Louca Obsessão
2 Um doce de vizinha
Notas iniciais
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2. Um doce de vizinha
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Havia perdido a conta de quantas vezes já abrira a geladeira naquele dia. Já fazia quase duas semanas que havia se mudado para sua nova casa e seu estoque de comida já estava chegando ao fim.
—Droga! – Resmungou baixo.
Durante todo o tempo que esteve morando ali, em nenhum momento saiu de sua casa. Nunca mais havia conversado com sua vizinha gentil, mal sabia quem eram seus vizinhos.
Rin permaneceu todo o tempo arrumando o interior de sua residência, o que a fez ocupar sua mente fazendo-a parar de pensar em pensamentos assustadores e ruins.
Não queria sair para fazer compras, não queria se expor para as outras pessoas. Estava muito bem sozinha em sua casa, não precisava ser uma pessoa sociável. Mas se não quisesse passar fome teria que ir urgente até o mercado mais próximo de seu bairro.
Para sua sorte, não muito longe dali existia um grande mercado, e aparentemente ele possuía tudo o que precisava. Não pensou duas vezes, subiu as escadas e caminhou em direção ao quarto.
Tirou sua roupa com a intenção de trocar-se. Vestiu uma blusa lisa na cor coral e uma calça jeans azul. Em seus pequenos pés, calçou uma rasteirinha coberta por pedras na cor turquesa.
Pegou uma pequena bolsa com cores misturadas, pareciam fitas de couro que se entrelaçavam formando uma mistura de cores diferentes. A bolsa combinava com o sapato que usava, já que a cor das pedras era parecida com a de sua bolsa.
Desceu as escadas enquanto ajeitava os longos cabelos com as pequenas mãos, mas antes de sair conferiu se suas coisas estavam todas dentro da bolsa que levava. Agradeceu mentalmente por não ter se esquecido de nada, caso contrário teria que subir novamente em seu quarto para pegar o que esquecera. E voltar ao mesmo local mais uma vez, era o tipo de coisa que Rin mais odiava fazer.
Abriu a porta da frente e trancou-a logo em seguida, caminhou em direção ao portão o abrindo e assim que colocou os pés na calçada, o puxou com força. Não precisaria de chaves para trancá-lo já que a trava do portão era automática.
Ajeitou a bolsa sobre o ombro e caminhou pela calçada, em poucos minutos já se encontrava na porta do mercado. Entrou apressada, o quanto antes fizesse suas compras, mais rápido retornaria para o seu refugio.
Puxou o primeiro carrinho que avistou, não se importou com o tamanho do mesmo. Naquele momento tudo o que queria era retornar para sua casa, mas o carrinho do mercado não estava colaborando muito com o seu desejo. A roda estava com defeito, deveria ser por isso que quando o pegou ele estava abandonado em qualquer canto.
Empurrou-o irritada, fazendo o carrinho ir à direção oposta de onde o estava guiando. Acidentalmente esbarrou o bendito carrinho em um rapaz que estava próximo de si, um rapaz alto, forte, de longos cabelos prateados e de orelhas chamativas no topo de sua cabeça.
De inicio não havia visto o rosto do rapaz atingido pelo carrinho desgovernado, já que o mesmo se encontrava de costas para Rin, mas antes de visualizar seu rosto lhe lançou inúmeros pedidos de desculpas.
—Me desculpe, me desculpe, me desculpe!
O rapaz virou-se e seus olhos dourados a hipnotizaram. Nunca em sua vida havia visto olhos tão âmbares igual ao do homem a sua frente. Ele permaneceu em silencio, apenas a fitava. Rin percebeu naquele momento que aquela pessoa exótica possuía um quê de arrogância, e estava realmente certa assim que o vira arquear suas sobrancelhas grossas e resmungar sobre o esbarrão.
—Tsc, você tem dificuldades em olhar por onde anda? – Foi tudo o que lhe perguntou.
Mas que língua afiada, o que ele tinha de bonito tinha de grosso. Ninguém nasce perfeito, afinal de contas.
—Desculpe! – Se desculpou mais uma vez, e antes que perdesse a pouca paciência que ainda lhe restava, decidiu se distanciar do arrogante, porém bonito homem.
Empurrou o carrinho com defeito mais uma vez, mas algo a fez parar.
