados.

Lentamente afastou-se dela e a olhou nos olhos. Encarar aqueles olhos em chamas foi mais difícil do que imaginara. Instantaneamente, seu rosto corou. Colocou uma mecha de cabelo atrás de sua orelha e tentou olhar para qualquer lugar que não seria os olhos daquele homem á sua frente. O que acabara de fazer? Não! Não podia se envolver, precisava se afastar de seu vizinho o quanto antes. Instantaneamente sentiu os olhos marejarem, maldita hora para mostrar fraquezas, Rin!

— Rin, olhe para mim! – Ele pediu e ela não o obedeceu. Só foi encará-lo quando Sesshoumaru segurou delicadamente seu queixo e o virou para si. – Qual é o problema Rin?

Aquilo o atormentava. Ver os olhos castanhos brilharem em meios às lagrimas o estava matando.

— Foi apenas um pesadelo! – No final das contas acabara revelando o que acontecera.

Relaxou os ombros, parecia que um peso enorme sairá de cima deles quando contara para Sesshoumaru. Ele franziu o cenho levemente tentando entender o que Rin queria dizer com aquilo.

— O motivo do choro! Não era isso o que queria saber?

Ah, então era isso! Finalmente Sesshoumaru estava conseguindo quebrar à barreira de Rin, arrancando-lhe a verdade. Mas um pesadelo não a deixaria tão abalada do modo como ficara. Sesshoumaru se pegou perguntando que tipo de sonho havia feito sua vizinha chorar.

— Que tipo de pesadelo? – Insistiu no assunto.

— Por favor, eu... – Passou a ponta da língua nos lábios antes de voltar a falar, e Sesshoumaru achou aquilo extremamente sensual. – Não quero falar disso agora.

Ele soltou um grunhido rouco. Arrancar alguma coisa de Rin estava sendo uma tarefa incrivelmente difícil, mas admitia que havia feito um grande progresso naquela noite, apenas pelo fato de lhe contar algo que se mantinha firme em não dizer. Por ter lhe contado, deixava claro que aos poucos estava cativando sua vizinha, que aos poucos ela confiaria mais em si mesmo. Ele tinha consciência de que seria aos poucos que Sesshoumaru desvendaria todo o seu mistério, que seria aos poucos que Rin deixaria de ser uma incógnita.

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Notas finais
Creio que vocês não sejam os únicos surpresos em ver a atualização! Imagino que estou tão surpresa quanto vocês kkkkkkk O capitulo de hoje está de matar, mas eu não quero ser a razão da morte de alguém, então meus amores, sobrevivam s2 kkkkkk Dessa vez serei breve, porque estou de saída e só passei para deixar o capitulo mesmo! Se eu demorar a responder os comentários de vocês, me perdoem. Prometo que assim que eu retornar eu os responderei *-* E falando em comentários... VOCÊS NÃO SE CANSAM DE SER LINDOS NÃO ? A cada comentário que me deixam eu me apaixono mais e mais por vocês s2 Obrigada por todo o incentivo que estão me dando, vocês são maravilhosos *U* Espero que gostem do capitulo meus amores, e se acharem que a fanfic é merecedora de um comentário, ficarei grata em recebê-la s2 Um grande beijo :*