—Ei! – Escutou a voz de uma mulher atrás de si. Aquela voz lhe era familiar, mas não se lembrava de onde a conhecia.
—Você conhece ela? – Desta vez ouviu a voz do moço arrogante.
—Claro que sim! – Afirmou a mulher.
Rin virou-se lentamente e diante de si sua vizinha gentil conversava com o rapaz que acabara de atropelar.
—Quem é ela então? – O viu coçar sua cabeça de maneira confusa.
Izayoi caminhou em sua direção e lhe abraçou. Rin piscou seus olhos algumas vezes e então retribuiu o abraço inesperado.
—Está é Rin! – Disse Izayoi assim que a libertara do abraço. – É ela a nova vizinha que falei! – Sorriu inocente. – Este é meu filho mais novo, Inuyasha. – Apresentou.
Era justamente por isso que não queria se expor. Quanto menos pessoas soubessem onde morava agora, mais segura estaria.
—A vizinha estranha que ninguém conhece justamente por ter ficado trancada todo esse tempo dentro de sua casa? – Inuyasha perguntou tranquilamente.
Izayoi lhe lançou um olhar reprovador e seu filho fingiu não perceber.
—Não ligue para o que essas pessoas pensam querida, você tem seus motivos não é mesmo? Creio que passou esses dias arrumando sua mudança, não é? – Izayoi se mostrava tão compreensiva, agradeceu aos céus por sua vizinha ser desse jeito.
—Sim, isso mesmo! – Mentiu.
—Está vendo? – Izayoi lançou novamente um olhar reprovador em direção á Inuyasha. – As pessoas falam muito sem saber, esse é o maior defeito delas!
—Feh! – Inuyasha resmungou virando o rosto para não fitá-las.
O que sua gentil vizinha havia lhe dito, era realmente verdade, mas a pobre mulher mal sabia o que realmente se passava em sua vida. Se algum dia contasse a ela, pensou se a mesma a ajudaria. Mas tinha medo, medo de não apenas ela saber, mas sim todos, já que algo como isso iria cair nos ouvidos de todos que moravam próximos de si.
“As paredes têm ouvidos” lembrou-se do que sua mãe sempre lhe dizia. E para sua própria segurança precisaria continuar a agir dessa forma, mesmo que seus vizinhos continuassem a chamá-la de estranha ou antissocial. Se dessa forma já comentavam de si, imagine quando descobrirem... Tudo o que queria, era segurança e tranquilidade. Isso é pedir muito?
—Izayoi... – Rin a chamou e a doce mulher voltou-se para ela. Rin curvou-se educadamente indicando que se afastaria para terminar suas compras.
—Desculpe por ter te mantido aqui durante todo esse tempo, querida. Nós estamos de carro, porque não volta conosco? – sorriu ela.
—Ah... – Rin não sabia o que dizer. – Não precisa se preocupar, eu volto a pé mesmo!
—Não, não! – Izayoi insistiu. – Inuyasha está aqui e ele irá levar suas compras até sua casa.
—Hãn? – O hanyou arqueou suas sobrancelhas, não acreditando no que sua mãe acabara de fazer. – Por quê?
—Não precisa se preocupar com isso... – Rin sentiu-se encurralada.
—Magina, eu não posso deixar você voltar sozinha carregando um monte de sacolas. Venha no carro junto conosco! – Aquilo não parecia um pedido e sim uma ordem. – Aproveite a carona querida. – Ela lhe piscou um de seus olhos escuros.
—...
Rin pareceu pensar por um momento, sua intenção era de comprar bastante estoque de comida, para assim não precisar voltar naquele mercado tão cedo. Se fizesse isso como iria trazer suas compras para casa? Não queria aceitar, não queria se envolver, mas naquele tipo de situação o que poderia fazer?
—Estaremos esperando você atrás dos caixas, ainda não terminei de fazer minhas compras. – Após dizer isso, Izayoi e o alto rapaz de madeixas prateadas se afastaram.
Empurrou o carrinho com certa dificuldade, e entrou no primeiro setor que avistou iniciando suas compras daquele dia. Pela primeira vez em sua vida, conseguiu fazer aquele carrinho lotar. Havia pegado tantas coisas que mal conseguia movimentar o carrinho de tão pesado que ele estava.
Se antes já possuía dificuldade em empurrá-lo, agora piorou. O bendito não queria sair por nada do mesmo lugar. Suspirou cansada, aquilo não poderia ficar pior.
Fechou os olhos e contou até dez mentalmente, e assim que os abriu assustou-se com a pessoa que estava diante de si.
—Você! – Ela arqueou suas sobrancelhas em sinal de confusão.
—Já faz um bom tempo que estamos esperando por você, e minha mãe me infernizou para vir procurá-la! – Inuyasha parecia aborrecido, muito aborrecido. – Ela pensou que já tivesse ido embora, mas pelo jeito você demorou por outra coisa. – Disse se referindo ao carrinho lotado.
—Não, na verdade eu já estava indo para o caixa. – Inuyasha não pareceu acreditar no que disse. – Mas está impossível levar esse carrinho...
Rin tentou empurrá-lo mais uma vez, e novamente o carrinho não saiu do lugar.
Inuyasha suspirou, aquela seria definitivamente a ultima vez que acompanharia sua mãe até o mercado. Sua mãe que chamasse seu meio-irmão para ajudá-la, porque depois desse dia, não apareceria por lá tão cedo.
—Me deixe ajudá-la. – Inuyasha foi até ela e tomou o carrinho para si.
O empurrou com tanta facilidade que Rin sentiu inveja por isso.
—Não está tão pesado quanto parece. – Ele se vangloriou. – Mas esta rodinha está péssima! – Torceu o nariz.
—Foi por isso que esbarrei em você, desculpe. – Se desculpou novamente.
Inuyasha a fitou por um momento.
—Não se preocupe com isso, de qualquer forma a culpa não foi sua mesmo! – Ele deu de ombros.
Inuyasha poderia ser grosso e arrogante, mas sabia aceitar quando estava certo ou errado. E naquele momento ele se mostrou menos irritado e mais compreensivo com o que aconteceu minutos atrás.
Durante todo o trajeto Rin o acompanhou até o caixa mais vazio que avistaram e vez ou outra Inuyasha desviava o carrinho do restante das pessoas.
Se não fosse pela quantidade de comida que pegara, certamente não demoraria tanto tempo para pagar. Só não demorou mais por conta de que foi diretamente em um caixa vazio, o que fez o apressado hanyou suspirar aliviado.
Rin o compreendia, provavelmente ele tinha inúmeras coisas para se fazer naquele dia e sua mãe decidiu o alugar. Para melhorar sua paciência, ainda o obrigou a levá-la junto.
Colocou suas compras dentro de sacolas e a depositou em um novo carrinho, dessa vez sem defeito. Pagou sua compra com seu cartão de débito e assim que recebeu sua nota fiscal, seguiu Inuyasha e sua mãe até o estacionamento do mercado. Com um carrinho sem defeitos, não foi difícil guiá-lo sozinha.
Observou Inuyasha parar diante de uma grande caminhonete prata, o viu abrir o porta malas do veiculo e ajudar sua mãe a guardar suas compras.
—Querida... – Izayoi a chamou. – Para não misturar nossas compras, coloque-as no banco de trás!
—... – Rin não disse nada apenas acenou com a cabeça em sinal de afirmação.
Inuyasha abriu a porta traseira e indicou para Rin colocar suas compras no banco de couro, e assim o fez. Em poucos minutos, o trio terminou de ajeitar seus mantimentos e não demorou a entrarem no veiculo. Rin sentou-se no banco de trás, enquanto Inuyasha estava no bando do motorista e sua mãe ao seu lado.
O viu dar a partida no carro e o colocou em movimento. Saiu do estacionamento do mercado e devido à rua ser contra mão, o jovem hanyou tivera que dar a volta no quarteirão para entrar na rua de sua casa. O mercado não era longe, mas para aqueles que precisavam levar os mantimentos em grande quantidade, o veiculo era necessário.
—Obrigada pela carona Inuyasha! – Rin agradeceu assim que Inuyasha estacionou seu carro em frente a sua casa.
—Não precisa agradecer querida, sempre que precisar ir ao mercado me avise que farei Inuyasha ir junto com você! – Sua vizinha riu de sua própria frase.
—Féh! – Inuyasha apenas resmungou.
—Me lembrarei disso! – Rin entrou na brincadeira.
—Isso já virou abuso. – O hanyou resmungou novamente enquanto abria a porta da caminhonete.
Rin e Izayoi seguiram seu exemplo e ambas saíram do veiculo.
—Mais uma vez, obrigada. – Ela voltou a agradecer.
—Não custava nada trazê-la Rin! – Inuyasha disse enquanto abria o porta malas.
Por um momento Rin surpreendeu-se com o que acabara de ouvir. Curvou seus lábios em forma de um sorriso, mas sabia que o hanyou não havia visto o sorriso em seu rosto.
—Querido... – Izayoi apoiou sua mão nas costas largas de seu filho. – Ajude Rin a levar suas compras para a sua casa.
—Não! – Rin apressou-se em recusar. – Já me ajudaram muito me trazendo até aqui, não precisa!
—Como não? – Izayoi cruzou seus finos braços sobre o peito. – Ele é mais forte que nós duas juntas, tenho certeza que em pouco tempo consegue levar todas as compras de uma só vez.
—Se ela não está querendo, não insista mãe. – O viu revirar os olhos. Na realidade, sabia que Inuyasha não estava nenhum pouco disposto em ajudá-la mais uma vez.
Izayoi o fitou com olhos ameaçadores.
—Seja cavalheiro uma vez na vida, ou pelo menos finja que têm educação! – Viu Izayoi cutucar seu filho.
Rin tentou segurar uma risada.
Sua doce vizinha havia se transformado em uma mulher autoritária em poucos segundos. Inuyasha nada disse apenas suspirou baixo, às vezes jurava que sua mãe achava que ainda tinha dez anos e não vinte e dois como realmente aparentava, já que era tratado dessa forma.
—Ele irá ajudá-la! – Aquilo não parecia uma afirmação e sim uma ordem.
Sua vizinha era realmente um doce, apenas quando desejava ser.
Um pouco a contra gosto, o hanyou decidiu ajudá-la. Caso contrário, sua mãe não o deixaria sair vivo essa noite.
—O portão já está aberto? – Perguntou.
—Um... Um minuto... – Pediu para aguardar.
Disse que não se envolveria com ninguém, e lá estava ela abrindo o portão de sua nova casa para um estranho entrar. Um frio passou por sua barriga, suas mãos ficaram trêmulas, o que dificultou na hora de introduzir a chave no cadeado.
Aquilo não passou despercebido aos olhos de Inuyasha, às vezes a pequena Rin se comportava de maneira tão estranha. Começando pelo fato desde que se mudara, aparentemente, apenas ele e sua mãe conheciam a menina pessoalmente.
Ninguém daquela rua sabia ao menos como ela era, se era bonita ou feia, magra ou gorda, pequena ou alta... Não sabia dizer se isso era culpa de seu antissocialismo ou se tinha outro motivo por detrás de sua estranheza. Ela poderia não saber, mas desde que chegou, Rin foi o assunto principal das fofocas dos mais velhos.
Rin suspirou aliviada quando finalmente acertara o buraco do cadeado. Empurrou o portão e em seguida deu passagem para Inuyasha entrar.
—Ficarei aqui tomando conta do carro! – Izayoi anunciou que esperaria na calçada.
Inuyasha apenas acenou a cabeça pra sua mãe e seguiu sua vizinha para o interior de sua casa. Ambos pararam diante de uma enorme porta de madeira branca. Em meio ao molho de chaves, Rin tentava encontrar a chave para a porta da frente e assim que achara a destrancou.
Inuyasha preparou-se para entrar quando a viu agachar-se diante de si. Arqueou suas sobrancelhas e então foi que percebera que havia outra entrada para chave no final da porta.
—Você realmente tem complexo por segurança, não é mesmo? – Constatou o hanyou.
—Isso é... É normal! – Rin gaguejou de inicio. – É normal para quem mora sozinha em uma casa tão grande.
—Não sabia que morava sozinha. – Inuyasha comentou enquanto seus olhos vagavam pelo exterior da residência.
A porta foi aberta e os olhos âmbares voltaram em direção a sua vizinha estranha.
—Por favor, entre. – Pediu ela.
—Com licença.
Limpou seus pés no tapete antes de adentrar a sala de estar. Uma grande sala, foi o que Inuyasha constatou assim que entrou. Seus olhos observavam o interior da casa, era tudo muito normal. Isso o fez estranhar, já que Rin era tão... Tão diferente.
—A cozinha é por aqui. – Atravessou a sala o guiou em direção à cozinha. – Pode colocar as compras em cima da mesa. – A pequena retirou um enfeite de vidro dando espaço para que Inuyasha colocasse suas sacolas de compras.
E assim o fez. Depositou as sacolas sobre a mesa e anunciou que voltaria com o restante das compras. Enquanto aguardava suas sacolas decidiu organizar as que já se encontravam na cozinha. Em pouco tempo Inuyasha havia trazido todos os seus mantimentos para dentro.
—Essas são as ultimas! – Disse após colocar as ultimas sacolas plásticas sobre a mesa de mármore.
—Muito obrigada Inuyasha. – O rapaz acenou a cabeça e preparou-se para se retirar. – Eu irei acompanhar você, assim me despeço de sua mãe.
O viu acenar com a cabeça mais uma vez. Atravessaram a sala e saíram pela porta da frente, caminharam pelo quintal até alcançarem o portão de ferro e assim que seus pequenos pés pisaram na calçada de pedregulhos, manteve-se em pé parada esperando o momento certo para se despedir.
Izayoi já segurava em suas mãos algumas das sacolas do mercado, Inuyasha torceu o nariz com o que viu. Antes que pudesse despedir-se de sua gentil vizinha, Inuyasha interrompeu seu raciocínio.
—Você sabe que eu não gosto que você carregue peso, mãe! – Viu Inuyasha caminhar até sua mãe e puxar algumas sacolas de suas mãos. – Me deixe levar!
—Ora... – Izayoi resmungou assim que seu filho pegou todas as sacolas que segurava. – Eu não estou morta, posso muito bem levar as compras pra casa! – Ela tentou argumentar.
Viu quando o hanyou virou-se de costas para sua vizinha e revirou os olhos. Tentou abafar uma risada, aquela situação era cômica. Inuyasha fez um sinal com a cabeça para si, indicando que entraria e que provavelmente não a encontraria mais. Aquele sinal parecia uma forma de despedir-se, e então se lembrou de que saiu na rua apenas para despedir-se de Izayoi para assim voltar ao seu refugio novamente.
Caminhou até ela e despediu-se.
—Obrigada mais uma vez pela carona Izayoi. – Agradeceu enquanto a abraçava.
—Por nada minha querida, quando precisar pode chamar o Inuyasha! Já disse isso a você não é? – Ela riu baixo enquanto retribuía o abraço de Rin.
—Sim, você já disse. – Rin desfez o abraço.
Curvou-se levemente indicando que voltaria para sua casa, mas sentiu a delicada mão de sua vizinha sobre o seu braço a impedindo de partir.
—Antes que eu me esqueça Rin... – Izayoi fez uma pequena pausa antes de continuar. – Neste sábado á noite será aniversário do Inuyasha, portanto estou lhe chamando para vir comemorar conosco. – Seus lábios se curvaram em forma de sorriso.
Rin ficou tensa, não sabia o que lhe responder. Isso não estava em seus planos, agradeceu Izayoi pela carona e pretendia voltar para sua casa e continuar lá sem ver ninguém. Não pretendia voltar a ver sua vizinha e Inuyasha tão cedo...
—Bem... – Rin tentou encontrar algo para lhe dizer.
—Será uma festa simples, só para não passar em branco. – Izayoi tentou convencê-la. – Poucas pessoas virão, só alguns amigos de Inuyasha e nossos familiares mais próximos estarão presentes.
Rin não sabia o que responder. Tudo o que desejava era estar dentro do seu refugio, protegida de tudo e de todos, mas como qualquer pessoa Rin também possuía defeitos, e um deles era não conseguir dizer “não” para as pessoas.
—Claro! – Rin sorriu forçadamente, o que passou despercebido por Izayoi.
—Que bom minha querida. – Já Izayoi, diferente de Rin, sorriu docemente. – Estarei te esperando então. – A puxou para um novo abraço.
Sentiu os finos braços de sua vizinha envolver seu ombro, apertando seu corpo contra o dela em uma forma de abraço apertado.
Rin retribuiu o abraço apertado e afundou sua cabeça no ombro de Izayoi. Se pudesse, naquele momento cavaria um buraco e se jogaria dentro dele, mas o que poderia fazer em uma situação como esta? Era impossível negar algo para Izayoi, já que a mesma era um doce de vizinha.
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